quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Quando o Natal chegar… (Natal do Senhor)

                                                   

Quando o Natal chegar…

Quando o Natal chegar, não será apenas mais um Natal,
Será o Natal do Senhor!

Algo de novo surgirá em nosso coração e em nossa vida se contemplarmos o Mistério do Natal com um tríplice olhar.

Contemplar, primeiramente,  o Menino Jesus na manjedoura: Apontando para a beleza e sacralidade da vida, do princípio ao seu declínio natural.

Contemplá-Lo pregando a Boa Nova:

A partir de Sua barca chamando e fazendo-nos pescadores de outros mares, e resgatando a humanidade para a vida. Finalmente contemplá-Lo na Cruz: Como mistério de uma vida vivida intensamente no amor, e doada por amor, pela salvação de toda a humanidade: amor que ama até o fim.

Deste modo, quando o Natal chegar...
Mais que árvores de natal montadas, nós teremos que estar enxertados na árvore da vida, alimentando-nos da seiva do amor que emana do Verbo que Se fez Carne.

Mais que presépios preparados, montados, é o coração humano que deverá estar devidamente preparado, como privilegiada manjedoura para a colhida do Verbo, presente em cada criança, em cada pessoa humana...

Mais que luzes piscando, estará mais do que nunca, acesa em nosso coração a Luz que Ele é e veio trazer à humanidade, e mais que isto, nos fazer sinal desta luz, como várias vezes cantamos:

“... Minha luz é Jesus, e Jesus me conduz pelos caminhos da paz...”

Mais que  amigos secretos seremos amigos para todos os momentos: bons e ruins, alegres e tristes, nas angústias e esperanças, nas vitórias e derrotas... Pois, a acolhida d'Aquele que nos chamou de amigos, nos possibilitará a criação de laços sinceros e verdadeiros de amizade, que se nutrem e se reforçam em cada Eucaristia celebrada.

Não haverá mesas fartas apenas um dia, mas todos terão pão em suas mesas em todos os dias, para que todo dia seja verdadeiro Natal.

Não haverá saudações mecânicas e formalmente repetidas, mas carregadas de conteúdo, acenando para a chegada Daquele que vem para reorientar nossos passos, acolhendo Aquele pelo qual tudo se renova, tudo se redime, tudo se reconcilia. Deus fará nascer no coração de quem faz a guerra, a paz de um Menino.

Armas serão transformadas em instrumentos que fabricam o pão; bilhões de dólares não mais se aplicarão na produção das armas que matam, mas na edificação de lares, escolas, espaços de convivência, crescimento, amadurecimento, favorecendo a promoção da dignidade de cada pessoa e da pessoa inteira. Nossos joelhos fortalecidos, mãos estendidas, mente predisposta a ser moldada pela Palavra; coração aberto para a Semente do Verbo.

Que em cada coração se reacenda a alegria de ser discípulo missionário, e como Igreja na América Latina, estaremos mais do que nunca, empenhados na grande Missão Continental por um “Continente da Esperança e do Amor!”

Quando o Natal chegar... Como estaremos?

Natal: nada nunca mais foi como era antes! (Natal do Senhor)

                                                      

Natal: nada nunca mais foi como era antes!
Tudo se transformou quando o Verbo Se encarnou...

Porque assim quer Deus, e se assim ainda não é, urge que o seja, para que o Natal não se reduza a um mito, lenda, história escrita em livros empoeirados pelo tempo sem nenhuma ressonância em nosso existir.

Natal não pode ser reduzido a uma doce fábula separada pelos séculos. Sem saudosismos estéreis, o Natal Cristão precisa ser vivido, como bela joia lapidada, como bela obra reescrita.

Natal há de ser uma página de Deus vivida a cada dia, porque assim é o amor de Deus: se renova a cada instante e nos acompanha instantemente, insistentemente... Ainda que não percebamos, ainda que não mereçamos, ainda que não correspondamos... É próprio do amor de Deus nos amar irrenunciavelmente, irredutivelmente, fielmente...

Nada, absolutamente nada, nunca mais foi como era antes!

A tristeza não suportou e evadiu do mundo
Porque a alegria e sua Fonte Plena vieram reinar.
A melancolia foi queimada pelo Fogo do Amor Eterno
Que veio firmar, com todos, laços mais fraternos!

As armas de guerra foram transformadas em instrumentos de trabalho:
O sangue dos justos e o suor serão derramados, mas que se produza e se coma o pão.
Os mesmos serão derramados, para que se plante e se colha,
Para que se construa e se more, para que se eduque e, na fraternidade, se viva...

As mentiras cederam à Verdade Encarnada,
A escuridão da noite ou do pleno dia foi iluminada pelo esplendor do Verbo Divino;
A morte, a dor, o pranto e o luto se curvaram diante da Vida, do amor e êxtase de Deus.
A injustiça sucumbiu diante do Mavioso, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz: Jesus!

As dúvidas encontraram suas respostas na fonte de todas as respostas: Jesus.
As inquietações foram tranquilizadas pela fonte da serenidade: Jesus
As asperezas, friezas foram superadas pela fonte da ternura: Jesus.
A maldade foi eliminada, não suportou a enormidade do Sumo Bem: Jesus.

A infidelidade tornou-se algo obsoleto diante da promessa cumprida
Na plenitude dos tempos, Ele veio entre nós morar, Sua tenda armar,
E a humanidade aprendeu para sempre que é preciso amar,
Para um novo mundo realizar, outro caminho jamais haverá!

As famílias ganharam tons de sacralidade e santidade;
Espaço vital do ensinamento de santos aprendizados se tornou:
Amor, verdade, respeito, obediência, liberdade, solidariedade
Valores, como sementes no coração de cada criança, plantados.

O mundo e a criação, enfim, reconciliados,
Dores de parto em alegria imensurável por nascimentos...
Tudo passou a ser tão diferente,
Por um Deus que Se fez carne – gente! (cf. Jo 1,14).

Se Deus como criança chorou,
A fragilidade com coragem assumiu.
E, ao mundo, apenas um colo, pediu
Para que no Seu ombro nos carregasse...

Se fome passou, lágrimas derramou...
Foi para que não apenas nos ombros nos carregasse,
Mas nas entranhas profundas de Seu coração,
Abismo infinito de amor e ternura, nos mergulhasse!

Se humilhação, rejeição, indiferença, suportou
Foi para nos ensinar nossa humana condição:
Que nenhum irmão humilhe jamais seu irmão.
Eis tão bela e divina lição que nos deixou.

Se a Cruz, como ápice de amor e doação,
Sem covardia a carregou e suportou
Foi porque o olhar transcendente o acompanhou,
Aparência de fracasso, mas vitória com a Ressurreição

O Natal não terá apenas gosto de champanhes e panetones.
O Natal terá verdadeiro gosto de alegria, Páscoa e Ressurreição.
O Menino frágil da gruta, que em graça, tamanho e sabedoria cresceu
É o mesmo que na Cruz, por amor da humanidade morreu.

Que nosso Natal tenha gosto de Páscoa,
Tenha matizes de Ressurreição,
Assim novo tempo se inaugura
Acolhendo o Verbo no coração.

Que alguma alma humana me faça, então, assim crer
Se tudo ainda foi nada o que, até aqui, eu disse
Que me faça novidades outras possíveis, perceber.
E assim a luz divina vai mais forte resplandecer!

Feliz Natal porque nada, absolutamente nada,
nunca mais foi como era antes!

Ele, em nosso meio habitou, Sua tenda armou, 
mais belo Hóspede nosso Se fez, 
e o mundo pode cantar com os anjos: 
“Glória a Deus no mais alto dos céus paz na terra aos homens por Ele amados” (cf. Lc 2,14) – 
d’Ele, do Menino Jesus, 
Nosso Senhor e Salvador
alegres mensageiros o sejamos. Amém.

A ausência da conversão é o esvaziamento do Natal! (Natal do Senhor)

                                                                  

A ausência da conversão é o esvaziamento do Natal!

cada dia nos aproximamos da Festa tão linda, tão esperada: o Natal. Mas não haverá Natal se o apelo litúrgico não encontrar o caminho de nossos ouvidos, chegando onde deve chegar, no mais profundo de nosso coração: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” (Mt 3,1-12).

Advento, Tempo de conversão...
Tempo de nos prepararmos para acolher o Espírito do Senhor que nos enriquecerá com os Seus dons para que vivamos com sabedoria e inteligência, com o dom do conselho e a fortaleza; acompanhe-nos a ciência (conhecimento), o temor e a piedade.

Tempo de abandono da efemeridade, do passageiro, para que abracemos o essencial e eterno na acolhida do “Novo de Deus”, Jesus, com a chegada de Seu Reino de amor e verdade, justiça e paz, santidade, graça e vida.

Tempo de renovação da mentalidade, procurando fundamentar a vida em valores que edifiquem e santifiquem a vida, tornando-a mais conforme o desígnio divino.

Tempo de expectativa da vinda do Messias, mais que esperado, porque por Deus prometido, que veio, vem e virá restaurar todas as coisas, reconduzir-nos ao paraíso perdido, não como saudade inútil e estéril, mas como compromisso inadiável para que construamos uma nova realidade, sem divisões, discórdia, discriminações, marcadas pela acolhida, harmonia, fraternidade, partilha e amor.

Tempo de escutar a voz de João que não apenas grita solitariamente no deserto, mas grita também no sórdido deserto de nossas cidades: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!” (cf Mt 3,3).

Tempo de revermos o que precisa ser mudando em nossa vida pessoal, familiar, comunitária, social, cósmica...

Que o grito de João não seja um ato solitário, mas que sejamos interpelados a fim de que com ele sejamos mais que solidários, abrindo-nos ao indispensável propósito de conversão, mudança, transformação...

A ausência da conversão é o esvaziamento do Natal!

Que o Mistério Pascal do Natal seja precedido de atitudes de conversão, passagem...

Que o fogo do Espírito queime nossos pecados e
nos transforme para um Natal verdadeiro,
pois somente a partir de corações novos
faremos com que o mundo tenha
um coração novo!

Contemplemos os sinais do Natal do Senhor! (Natal do Senhor)

                                                           

Contemplemos os sinais do Natal do Senhor!

“O Verbo Se fez carne e habitou entre nós,
e vimos a Sua glória...” (Jo 1,14)

Contemplamos inúmeros sinais que revelam o nascimento do Verbo que veio armar Sua tenda em nosso meio.

Celebrar este nascimento nos traz como imperativo a correção e a superação; o avanço e o alargamento de horizontes pastorais, e em todos os âmbitos de nossa vida, para que avançando em águas mais profundas (cf. Lc 5,1-11) contemplemos as maravilhas do Reino por Jesus inaugurado.

Há inúmeros acontecimentos que revelam este mavioso acontecimento, o maior fato inusitado da história da humanidade, que a mudou para sempre: a Encarnação de Deus na forma de uma criança. O mais belo e magnífico presente que Ele nos prometeu foi dado.

Para os cristãos, o Natal não se reduz a rememoração de um fato ocorrido há dois milênios; é a celebração do nascimento do Senhor em cada instante, pois todo dia é Natal quando acolhemos a presença de Deus em nossa vida e na vida de nosso próximo.

Portanto, é Natal quando possibilitamos que o Senhor nasça e cresça, trazendo consigo a esperança, a paz, a alegria e o amor verdadeiro, para que resplandeçamos Sua Luz.

Acolher o Verbo é colocar-se numa constante atitude de despojamento de si mesmo no carregar da cruz, amando-O como Criança, mas também amando Sua proposta, Seu Evangelho e aceitando o convite para segui-Lo até o fim. 

Com o Senhor nascer, crescer e viver sem esquecer que o Natal também tem matizes Pascais. Do Cálice Sagrado partícipes, até que possamos gozar as alegrias da eternidade.

Feliz Natal com exigências e tons Pascais!

Natal: O mavioso encontro de duas naturezas (Natal do Senhor)

                                                                           

Natal: O mavioso encontro de duas naturezas

Com a da Carta do Papa São Leão Magno (Séc.V), refletimos sobre o mavioso encontro das duas naturezas de Cristo: a humana e a divina.

“De nada serve afirmar que nosso Senhor, filho da Virgem Maria, é verdadeiro e perfeito homem, se não se acredita que Ele também pertence a essa descendência proclamada no Evangelho.

Escreve São Mateus: Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão (Mt 1, 1). E, a seguir, apresenta a série de gerações desde os primórdios da humanidade até José, com quem estava desposada a Mãe do Senhor.

São Lucas, porém, percorrendo em sentido inverso a ordem dos descendentes, chega ao começo do gênero humano, para mostrar que o primeiro e o último Adão têm a mesma natureza.

Com efeito, seria possível à onipotência do Filho de Deus, para ensinar e justificar os homens, manifestar-se do mesmo modo que aparecera aos Patriarcas e Profetas, como, por exemplo, quando travou uma luta ou manteve uma conversa, ou quando aceitou os serviços da hospitalidade a ponto de tomar o alimento que lhe apresentaram.

Mas essas aparições eram imagens, sinais misteriosos, que anunciavam a realidade humana do Cristo, assumida da descendência daqueles antepassados.

Nenhuma daquelas figuras, entretanto, poderia realizar o mistério da nossa reconciliação, preparado desde a eternidade, porque o Espírito Santo ainda não tinha descido sobre a Virgem Maria, nem o poder do Altíssimo a tinha envolvido com a sua sombra; a Sabedoria eterna não edificara ainda a sua casa no seio puríssimo de Maria para que o Verbo Se fizesse homem; o Criador dos tempos ainda não tinha nascido no tempo, unindo a natureza divina e a natureza humana numa só pessoa, de modo que Aquele por quem tudo foi criado fosse contado entre as Suas criaturas.

Se o homem novo, revestido de uma carne semelhante à do pecado (cf. Rm 8, 3), não tivesse assumido a nossa condição, envelhecida pelo pecado; se Ele, consubstancial ao Pai, não se tivesse dignado ser também consubstancial à Mãe e unir a Si nossa natureza, com exceção do pecado, a humanidade teria permanecido cativa sob o jugo do demônio; e não poderíamos nos beneficiar do triunfo do Vencedor, se esta vitória fosse obtida numa natureza diferente da nossa.

Dessa admirável união, brilhou para nós o Sacramento da regeneração, para que renascêssemos espiritualmente pelo mesmo Espírito por quem o Cristo foi concebido e nasceu.

Por isso diz o Evangelista, referindo-se aos que creem: Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo (Jo 1, 13)”. 

Reflitamos sobre o Encontro de duas naturezas, quando o Verbo Se fez Carne e habitou entre nós.


Nisto consiste o verdadeiro Natal que haveremos de celebrar: uma das mais belas Festas da Igreja, a Festa do esplendor da luz Divina que vem nos iluminar, reconciliar, renovar, recriar, novos caminhos nos reconduzir...

Quantas mensagens são trocadas, e quanta reflexão acontece no silêncio do quarto de cada um, no mais profundo do coração humano.

Reflitamos:

ü Quem poderia ver na humanidade daquela criança a divindade ocultada?
ü Quem poderia ver o mistério da divindade submetendo-se às limitações próprias da materialidade humana?
ü Quem poderia num rosto angelical de uma criança, frágil, incapaz de sobreviver por si mesma, a fonte de nossa vida, de nossa salvação?

Aquele que aceitou as limitações da sobrevivência nos possibilitou alcançar com Sua Encarnação, Morte e Ressurreição, o que também aparentemente pareceria impossível: a nossa salvação.

A divindade ocultada naquela frágil criança foi apenas percebida pelos que possuem fé. Da mesma forma, aquele mesmo corpo na Cruz, flagelado, desfigurado, inerte, sem vida, sinal de aparente fracasso, ressuscitado será, para que com Ele também ressuscitados o sejamos... 

Natal: ó incrível encontro de duas naturezas que nos regenerou e nos eternizou na glória da eternidade. Amém!       

Renovemos a alegria do encontro com o Senhor (Natal do Senhor)

                                                           

Renovemos a alegria do encontro com o Senhor

“E o Verbo Se fez carne,
e habitou entre nós” (Jo 1,14)

Terminando mais um ano com olhares retrospectivos, voltemos também nosso olhar para o ano novo, para evitar novos erros, fortalecer os passos, intensificar os acertos, em nossa árdua missão evangelizadora, que deve ser realizada com amor, zelo e alegria.

São oportunas, neste sentido, as palavras do Papa Francisco em sua Exortação Apostólica:

Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de procurá-Lo dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que ‘da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído’” (Evangelii Gaudium n.3).

Momento propício para este encontro e renovação, é o Tempo do Advento a fim de bem prepararmos a celebração do do acontecimento que mudou o rumo da História da humanidade: a Encarnação do Verbo, como nos disse o Evangelista: “E o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14).
Além da beleza e esplendor da Liturgia do Advento, temos a graça de participar da Novena de Natal, acompanhada do indispensável e fecundo Sacramento da Penitência, que muito nos ajudam para bem acolher e celebrar o nascimento do Senhor no mais profundo de nós.

E para que tudo isto faça sentido, é imprescindível que multipliquemos gestos de amor e partilha, reconciliação, fraternidade e paz, preparando a chegada do Deus Menino, que vem mais uma vez ao nosso encontro, e deseja ardentemente que O acolhamos.

Urge que nos empenhemos, para que a Noite de Natal não se reduza a ceias, amigos secretos e trocas de presentes, esvaziando seu verdadeiro sentido, que é a celebração do Nascimento do Menino Jesus, Aquele que cresceu em tamanho, sabedoria e graça diante de Deus, e deu Sua vida por todos nós, para que fôssemos redimidos e salvos, mas que antes nos comunicou a Boa-Nova do Reino.

Celebremos um Natal com gosto de Páscoa, construindo um novo céu e uma nova terra, alegres e solícitos, pois Jesus, é a própria Misericórdia Divina que se encarnou para conosco caminhar, de modo que podemos parafrasear o Evangelista: “O Verbo Se fez Misericórdia e encarnou entre nós e nós vimos a Sua Glória”.

Quando iniciarmos mais um ano, tenhamos feito este encontro e acolhida do Verbo, deixando-nos envolver pelo Seu amor e ternura, iluminados por Sua Luz, que nunca se apagas,  e nos acompanha em todos os instantes.

E assim, conduzidos pelo Divino Espírito, sejamos misericordiosos como o Pai, firmando os nossos passos, para que tenhamos uma vida plena e feliz, empenhados na construção de um mundo justo e fraterno, como sinal do Reino de Deus por Jesus inaugurado.

Jesus, o Shalom, a nossa Paz, está para chegar! (Natal do Senhor)

                                                   


Jesus, o Shalom, a nossa Paz, está para chegar!

Celebraremos jubilosos o maior acontecimento da História: A Encarnação do Verbo em nosso meio.

Ele, Jesus, nossa paz, nosso Shalom, plenitude de vida vem ao nosso encontro, assumindo nossa humanidade, fragilidade, para nos presentear com a Sua divindade. 

Em Sua humanidade contemplamos a Sua divindade que Se revela. Sua realidade divina é impossível ser eclipsada por tamanha humanidade.

Assim é Jesus:
Verdadeiramente Deus, verdadeiramente Homem! O humano e o divino n’Ele se encontram e se abraçam para sempre!

Natal é acolher na nossa humanidade pobre, pecadora, Sua divina presença!

O Cardeal J. Suenens com palavras simples, curtas, belas e precisas nos revela Jesus, Homem-Deus, um de nós:

“Jesus teve fome e sede (Mt 4,2; 21,18); (Jo 4,7; 19,28), é sujeito ao cansaço (Jo 4,6), faz amizades, chora Lázaro ( Jo 11,35), tem compaixão das multidões (Mt 10,36), ou Se enche de alegria diante das manifestações de amor do Pai (Lc 10,21).

Aproxima-Se dos homens com uma simplicidade e uma autoridade impressionantes: os pecadores, os doentes, os que sofrem, n'Ele encontram a compreensão que buscam e ao mesmo tempo o apelo enérgico que os converte.

Entrega-Se, cada dia, à missão que Lhe foi confiada pelo Pai, desde a tentação no deserto até a suprema entrega no Horto das Oliveiras, onde contemplamos a profundidade humana de Seu sofrimento e de Sua adesão ao Pai e a Sua vontade”. (1)

Contemplamos a vida e ação de Jesus que faziam resplandecer Sua divindade, assim como manifestavam Sua humanidade.

Reflitamos:

-  Quais são os traços da pessoa de Jesus que me chamam atenção?
-  Quais são Seus traços que ainda não Se visibilizam em mim?

-  O que significa celebrar o Nascimento de Jesus?
-  O que a Festa de Natal trará de novo em minha vida espiritual?

- Minha vida possibilita que as pessoas vejam Deus em mim?

Que Deus nos conceda a graça de corajosas respostas, a fim de que acolhamos o Deus Menino na manjedoura de nosso coração e celebrar um Santo Natal de amor e paz! 

Afinal, Ele, Jesus, é a Nossa Paz!


(1) Missal Dominical - Editora Paulus - pág.72

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