domingo, 8 de fevereiro de 2026

Com Deus não há fracassos (VDTCC) (continuação)

                                              


Com Deus não há fracassos 

À luz da Palavra do 5º Domingo do tempo Comum (ano C), vemos que é Deus quem nos chama para a missão que nos confia, apesar de nossos pecados e limitações.

Deste modo, em cada Celebração Eucarística se torna presente e operante a força redentora do Sacrifício de Cristo na Cruz, quando fomos redimidos e reconciliados com Deus para vivermos como irmãos e irmãs.

Contemplemos a misericórdia e ação divinas ontem, hoje e sempre, que purifica nossos lábios para anunciar e proclamar as Suas maravilhas.

Renovemos a alegria de viver a nossa vocação, fortalecidos pela confiança na Palavra, cada vez mais comprometidos com Seu Projeto do Reino.

Ergamos nossas mãos e que elas se abram para Deus louvar e adorar,
e ao irmão e irmã que precisa, solicitamente estendê-las e nos solidarizarmos.

Que nossos joelhos apenas se dobrem para adorá-Lo;
Aquele que merece toda honra, glória poder e louvor.

Assim serão nossos joelhos revigorados e fortalecidos,
Para com passos firmes e largos a caminhada de fé continuar.

Não entre a palavra tão apenas em nossos ouvidos,
Mas que ela penetre lá no mais profundo de cada um de nós.

Reflitamos:

- Qual é a nossa resposta ao chamado de Deus?
- De que modo Deus tem se revelado em minha vida pessoal e de que modo escuto e respondo ao Seu chamado?

- Nossas Celebrações têm suscitado Profetas para a participação na construção do Reino?

  - Nossa fé é envolvida pelo fogo do Amor Divino, para que sejamos purificados de nossos pecados, postos com mais ardor na missão que o Senhor nos confia?

Oremos:

Venha, Senhor, em nosso auxílio, Vosso Santo Espírito
Para nos comunicar Vossa Palavra em nossos corações.

Afaste, Senhor, de nós todo medo e cansaço,
Que avancemos continuamente para águas mais profundas.

Somente confiando em Vossa Palavra é que nossas redes 
São retiradas do mar da vida, trazendo-nos o melhor de Vós.

Fazei-nos, Senhor, intrépidos e corajosos pescadores de homens,
Vossa Palavra com ardor vivendo, anunciando e testemunhando. Amém!

Sobre a enfermidade e a cura... (VDTCB)

                                                             

Sobre a enfermidade e a cura...

Nunca se falou tanto em cura e libertação!

- Como entendê-las?
- Existem de fato?

- Não seria um sensacionalismo midiático (fora ou dentro da Igreja Católica)?

A autêntica sabedoria consiste na conciliação madura, séria, consequente entre ambas. Elas não se contrapõem, ao contrário, se harmonizadas, farão homens e mulheres mais perfeitos, felizes, plenos de vida.

A pessoa de fé jamais poderá dizer: “não preciso da ciência”. Tampouco aqueles que anseiam e mergulham no conhecimento, na decifração dos insondáveis mistérios da humanidade poderão banalizar e deixar de reconhecer a força daqueles que creem, que possuem uma verdadeira fé.

Iluminadora é a passagem do Evangelho, em que refletimos sobre a ação de Jesus curando a sogra de Pedro que estava febril,  e também fazendo curas e expulsando demônios, à porta da casa do mesmo (Mc 1, 29-39).

Como compreender o que somente a fé pode alcançar, e a ciência não consegue explicar?

Aliás, nem seria o papel da ciência, e tão pouco pensar numa oposição entre a fé e a ciência e vice-versa, porque, de fato, completam-se mutuamente.

É preciso que sejamos, em tempos de pós-modernidade, pessoas de verdadeira fé, purificada e solidificada com sede profunda do conhecimento, procurando a perfeita sintonia da fé e da razão, para que construamos um mundo mais belo e feliz, mais humano, justo, pacífico e fraterno.

O Senhor nos tomou pela mão e nos curou (VDTCB)

                                                                

O Senhor nos tomou pela mão e nos curou

 “Minhas lágrimas e minha penitência
têm sido para mim como o Batismo”

Acolhamos para a reflexão sobre o Evangelho do 5º Domingo do Tempo Comum (ano B), o Comentário de São Jerônimo, doutor da Igreja, (séc. V).

“A sogra de Pedro estava com febre.
Oxalá venha e entre em nossa casa o Senhor e com uma ordem Sua cure as febres de nossos pecados! Porque todos nós temos febre.

Tenho febre, por exemplo, quando me deixo levar pela ira. Existem tantas febres como vícios. Por isso, peçamos que intercedam frente a Jesus, para que venha a nós e segure nossa mão, porque se Ele segura a nossa mão, a febre foge em um instante. Ele é um médico nobre, o verdadeiro protomédico. Médico foi Moisés, médico Isaías, médico todos os Santos, mas este é o protomédico. Sabe tocar sabiamente as veias e perscrutar os segredos das enfermidades.

Ele não toca o ouvido, não toca a fronte, não toca nenhuma outra parte do corpo, mas a mão. Tinha febre, porque não possuía boas obras.

Em primeiro lugar, portanto, tem que curar as obras, e logo remover a febre. A febre não pode fugir se não são curadas as obras. Quando nossa mão possui más obras, jazemos no leito, sem podermos levantar, sem poder andar, pois estamos totalmente consumidos na enfermidade.

E aproximando-Se daquela que estava enferma.
Ela mesma não pôde levantar-se, pois jazia no leito e, portanto, não pôde sair ao encontro do que vinha. Porém, este médico misericordioso, ele mesmo acode ao leito; Aquele que tinha levantado sob Seus ombros a ovelhinha enferma, Ele mesmo acorre ao leito. E aproximando-Se... Sobretudo Se aproxima, e o faz para curá-la. E aproximando-Se... Observa o que Ele diz. É como dizer: seria suficiente sair-me ao encontro, achegar-te à porta e receber-me, para que tua saúde não fosse totalmente obra de minha misericórdia, mas também de tua vontade. Porém, já que te encontras oprimida pelas altas febres e não pode levantar-se, Eu mesmo venho a ti.

E aproximando-Se, a levantou.
Visto que ela mesma não podia levantar-se, é segurada pelo Senhor. Ele a levantou, tomando-a na mão. Segurou-a precisamente na mão. Também Pedro, quando perigava no mar e afundava, foi agarrado na mão e erguido. E levantou-a tomando-a pela mão, Com Sua mão o Senhor tomou a mão dela. Ó feliz amizade, ó formoso afago! Levantou-a segurando-a com Sua mão: com Sua mão curou a mão dela. Segurou sua mão como um médico, tomou o pulso, comprovou a intensidade das febres, Ele mesmo, que é médico e medicina ao mesmo tempo.

Jesus a toca e a febre foge. Que Ele toque também a nossa mão, para que nossas obras sejam purificadas, que Ele entre em nossa casa: por fim, levantemo-nos do leito, não permaneçamos abatidos. Jesus está de pé frente ao nosso leito, e nós permanecemos deitados? Levantemo-nos e fiquemos de pé: é para nós uma vergonha que estejamos recostados diante de Jesus.

Alguém poderá dizer: Onde está Jesus? Jesus está aqui agora. No meio de vós, diz o Evangelho, está alguém a quem não conheceis. O Reino de Deus está no meio de vós. Creiamos e vejamos que Jesus está presente. Se não podemos tocar Sua mão, prostremo-nos aos Seus pés. Senão podemos chegar à Sua cabeça, ao menos lavemos Seus pés com nossas lágrimas. Nossa penitência é unguento do Salvador. Vede quão grande é a Sua misericórdia. Nossos pecados fedem, são podridão e, contudo, se fizermos penitência pelos pecados, se os chorarmos, nossos pútridos pecados se convertem em unguento do Senhor. Peçamos, portanto, ao Senhor que nos tome pela mão.

E no mesmo instante, afirma, a febre a deixou.
Apenas a segura pela mão e a febre a deixa. Observa o que segue: No mesmo instante a febre a deixou. Tem esperança, pecador, contanto que te levantes do leito.

O mesmo ocorreu com o santo Davi, que tinha pecado, deitado na cama com a mulher de Urias, o hitita, sentindo a febre do adultério, depois que o Senhor o curou, depois de ter dito: tem piedade de mim, ó Deus, por tua grande misericórdia, assim como: Contra Ti, só contra Ti pequei, cometi o mal aos Teus olhos. Livra-me do sangue, ó Deus, Deus meu... Porque ele tinha derramado o sangue de Urias, ao ter ordenado derramá-lo. Disse: livra-me do sangue, ó Deus, Deus meu, e renova meu espírito em meu interior.

Observa o que diz: Renova. Porque o tempo em que cometi o adultério e perpetrei o adultério e o homicídio, o Espírito Santo envelheceu em mim. E o que mais ele diz? Lava-me e ficarei mais branco do que a neve. Porque me lavaste com minhas lágrimas.

Minhas lágrimas e minha penitência têm sido para mim como o Batismo. Observa, então, de penitente em que se converte. Fez penitência e chorou, por isso foi purificado. O que acontece em seguida? Ensinarei aos iníquos Teus caminhos e os pecadores voltarão a Ti. De penitente se tornou mestre.

Por que disse tudo isto? Porque aqui está escrito: E no mesmo instante a febre a deixou e se pôs a servir-lhes. Não basta que a febre a deixasse, mas também se levanta para o serviço de Cristo. E se pôs a servi-lhes. Servia-lhes com os pés, com as mãos, corria de um lugar ao outro, venerava ao que lhe tinha curado. Sirvamos também nós a Jesus. Ele acolhe com gosto o nosso serviço, mesmo que tenhamos as mãos manchadas: Ele Se digna olhar aquele que curou, porque Ele mesmo o curou. A Ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém.” (1)

Jesus é, ao mesmo tempo, o médico e a medicina. Ele tem a cura para nossas enfermidades, sejam quais forem.

Assim como Jesus curou a sogra de Pedro da febre que a acometia, e ela logo se pôs a serviço, também sejamos curados de nossas febres de tantos nomes (soberba, avareza, luxúria, ira, inveja, gula e preguiça), que consistem exatamente nos sete pecados capitais, que nos escravizam e nos roubam a alegria do serviço.

Curados pelo Médico e pela Medicina, curados pelo próprio Senhor, tomado pela Sua Mão, levantemo-nos e coloquemo-nos a serviço da vida e da esperança, para que a justiça e a paz se abracem, o amor e a verdade se encontrem, como rezou o Salmista (Sl 85,11).

Há febres que precisamos ser curados, e há uma febre que deve cada dia mais tomar conta de nosso coração: sermos febris de amor pelo Senhor.

A sogra foi curada de uma febre para pôr-se a serviço; Pedro precisou, mais tarde, ser tomado pela febre de amor, para que o Senhor lhe confiasse o rebanho.

Tao somente febris de amor pelo Senhor é que somos curados das febres indesejáveis que nos afastam da alegria da participação da construção do Seu Reino.



Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes - 2013 - pp.382-384

Sobre a enfermidade e a cura... (continuação) (VDTCB)

Sobre a enfermidade e a cura...

Acolhamos estas palavras da Igreja que trazem luz para não pararmos no meio do caminho. 

“A enfermidade e o sofrimento que acompanham nossa vida geram um estado de temerosa insegurança. Encarnam a fraqueza e a fragilidade humana, sujeitas à eventualidade do inesperado e do imprevisível.

Esta condição humana contrasta com o desejo de absoluto, de estabilidade e de segurança que pervade todo homem, e torna a existência do homem pouco desejável...”

Sofrer não é pagar uma pena
“... A enfermidade não está necessariamente ligada a um pecado pessoal; pode ser também uma provação providencial enviada por Deus para consolidar a fidelidade de seus amigos.

“A reflexão messiânica fará eco a esta concepção; o Messias, que inaugurará os últimos tempos, terá o aspecto do Servo sofredor que toma sobre si nossas enfermidades e as cura por suas feridas. Quando chegarem os últimos tempos, e o Espírito de vida houver renovado a terra, a doença desaparecerá definitivamente...”

A cura é um sinal
“Por isso, a libertação dos endemoninhados e a cura dos doentes, operadas por Cristo, são sinal de que chegaram os últimos tempos e de que o Reino de Deus está no meio de nós.

A cura não é o ato de um taumaturgo, mas o ato do salvador dos homens; é, de certo modo, a antecipação da vitória decisiva, da qual já participa aquele que crê; a vitória do homem novo que, sob a ação do Espírito Santo, faz com que todas as coisas voltem à Sua verdade, conforme o desígnio do Pai."

Um novo modo de pedir a Deus
“A experiência de uma enfermidade ou de uma situação de perigo pertence à bagagem de todo homem. Numa sociedade secularizada não existe o dilema entre dirigir-se ao médico ou recorrer à Oração e acender uma vela. Isto não quer dizer que tenha desaparecido a religiosidade ou que seja sintoma de ateísmo. Talvez se tenha simplesmente mudado o modo de encontrar-se com Deus.

O mundo foi confiado ao homem para que o transforme, construindo uma realidade sempre mais humana através da ciência e da organização social, que constituem o instrumento e as modalidades de transformação.

Esta tarefa se insere no quadro da relação Deus-homem e a ciência se torna seu lugar de encontro. E o é porque o homem, enquanto artífice no meio das realidades terrestres, se torna colaborador de Deus, e a ciência é a nova síntese baseando-se nos elementos do 'criado-por-Deus'."

A ciência nos aproxima mais de Deus: 
"A ciência, pois, longe de afastar de Deus, aproxima mais profundamente d'Ele, pelo respeito ao homem.

No quadro da fé, Cristo é libertador-vencedor da morte por Sua Ressurreição. Sua vitória é radical, mas em estado potencial. Cabe ao homem 'novo' tornar consistente esta vitória de Cristo. Vencer a doença pela pesquisa científica significa 'viver a Ressurreição de Cristo'.

A libertação da moléstia, que a ciência realiza, assume uma significação particular no contexto do símbolo da libertação radical. Debelar uma enfermidade, eliminar uma praga social, é símbolo-sacramento da libertação para a qual o Pai conduz a humanidade.”

PS: Citações extraídas do Missal Dominical – Editora Paulus – pp.892-893

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Em poucas palavras... (VDTCA)

 


Evangelizar é missão de todos nós

“ «Cristo [...] realiza a sua missão profética não só através da hierarquia [...], mas também por meio dos leigos. Para isso os constituiu testemunhas, e lhes concedeu o sentido da fé e a graça da Palavra» (1):

«Ensinar alguém, para o trazer à fé, [...] é dever de todo o pregador e, mesmo, de todo o crente» (2).” (3)

(1) II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 35: AAS 57 (1965) 40.

(2)São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 3 q. 71, a. 4, ad 3: Ed. Leon. 12, 124.

(3)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 904

Se você quiser ser feliz...

                                                              


Se você quiser ser feliz...

Se você quiser ser feliz,
Abra-se à ação da graça divina e reconheça a presença de Jesus, que jamais se afasta de você, porque o carrega em Seu Dulcíssimo Coração, e nos ombros do Bom Pastor. Ele que disse:

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". (Mt 11, 28-30)

Se você quiser ser feliz,
Aceita de bom coração a presença de Jesus, e O acolha, sobretudo no Tempo do Advento, em que preparamos Seu Nascimento, e caminhe com Ele, vivendo intensamente cada dia de sua vida, em mais um ano que se anuncia.

Abra à ação do Espírito Santo de modo que, conduzido por Ele, renuncie à sabedoria do mundo como um fim em si, e aberto a Verdadeira Sabedoria do Espírito, conduza cada pensamento, palavra e ação sem o pecado indesejável de omissão.

Se você quiser ser feliz,
Aceita o Mistério que nos abre para as realidades eternas e imutáveis, acolhendo o invisível que Se fez visível no Menino Deus, tocável por nossas mãos, e perpetuado para sempre na Palavra e na Eucaristia, que contemplamos com o novo olhar da fé.

Se você quiser ser feliz,
Sinta-se amado por Deus que, a partir da Revelação que nos veio por meio de Jesus, nos permitiu viver conscientemente aqui na terra as realidades do céu, crendo n’Ele, que reina gloriosamente, e nos convida a buscar, incansavelmente, as coisas do alto, onde habita.

Se você quiser ser feliz,
Caminhemos juntos, ajudemo-nos mutuamente no carregar da cruz, e não esmoreçamos no testemunho da fé, para que guardemos a necessária esperança, acompanhada de pequenos e grandes gestos de caridade, até que mereçamos a eternidade.

PS: Passagem bíblica inspiradora desta reflexão: Lc 10, 21-24; Mc 6,30-34

Sejamos testemunhas da compaixão divina

                                                            

Sejamos testemunhas da compaixão divina

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 6,34-44, sobre  Amor e a solicitude de Deus para com o Seu rebanho, verdadeiramente, uma compaixão incomparável, na Pessoa e ação de Jesus Cristo, o Bom Pastor esperado.

Deus mesmo é quem promete ser o próprio Pastor, conforme anunciara o Profeta Jeremias (Jr 23,1 -6).

O Profeta Jeremias foi uma voz incompreendida que clamou pela conversão e fidelidade do Povo a Deus e ao Seu Divino Projeto Libertador. Por isto é considerado o “Profeta da desgraça”.

Ele denunciou a ação dispersiva dos pastores do seu tempo, e anunciou a pertença do Povo a Deus.

Falou da intervenção divina através da repatriação dos exilados (a volta do exílio); a escolha de pastores exemplares e a vinda do Messias.

Já não mais ficariam perdidos e abandonados ao sabor dos ventos e dos mares, dos interesses inescrupulosos de seus pastores, de suas autoridades.

Com Jeremias, aprendemos a confiar em Deus mantendo, nas adversidades, a alegria, a serenidade, a esperança e a paz, e, de modo muito especial, a não usar o povo que nos foi confiado em benefício próprio.

Retomando a passagem do Evangelho, refletimos sobre o regresso dos discípulos que foram enviados em missão, entusiasmados pelos resultados, mas cansados, naturalmente.

Jesus compreende e os convida ao recolhimento, a gozar da intimidade com Ele, recuperando as forças, para não caírem num ativismo que esvazia a vida de sentido e dinamismo.

É preciso estar sempre refeito e disposto para colocar-se com alegria a serviço do rebanho sofrido do Senhor, e nisto consiste a essência de toda atividade pastoral. De modo que podemos dizer tal Cristo, tal cristão.

Reflitamos:

- Vivemos num ativismo descontrolado?
- Nossas atividades não são, por vezes, de funcionários eficientes tão apenas?

- Nossas atividades são revigoradas por uma genuína espiritualidade?
- Qual o perigo da fadiga, cansaço, desânimo, diante dos muitos desafios e das respostas que devemos dar diante do povo?

- Diante do rebanho, temos a humanidade e a sensibilidade de Jesus?
- Nosso coração e consciência doem diante dos clamores que brotam da vida do povo simples de nossas comunidades?

- O que procuramos fazer em resposta a estes clamores?
- Como acolhemos e vivemos a proposta de Jesus no cuidado daqueles que nos foram confiados, dentro e fora da Igreja?

- Nossa comunidade deixa-se transformar pela proposta amorosa de Deus?

Deste modo, como discípulos de Jesus, o Bom Pastor, somos continuadores da Missão do Senhor, unidos por amor, sem barreiras e divisões, porque estas foram superadas pela vida e missão do Senhor Jesus.

Nisto consiste o eterno ciclo na vida do discípulo missionário do Senhor por força de seu Batismo: envio, missão, cansaço, descanso, renovação, continuidade.

Começar e recomeçar sempre, sem desânimo, revigorados no Banquete da Palavra e da Eucaristia, a serviço do Reino, até que alcancemos a glória da eternidade, e então brilharemos com os  justos, conforme o Senhor nos assegurou.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG