segunda-feira, 7 de julho de 2025
Movidos pela fé no Senhor
Bebamos da divina fonte da Sagrada Escritura
Bebamos
da divina fonte da Sagrada Escritura
Sejamos
enriquecidos pelo Comentário do Salmo (Sl 1,33) escrito pelo Bispo Santo
Ambrósio (séc. IV):
“Primeiramente
tens de beber o Antigo Testamento, para poder beber também o Novo. Se não bebes
o primeiro, também não poderás beber o segundo.
Bebe
o primeiro, para encontrar algum alívio em tua sede: bebe o segundo, para
saciar-te de verdade. No Antigo Testamento encontrarás um sentimento de
contrição; no Novo, a verdadeira alegria.
Aqueles
que beberam, no que não deixa de ser um tipo, puderam saciar sua sede; aqueles
que beberam no que é a realidade, chegaram a embriagar-se completamente.
Quão
boa é esta embriaguez que comunica a verdadeira alegria e não envergonha em
nada! Quão boa é esta embriaguez que faz avançar com segurança a nossa alma que
não perdeu seu equilíbrio! Quão boa é esta embriaguez que serve para regar o fruto
da vida eterna! Bebe, pois, esta taça da qual diz o profeta: E minha taça transborda.
Porém,
são duas as taças que tens de beber: a do Antigo Testamento e a do Novo; porque
em ambas tu bebes a Cristo. Bebe a Cristo, porque é a verdadeira vide; bebe a
Cristo, poque é a pedra da qual brotou
água; bebe a Cristo, porque é fonte de vida; bebe a Cristo, porque é o
canal cujo correr alegra a cidade; bebe a Cristo, porque é a paz; bebe a
Cristo, porque de seu interior manarão rios de água viva; bebe a Cristo, e
assim beberás o sangue que te redimiu; bebe a Cristo, e assim assimilarás as Suas
palavras; porque palavra Sua é o Antigo Testamento, palavra Sua também é o
Novo.
Chegamos
a beber e a comer a Sagrada Escritura se o sentido profundo da terceira palavra
vem a embeber as nossas almas, como se circulasse por nossas veias e fosse o
motor que impulsionasse toda a nossa atividade.
Finalmente,
não só de pão vive o homem, mas de toda palavra de Deus. Bebe esta Palavra,
porém a bebe na ordem devida. Bebe-a no Antigo Testamento e apressa-te a
bebê-la no Novo. Também Ele, como se apressasse a Si mesmo a fazê-lo, diz: Agora engrandecerá o caminho do mar, ao
outro lado do Jordão, a Galileia dos gentios. O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz, habitavam na
escuridão e uma luz reluziu para eles.
Portanto,
bebe prontamente, para que brilhe para ti uma grande luz, não a luz de todos os
dias, nem a do dia, nem a do sol, nem a da lua; mas aquela que afugenta as
sombras da morte. Pois, aos que vivem nas sombras da morte é impossível que
vejam a luz do sol e do dia. E, adiantando-se a tua pergunta: Por que tão
maravilhoso esplendor, por que tão extraordinário favor?, responde: Porque um menino nasceu para nós, um
menino nos foi dado. Um menino, que nasceu da virgem, Filho, que, por ter nascido de Deus, é Aquele que faz com que
brilhe tão maravilhosa luz. Um menino
nasceu para nós. Nós, aos crentes.
Nasceu para nós, porque a Palavra se fez carne e habitou entre nós. Nasceu para nós, porque da Virgem recebeu carne humana, nasce para
nós, porque a Palavra nos é dada. Ao participar de nossa natureza, nasce entre
nós; ao ser infinitamente superior a nós, é o grande dom que nos é concedido.”
Como peregrinos da esperança, seja a oração nossa força e luz no
caminho.
Bebamos sempre da inesgotável divina fonte da Sagrada Escritura,
de coração contrito e humilhado, para transborde a alegria de Deus em nossos
corações. Amém.
Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - pág. 424-425
Glorifiquemos a Deus
Glorifiquemos a Deus
Glorifiquemos a Deus e vivamos nosso compromisso batismal, na ação evangelizadora, jamais deixando que o orgulho, vaidade, prestígio, domínio nos ceguem, a fim de que não façamos perder a beleza de nosso anúncio, ou o colocando em descrédito por ausência de autêntico testemunho.
Glorifiquemos a Deus e não deixemos que os “espinhos da carne” sufoquem nosso amor e dedicação a Ele e ao próximo, ainda que surjam dificuldades e obstáculos, multipliquemos os gestos expressivos de caridade e solidariedade.
Glorifiquemos a Deus enfrentando com força e coragem tudo que possa nos aprisionar, roubando-nos a liberdade que o Senhor nos alcançou; suportando açoites, perseguições, incompreensões, calúnias por causa de Jesus, se vierem inevitavelmente; pacientes na tribulação, resistentes na tentação e agradecidos a Deus na prosperidade.
Glorifiquemos a Deus, caminhando todos juntos, como Igreja Sinodal, a serviço do Reino de amor, justiça, verdade, liberdade, vida, santidade, fraternidade e verdadeira comunhão, pela luz da Palavra, iluminados e conduzidos pelo Pão da Eucaristia, alimentados e fortalecidos. Amém.
Fontes inspiradoras: Mt 5,1-12; 2 Cor 11,18-21b-30; Gl 5,1
domingo, 6 de julho de 2025
Enviados em missão... (18/10)
Pelo Batismo todos somos chamados a anunciar a alegria do Reino de Deus, não obstante as dificuldades que possam surgir.
Alegria na missão (XIVDTCC)
Peregrinos da esperança: graça e missão pelo Senhor confiada (XIVDTCC)
Peregrinos
da esperança: graça e missão pelo Senhor confiada
Sejamos
enriquecidos pelo Comentário sobre o Evangelho de São Lucas escrito por São
Cirilo de Alexandria, Doutor da Igreja (séc. V):
“Sendo
que Cristo tinha dito: A messe é grande,
mas os operários são poucos, novamente designou com os primeiros a outros
setenta e dois e os enviou a sua frente a todos os povos e cidades da Judeia
para que fossem precursores e falassem d’Ele. Os enviou deslumbrantes com a
graça do Espírito santo e coroados com o poder de realizar milagres...
Na
verdade, receberam o poder de repreender aos espíritos maus e de esmagar
satanás, não para atrair a atenção sobre eles mesmos, mas para que Cristo fosse
exaltado por aqueles catecúmenos que cressem que Cristo era Deus e Filho de
Deus por natureza. E fosse tal o louvor, a preeminência e o poder, que tivessem
também a potestade de esmagar satanás sob seus pés.
Os
enviou muito bem-adornados com as dignidades apostólicas e os revelou
capacitados com a ajuda da graça do Espírito Santo. Conferiu-lhes autoridade
sobre os espíritos imundos para que pudessem esconjurá-los.
Como
já manifestei, tendo realizado muitos prodígios, estes regressaram dizendo: Senhor, até os demônios se submetem a nós
por causa de teu nome.
Como
já disse anteriormente, (o Senhor) estava cheio de alegria, ou seja, exultava,
porque sabia bem que aqueles que tinha enviado haviam favorecido a muitos, e
eles mesmos tinham aprendido sua glória por experiência. Portanto, aquele que é
bom e ama aos homens, querendo salvar a todos os homens se torna em causa de
alegria, conversão dos equivocados, luz dos que estão nas trevas e conversão
dos ignorantes e indóceis mediante o reconhecimento da glória divina.
Deu
aos santos apóstolos a autoridade e poder até mesmo para ressuscitar os mortos,
limpar os leprosos, curar os enfermos e invocar o Espírito Santo sobre aqueles
aos quais impunham as mãos.
Conferiu-lhes
o poder de atar e desatar os pecados dos homens. Asseguro-vos, disse Ele, que tudo o que atares na terra será atado nos
céus, e tudo o que desatares na terra será desatado no céu.
Na
condição na qual nos encontramos, isto é o que podemos ver, e bem-aventurados
sejam os nossos olhos e os de todos os que amam a Cristo.
Escutamos
o Seu sagrado ministério. Ele nos ensinou as coisas que se referem a Deus Pai,
e os mostrou a nós em Sua própria natureza. Aquelas coisas que graças a Moisés
eram tipos e figuras, Cristo as manifestou diante de nós em verdade.
Aprendemos
a adorar ao que é incorpóreo, imaterial e incompreensível a todo raciocínio,
não com sangue e fumaça, mas com sacrifícios espirituais.” (1)
Somos
peregrinos de esperança, e o Senhor nos confia e nos envia em missão, com a
graça do Espírito Santo e coroados com o poder de realizar milagres.
Ontem, hoje e sempre, anunciamos e testemunhamos o Senhor, a quem rendemos toda
honra, glória e poder.
Não
podemos desistir diante de eventuais dificuldades, mas seguir sempre em frente,
colocando-nos como frágeis instrumentos na vinha do Senhor. Amém.
(1) Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 – pág. 671-672







