sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Irradiemos a luz divina

                                                 

Irradiemos a luz divina

Reflexão à luz da passagem da Carta de Paulo aos Efésios:

“Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios, mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem.

Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação.

Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade.

Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo” (Ef 4,29-32).

Peçamos a Deus que nos conceda sempre a graça de sentir o Seu divino Amor, indicando-nos o caminho que devemos seguir com absoluta fidelidade no carregar da nossa cruz cotidiana, a fim de que jamais sucumbamos à força do pecado, e que, por sua infinita bondade, apague nossas transgressões e purifique nossos corações, eliminando toda ferrugem de nossa alma.

Adoremos o Cristo, Sol nascente e Luz sem ocaso, e supliquemos para que Ele ilumine os nossos passos desde o amanhecer, para que sejam afastadas de nós toda inclinação para o mal. Portanto, sejamos vigilantes em nossos pensamentos, palavras e ações, vivendo plenamente de acordo com a Sua vontade.

Adoremos o Senhor que, por Sua Cruz, nos trouxe a salvação, na mais perfeita expressão de misericórdia, e deste modo, pela Cruz e Ressurreição, na fidelidade ao Pai, tenhamos a consolação do Espírito Santo.

Finalizando, temos sete orientações a serem vividas por aqueles que professam a fé no Senhor, acompanhada do testemunho, para que irradie a luz divina, e seja sal da terra e fermento na massa:


1 – “Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios”;

2 – “mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem”;

3 – “Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação”

4 – “Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade”;

5 – “Sede bons uns para com os outros”

6 – “sede compassivos”;

7 – “Perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.

Oremos:

Ó Deus, não permitais que nossos lábios profiram palavras nocivas, geradoras de discórdia ou que firam a fraternidade, a solidariedade e a comunhão.

Colocai, ó Deus, em nossos lábios palavras edificantes, que irradiem Vossa luz, façam renascer a esperança, revigorem a fé e inflamem a caridade para com todos e em todos os lugares.

Ó Deus, fortalecei-nos, para que jamais entristeçamos o Espírito Santo, com o qual nos marcastes para o dia da libertação, afastando todos pensamentos, palavras e atitudes indesejáveis.

Ajudai-nos, ó Deus, para que eliminemos toda amargura e irritação, e jamais promovamos gritarias que não gerem alegria e vida, e tão pouco sejamos instrumentos de injúrias e promotores de maldade.

Ó Deus, Vós que sois tão bom e amável, com a Vossa graça, ajudai-nos a sermos sinal de bondade; que o nosso falar e agir revelem a Vossa amável e eterna presença.

Concedei-nos, ó Deus, a graça de sermos compassivos, de modo que acolhidos pela Vossa misericórdia divina, sejamos instrumentos da misericórdia humana para com os que mais precisam.

Ó Deus, perdoados e reconciliados pelo Sangue Redentor de Vosso Filho e remidos pelo Espírito Santo, sejamos capazes de dar e pedir perdão a quem nos tenha ofendido. Amém.


PS: Fonte inspiradora: “Oração das Laudes” da primeira sexta-feira da primeira semana do Tempo Comum.


Apropriado para a reflexão da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 8,16-18)

Peregrinar na esperança e irradiar luz divina

                                                                     


Peregrinar na esperança e irradiar luz divina

Uma súplica luz da passagem da Carta de Paulo aos Efésios:

“Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios, mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem.

Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação.

Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade.

Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo” (Ef 4,29-32).

Oremos:

Ó Deus, firmais nossos passos, como peregrinos de esperança, a fim de que jamais sucumbamos à força do pecado, e que, por Vossa infinita bondade, apagueis nossas transgressões e purificai nossos corações, eliminando toda ferrugem de nossa alma.

Afastai de nós toda inclinação para o mal, na vigilância de nossos pensamentos, palavras e ações, para que vivamos plenamente de acordo com a Vossa vontade.

Nós Vos adoramos e pedimos que carreguemos com fidelidade nossa cruz cotidiana, nos passos do Vosso Filho que por Sua gloriosa Cruz, trouxe a salvação para o mundo inteiro, na mais perfeita expressão de misericórdia.

Nós Vos adoramos e glorificamos por meio do Vosso Filho, o Cristo Salvador, Sol nascente e Luz sem ocaso, que ilumina os nossos passos desde o amanhecer, em comunhão com o Santo Espírito. Amém.

Tríplice Mistérios de Jesus Cristo

 


Tríplice Mistérios de Jesus Cristo

À luz dos parágrafos 516-518, reflitamos sobre os três traços comuns dos Mistérios de Jesus Cristo, nosso Salvador.

O primeiro Mistério é a Revelação do Pai: considerando que toda a Sua vida é revelação do Pai por Suas palavras, atos, silêncios, sofrimentos, modo de falar e de ser.

Ao Se encarnar no ventre de Maria e habitando entre nós (Jo 1,14), veio para cumprir plenamente a vontade do Pai (Hb 10,5-7).

Deste modo, pôde afirmar: “Quem Me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9); e o Pai pôde no-Lo apresentar: “Este é o meu Filho predileto: escutai-O” (Lc 9, 35), de modo que os pequenos pormenores de Seus Mistérios manifestam o imenso amor que Deus tem para conosco (1 Jo 4,9).

O segundo Mistério é o de Redenção: ela nos vem pelo Seu Sangue na Cruz (Ef 1,7; 1 Pd 1,18-19), mas revelado por Sua Encarnação, pela qual, fazendo-Se pobre, nos enriquece com a sua pobreza (2Cor 8,9); na vida oculta que, pela sua obediência, repara a nossa insubmissão Lc 2,51); na palavra que purifica os seus ouvintes (Jo 15,3); nas curas e expulsões dos demônios, pelas quais “toma sobre Si as nossas enfermidades e carrega com as nossas doenças” (Mt 8, 17: Is 53,4); na ressurreição, pela qual nos justifica (Rm 4,25).

O terceiro Mistério é de Recapitulação: tudo o que Jesus fez, disse e sofreu tinha por fim restabelecer o homem decaído na sua vocação originária: “Quando Ele encarnou e Se fez homem, recapitulou em Si a longa história dos homens e proporcionou-nos, em síntese, a salvação, de tal forma que aquilo que havíamos perdido em Adão – isto é, sermos imagem e semelhança de Deus – o recuperássemos em Cristo Jesus” (Santo Irineu de Lion), e ainda –“Aliás, foi por isso que Cristo passou por todas as idades da vida, restituindo assim a todos os homens a comunhão com Deus” (idem).

Contemplemos o tríplice Mistério de Jesus: Revelação, Redenção e Recapitulação, e por Ele termos sidos chamados para a missão evangelizadora, para firmamos os pilares da evangelização (Palavra, Eucaristia, Caridade e Ação Missionária).

Contemplemos e glorifiquemos o divino Mistério de Jesus, que cremos e professamos não apenas com nossos lábios, mas com o coração e com toda a nossa vida. Amém.

Em poucas palavras...

 


Esquecimento, negligência e o desejo

“Os anciãos costumavam dizer: ‘Existem três forças de satanás que precedem todo pecado: o esquecimento, a negligência e o desejo.

Quando vem o esquecimento, ele produz a negligência e da negligência vem o desejo: uma pessoa cai como resultado do desejo.

Mas, se a mente estiver vigilante contra o esquecimento, ela não se tornará negligente; e, se não for negligente, não chegará ao desejo.

Se não desejar, ela nunca cairá, pela graça de Cristo.” (1)

 

(1)  Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 273 – p. 189

 

Em poucas palavras...

 


Uma autêntica fidelidade

“Havia num cenóbio um homem mundano que tinha com ele seu filho. Querendo testá-lo, o abba lhe disse – ‘Não fales com teu filho, mas trata-o como um estranho’. E ele disse: ‘Farei de acordo com tua palavra’.

Viveu muitos anos e não falou com seu filho. Quando chegou o momento do chamado de seu filho e ele estava prestes a morrer, o abba disse ao pai dele: ‘Agora vai e fala com teu filho’.

Mas o pai disse: ‘Por favor, cumpramos o mandamento até o fim’. O filho morreu e o pai não falou com ele.

Todos ficaram maravilhados com a maneira como ele aceitou alegremente o mandamento e o cumpriu.” (1)

(1)  Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 - n. 72 – p.78

 

Seja nossa vida um presente ao Menino Deus

 


                         
Seja nossa vida um presente ao Menino Deus

Assim falou o Apóstolo Paulo a Tito:

“Mas, quando a bondade e o amor de Deus, nosso Salvador, se manifestaram, Ele salvou-nos, não por causa dos atos justos que houvéssemos praticados, mas porque, por sua misericórdia fomos lavados pelo poder regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele ricamente derramou sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que fôssemos justificados pela Sua graça, e nos tornássemos herdeiros da esperança da vida eterna” (Tt 3,4-7­).

E diante de imensurável Mistério, falemos com o Senhor:

“Senhor Jesus, Vossa Epifania é a manifestação ao mundo do amor misericordioso de Deus que Vos enviou a nós, na plenitude dos tempos, Divino Salvador, na frágil criança, que na manjedoura repousa.

No Vosso rosto revela-se o grande do amor de Deus, que Se fez pequeno, até quase mendigar a nossa ternura, em suave convite de que não apenas Vos ofereçamos alguma coisa, mas nos ofereçamos a nós mesmos, somados aos presentes dos magos: ouro, incenso e mirra.

Vossa Epifania é uma luz que brilha para iluminar nossos caminhos e nossa história, tornando-nos, para quantos pudermos, ‘luz do mundo’ (Mt 5,14).

Vossa Epifania invade nosso coração por uma enorme alegria e sentimos a urgência de viver, não  para nós mesmos, mas de nos oferecermos a Vós, inteiramente.

E assim, a Vós nos oferecendo, tomemos consciência de que nos tornamos luz, estrela, sinal para quem ainda deve chegar à gruta de Belém, porque ainda Vos ignora ou não Vos conhece. Amém.”

Agora vivamos a graça do Batismo como discípulos Missionários do Senhor:

Epifania, Deus nos dá o mais belo e divino presente, Seu Filho, o Verbo que Se fez Carne (Jo 1,14):  prostremo-nos diante d’Ele, adoremo-Lo  e ofereçamos nossos presentes.

Levantemo-nos, como Igreja, pondo-nos a caminho, juntos, tendo na Palavra de Deus, a divina fonte, na Eucaristia o sustento, a comunhão de amor e vida nossa meta, e o amor nossa identidade – “Vede como eles se amam” (Tertuliano).

 

Fonte: Lecionário Comentado – Volume Tempo do Advento/Natal - Editora Paulus – Lisboa – 2011 – pág. 334-336


PS: Tendo celebrado a Epifania, continuemos todos os dias a oferecer nossos presentes ao Menino Jesus.

Santo Alberto Magno: sabedoria e santidade

                                                            



Santo Alberto Magno: sabedoria e santidade 

Santo Alberto Magno, um dos Santos da Igreja que marcou profundamente a minha vida pessoal por tudo que fez como Bispo, Pastor e Doutor da Igreja, cuja Memória é celebrada dia 15 de novembro.

Quando nos dispomos a conhecê-lo, vemos quão pertinente é a sua contribuição para os dias atuais, em que procuramos o equilíbrio no relacionamento entre a fé e a razão.

“Alberto, chamado ‘Magno’, quando ainda estava vivo, foi um grande homem não somente nas ciências humanas, mas também na sabedoria cristã, cultivando durante toda a vida uma profunda união com Deus e um grande amor pela humanidade.

Nasceu aproximadamente no ano 1200 em Lauingen, na Baviera (Alemanha), e, quando o pai se transferiu para a Itália no séquito de Frederico II, aproveitou para continuar seus estudos na Universidade de Pádua, onde era muito vivo o interesse pelas ciências naturais.

Ali encontrou o sucessor de São Domingos, o beato Jordão de Saxônia, geral dos dominicanos.

Ele tinha ido a Pádua para pregar aos jovens universitários. Nessa ocasião, dez estudantes pediram para seguir o ideal dominicano. Entre esses, estava Alberto de Lauingen.

Embora os estudos fossem sua paixão, Alberto colocou de lado os seus livros e correu atrás do ideal de São Domingos.

Jordão de Saxônia, que havia percebido o talento do rapaz, mandou-o logo para Colônia. Tinha cerca de 23 anos e, depois do noviciado e dos estudos teológicos, foi mestre de Teologia nas escolas da sua ordem, primeiro em Hidelsheim, depois em Friburgo, em Ratisbona, em Strasburgo, em Colônia, em Paris e daí novamente em Colônia.

Neste período teve a oportunidade de aprofundar seu conhecimento sobre Aristóteles. O pensamento aristotélico estava penetrando no mundo acadêmico daquele tempo por intermédio do filósofo Averróis, que o apresentava como inimigo da visão cristã tradicional, a visão agostiniana.

Alberto, homem sereno e objetivo, quis estudar Aristóteles sem preconceitos, procurando as traduções imperfeitas existentes e não encontrou nele aquele inimigo da Igreja que outras pessoas lhe haviam descrito.

A pedido dos seus confrades começou a escrever uma vasta enciclopédia.

Ao comentar Aristóteles e citando também autores como o árabe Averróis e o judeu Moisés Maimônides, teve a oportunidade de aprofundar a Lógica, a Retórica, a Ética, a Política, a Metafísica e as várias ciências naturais, como a Matemática, a Astronomia, a Física, a biologia, tudo quanto tinha sido produzido na bacia mediterrânea dos tempos antigos até aquele momento.

Durante vinte anos trabalhou nessa obra monumental, abriu o pensamento europeu para a experimentação e estimulou os cristãos a não terem medo das ciências humanas, porque elas são portadoras da verdade e não podem senão ajudar na compreensão das verdades da fé.

Naturalmente ele não aceitava de olhos fechados tudo o que Aristóteles, Platão e os seus comentaristas haviam escrito. Expunha com objetividade o pensamento de outrem, mas também o corrigia, o completava e às vezes o refutava.

Mas era tão forte naquele tempo a aversão ao aristotelismo também por parte de alguns dominicanos, que Alberto teve de responder com palavras muitas vezes fortes:

‘Existem alguns que, por ignorarem as coisas, querem de todos os modos combater o emprego da Filosofia e, sobretudo, entre os dominicanos, onde não existe e ninguém que se opunha a eles. São como animais brutos que se atiram contra coisas que não conhecem’.

Um discípulo, porém, o entendia perfeitamente: Tomás de Aquino. Se tivemos uma Suma Teológica do pensamento cristão na Idade Média, devemos não só ao gênio de Tomás, mas também à mente iluminada de Alberto que abriu a estrada para Tomás de Aquino.

Foi devido ao seu interesse que Tomás ocupou a cátedra universitária dominicana em Paris”.

Santo Alberto Magno foi um homem de governo e construtor da paz:

“Do ano de 1253 a 1256, Alberto foi provincial da sua ordem na Alemanha. Homem de muitos livros revelou-se também experiente na arte de governar.

Viajando frequentemente e a pé, visitou os quarenta mosteiros dos frades da Holanda até a Áustria e os numerosos conventos das dominicanas, instruindo, corrigindo e sobretudo fomentando a vida de Oração e a concórdia nas comunidades.

Pensava já em poder entregar-se em tempo integral à sua tarefa de escritor, quando o Papa o elegeu bispo de Ratisbona.

A diocese, por causa das lutas internas, encontrava-se em um estado de causar dó quanto ao acerto econômico e moral.

Cumprida sua tarefa, pediu e foi exonerado do governo da diocese para levar adiante os seus estudos, mas no ano de 1261, Urbano IV o encarregava de pregar a cruzada nos países de língua alemã”.

Seus últimos anos foram marcados pela dedicação à ciência e à Oração:

“Em 1277, enquanto vivia tranquilo no convento de Wursburg, tomou conhecimento de que o bispo de Paris, Estevão Tempier, tinha condenado dezenove teses, algumas das quais sustentadas por Tomás de Aquino.

Alberto, embora já de idade avançada, seguiu para Paris e defendeu o pensamento do seu discípulo, a fim de que a ignorância e a inveja não fizessem retroceder perigosamente o pensamento cristão.

Dois anos depois redigia o seu testamento, deixando aos pobres suas coisas e aos dominicanos de Colônia seus livros.

Sua caminhada, por tantos anos repleta de uma intensa atividade intelectual, agora escorria na Oração silenciosa e profunda.

Morreu em 15 de novembro de 1280 e foi sepultado em Colônia. Para a canonização, precisou aguardar o ano de 1931, quando PIO XI o proclamou Doutor da Igreja e PIO XII, em 1941, o nomeou padroeiro dos cultores das ciências naturais”.

Santo Alberto Magno: um Doutor universal de saber enciclopédico:

“A formidável atividade literária de Santo Alberto é entendida como a mais gigantesca da Idade Média.

Ela se estende a quase todas as ciências sacras e profanas, e a tudo o que de melhor foi produzido pelas civilizações gregas, latina e árabe.

O seu mérito principal consiste em ter intuído o valor da filosofia aristotélica e em tê-la introduzido na cultura contemporânea, purificada das falsas e artificiais interpretações orientais, e integrada com o pensamento de Platão.

Mais que um construtor de novos sistemas, Santo Alberto foi um diligente recolhedor de materiais, que tornaram possível ao seu grande discípulo a síntese filosófico teológica.

Na Exegese Bíblica, deu realce ao sentido literal e histórico, contrariamente ao uso do tempo; em Moral, moderou o aristotelismo com o platonismo agostiniano; na Mística, com os comentários ao pseudo-Dionísio, deixou assim grandes traços para contribuir para aquele reflorescimento da vida espiritual que na Alemanha e nos Países Baixos tomará o nome de Devoção moderna.

Mas acima de tudo precisamos acrescentar que ele não separou nunca a atividade literária de uma profunda união com Deus”.

Urge aprofundar sobre a intrínseca relação entre a fé e a cultura, e voltar às sábias fontes da Igreja, como este luminar.

Com Santo Alberto Magno, aprendemos que as ciências humanas e as ciências divinas são degraus para chegar até Deus.

Uma autêntica ciência colocada a serviço do homem e da mulher, não nos distancia de Deus, assim como uma fé autêntica, lapidada, não nos exila do convívio com Deus, ao contrário, nos insere cada vez mais numa relação íntima e frutuosa, para que os valores do Reino aconteçam: amor, verdade, justiça, fraternidade, liberdade, vida, paz...


PS: Citações extraídas da “Revista Ave-Maria” – novembro de 2014 – pp. 14-16.

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