terça-feira, 3 de junho de 2025
Que sejamos um! ((20/05)
Que sejamos um!
que me encarregaste de fazer conhecer,
a fim de que sejam um como nós.” (Jo 17, 11)
Assim lemos no comentário do Missal Dominical sobre a passagem do Evangelho proclamado na Terça-feira da 7ª Semana da Páscoa (Jo 17,1-11)
“O fim do templo é o fim de todo gueto sacral, a exterminação definitiva de todo formalismo religioso, de todo sectarismo, de toda religião reduzida a códigos de preceitos. O fim de toda alienação religiosa, para entrar na autenticidade de uma fé que é comunhão plena e perfeita entre Deus e o homem, entre o homem e o homem. E Cristo é a chave desta comunhão.
‘O Mistério do Cristo é Mistério de comunhão’ (RdC 70). O desígnio de Deus é estabelecer a paz em Jesus Cristo; levar, em Jesus Cristo, todos os homens ao diálogo e à comunhão com Ele; realizar entre os homens, antes divididos pelo pecado, uma comunhão fraterna, reunindo-os no Corpo Místico do Seu Filho.
Os homens do nosso tempo sentem profundamente a exigência de diálogo, de comunhão e de paz. Sentimos todos esta exigência profunda de sair dos monólogos estéreis, de sanar as antigas fraturas que dividem a humanidade, de entrar em comunhão superando todas as barreiras de cor, raça e ideologia.
O cristianismo transcende o tempo na medida em que ajuda a realizar esses valores, demolindo todos os obstáculos que dividem, todas as absurdas separações que se criaram no decorrer da história”.
De fato, ainda vemos muros que separam as pessoas,
Impossibilitando a expressão da verdadeira comunhão
Sonhada e querida por Deus desde a criação, e assim
O será até a consumação dos tempos.
Barreiras visíveis e invisíveis,
Mas todas de destruição passíveis,
Que separam as culturas,
Impossibilitam a valorização e o reconhecimento mútuo.
Barreiras que separam as pessoas
Pela diferença ideológica,
Que separam povos e nações
Por disparidades econômicas e sociais.
Barreiras que separam religiões,
Não religando as criaturas entre si e tampouco com o Criador.
E ainda outras barreiras de tantos nomes
Que poderiam ser mencionadas...
Seja Cristo a fonte da comunhão,
Até que Deus seja tudo em todos.
Que sejamos um, como o Pai e Jesus são um,
Assim como Ele disse na Sua Oração Sacerdotal (Jo 17).
Abramo-nos ao Espírito Santo,
Pois é Ele quem age e faz...
Sejamos em Suas mãos instrumentos,
Nesta jornada comprometidos. Amém.
Aprendendo com o Apóstolo Paulo...
Aprendendo com o Apóstolo Paulo...
Na Liturgia da Palavra da terça e quarta-feira da 7ª Semana da Páscoa são proclamadas, na primeira Leitura, duas passagens dos Atos dos Apóstolos (At 20,17-27 e At 20, 28-38, respectivamente), que ora retomamos para reflexão.
Trata-se do discurso de Paulo dirigido aos responsáveis da Igreja de Éfeso, um “discurso de adeus”: Assim como Jesus, o Divino Mestre, quando da iminência da Sua partida, reúne os discípulos, recorda o que fez e disse, confia aos Seus o cuidado da comunidade e o prolongamento da Sua missão, adverte-os dos perigos que os ameaçam, convidando-os a vigiar e perseverar.
A densidade das passagens revelam a incansável e intensa atividade missionária de Paulo, traduzida em serviço e dom da própria vida, numa total pertença a Deus, entrega incondicional da existência, por amor do Senhor.
O adeus de Paulo aos presbíteros e responsáveis pela Igreja, que ele gerou para a fé, é como seu testamento espiritual e pastoral, cheio de ternura e recomendações, de esperanças e temor:
“Começa a etapa final da terceira viagem de Paulo. Como as anteriores, também esta se fecha com discurso. Na primeira viagem, o discurso foi aos judeus ( Atos 13, 16-41).
