quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Natal: gratidão e louvor a Deus Natal (Natal do Senhor)

                                                 

Natal: gratidão e louvor a Deus

Natal do Senhor, não apenas comemorar, porque a comemoração não esgotará jamais a beleza da Festa do Natal, correndo mesmo o perigo de até esvaziar o seu sentido autêntico.

Natal é tempo favorável para agradecer e louvar a Deus, que nos deu, por amor, o Seu Filho Unigênito, não O retendo para Si.

Ana e Maria, na liturgia do dia 22 de dezembro (1 Sm 1,24-28; Lc 1, 46-56), são as mais belas expressões de agradecimento e louvor a Deus.

Ambas louvam a Deus com expressões semelhante, pelas maravilhas que Deus nelas realizou. Ana apresentou a Deus a sua esterilidade; Maria, por sua vez, a sua pobreza e a sua humildade:

“Hoje Maria e Ana entregam-nos uma mensagem de alegria e de esperança. Seja qual for a condição em que nos encontremos, mesmo a mais desesperada, podemos experimentar a força do ‘braço do Todo-poderoso’; basta que nos abandonemos com confiança a Ele, reconhecendo a nossa pobreza, a nossa miséria, e o Seu amor” (1).

São duas criaturas que têm o senso de Deus, de Sua misericórdia e de Sua grandeza, e encontram-se na alegria porque vivem a vida como dom de Deus.

Os agradecimentos que brotam de suas bocas e coração não são apenas um ímpeto de puríssima adoração, mas uma exata avaliação das coisas.

Cultivam a virtude teologal da caridade em sua expressão mais estritamente teológica: a primeira acompanha o agradecimento com um dom; ela que tinha suplicado tanto a Deus para ter um filho; recebeu-o como um dom de Deus: “Por isso também eu o dou em troca ao Senhor”, e para sempre” (1 Sm 1,24-28).

Maria, por sua vez, compreendeu que “o Senhor não ama quem merece, mas sim quem precisa do Seu amor; não quer bem a alguém porque é bom, mas é Ele que o torna bom amando-o. Maria deu-se conta da gratuidade de Deus e por isso tinha as disposições requeridas para ser enriquecida por Ele” (2).

Deste modo, Maria também fez a mesma experiência, ou até mais profunda, porque acompanhou seu Filho em todos os momentos, até o fim, suportando o ápice da dor, ao ver a agonia de seu Filho no Mistério de Sua Paixão e Morte, aos pés da Cruz, na qual Ele foi crucificado, e acolhendo-O em seus braços, na mais indizível dor que possa ser mencionada.

Outra mulher deu grande testemunho de agradecimento e louvor a Deus: Santa Clara. Ao sentir que estava para morrer, dirigiu a Deus sua última prece, e a ouviram murmurar: “Senhor, agradeço-te por me teres criado”. Não foi o grito do desespero, mas o grito de uma alma que sabe o valor da gratidão em total confiança e entrega nas mãos de Deus.

Seja para nós a Festa do Natal:

- Uma oportunidade de agradecimento e louvor a Deus pelas maravilhas que Ele nos concede, e pelo mais precioso presente a nós oferecido: o Menino Jesus;

- A acolhida da graça de Deus, que é derramada sobre os humildes, e não acolhida pelos soberbos; sobre os humildes, mas desperdiçadas pelos orgulhosos; sobre os famintos, e lamentavelmente ignorada pelos saciados;

- A graça de nos colocarmos de joelhos diante do Menino Deus, pois “o homem em adoração encontra-se em seu verdadeiro lugar, dá o sentido da proporção e da medida, afirma que nada é e que Deus é tudo. E é pura verdade e justiça. A Sua misericórdia sobre aqueles o temem” (3);

- A graça de retribuirmos a Deus, com a oferta de nossa vida a Ele, acompanhada de gestos de partilha, comunhão e solidariedade para com nosso próximo.

Agradeçamos a Deus e o louvemos, pois o Natal é a Festa do Nascimento do Menino Deus; a Festa do renascimento da esperança em nossos corações, em que a Luz de Deus brilhará mais forte iluminando nossos caminhos.


(1)         Lecionário Comentado – Editora Paulus – Lisboa – p.212-213
(2)        Idem p. 212
(3)        Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.94

Natal: gerar e formar Cristo em nós (Natal do Senhor)

                                                   


Natal: gerar e formar Cristo em nós

Mais algumas manhãs, e com o despertar do sol, estaremos mergulhados na intensidade da beleza da Festa do Natal do Senhor, celebrada na véspera, quando o mesmo sol se pôs.

A Liturgia das Horas nos apresenta uma pequena “Exposição sobre o Evangelho de São Lucas”, do Venerável Presbítero São Beda (Séc. VIII) sobre o Magnificat cantado por Maria; cantado por todas as gerações, e que muito nos ajuda na preparação do Natal.

“E Maria disse: A minh’alma engrandece o Senhor e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador (Lc 1,46-47).

O Senhor, diz ela, elevou-me por um dom tão grande e inaudito, que nenhuma palavra o pode descrever e mesmo no íntimo do coração é difícil compreendê-lo. Por isso dedico todas as forças de meu ser ao louvor e à ação de graças, contemplando a grandeza d’Aquele que é eterno, e ofereço com alegria minha vida, tudo que sinto e penso, porque meu espírito rejubila pela divindade eterna de Jesus, o Salvador, que concebi e é gerado em meu seio.

O Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome! (Lc 1,49).

Estas palavras se relacionam com o início do cântico que diz: A minh’alma engrandece o Senhor. De fato, só a alma em quem o Senhor Se dignou fazer maravilhas pode engrandecê-Lo e louvá-Lo dignamente e dizer, exortando os que compartilham seus desejos e aspirações:

Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome (Sl 33,4).

Quem conhece o Senhor e é negligente em proclamar Sua grandeza e santificar o Seu nome, será considerado o menor no Reino dos Céus (Mt 5,19).

Diz-se que Santo é o Seu nome porque, pelo Seu poder ilimitado, transcende toda criatura e está infinitamente separado de todas as coisas criadas.

Acolhe Israel, Seu servidor, fiel ao Seu amor (Lc 1,54).

Israel é, com razão, denominado servidor do Senhor, porque, sendo obediente e humilde, foi por Ele acolhido para ser salvo, como diz Oséias: Quando Israel era criança, eu já o amava (Os 11,1). Aquele que recusa humilhar-se não pode certamente ser salvo, nem dizer com o Profeta: Quem me protege e me ampara é meu Deus; é o Senhor quem sustenta a minha vida! (Sl 53,6). Mas, quem se fizer humilde como uma criança, esse é o maior no Reino dos Céus (cf. Mt 18,4).

Como havia prometido a nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos para sempre (Lc 1,55).

Trata-se da descendência de Abraão segundo o Espírito e não segundo a carne, isto é, não apenas dos filhos segundo a natureza, mas de todos que seguiram o exemplo da sua fé, fossem eles circuncidados ou incircuncisos. Pois o próprio Abraão, ainda incircunciso, acreditou e isto lhe foi imputado como justiça.

A vinda do Salvador foi, portanto, prometida a Abraão e a seus filhos para sempre, isto é, aos filhos da promessa, dos quais se diz:

Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa (Gl 3,29).

É com razão que, antes do nascimento do Senhor e de João, Suas mães profetizam, para que, tendo o pecado começado pela mulher, os bens comecem igualmente por ela; e se foi pela sedução de uma só mulher que a morte foi introduzida no mundo, agora é pela profecia de duas mulheres que se anuncia ao mundo a Salvação.”

O Salvador foi formado e gerado no ventre de Maria pela ação do Espírito Santo  (cf. Mt 1,18-24).

Maria soube submeter-se aos desígnios de Deus, acolhendo o anúncio do Anjo Gabriel, deu o SIM mais expressivo da História – “Eis aqui a serva do Senhor...” (Lc 1,38)

Agora é a nossa vez de sermos fecundados pelo Espírito Santo em coração, para celebrarmos com alegria e júbilo o Natal do Salvador.

É preciso que geremos e formemos Cristo em nós, somente assim poderemos trocar sinceros e profícuos votos de Feliz Natal.

PS: apropriado para a preparação da Festa do Natal do Senhor

Em poucas palavras...(Natal do Senhor)

                                                

"Ele, no mistério do Natal..."


“Ele, no mistério do Natal que celebramos, invisível em sua divindade, tornou-se visível em nossa carne. 

Gerado antes dos tempos, entrou na história da humanidade para erguer o mundo decaído. 

Restaurando a integridade do universo, introduziu no reino dos céus o homem redimido” (1)

 

(1)   Prefácio do Natal II

O humano e o divino na frágil criança se encontraram

O humano e o divino na frágil criança se encontraram

Sejamos enriquecidos pelas Sentenças do Abade e Confessor São Máximo (Séc. VII), em que nos apresenta o Mistério do Verbo Encarnado, um Mistério sempre novo.

“O Verbo de Deus nasceu segundo a carne uma vez por todas. Mas pela Sua bondade e condescendência para com os homens, quer nascer sempre espiritualmente naqueles que O desejam.

Quer tornar-se criança, que vai se formando neles com o crescimento das virtudes; e manifesta-Se na medida em que pode compreendê-Lo quem O recebe. Se não Se comunica com o esplendor de Sua grandeza, não é porque não deseje, mas porque conhece as limitações das faculdades receptivas de cada um. Assim, o Verbo de Deus revela-Se sempre a nós do modo que nos convém, e, contudo, ninguém pode conhecê-Lo perfeitamente, por causa da imensidade de Seu Mistério.

Por isso, o Apóstolo de Deus, considerando com sabedoria a força deste Mistério, diz: Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade (Hb 13,8). Ele contemplava esse Mistério sempre novo, que nunca envelhece para a compreensão da inteligência humana.

Nasce o Cristo, Deus que Se faz homem, assumindo um corpo dotado de uma alma racional, Ele por quem tudo que existe saiu do nada. No Oriente brilha uma estrela visível em pleno dia e conduz os magos ao lugar onde está deitado o Verbo feito homem, para demonstrar misticamente que o Verbo, contido na Lei e nos Profetas, supera o conhecimento sensível e conduz as nações à plena luz do conhecimento.

Com efeito, a Palavra da Lei e dos profetas, entendida à luz da fé, é semelhante a uma estrela que conduz ao conhecimento do Verbo encarnado todos os que foram chamados pelo poder da graça, segundo o desígnio de Deus.

Deus Se fez homem perfeito, sem que nada lhe faltasse do que é próprio da natureza humana, à exceção do pecado (o qual, aliás, não era inerente à natureza humana). Ele queria assim apresentar Sua carne como Alimento para provocar o dragão insaciável que queria devorá-la.

Mas ao arrebatar esta Carne que seria um veneno para ele, o dragão foi destruído pelo poder da Divindade nela oculta. Para a natureza humana, porém, esta carne seria o remédio que lhe restituiria a graça original, pelo mesmo poder da Divindade.

Assim como o inimigo, tendo inoculado o seu veneno na árvore da ciência, havia corrompido a natureza do homem que provara do seu fruto, também ele, ao pretender devorar a carne do Senhor, foi enganado e destruído pela força da Divindade que nela habitava.

O grande Mistério da Encarnação de Deus permanecerá sempre um mistério! Como pode o Verbo que está em Pessoa e essencialmente na carne existir ao mesmo tempo em Pessoa e essencialmente junto do Pai? Como pode o Verbo, totalmente Deus por natureza, fazer-Se totalmente homem por natureza, sem detrimento algum das duas naturezas, nem da divina, na qual é Deus nem da humana, na qual Se fez homem? Só a fé pode alcançar estes Mistérios, ela que é precisamente a substância e o fundamento das realidades que ultrapassam toda inteligência e compreensão”.

Oremos:

Renovai e fortalecei nossa fé, Senhor, para que contemplemos a natureza divina e humana no Mistério de Vossa Encarnação, e conduzidos pela Vossa divina presença, comuniquemos e resplandeçamos em todos os lugares, com nossas palavras e ações, a Vossa divina luz, de modo especial nas situações mais obscuras e adversas.

Concedei-nos a graça de, guiados pelo Vosso Espírito, comunicar, a quantos precisarem, a Vossa ternura e bondade, que veio ao nosso encontro na frágil, terna, meiga e doce presença fazendo-Se um de nós, igual a nós, exceto no pecado, para que este fosse destruído, porque não inerente à natureza humana. Amém.

Que os Anjos de Deus nos acompanhem todos os dias

                                         

Que os Anjos de Deus nos acompanhem todos os dias

A Liturgia do Advento, como a do Tempo do Natal, nos fala sempre de Anjos, que são mensageiros de Deus que nos comunicam a Sua vontade, seus desígnios. 

Um Anjo anunciou o Mistério da Ação do Espírito para gerar o Verbo no ventre de Maria.

Do mesmo modo, a José para que entendesse e participasse do Projeto de Salvação Divina, assumindo Maria como esposa, pois a concepção de sua amada esposa era uma ação do Espírito Santo.

Também em outro momento forte proclamado na Solenidade da Sagrada Família, em que por três vezes um Anjo fala com José: ora para fugir com Maria e o Menino para o Egito; ora para retornar para Israel e por fim para se dirigir para Nazaré para o cumprimento da Escritura, ainda mais que a vida da frágil Criança, do Divino Salvador ainda corria ameaça de morte (cf. Mt 2, 13-15).

Ao terminar mais um ano, e com a chegada de outro a ser vivido em total fidelidade ao Senhor, pedimos que o Senhor nos envie sempre Seus Anjos para nos proteger das ciladas do inimigo, para que nossos passos sejam cada vez mais firmados na verdade, na justiça, no amor, na liberdade e na paz.

Que nos sejam enviados Anjos: sejam os Anjos que não vemos, sejam os Anjos que vemos sempre presentes em nossa vida, para que não vacilemos em nenhum instante, sequer tenhamos lampejos de esquecimentos dos Preceitos de Deus, para que O adoremos em espírito e verdade, com toda nossa alma, entendimento e coração.

E que em nossas fraquezas, os Anjos nos lembrem de que quando somos fracos então é que somos fortes, pois Deus manifesta Sua força e poder, como bem nos disse o Apóstolo Paulo: “Tudo posso n’Aquele que me fortalece” (cf. Fl 4,13), e ainda: “Quando sou fraco, então é que sou forte” (2Cor 12,10).

Que também tenhamos a graça de sermos como “Anjos” na vida de tantos quantos precisarem; “Anjos” que ajudam e animam o outro para não sucumbir diante das tentações que o mundo oferece, a não ceder ao domínio da mentira, da injustiça, da vaidade, do orgulho e da ambição, do ódio e do desamor...

Somos “Anjos” quando não nos descuidamos da graça de sermos alegres discípulos missionários do Senhor para que o Seu Reino aconteça.

Finalizo com a Oração que nos acompanha desde o colo de nossos pais:

“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador...” 

Tique-taque... Contagem regressiva para o Natal (Natal do Senhor)

                                                       


Tique-taque...
Contagem regressiva para o Natal

Faltam poucas horass para celebrarmos o maior evento da História: o Natal do Senhor, que assumindo a condição humana, sem negar a Sua natureza divina, faz-Se um de nós, assume um corpo para redimir a história da humanidade.

Fez-Se um de nós, exceto no pecado, para que por Amor destruísse o pecado, e refizesse a nossa relação de amor e amizade com Deus rompida no Paraíso.

Somos inseridos na Nova e Eterna Aliança de Amor por Seu Sangue vertido, num Amor que se encarna, cresce, entrega-se, morre e ressuscita para nos salvar.

Quero falar deste grande acontecimento, recorrendo a uma figura de linguagem: o tique-taque, o som do relógio.

Um som que nos embala em sonos profundos, ou que nos atrapalha dormir; um som que nos leva aos anos da infância ou a cenários imaginários...

Não temos tempo a perder.  
Estamos na contagem regressiva, o coração já acelera pela alegria do Natal, e o tique-taque do relógio nos convida a apressar o que ainda nos falta para celebrar o maravilhoso Nascimento do Senhor.

Faltam poucos tique-taques para vermos, apesar da escuridão, a Luz que vem ao encontro da humanidade.

Faltam poucos tique-taques...
Renovemos no coração a certeza de que com Ele reencontraremos caminhos de esperança, confiança, alegria, paz, amor...

Não nos percamos com a enganadora preparação do Natal, não tenhamos mesas fartas contrapondo-se a outras tantas mesas vazias.

Faltam poucos tique-taques...
Não brinquemos de “amigo secreto” sem o empenho de cada dia aproveitar, para construir verdadeiros laços de amizades fraternas.

Faltam poucos tique-taques...
Para reafirmarmos nossos compromissos com o Deus que Se fez Menino, para que os meninos e meninas inocentes, pelas ruas e praças, encontrem um espaço digno para serem amados e aprenderem a amar.

Faltam poucos tique-taques...
Joguemos fora mágoas, ressentimentos, azedumes, sentimentos desumanos e mesquinhos que nos empobrecem.

Faltam poucos tique-taques...
Para o grande momento da Celebração Eucarística da Noite de Natal, quando abriremos o coração para que n’Ele Deus venha e faça Sua predileta morada: a manjedoura de nosso coração, ainda que a Cruz tenhamos que carregar para a glória da Ressurreição alcançar.

Faltam poucos tique-taques...
Que o som do relógio nos apressando continue ressoando em nossos ouvidos, levando-nos ao mergulho no mais profundo de nós, para o esvaziamento do que for necessário, para que a Ele um lugar amplo, digno, afetuoso e terno, possamos oferecer.

Faltam poucos tique-taques...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Advento: Os Dons do Espírito acolhamos

                                                    


Advento: Os Dons do Espírito acolhamos

"Naquele dia, nascerá uma haste do
tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento
de uma flor; sobre ele repousará o Espírito do Senhor...” (Is 11,1-10)

Advento, o coração preparar para o Natal bem celebrar,
Abrir-se à ação do Espírito do Senhor que vem ao nosso encontro,
Para a alegria do Natal do Verbo, radiantes, contemplar.

Acolher o Espírito com Seus dons comunicados,
E na vida a serviço do próximo multiplicados,
Como expressão de uma fé viva, amor autêntico.

Ficar repleto dos dons do Santo Espírito
Acolher o Espírito de Sabedoria, que nos ilumina,
Para governar nossa vida segundo os desígnios de Deus.

Acolher o Espírito de Inteligência, para distinguir
O que, de fato, é justo e bom, sem ilusões, sem erros,
Sem confusões empobrecedoras sobre o bem e o mal.

Acolher o Espírito de Conselho e Fortaleza,
Para compreensão do Plano de graça do Senhor
E contar com Sua Divina força no seu cumprimento.

Acolher o Espírito de Conhecimento e Temor de Deus,
Para que sejamos mais dóceis nas diversas situações,
Sejam elas agradáveis ou não, favoráveis ou adversas...

Viver em Espírito de Piedade, como consequência,
Aprofundando com Deus nossa intimidade,
Fortalecendo nossa amizade e ao Cristo configurados.

Que o Tempo do Advento seja o grande tempo,
O preparar-se sem medo, letargia ou omissão,
Com matizes Pascais: imitá-Lo na Vida, Morte e Ressurreição.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG