sábado, 26 de julho de 2025

Autenticidade do olhar e escuta do Senhor (26/07)

                                                           

Autenticidade do olhar e escuta do Senhor

O escutar é abertura do coração a Deus.

Celebramos no dia 26 de julho a memória de São Joaquim e Santa Ana, avós maternos de Jesus, pais de Maria, Sua Mãe e nossa.

Ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13,16-17) que nos permite a autoavaliação sobre a qualidade do nosso olhar e da nossa escuta:

Não basta escutar, como não basta ver, se o coração permanece endurecido, isto é, obstinado nas suas convicções, incapaz de acolher até o ao fim e deixar-se impressionar pela Palavra de Jesus”.

Jesus com Sua palavra e ação tudo fez para curar aqueles que se voltaram para Ele, desde que se pusessem numa autêntica postura de escuta que levaria necessariamente à conversão.

Se a Sua Palavra for escutada e acolhida com abertura, sinceridade e humildade, transforma a vida de quem a ouve.

O escutar é abertura do coração a Deus. Segundo Santo Agostinho, é preciso que se escute a Sua Palavra, fazendo crescer a nossa fé, e pela fé, na paciência esperar, e esperando, amar e amar até o fim, no desembocar da eternidade

Ontem, hoje e sempre, o Senhor Jesus está sempre pronto a atuar no terreno por vezes obscurecido de nosso coração, irradiando Sua luz. Pronto para nele atuar, ainda que muitas vezes endurecido pelo rancor e ressentimento, para transformá-lo com Sua ternura, misericórdia e bondade.

Encontra-se o nosso coração por vezes frio pelas respostas de desamor recebidas, gelidez de relacionamentos que não se transformaram em relacionamentos desejáveis, sinceros, maduros e fraternos.

O Senhor atua em nosso coração, que fica hermético pelo medo, cansaço, decepção, fuga, isolamento, sofrível solidão, e rompendo todas as amarras e correntes, nos liberta para novas e sinceras amizades, convivências, para nos inserir com o outro na mais bela harmonia do Deus Uno e Trino, Santíssima Trindade, Amor e Comunhão.

Ainda que encontre o nosso coração cheio de espinhos que impedem a acolhida frutuosa de Sua Palavra, ainda assim não desiste de nós: é próprio do Amor de Deus não desistir de nós, porque por Amor nos criou, e por Amor nos redimiu.

Oremos:

“Curai, Senhor, nossa surdez 
para uma escuta mais autêntica,
Para vivermos com toda docilidade e fidelidade
a Vossa Santa Aliança.

Que não vagueemos a procura de cisternas enganadoras 
para saciar nossa sede de vida, 
pois somente Vós, 
a mais preciosa e inesgotável
Divina Fonte de Amor, vida e paz sois. 
Amém”.

Bênção para vovôs e vovós (26/07)

                                                             


Bênção para vovôs e vovós

“Ó Deus eterno e todo-poderoso, em vós vivemos, nos movemos e somos. Nós vos louvamos e bendizemos por terdes dado a estes vossos filhos e filhas, nossos queridos vovôs e nossas queridas vovós, uma vida longa com perseverança na fé e em boas obras. 

Concedei que eles, confortados pelo carinho dos filhos, netos e amigos, se alegrem na saúde e não se deixem abater na doença, a fim de que, revigorados com a vossa bênção, consagrem o tempo da idade madura ao vosso louvor, seguindo os exemplos de São Joaquim e de Santa Ana, que na fidelidade à Palavra de Deus, cumpriu sempre a vontade de servir e de amar a todos. Por Cristo, nosso Senhor.” (1)

 

(1) Liturgia Diária - ano 31 - n.367 - julho 2022 - pág. 102

Em poucas palavras... (26/07)

                                                  


Oremos:

“Senhor, Deus de nossos pais, que concedestes a São Joaquim e Sant’Ana  a graça de darem a vida à Mãe do Vosso Filho Jesus, fazei que, pela intercessão de ambos, alcancemos a Salvação prometida a vosso povo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém” (1)

 

(1)       Oração do dia ao Celebramos a Memória de São Joaquim e Sant’Ana.

Nossos avós não podem ser esquecidos (26/07)

 


Nossos avós não podem ser esquecidos


No dia 26 de julho, celebramos a Memória de São Joaquim e Santa Ana, e oportuno, o Sermão do Bispo São João Damasceno (séc. VIII).

“Estava determinado que a Virgem Mãe de Deus iria nascer de Ana. Por isso, a natureza não ousou antecipar o germe da graça, mas permaneceu sem dar o próprio fruto até que a graça produzisse o seu.

De fato, convinha que fosse primogênita aquela de quem nasceria o primogênito de toda a criação, no qual todas as coisas têm a sua consistência (cf. Cl 1,17).

Ó casal feliz, Joaquim e Ana! A vós toda a criação se sente devedora. Pois foi por vosso intermédio que a criatura ofereceu ao Criador o mais valioso de todos os dons, isto é, a mãe pura, a única que era digna do Criador.

Alegra-te, Ana estéril, que nunca foste mãe, exulta e regozija-te, tu que nunca deste à luz (Is 54,1). Rejubila-te, Joaquim, porque de tua filha nasceu para nós um Menino, foi-nos dado um Filho; o nome que lhe foi dado é: Anjo do grande conselho, salvação do mundo inteiro, Deus forte (Cf. Is 9,5). Este menino é Deus.

Ó casal feliz, Joaquim e Ana, sem qualquer mancha! Sereis conhecidos pelo fruto de vossas entranhas, como disse o Senhor certa vez: Vós os conhecereis pelos seus frutos (Mt 7,16).

Estabelecestes o vosso modo de viver da maneira mais agradável a Deus e digno daquela que de vós nasceu. Na vossa casta e santa convivência educastes a pérola da virgindade, aquela que havia de ser virgem antes do parto, virgem no parto e continuaria virgem depois do parto; aquela que, de maneira única, conservaria sempre a virgindade, tanto em seu corpo como em seu coração.

Ó castíssimo casal, Joaquim e Ana! Conservando a castidade prescrita pela lei natural, alcançastes de Deus aquilo que supera a natureza: gerastes para o mundo a mãe de Deus, que foi mãe sem a participação de homem algum. Levando, ao longo de vossa existência, uma vida santa e piedosa, gerastes uma filha que é superior aos anjos e agora é rainha dos anjos.

Ó formosíssima e dulcíssima jovem! Ó filha de Adão e Mãe de Deus! Felizes o pai e a mãe que te geraram! Felizes os braços que te carregaram e os lábios que te beijaram castamente, ou seja, unicamente os lábios de teus pais, para que sempre e em tudo conservasses a perfeita virgindade!

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos, exultai e cantai salmos (cf. Sl 97,4-5). Levantai vossa voz; clamai e não tenhais medo.”

Lembremo-nos de nossos avós, se já na glória estiverem. Caso estejam na glória façamos uma Oração por eles na comunhão dos Santos como a Igreja nos ensina.

Se estiverem ao nosso lado, leiamos para eles calmamente este Sermão, e quanta alegria poderemos comunicar, quanto carinho poderemos expressar!

Aos nossos avós, um beijo, um abraço, um te amo meu avô, minha avó.

Viva o dia dos avós!
A eles nosso reconhecimento, 

carinho e gratidão e oração!
Amém.

Avós com “agudo e circunflexo” (26/07)

                                              

Avós com “agudo e circunflexo”

Aos meus avós, com agudos e circunflexos,
Meu carinho e minha Oração.

Aos meus avôs que não conheci,
Já na glória estão, minha Oração.
Às minhas avós que conheci e
Pude chamar de vó, algumas vezes,
Também meu carinho e Oração.

Avós, acentuados com agudos e circunflexos,
Que neste dia nos lembremos deles.
Há tantos e tantas por aí esquecidos,
Ignorados, deletados, da memória apagados.

Há tantos por aí que hoje gostariam de
Acolher mais uma vez em seus colos
Aqueles que certamente um dia carregaram,
Na ausência da mãe, mais que mãe foram.

Há tantos por aí enrugados, cabelos brancos,
Olhos tristes e cansados, a espera de alguém
Que as mãos lhes estenda, para que alguns passos possam dar,
Porque tão puramente nestes confiados.

Mas há por aí avós, com acento e circunflexos,
Felizes, amados, valorizados.
Que não sejam poucos, que sejam tantos,
Que sejam muitos, que sejam incontáveis.

Que nossos avós sejam lembrados,
Suas memórias guardadas,
No sacrário mais profundo, íntimo e
Inviolável de nossa consciência e coração.

Nossos avós são imortais (26/07)

                                                        

Nossos avós são imortais

Em tempos passados, bem distantes,
Avôs e avós, referências de histórias bem vividas;
Princípios e valores transmitidos a filhos e netos.

Em tempos passados, nem tão distantes,
Pela necessidade, vivem nova maternidade e paternidade,
por possíveis ausências de pai e mãe.

Em tempos presentes, bem próximos,
Continuam escrevendo suas histórias bem vividas,
Mesma missão de princípios e valores transmitir.

Em tempos presentes, que se eternizarão,
Serão sempre meigas e amáveis presenças,
Nas quais encontramos um porto seguro.

Seja passado distante ou não;
Seja presente próximo, eternizado,
Sempre terão nosso apreço, carinho e consideração.

No próximo Dia dos Avós celebremos.
Contemplemos São Joaquim e Santa Ana,
Pais de Maria, a Mãe de Nosso Senhor.

De “Joaquins” e “Anas”, ontem, hoje e sempre, precisaremos;
Avôs e avós que nos apontem o bom caminho;
Que nos encorajem para que não sintamos sozinhos.

Avôs e avós já na glória da eternidade,
Ou entre nós partilhando nossas alegrias e tristezas,
Animando-nos nas angústias, reavivando nossa esperança.

Hoje, pelos que vivem entre nós, perto ou longe,
Escutem de nossos lábios palavras de reconhecimento;
Sintam nossa presença com gestos ternos de agradecimento.

Hoje, pelos que não vivem mais entre nós,
E, ao mesmo tempo, tão perto, na comunhão dos santos,
Uma súplica: dai-lhes Senhor, o descanso a paz e a luz eterna. Amém.

São Joaquim e Sant’Ana, avós do Senhor, rogai por nós! (26/07)

 


São Joaquim e Sant’Ana, avós do Senhor, rogai por nós!

No dia 26 de julho, celebraremos a Memória de São Joaquim e Santa Ana, avós de Jesus e por isto, lembramos, sobretudo neste dia, de todos os avós vivos ou na glória de Deus.
 
Oportuno retomar parte do Sermão do Bispo São João Damasceno (séc. VIII):
 
“Ó casal feliz, Joaquim e Ana! A vós toda a criação se sente devedora. Pois foi por vosso intermédio que a criatura ofereceu ao Criador o mais valioso de todos os dons, isto é, a mãe pura, a única que era digna do Criador.  Alegra-te, Ana estéril, que nunca foste mãe, exulta e regozija-te, tu que nunca deste à luz (Is 54,1). Rejubila-te, Joaquim, porque de tua filha nasceu para nós um Menino, foi-nos dado um Filho; o nome que lhe foi dado é: Anjo do grande conselho, salvação do mundo inteiro, Deus forte (Cf. Is 9,5). Este menino é Deus. Ó casal feliz, Joaquim e Ana, sem qualquer mancha! Sereis conhecidos pelo fruto de vossas entranhas, como disse o Senhor certa vez: Vós os conhecereis pelos seus frutos (Mt 7,16).”
 
Ontem, hoje e sempre precisamos de nossos avós, que impulsionados por uma fé indefectível em Deus, cultivem no coração dos que lhes foram confiados, de modo especial, filhos e netos, a fina flor da esperança, que exala odores maravilhosos de amor a Deus e ao próximo, inseparavelmente, cumprindo assim, plenamente, a Lei que nos foi dada: amor a Deus e ao próximo.
 
Fundamental que, se nossos avós estiverem ao nosso lado, expressemos no carinho, compreensão e atenção; caso estejam na glória, oremos por eles, pois com eles estamos unidos pela comunhão dos Santos, como nos ensina a Igreja.
 

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG