quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Em poucas palavras... (Paz)

                                                                 


Oremos pela Paz

Oremos:

“Deus da paz, vós sois a própria paz; os que promovem a discórdia não vos compreendem e os de espírito violento não vos recebem.

Concedei aos que vivem na concórdia a perseverança o bem, e aos que vivem na discórdia, o afastamento do mal.

 Por Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.” (1) 

(1) Missal Romano - Missa pela paz - pág. 1106

“A paz segundo São Leão Magno”

“A paz segundo São Leão Magno”

Iniciamos mais um ano, e é sempre oportuno retomar parte do Sermão deste grande Papa da Igreja , São Leão Magno (séc. V):

“Ora, no tesouro das liberalidades de Deus, que podemos encontrar de mais próprio para celebrar esta festa do que a paz, que o canto dos anjos anunciou em primeiro lugar no nascimento do Senhor?

É a paz que gera os filhos de Deus e alimenta o amor; ela é a mãe da unidade, o repouso dos bem aventurados e a morada da eternidade; sua função própria e seu benefício especial é unir a Deus os que ela separa do mundo...

O Natal do Senhor é o Natal da Paz. Como diz o Apóstolo, Cristo é a nossa paz, Ele que de dois povos fez um só (cf. Ef 2,14); judeus ou gentios, em um só Espírito, temos acesso junto ao Pai (Ef 2,18)”.

Com Jesus, nossa Paz, cerramos as cortinas de mais um ano e, 
ao mesmo tempo, abrimos as mesmas para Novo Ano.

Com Ele, nossa Paz, nossas forças sejam revigoradas;
Nossos sonhos se tornem mais próximos da realidade.
Com Ele, nossa vida de luz seja em maior intensidade.
Com Ele, nosso vigor, alegria, esperança renovadas!

Com Ela, Maria, terminamos longos dias de um ano,
Com a certeza de que por Ela desamparados jamais!
Com Ela, redescobrir o dulcíssimo gosto da paz!
Com Ela, aprender a fortalecer laços fraternos e humanos!

Feliz Ano Novo que no Natal do Senhor se anunciou!
Feliz Ano Novo, que não sejam palavras repetidas e frias,
Que expressem compromissos, sem coração e mãos vazias.
Somente transbordará no coração daquele que crê e testemunhou!

Graça e Paz da parte de Cristo Nosso Senhor!
Feliz Ano Novo acompanhado de bênçãos e alegria no Senhor.

Minhas reflexões no Youtube

 
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Em poucas palavras... (Mãe de Deus)

                                                                 


“Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus”

“Chamada nos Evangelhos «a Mãe de Jesus» (Jo 2, 1; 19, 25; Mt 13,55), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito Santo e desde antes do nascimento do seu Filho, como «a Mãe do meu Senhor» (Lc 1, 43).

Com efeito, Aquele que Ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo, e que Se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro senão o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

 A Igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus («Theotokos») (Concílio de Éfeso – 431 d.C).” (1)

 

(1)       Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.495


A Solenidade de Maria, Mãe de Deus

                                                                  


A Solenidade de Maria, Mãe de Deus

“Maria, a totalmente santa, toda consagrada
ao amor de Deus e ao amor dos homens.”

No dia 1º de janeiro, iniciaremos um Novo Ano, celebrando a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e o dia Mundial da Paz, instituído pelo Papa São Paulo VI em 1968.

Contemplamos a figura de Maria que, com o sim dado ao Projeto de Deus, oferece ao mundo, Jesus, o Salvador da humanidade:

“A Solenidade da Mãe de Deus, no coração das celebrações do Natal, é um renovado momento de graça oferecido a todos nós para nos ajudar a aprofundar a contemplação do Mistério da Encarnação, para nos dizer uma vez mais que o Filho de Deus veio verdadeiramente na nossa carne humana, no tempo, através do corpo de uma mulher: Maria, a totalmente santa, toda consagrada ao amor de Deus e ao amor dos homens.” (1)

Na passagem da primeira Leitura (Nm 6,22-27), ouvimos a Bênção Sacerdotal, que nos revela a presença de Deus que caminha sempre conosco e nos derrama Sua bênção, comunicando vida em plenitude, uma comunicação de vida real e eficaz, agraciando àquele que foi abençoado com vigor, força, êxito, felicidade, prosperidade.

Com a bênção, O Senhor, além de conceder vida e proteção, faz brilhar Sua face, revela um rosto sorridente e favorável, concedendo a necessária graça, olhando-nos com benevolência e nos concedendo a paz, que consiste na plenitude dos bens e na felicidade plena.

Tudo recebemos de Deus: vida, saúde, força, amor e incontáveis sinais de Sua bondade, entretanto, é evidente que a bênção não é sinônimo de mágica, pois a bênção de Deus, derramada sobre nós continuamente, precisa ser acolhida com amor e gratidão e depois transformada concretamente em gestos de amor e paz. É preciso que nosso coração se abra à ação divina, para que esta nos atinja e nos transforme totalmente.

Na passagem da segunda Leitura (Gl 4,4-7), mais uma vez, contemplamos o amor de Deus, que vem ao nosso encontro nascido de uma “mulher”, Maria, e por meio deste Filho nos tornamos livres e amados e podemos nos dirigir a Deus chamando de “abbá” (“papai”), consequentemente, filhos de Deus.

E fazendo esta experiência de filhos amados de Deus, a comunidade é vocacionada a criar e fortalecer os laços fraternos, sem marginalização ou exclusão, ou escravidão, como tão bem acenou o Papa Francisco em sua Mensagem para o dia Mundial da paz (2015): – “Já não escravos, mas irmãos".

Na passagem do Evangelho (Lc 2,16-21), refletimos sobre a alegria e felicidade daqueles que acolhem o Menino Deus, que veio fazer morada entre nós e em nós, realizando assim o desígnio libertador de Deus no meio da humanidade.

Trata-se de um texto profundamente catequético, sem pretensões de “noticiário jornalístico”; tem o intuito de comunicar uma Boa-Nova e uma nova atitude.

Reflitamos:

- Jesus veio trazer a libertação. Qual é a nossa resposta?

Os pastores (pobres e marginalizados de todos os tempos) vão apressadamente ver o Menino, expressando o desejo de liberdade e a disponibilidade de coração; glorificam a Deus e dão testemunho do Menino.

Ressalte-se também a atitude de Maria, que “conservava todas estas Palavras, meditando-as no seu coração”, comunicando uma atitude de quem é capaz de abismar-se, encantar-se com a ação do Deus libertador; tem a sensibilidade para entender os sinais de Deus e a sabedoria da fé para compreendê-los à luz do Plano de Deus.

Tanto a atitude meditativa e contemplativa de Maria, como a atitude missionária dos pastores, devem ser atitudes que marquem a vida daquele que se torna discípulo missionário do Senhor: meditação, contemplação, missão, que deve ser realizada com alegria, como alegres mensageiros do Verbo que Se fez Carne e habitou entre nós (Cf. Jo 1,14).

“Fortalecidos com esta certeza de fé, somos impelidos, como os pastores do Evangelho, a anunciar aos irmãos a alegre Notícia de que Deus fez homem para tornar o homem participante da vida divina. O Salvador – nascido de uma mulher, como nós – assumiu a nossa humanidade para nos dar a Sua glória. Somos filhos no Filho bendito, que é também a nossa paz.” (2)

Finalizando, contemplemos a ação de Deus que agiu em nosso favor neste ano que termina, e peçamos Sua bênção e proteção para mais um ano, com a certeza de que também podemos contar com a presença e a ternura de nossa Mãe, Maria, Mãe de Deus e nossa em todos os momentos.
Feliz Ano Novo!



(1) Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa - Tempo Advento / Natal - pp. 293/294
(2) Idem p.294

Com Maria, coração aberto à graça divina

                                                             

Com Maria, coração aberto à graça divina

“Alegra-te, Cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28)

Abertos à graça divina, voltamos nossos olhares para Maria, aquela que é “cheia de graça”, como o Anjo Gabriel a saudou, Mãe tão serena e plena de liberdade e graça.

Permaneçamos firmes na fé, contando com Maria, nossa Mãe, com esforços necessários; abrindo-nos ao Espírito, para que, com criatividade, conduzamos muitos até Jesus e Sua presença, que nos envolve e nos plenifica de Amor.

Sejamos revitalizados na vivência de nossa vocação, para vivermos com alegria a nossa missão; seguindo o exemplo de Maria, na fidelidade a Deus, termos a necessária obediência, e conversão contínua para correspondermos aos desígnios de Deus.

Urge que nossa devoção a Maria consista em abrir sempre o coração para a graça que Seu Filho veio ao mundo comunicar: Graça como a seiva do amor, favores e bens necessários, que nos fortalecem no carregar da cruz quotidiana, com renúncias necessárias, e deste modo, nossa devoção a Maria é expressa no viver o Sim incondicional a Deus, como ela viveu.

Maria, mãe tão serena, plena de amor, liberdade e graça, rogai por nós, hoje e sempre.  Amém.

Sua amável presença é sentida como o exalar de um suave perfume

                                                         


Sua amável presença é sentida como o exalar de um suave perfume

Por vezes, parece que estamos caminhando num árido deserto, sem fim.
Nada mais a ver, a não ser areia a ser pisada e o sucessivo pôr do sol,
E o tão apenas nascer de um novo dia a viver, sabe-se como.

Árido deserto, sem a esperança de um oásis, seria um triste fim.
Sem perspectivas de superações, quem assim suportaria?
Mas em situações assim, não podemos deixar morrer a esperança e a alegria.

Quantas vezes no deserto árido de nossa história,
Sentimos a presença de alguém, modelo de coragem e ousadia,
Que nos acompanha em todos os momentos? Sim, é ela: Maria.

Sua terna presença é sentida como o exalar de um suave perfume,
Que nos assegura que há desertos na vida, mas possível é a travessia.
Podemos contar com ela, que caminha conosco, mil noites e dias.

Sua amável presença é sentida como o exalar de um suave perfume,
Que nos aponta a confiança em Seu Filho, fonte de água viva,
Que as sedes de todas as sedes, a sede do amor, somente Ele sacia.

Sua amável presença é sentida como o exalar de um suave perfume,
E ainda que caminhemos em tempos sórdidos, com páginas não memoráveis,
Em seu colo de mãe acolhidos, de nossos cansaços, forças refeitas.

Sua amável presença é sentida como o exalar de um suave perfume,
Ainda há um longo caminho a percorrer, à espera da vinda gloriosa de Seu Filho,
Que veio, vem virá. E quem melhor do que Maria, poderá esta espera nos ensinar?

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