Na segunda, aos pagãos (Atos 17, 23-31). Nesta terceira, o discurso se dirige às lideranças, aqui representadas pelos anciãos da Igreja de Éfeso. É uma despedida, que faz memória e apresenta um testemunho de vida.
O Apóstolo olha o momento presente, afirmando que não sabe o que espera por ele em Jerusalém. Por fim, prepara sua substituição. Dá as últimas instruções e relembra aos anciãos que ‘eles foram colocados pelo Espírito Santo como guardiães do rebanho’.
Entre as recomendações, destaca-se não cobiçar nada de ninguém, dar testemunho verdadeiro e ajudar os fracos. Lucas relembra aos líderes cristãos das comunidades de sua época que eles são os sucessores de Paulo, e devem levar adiante a missão dos Apóstolos”. (1)
Com o Apóstolo, aprendemos que servir ao Senhor exige doação total, exclusiva, incondicional e contínua, em fidelidade constante, por isto é uma fonte de liberdade.
A atividade deste revela que sua missão não foi sua opção, mas fruto de uma eleição da comunidade, uma confiança que vem do próprio Senhor, como ele mesmo afirma – “a missão que recebi do Senhor” (At 20,24).
Realizando a missão com total gratuidade, pôde exortar aos anciãos, que devem evangelizar com total desinteresse material, como ele mesmo o fez, para que, assim, sejam livres para anunciar o Evangelho e serem solidários com os pobres (At 20,34-35).
– “A fidelidade ao Evangelho e o desinteresse escrupuloso são a melhor defesa dos Pastores da Igreja contra todas as intrigas dos que os perturbam” (At 20,29-31). (2)
Vejamos os traços que devem estar presentes na vida dos discípulos missionários do Senhor:
- Enfrentar com coragem as provações e tribulações, assim como Jesus (cf. Jo 13, 18-27);
- O ministério apostólico não tem êxito garantido, no sentido que não está imune ao sacrifício e até mesmo do martírio;
- Ter consciência de que é possível que haja desertores e quem o renegue, assim como o próprio Senhor teve em Seu grupo um que O traiu e alguns que desertaram, em fuga, no momento crucial, no momento da prova, do flagelo e da morte na Cruz;
- Ter humilde confiança de que por mais que tenhamos feito é ainda nunca bastante pelo que Deus fez e faz, por Amor, em favor de todos nós; confiando plenamente no justo Julgamento que será feito por Jesus;
- A missão que Deus nos confia tem uma motivação Trinitária: a missão vem do Espírito e diz respeito à Igreja, que Deus Pai conquistou pelo Sangue do Seu Filho;
- Manter uma relação profunda de comunhão, amor e ternura com a comunidade que lhe foi confiada:
“Em tudo lhes mostrei que, trabalhando assim, é preciso ajudar os fracos, recordando as Palavras do Senhor Jesus que disse: ‘Há mais felicidade em dar do que em receber’. Tendo dito isto, Paulo ajoelhou-se com todos eles e rezou. Todos então começaram a chorar muito. E, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam. Estavam muito tristes, sobretudo porque lhes havia dito que nunca mais veriam a sua face. E o acompanharam até o navio.” (vv. 35 -38);
- viver na vigilância para não se fragilizar diante das dificuldades, coragem para suportar os momentos e acontecimentos adversos, ventos contrários, e a confiança na Palavra de Deus, precisam estar sempre presentes, inseparavelmente, na vida dos discípulos missionários.
Vivamos estes dias como um breve Advento, em intensa preparação para a acolhida do Espírito Santo, na Festa de Pentecostes que celebraremos no próximo Domingo.
Não fosse o Espírito Santo que nos foi enviado, não suportaríamos provações, incompreensões e dificuldades na evangelização, como o Apóstolo Paulo e tantos outros suportaram, por amor ao Senhor, empenhados na construção do Reino de Deus.
Concluo com esta Oração, que deve nos acompanhar em todas as nossas atividades pastorais, e em todas as decisões que tenhamos que tomar:
“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis, e acendei neles o fogo do Vosso Amor...”
(1) Nova Bíblia Pastoral – Editora Paulus – 2013 – nota p.1353.
(2) Lecionário Comentado - p. 631
PS: Oportuno refletir no dia em que celebramos a Conversão de São Paulo - 25 de janeiro.
segunda-feira, 2 de junho de 2025
Em poucas palavras... (XDTCB)
Por que
Deus não impediu o primeiro homem de pecar?
“Mas porque é que Deus não impediu o primeiro homem de pecar?
São Leão Magno responde: «A graça inefável de Cristo deu-nos bens superiores
aos que a inveja do demónio nos tinha tirado».
E São Tomás de Aquino: «Nada se opõe a que a natureza humana
tenha sido destinada a um fim mais alto depois do pecado. Efetivamente, Deus
permite que os males aconteçam para deles tirar um bem maior.
Daí a palavra de São Paulo: "onde abundou o pecado,
superabundou a graça" (Rm 5, 20). Por isso, na bênção do círio pascal
canta-se: "Ó feliz culpa, que mereceu tal e tão grande Redentor!"».”
(1)Catecismo
da Igreja Católica - parágrafo n. 412
“Tendes, pois, sal em vós mesmos” (02/06)
“Tendes, pois, sal em vós mesmos”
Disse Jesus: “Pois todos hão ser salgados pelo fogo. Coisa boa é o sal. Mas se o sal se tornar insosso, com que lhe restituireis o tempero? Tende, pois, sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros.” (Mc 9, 49-50).
Na Lumen Gentium (n.38), encontramos um comentário enriquecedor:
“O ‘sal’ que preserva o mundo da corrupção são os cristãos que sabem ‘difundir o espírito de que são animados os pobres, os mansos e os construtores da paz, que o Senhor no Evangelho proclamou bem-aventurados”.
Esta máxima de Jesus sobre o sal convida os discípulos a procurar a prudência e a sabedoria, para fazerem opções decididas, mantendo-se fiéis no discipulado, em perfeita coerência de vida entre o Evangelho que anunciam e o quotidiano vivido.
Assim vivendo, demonstrarão que a vida tem sabor, se for vivida através de opções conscientes, mesmo que exijam esforços, renúncias, sacrifícios, em total desprendimento e coragem para o discipulado.
Oremos:
Senhor Jesus, com Vosso Espírito enviado sobre a Igreja, queremos permanecer firmes no discipulado, tendo sal em nós mesmos, vivendo com prudência e sabedoria, em perfeita coerência entre o Vosso Evangelho que pregamos e o testemunho que damos, participando da construção do Reino de Deus, por palavras e obras. Amém.
A vigilância ativa e os compromissos emergentes da fé (02/06)
A vigilância ativa e os compromissos emergentes da fé
Reflexão à luz da passagem da Segunda Carta de São Pedro (2Pd 3,12-15a.17-18; Sl 89, 2-4.10.14-16; Mc 12,13-17), sobre o compromisso social e religiosa, e sua relação profunda e inseparável na expressão de uma fé viva, sólida, ancorada pela esperança de um mundo novo que culmina na eternidade, sempre impulsionados por pequenos e grandes gestos de amor.
Com a Igreja, aprendemos que a vida cristã coerente deve ser vivida na vigilância ativa, ou seja, a espera de um novo céu e nova terra, a espera do Senhor que veio, vem e virá pela segunda vez.
Esta vigilância se dá com esforços multiplicados, acompanhados de uma conduta irrepreensível, sem jamais paralisar ou retroceder no crescimento da amizade e intimidade com o Senhor Jesus Cristo.
Deste modo, Jesus ao dizer “Dai a César o que de César e a Deus o que é de Deus” nos permite afirmar que reconhecer e aceitar o poder político não equivale a desconhecer e rejeitar a Deus. O poder político é lícito para o exercício dos assuntos públicos, mas somente a Deus devemos adorar em espírito e verdade, em doação e na entrega plena e total de nossa vida.
Está implícita a dupla fidelidade que o cristão deve viver em sua dimensão pessoal, no seu existir e agir: a dimensão religiosa e a dimensão temporal.
Jamais se deve separar totalmente a ação política da ação religiosa, como muito bem nos diz a Igreja em diversos Documentos, e de modo muito especial a “Gaudium et Spes” (Vaticano II - nºs 73-77 – Cap. IV).
Em resumo, neste capítulo, fala da consciência da missão da Igreja na comunidade Política.
Também em outro documento, o Papa São Paulo VI afirmou: - “A política é uma maneira exigente de viver o compromisso cristão ao serviço dos outros” (Octogesima Adveniens, 46).
Finalizando, seguir Jesus, assumir a missão que Ele nos confia, implica em esperar com confiança "novos céus e nova terra onde habitará a justiça" sem permanecer alheio às alegrias e às esperanças daqueles que estão ao nosso lado, sobretudo os mais pobres.
A esperança dos bens futuros, numa vigilância ativa, alimentada pela força salutar da Eucaristia, é a grande força para superar toda forma de contrariedade e adversidades.
Somente assim não vacilaremos na fé, nem esmoreceremos na esperança e não esfriaremos na caridade, de modo que seremos resistentes na tentação, pacientes na tribulação e agradecidos a Deus nos mais preciosos sinais de prosperidade.
PS: Lecionário Comentado – Tempo Comum - Vol. I – Editora Paulus - Lisboa - pp. 428-432.
“Não existem duas esperanças" (02/06)
“Não existem duas esperanças”
Oportuno para a reflexão das passagens do Evangelho de Mateus e Marcos (Mt 22,15-21; Mc 12,13-17), sobre a questão feita pelos fariseus e herodianos a Jesus, se é lícito pagar imposto a César, encontramos esta afirmação:
“Não existem duas esperanças: uma terrena e outra celeste; a esperança é uma só: diz respeito à realidade futura, mas através do empenho cristão, a antecipa na realidade terrestre”
De fato, estamos no mundo com uma responsabilidade de participação irrenunciável, para torná-lo mais humano, justo e fraterno.
E se a fé cristã professada, maior ainda o compromisso, pois deve ser vivida integralmente e não permite omissão ou evasão nesta participação.
A fé cristã confere à religião um papel fundamental no mundo, tornando sem fundamento qualquer atitude de desconsideração, como se ela não tivesse nenhuma contribuição positiva a oferecer.
Com o Concílio Vaticano II, como Igreja, somos chamados a rever as reticências ou ausências do cristão no seu real compromisso com o mundo, procurando sua superação a fim de que sejamos sal da terra e luz do mundo.
A fé cristã, acenando para a esperança na eternidade, não se exime da concretização no tempo presente, inserida na realidade terrestre, concreta.
Esta fé se vive com os olhos nos céus, mas com os pés tocando à realidade do cotidiano, não criando uma dicotomia entre o mundo dos homens e mulheres e o mundo de Deus.
De modo que todo poder político deve exercer a sua vocação primeira, a promoção do bem comum, e se assim o for, de fato, estaremos dando “a Deus o que é Deus e a César o que é de César”, entregaremos a Deus um povo com vida plena, digna e feliz.
O céu não se espera na passividade, mas na medida em que vivemos a graça do Batismo, e nos tornamos discípulos missionários do Senhor, verdadeiramente comprometidos com o Reino de Deus, que ultrapassa qualquer forma de realidade que se possa conceber.
Nenhuma realidade é bastante suficiente para esgotar a riqueza do Reino que Jesus veio inaugurar, por isto, rezamos no Pai Nosso, a oração que Ele nos ensinou:
“Venha a nós o Vosso Reino, Senhor, seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu” (cf. Mt 6,10).
PS: Missal Dominical – Editora Paulus, 1995 – pp. 834.
Com o Ressuscitado, vencemos o medo
Com o Ressuscitado, vencemos o medo
“Não tenhais medo daqueles que matam o
corpo, mas não podem matar a alma!” Reflitamos sobre
a solicitude e o amor de Deus, para com aqueles que Ele chama e envia em
missão, uma vez que a perseguição estará sempre presente no horizonte dos
discípulos de Jesus.
À luz da passagem
do Evangelho de Mateus (Mt 10,26-33), o tema da inevitabilidade da perseguição
na vida dos discípulos é explícito, assim como vimos na primeira Leitura.
O Evangelista
exorta à superação do desânimo e frustração decorrentes das perseguições.
Apresenta como
que um “manual do missionário cristão”, que consiste no
“discurso da missão” – “Para
mostrar que a atividade missionária é um imperativo da vida cristã. Mateus
apresenta a missão dos discípulos como a continuação da obra libertadora de
Jesus.
Define também os conteúdos do anúncio e as
atitudes fundamentais que os missionários devem assumir, enquanto testemunhas
do Reino” (1)
Três vezes
aparece a expressão “Não temais”, assegurando a presença, ajuda e proteção
divina para superação do medo que impeça a proclamação da Boa Nova; o medo da
morte física; e neste medo se pode experimentar a solicitude de Deus, um
cuidado que desconhece limites.
A mensagem é que
a vida em plenitude é para quem enfrentar o medo, na fidelidade, até o fim. O
medo não pode nos deixar acomodados.
A ternura, a
bondade e a solicitude divina são imprescindíveis, pois fortalecem na missão. É
preciso se entregar confiadamente nas mãos de Deus:
“Jesus encoraja os Seus discípulos a alargar
o horizonte da vida e a avaliar os riscos vividos por Sua causa, no contexto
mais amplo da vida com Deus, da vida eterna.
O cristão é chamado a viver na confiança de
que o Pai não o abandona nas mãos dos perseguidores (v.28), que a sua vida, a
sua salvação custou o Sangue do Filho e tem por isso, aos Seus olhos, um valor
imenso (vv. 29-31).
A fidelidade e a confiança no Senhor serão
recompensadas por aquele ‘reconhecimento’ que já se manifestou na Ressurreição
de Cristo” (2).
No testemunho da
fé, é possível a perseguição, portanto é necessária a confiança. Anunciar e testemunhar
a Boa Nova é não deixar que o medo nos paralise, pois o medo nos impede de ser
autênticos discípulos missionários:
“O cristão não é chamado a procurar o
martírio como prova da sua fé, mas a viver constantemente a vida com os olhos
fixos no Alto, isto é, a alargar aquele horizonte que hoje, mais do que nunca,
tende a fechar-se no círculo dos benefícios desfrutáveis, aqui e agora.” (3)
Também nós
precisamos ouvir a todo instante: – “Não tenhais
medo”. É preciso que a
Palavra de Jesus ressoe em nossos ouvidos e fique entranhada no mais profundo
de nosso coração:
“Impressiona a história de tantos mártires
cristãos, antigos e atuais, que escolheram o caminho da coerência e da
fidelidade ao Senhor a custo da própria vida.
É com eles que nos encontramos na Comunhão
dos Santos, vivida, sobretudo, na Celebração Eucarística; uma companhia que a
comunidade dos crentes gosta de ter ao seu redor, mesmo com as pinturas, os
afrescos, os mosaicos que adornam as nossas Igrejas (hoje reduzidas muitas
vezes a belas obras que se admiram em igrejas-museu) expressões artísticas
surgidas para tornar humanamente visível o que vivemos na fé.” (4)
Concluindo, apresentemos
nas mãos de Deus nossa realidade humana, marcada pela fragilidade e necessitada
de Sua força e intervenção.
Como cristãos, levantemos
o olhar para a vida a que Cristo nos chama, ou seja, “viver a força de contestação profética que viveu Jeremias,
que Jesus levou perante as autoridades judaicas e romanos e conduziu os
Apóstolos ao martírio.
É na relação íntima e comunitária que
vivemos com Deus, no desejo de sermos reconhecidos por Ele que se reforça
a adesão a Cristo e ao Seu Evangelho, com a esperança libertadora de vivermos
confiando no Pai.” (5)
Oremos:
“Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida
a graça de Vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no
Vosso amor. Por N. S. J. C. Amém.”
(1) www.Dehonianos.org/portal
(2) (3) (4)
Lecionário Comentado p. 560.
(5) Idem p. 561.
“Não tenhais medo daqueles que matam o
corpo,
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