segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Advento: A nossa Salvação vem do Senhor! Alegremo-nos!

                                                  

Advento: A nossa Salvação vem do Senhor! Alegremo-nos!

“Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo,
alegrai-vos: O Senhor está perto” (1)

A Liturgia, da segunda-feira da 2ª Semana do Tempo do Advento, nos apresenta a passagem do Livro do Profeta Isaías (Is 35,1-10), com a Boa Notícia de que Deus mesmo vem nos salvar.

O profeta desperta a confiança e esperança e a confiança nos exilados: está próxima a chegada de Deus, que conduzirá o povo para a Terra da liberdade, da vida plena e feliz.

Trata-se de um hino em que se convida à autêntica alegria, deixando de lado todo desânimo, pois a ação de Deus consiste em gerar vida em abundância.

O Povo de Deus vive um segundo êxodo, ainda mais grandioso que o primeiro. É preciso que olhe o mundo com os olhos da esperança, jamais com os óculos do desespero, para não sucumbir diante das forças da morte que não prevalecem para sempre.

Nisto consiste o verdadeiro Advento: a contemplação da intervenção divina; e ser, no mundo, como o profeta Isaías uma testemunha da alegria, da confiança em Deus e da esperança que n’Ele não decepciona.

De fato, ser Profeta é remar contra a maré, vendo o mundo com os olhos de Deus. É preciso, no mundo, ontem, hoje e sempre, homens e mulheres que deem este testemunho.

Para nós, hoje, trata-se de convite à alegria pela proximidade do Senhor que está para chegar, cujo nascimento no Natal haveremos de celebrar.

A Palavra é um convite a não nos inquietarmos com nada: “Alegrai-vos, pois a libertação está para chegar”.

No Novo Testamento, também vemos na Epístola de São Tiago esta mensagem (Tg 5,7-10). Tiago é um sábio judeu-cristão que repensa, de maneira muito original, as máximas da sabedoria judaica, vividas plenamente nas Palavras e ação do Senhor, e exorta a comunidade a não desistir da espera do Senhor que vem, cultivando a paciência e a confiança.

Preocupa o autor o abuso da sobreposição da fé às obras, bem como o abuso dos ricos sobre os pobres.

Exorta à perseverança, à união e a não perda dos valores cristãos, apresentando a proposta de uma autêntica vida cristã.

Acentua nesta passagem a esperança, que deve iluminar o coração de todos na comunidade, pois a libertação está para chegar, mas a confiança no Senhor não nos permite o cruzar dos braços.

Esta esperança, acompanhada da paciência e confiança, é que dá coragem na luta, no bom combate da fé, em sua perfeita tradução em obras.

Esperar com confiança, mas sem revolta. Empenhar-se prontamente para o Projeto Libertador de Deus, que significa para nós a verdadeira preparação para o Natal.

Reflitamos:
 - Como estamos preparando o Natal do Senhor?
 - Como andam nossa alegria, confiança e esperança no Senhor?

 - Qual é o fundamento de nossa alegria?
Em que consiste a verdadeira alegria que Deus quer nos oferecer?

- Num mundo marcado pela depressão, tristeza, dor e morte, como ser sinal de vida e de alegria?
- A alegria tem sido uma marca de nossas comunidades?

A Festa do Natal do Senhor se aproxima, e muito mais que comemorada, é preciso que seja celebrada e, assim, a alegria e a esperança invadirão nosso coração.

No coração dos que creem irromperá a alegria e a luz do Natal. Não deixemos lugar algum para o desânimo, desesperança. Descruzemos os braços e abramos o coração.

Maranathá! 
Vem, Senhor Jesus!

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