sábado, 10 de maio de 2025

Em poucas palavras...

 


Pais e Mães serão sinais do Cristo Bom Pastor


Quando na alegre acolhida, no diálogo e educação,
Ao lado de seus filhos com ternura se colocarem,
Assegurando crescimento em tamanho, graça e sabedoria,
Para além de todo resultado, sem jamais se cansarem...

Quando não adiarem a oração com seus filhos,
Palavra de Deus na mão, lida, meditada, partilhada...
Família na fé solidificada, espaço do aprendizado do amor;
Intimidade divina por todos vivenciada.

 

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Em poucas palavras... (01/05)

                                          


Maria, imagem puríssima da esperança

“Pelos profetas, Deus forma o seu povo na esperança da salvação, na expectativa duma aliança nova e eterna, destinada a todos os homens (Is 2,2-4), e que será gravada nos corações (Jr31,31-34; Hb 10,16). 

Os profetas anunciam uma redenção radical do povo de Deus, a purificação de todas as suas infidelidades (Ez 36), uma salvação que abrangerá todas as nações (Is 49,5-6; 53,11).

Serão sobretudo os pobres e os humildes do Senhor (Sf 2,3) os portadores desta esperança. As mulheres santas como Sara, Rebeca, Raquel, Míriam, Débora, Ana, Judite e Ester conservaram viva a esperança da salvação de Israel. Maria é a imagem puríssima desta esperança (Lc 1,38).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 64

domingo, 4 de maio de 2025

Acolhidos pela Mãe da Piedade (04/05)



Acolhidos pela Mãe da Piedade

Em 2018, tivemos a graça da Peregrinação das Paróquias da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida – RENSA – ao Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade – Caeté – MG.

Aproximadamente, 1500 peregrinos (padres, religiosos, religiosas, seminaristas, cristãos leigos e leigas), numa alegre, piedosa, frutuosa e orante participação, acompanhada do encontro de irmãos e irmãs de caminhada, num lugar que encanta nossos olhos, enche nosso coração de paz pelas maravilhas criadas pelas mãos divinas, além de sentirmos a presença de nossa Mãe, sob o título de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira de Minas Gerais.

Subimos a Serra da Piedade, como que subindo ao Monte Tabor, e contemplamos a face e presença do Senhor, de modo especial, ao lado de Sua amantíssima Mãe.

O ponto ápice da nossa peregrinação foi, indubitavelmente, a Santa Missa, em que a Liturgia do 5º sábado do Tempo da Páscoa nos ofereceu a passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 16,1-10); Salmo 99 e o a passagem do Evangelho de João (Jo 15,18-21).

Na Homilia, destaquei alguns pontos, à luz da Palavra proclamada:

- precisamos ser uma Igreja decididamente missionária, uma Igreja em saída para as periferias existenciais, como tem insistido o Papa Francisco, com a presença e ação do Espírito Santo, revigorando cada dia a nossa fé e fidelidade ao Senhor;

- somos enviados a proclamar a Boa-Nova a todos os povos, em todo o tempo e em todo lugar, pois nisto consiste a missão dos discípulos missionários do Senhor, como nos fala o final da passagem da primeira leitura, em perfeita sintonia com a 5ª Assembleia da Arquidiocese de Belo Horizonte – MG, com seu objetivo maior de proclamar a Palavra oportuna e inoportunamente, à luz da Palavra do Apóstolo Paulo a Timóteo - “prega a Palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instrui” (2 Tm 4,2).

Esta missão é possível e necessária, porque o próprio Senhor nos escolheu e nos enviou, como Ele mesmo nos diz na passagem do Evangelho.

Alegremo-nos e exultemos por esta escolha que o Senhor fez, não pelos nossos merecimentos, antes, porque nos ama e em nós depositou Sua confiança.

No entanto, poderemos, a exemplo d’Ele, ser pelo odiados e perseguidos, mas não poderemos jamais temer ou recuar diante dos desafios da evangelização. Assim nos ensinaram os santos e mártires de nossa Igreja. Assim também haveremos de ser e fazer, contando com a presença e ação do Espírito, como amigos do Senhor, na fidelidade ao Projeto do Reino, que o Pai nos confia e nos convida a participar de sua construção.

Após os ritos finais da Santa Missa, tendo ouvido e acolhido a Palavra do Senhor, voltamos para casa renovados, revigorados e motivados a dar continuidade à nossa missão; descemos à planície do cotidiano, para viver a fé, cultivar a esperança, a fim de florescer em frutos Pascais, de quem se move pela caridade, porque amados discípulos do Senhor o somos.

sábado, 3 de maio de 2025

São Felipe e São Tiago: fidelidade incondicional ao Senhor (03/05)

                                                       

São Felipe e São Tiago: fidelidade incondicional ao Senhor

              Sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo  no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo, que nos           conduz ao Pai, com a força, presença e  ação do Seu Espírito.

Celebramos, no dia 03 de maio, a Festa dos Apóstolos São Felipe e São Tiago, e, na Liturgia, ouvimos a passagem do Evangelho de São João (Jo 14,6-14), e refletimos sobre a missão da Igreja, que nasce de Jesus na fidelidade ao Pai, é vivificada com a presença e ação do Espírito Santo, continuando o caminho que é o próprio Jesus: Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6).

Sendo Cristo o fundamento da Igreja, e o amor o distintivo dos cristãos, a missão da Igreja será colocar-se em todos os âmbitos, profeticamente, como instrumento da vida plena e definitiva.

Cabe à comunidade a continuidade da missão de Jesus, no anúncio e testemunho do Evangelho, como homens novos, com vida em plenitude, porque integrados à Família Trinitária: Pai, Filho e Espírito Santo.

A passagem retrata um contexto de despedida de Jesus, e com isto Ele quer deixar no coração dos discípulos uma palavra de confiança e esperança, para que não se desviem e nem abandonem a caminhada com Ele iniciada: indo para o Pai garante a todos que O seguirem o mesmo destino, a glória da eternidade.

A comunidade, acolhendo o Espírito que Ele enviará do Pai, viverá na obediência e fidelidade a Deus, em total entrega de amor e serviço ao próximo.

No entanto, para fazer parte de Sua família é preciso que os discípulos vivam esta total obediência a Deus, trilhando o Caminho que é o próprio Jesus, que ama até o fim, porque de fato, cristãos são os que se põem a caminho. 

Não se pode viver uma fé instalada, acomodada, e tão pouco conceber possíveis recuos.

Como nos exorta o Papa Francisco, sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo, que nos conduz ao Pai, com a força, presença e ação do Seu Espírito.

Renovemos em nosso coração, o Amor de Deus infundido em nós pela ação do Espírito, para continuarmos com os pés firmes neste bom Caminho que nos conduz aos céus, à comunhão plena e eterna de Amor. 

Como São Felipe e São Tiago, sigamos o Senhor, pois tão somente Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

A missão dos Apóstolos (03/05)

                                                 


A missão dos Apóstolos

No dia três de maio, celebramos a Festa dos Apóstolos São Filipe e São Tiago. O primeiro, Filipe, nasceu em Betsaida, inicialmente discípulo de João Batista e depois seguiu a Cristo.

Tiago, filho de Alfeu e primo do Senhor, governou a Igreja de Jerusalém e escreveu uma Carta do Novo Testamento. Levou uma vida de muita austeridade e converteu muitos judeus à fé, recebendo a coroa do martírio no ano 62.

Sejamos enriquecidos pelo “Tratado sobre a prescrição dos hereges”, escrito pelo Presbítero Tertuliano (Séc. III), sobre a pregação apostólica, a qual ambos deram imensa contribuição.

“Cristo Jesus, nosso Senhor, durante a Sua vida terrena, ensinou quem era Ele, quem tinha sido desde sempre, qual era a vontade do Pai que vinha cumprir e qual devia ser o comportamento do homem. Ensinava estas coisas ora em público, diante de todo o povo, ora em particular, aos Seus discípulos. Dentre estes escolheu doze para estarem ao Seu lado, e que destinou para serem os principais mestres das nações. Quando, depois da Sua Ressurreição, estava prestes a voltar para o Pai, ordenou aos onze – pois um deles se havia perdido – que fossem ensinar a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Imediatamente os Apóstolos (palavra que significa “enviados”) chamaram por sorteio a Matias como duodécimo para ocupar o lugar de Judas, segundo a profecia contida num salmo de Davi. Depois de receberem a força do Espírito Santo com o dom de falar e de realizar milagres, começaram a dar testemunho da fé em Jesus Cristo na Judeia, onde fundaram Igrejas; partiram em seguida por todo o mundo, proclamando a mesma doutrina e a mesma fé entre os povos.

Em cada cidade por onde passaram fundaram Igrejas, nas quais outras Igrejas que se fundaram e continuam a ser fundadas foram buscar mudas de fé e sementes de doutrina. Por esta razão, são também consideradas apostólicas, porque descendem das Igrejas dos Apóstolos.

Toda família deve ser necessariamente considerada segundo sua origem. Por isso, apesar de serem tão numerosas e tão importantes, estas Igrejas não formam senão uma só Igreja: a primeira, que foi fundada pelos apóstolos e que é origem de todas as outras. Assim, todas elas são primeiras e apostólicas, porque todas formam uma só. A comunhão na paz, a mesma linguagem da fraternidade e os laços de hospitalidade manifestam a sua unidade. Estes direitos só têm uma razão de ser: a unidade da mesma tradição sacramental.

Se quisermos saber o conteúdo da pregação dos Apóstolos, e, portanto, aquilo que Jesus Cristo lhes revelou, é preciso recorrer a estas mesmas Igrejas fundadas pelos próprios Apóstolos e às quais pregaram quer de viva voz, quer por seus escritos. 

O Senhor realmente havia dito em certa ocasião: Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora; e acrescentou: quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade (Jo 16,12-13). 

Com estas palavras revelou aos Apóstolos que nada ficariam ignorando, porque prometeu-lhes o Espírito da Verdade que os levaria ao conhecimento da plena verdade. E, sem dúvida alguma, esta promessa foi cumprida, como provam os Atos dos Apóstolos ao narrarem a descida do Espírito Santo.”

Celebrando a Festa destes Apóstolos, renovemos a alegria de participar da missão que o Senhor nos confiou, como batizados, em nome da Santíssima Trindade, que nos acompanha em todos os momentos.

Ontem, como hoje, são muitos os desafios que se colocam frente à missão de proclamar a Boa-Nova, e não podemos jamais permitir que se esfrie ou se apague a chama do primeiro amor, que viveram os primeiros na fidelidade ao Senhor.

Seja o amor derramado em nossos corações, por meio do Espírito, para que firmemos nossos passos, para que sejamos fiéis a Jesus, O Caminho, a Verdade e a Vida que nos assegura vida plena e definitiva a caminho do Pai.

Filipe e Tiago seguiram o Caminho, foram iluminados pelo esplendor da Verdade, e deram a Vida pelo Senhor, e hoje estão na comunhão e amor e vida plena: céu.

Agora é o nosso tempo, é a nossa hora a ser vivida, com amor, zelo e ardor total, a fim de que a Boa-Nova seja anunciada em todos os tempos e em todos os lugares.

Oremos:

“Ó Deus, Vós nos alegrais cada ano com a Festa dos Apóstolos São Filipe e São Tiago. Concedei-nos, por suas preces, participar de tal modo da paixão e Ressurreição do Vosso Filho que vejamos eternamente a Vossa face. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém”.

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Cremos na divindade e humanidade de Jesus (02/05)

Cremos na divindade e humanidade de Jesus

No dia dois de maio, celebramos a Memória de Santo Atanásio (séc. IV), Bispo, que acompanhou o Bispo Alexandre, a quem sucedeu no episcopado.

Combateu corajosamente contra os arianos, e, consequentemente, enfrentou sofrimentos, sendo várias vezes condenado ao exílio.
Este Sermão é um dos seus escritos na defesa da verdadeira fé, sobre a Encarnação do Verbo.

“O Verbo de Deus, incorpóreo, incorruptível e imaterial, veio habitar no meio de nós, se bem que antes não estivesse ausente. De fato, nenhuma região do mundo jamais esteve privada de Sua presença, porque, pela união com Seu Pai, Ele estava em todas as coisas e em todo lugar.

Por amor de nós, veio a este mundo, isto é, mostrou-Se a nós de modo sensível. Compadecido da fraqueza do gênero humano, comovido pelo nosso estado de corrupção, não suportando ver-nos dominados pela morte, tomou um corpo semelhante ao nosso.

Assim fez para que não perecesse o que fora criado nem se tornasse inútil a obra de Seu Pai e Sua ao criar o homem. Ele não quis apenas habitar num corpo ou somente tornar-Se visível. Se quisesse apenas tornar-Se visível, teria certamente assumido um corpo mais excelente; mas assumiu o nosso corpo.

Construiu no seio da Virgem um templo para Si, isto é, um corpo; habitando nele, fê-lo instrumento mediante o qual se daria a conhecer. Assim, pois, assumindo um corpo semelhante ao nosso, e porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, Ele, no Seu imenso amor por nós, ofereceu-o ao Pai, aceitando morrer por todos os homens.

Deste modo, a lei da morte, promulgada contra a humanidade inteira, ficou anulada para aqueles que morrem em comunhão com Ele. Tendo ferido o corpo do Senhor, a morte perdeu a possibilidade de fazer mal aos outros homens, seus semelhantes. Além disso, reconduziu o gênero humano da corrupção para a incorruptibilidade, da morte para a vida, fazendo desaparecer a morte – como a palha é consumida pelo fogo – por meio do corpo que assumira e pelo poder da Ressurreição.

Assumiu, portanto, um corpo mortal, para que esse corpo, unido ao Verbo que está acima de tudo, pudesse morrer por todos. E porque era habitação do Verbo, o corpo assumido tornou-se imortal e, pelo poder da Ressurreição, remédio de imortalidade para toda a humanidade. Entregando à morte o corpo que tinha assumido, Ele o ofereceu como sacrifício e vítima puríssima, libertando assim da morte todos os seus semelhantes; pois o ofereceu em sacrifício por todos.

O Verbo de Deus, que é superior a todas as coisas, entregando e oferecendo em sacrifício o Seu corpo, templo e instrumento da divindade, pagou com a Sua morte a dívida que todos tínhamos contraído. Deste modo, o Filho incorruptível de Deus, tornando-Se solidário com todos os homens por um corpo semelhante ao seu, tornou a todos participantes da Sua imortalidade, a título de justiça com a promessa da imortalidade. Por conseguinte, a corrupção da morte já não tem poder algum sobre os homens, por causa do Verbo que por meio do Seu corpo habita neles”.

Jesus, tendo Se encarnado, assumiu nossa condição corpórea, fazendo-Se igual a nós, exceto no pecado, para nos redimir:

“Construiu no seio da Virgem um templo para si, isto é, um corpo; habitando nele, fê-lo instrumento mediante o qual se daria a conhecer. Assim, pois, assumindo um corpo semelhante ao nosso, e porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, ele, no seu imenso amor por nós, ofereceu-o ao Pai, aceitando morrer por todos os homens”.

Oremos:
“Deus eterno e todo-poderoso, que nos destes em Santo Atanásio um exímio defensor da divindade de Vosso Filho, concedei-nos, por sua doutrina e proteção, crescer continuamente no Vosso conhecimento e no Vosso amor. Por N. S. J. C. Amém”.

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Devoção a Maria, compromisso com a vida digna, plena e feliz (01/05)

                                                         

Devoção a Maria, compromisso com a vida digna, plena e feliz

“Sua misericórdia se estende de geração em geração,
 a todos os que o temem” (Lc 1,50)

O mês de maio é especialmente dedicado à Maria, Mãe de Jesus, porque ela está sentada no mais alto cume das virtudes, repleta do oceano dos carismas divinos, do abismo das graças, como nos ensina a Igreja.

Voltemos o nosso olhar para Maria, e nos reportemos ao canto do “Magnificat” (Lc 1,39-56), que nos ajuda a reler os fatos e a história, comunicando os necessários raios de luz do Espírito Santo, sobretudo nos momentos difíceis por que passamos, em todos os âmbitos (político, econômico, social, cultural).

Maria, cheia do Espírito Santo, em visita à sua prima Isabel, foi a primeira comunicadora de palavras de fé e esperança: – “doravante todas as gerações me chamarão de bendita...”. É o cântico da esperança dos pobres e humildes. Em Maria, “a comunicação e a misericórdia fazem o verdadeiro e fecundo encontro”, tema que o Papa Francisco nos propôs em sua Mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações (2016).

Maria proclama uma tríplice ação de Deus na história: a derrubada de situações humanas falsas, restaurando a humanidade na salvação. No campo religioso, a derrubada da autossuficiência humana, da soberba; no campo político, a derrubada dos poderosos e a exaltação dos humildes; no campo social, a despedida dos ricos e a promoção da verdadeira partilha, solidariedade, fraternidade.

Tudo isto é a expressão da “misericórdia divina que se estende de geração em geração”, como ela cantou, e deste modo, nos revela o caminho para a perfeita realização das virtudes teologais, e assim, sejamos misericordiosos como o Pai.

Envolvidos pela misericórdia divina, que é eterna, ela nos ensina a viver a féEis a serva do Senhor” – o segredo da fé sem falha, em perfeita conformidade à vontade divina; a dar a razão de nossa esperança: - “Nada é impossível a Deus” na incondicional confiança em Deus em tudo e em todos os momentos, favoráveis ou adversos; e assim seremos instrumentos da caridade – “Maria pôs-se a caminho apressadamente” – a caridade e a disponibilidade missionária para servir e comunicar o Amor e a presença de Deus.

Maria nos ensina, portanto, a nos deixar envolver pela misericórdia divina, e assim, não vacilaremos na fé, nem esmoreceremos na esperança e tão pouco esfriaremos na caridade (Papa Leão Magno - séc. V).

É com nosso olhar em Maria, e contando com o seu olhar de ternura, que acompanha nossos passos como discípulos missionários do Verbo que Se fez misericórdia e habitou entre nós, Jesus, que renovamos nossos sagrados compromissos com a Boa-Nova do Reino, procurando firmar os passos na ação evangelizadora.

Que a autenticidade de nossa devoção a Maria, sublime comunicadora da misericórdia divina, seja confirmada pelo alegre e corajoso anúncio e testemunho do Evangelho, comprometidos na construção de um novo céu e uma nova terra, procurando transformar sinais de tristeza em alegria, de desânimo em coragem, de morte em vida. 

A exemplo de Maria, sejamos conduzidos e assistidos pelo Espírito Santo, a nós enviado, desde aquele memorável dia de Pentecostes, com o nascimento da Igreja, continuando a missão do Ressuscitado, em incondicional fidelidade ao Pai, que nos criou por amor para sermos felizes, na medida em que nos comprometemos com a felicidade e vida digna do outro.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG