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terça-feira, 3 de março de 2026
Reconheçamos nossos pecados
MINISTÉRIO DE CATEQUISTAS: GRAÇA E MISSÃO
MINISTÉRIO DE CATEQUISTAS: GRAÇA E MISSÃO
Com a Carta
Apostólica em forma de “Motu Proprio – Antiquum Ministerium” (03/12)21), o
Papa Francisco nos agraciou com a
possibilidade da Instituição de Ministério de Catequistas.
Lembra-nos
que o bispo é o primeiro catequista com
os presbíteros e conta com os catequistas para que a mensagem do Evangelho seja
anunciada, recorda as
palavras do Papa São Paulo VI:
“Os catequistas são preciosos para a
implantação, a vida e o crescimento da Igreja e para a sua capacidade de
irradiar a própria mensagem à sua volta
e para aqueles que estão distantes.” (São Paulo VI – EN – n. 73)
O
Ministério de Catequista é um ministério estável, sem desmerecer a missão de
tantos catequistas que continuam, ainda que sem a instituição, e que também
devem viver mesmas exigências, e não se trata de maior ou menor importância
na missão evangelizadora.
Algumas exigências
para recebê-lo são apresentadas pelo Papa:
- Testemunha de uma fé profunda;
- Mestre para os que lhe são confiados;
- Mistagogo (instrutor dos mistérios divinos, enraizado na
didática litúrgica);
- Acompanhador;
- Instrui em nome da Igreja;
- Possui maturidade humana;
- São colaboradores dos padres;
- Possuem atitude de acolhimento;
- Vivem a generosidade de vida;
- São instrumentos de comunhão fraterna;
- Possuem mínima formação bíblica, pastoral e pedagógica.
As exigências
para manter vivo o Ministério:
- Oração
(Sobretudo a Eucaristia);
- Estudo;
- Participação
ativa da comunidade;
- Coerência
de vida;
- Responsabilidade.
Fundamentais as Palavras do Papa São João Paulo II, na "Catechesi Tradendae" (1979), convidando os catequistas confiarem na ação do Espírito Santo e com a intercessão de Maria, Mãe e discípula de Jesus, um Catecismo vivo, a primeira catequista e modelo para os/as Catequistas.
PS: Parte
da homilia da Missa celebrada dia 22 de fevereiro de 2026, na Catedral de
Guanhães, quando foi Instituído o Ministério de Catequista para 19 catequistas
de nossas paróquias da Diocese de Guanhães.
Ó Maria, mãe e modelo de discípula/o (súplica)
Ó Maria, mãe e modelo de discípula/o (súplica)
Ó
Virgem Santíssima do Pentecostes, Vós
que vistes vosso Filho Jesus crescer «em sabedoria, em estatura e em graça» (1),
confiamos totalmente em vossa intercessão e vos louvamos, ó Mãe de Deus e
Senhora nossa:
- Pela maternidade do
Verbo que Se fez Carne e veio morar entre nós (2), e tivestes a graça de tê-Lo
sobre os vossos joelhos e ouvi-Lo, pleno de graça e de verdade, durante a sua vida
oculta em Nazaré;
- Por serdes a primeira
dos Seus discípulos quanto ao tempo, pois já
no encontro do vosso Filho no templo, acolhestes humildemente Suas lições
e as conservastes no coração (3);
- Por ser a primeira também,
sobretudo, em grau de profundidade, pois ninguém foi assim «ensinado por Deus» (4);
- Por que fostes «Mãe e discípula ao mesmo tempo», mas para vós,
ser discípula foi mais importante do que ser mãe (5).
Nós vos louvamos e
expressamos todo o nosso carinho, porque sois «um catecismo vivo», «mãe e
modelo dos catequistas», totalmente aberta à vontade e presença divinas, pela
ação do Espírito Santo.
Nós, Catequistas,
contamos com a vossa intercessão para que como Mãe da Igreja, avancemos na catequese
que favoreça a iniciação à vida cristã de todas as pessoas, na fidelidade à
missão inalienável e universal recebida do vosso Filho e Senhor Nosso: «Ide e ensinai todas as gentes» (6). Amém.
(1) Lc
2,52
(2) Jo
1,14
(3) Lc
2,51
(4) Jo
6,45)
(5) Santo
Agostinho Cf. Sermão 25,7: PL 46,937-938
(6) Mt
28,19
Fonte: Exortação Apostólica «CATECHESI TRADENDAE» de Sua Santidade João Paulo II, ao Episcopado, ao Clero e aos fiéis de toda a Igreja sobre a Catequese do nosso tempo (1979) n. 73
Vire a página... (1)
Vire a página... (2)
Vire a página...
Glorifiquemos a Deus por Sua bondade, graça e misericórdia,
Que sempre se manifestam em favor de nós, Seu amado povo,
Ainda que não mereçamos, e ao Seu amor não correspondamos.
Libertou Seu povo da escravidão do Egito,
Tirou de seus ombros o opróbrio, que por anos os afligia,
Cessou o maná, com frutos da terra de Canaã, o alimentou.
Por meio de Jesus, nos reconciliou,
Por Sua misericórdia novas criaturas nos fez,
Pela graça do batismo a nós concedido.
Selados pelo Espírito o fomos, morada do mais belo Hóspede.
Templos Seus, imerecidamente, por amor infinito, nos fez,
Em vasos de argila, em nós, Seu amor infinito derramou.
Na parábola do filho pródigo, ou melhor, do Pai misericordioso,
O rosto misericordioso do Pai Amante nos revelou,
O Amado do Pai, Jesus, o Amor, o Santo Espírito nos enviou.
Parábola que traz em si uma crítica aos que não creem
Na possibilidade de conversão do pecador,
Fariseus e doutores da lei, de ontem e de hoje.
Deus é um Pai pleno de amor e compaixão,
Pronto a nos acolher, abraçar e perdoar,
Possibilidade de vida nova nos conceder.
Na simbologia da roupa, veste batismal nos foi dada,
No anel, filiação perdida, agora para sempre recuperada,
Sandália nos pés, porque a misericórdia nos faz peregrinos.
Peregrinar na esperança, do banquete participar,
Prefigurada na simbologia do cordeiro e da festa,
Do filho morto e perdido, com vida e reencontrado.
Assim é a misericórdia divina, uma graça concedida,
Para páginas de tantos nomes virar.
Perdão de Deus recebido, novas páginas escrever.
Virar a página do pecado para a graça,
Da escuridão para a luz, do ódio para o amor
Da morte para a vida, horizonte perdido, eternidade vislumbrada.
Virar a página de egoísmo e ambição e destruição
Para uma página de amor, partilha e solidariedade,
Que gera vida, fraternidade, vida feliz e comunhão.
Virar a página para novas atitudes
Em relação à Casa Comum que habitamos,
Uma Ecologia Integral, cuidado com toda a criação.
Cada um (a) de nós temos nossas páginas a virar...
Provemos e vejamos quão suave é o Senhor,
Que nos quer envolvidos em Sua ternura, bondade e amor.
Viremos a página, renovemos nossas forças na caminhada de fé,
Inflamados pela chama da caridade divina, sejamos,
Peregrinos da esperança, compromissos com o Reino renovados. Amém.
Fontes: Js 5,9a-10-12; Sl 33 (34); 2 Cor 5,17-21; Rm 5,1-5; Lc 15,1-3.11-32)
Oremos pela saúde dos enfermos e seus cuidadores
Oremos pela saúde dos enfermos e seus cuidadores
“Não é conveniente que homem esteja só” (cf. Gn 2,18).
Concedei-nos, Senhor, sermos instrumentos de Vossa compaixão com o coração em nossas mãos, para estendê-las em solidariedade para com os enfermos, nos quais reconhecemos a Vossa presença (Mt 25,35).
Iluminai-nos, Senhor, bem como aos familiares, amigos e profissionais da saúde, para que não nos descuidemos do primeiro cuidado que um enfermo mais precisa: a compaixão, proximidade e ternura, que os acolhe e os envolve com o fogo do amor e a chama da esperança.
Mergulhai-nos, Senhor, no Mistério infinito de amor e comunhão da Santíssima Trindade, a fim de que nossa vida seja plasmada neste indizível Mistério, e realizemos plenamente no dinamismo das relações sociais e no amor mútuo.
Não permitais, Senhor, que nos curvemos diante da cultura do individualismo, descarte e indiferença, e tão somente assim não veremos o enfermo como algo que se possa descartar e ignorar porque de nada mais serve, até mesmo o virmos como um fardo pesado a carregar.
Abri, Senhor, nossos olhos e os ouvidos de nosso coração, para que vejamos os doentes frágeis e pobres, que se encontram no coração de Vossa Igreja, e por isto devem estar sempre dentro de nossa solicitude e cuidado pastoral.
Fortalecei-nos com o Pão de Vossa Palavra e o Pão da Eucaristia, para que possamos oferecer o Pão da Caridade, fortalecendo os vínculos de uma amizade social, que nos faz próximos e solidários com os enfermos, curando as feridas da solidão e do isolamento.
Senhor, cremos que sois o Médico e a Medicina para os enfermos, e como frágeis servidores Vossos, contamos com a Vossa Mãe, Maria Santíssima, a Mãe dos enfermos, que intercede por nós e nos ajuda, para que sejamos artífices de proximidade e relações fraternas. Amém.
Fonte inspiradora: Mensagem para o Dia Mundial do Doente 2024 – Papa Francisco:
https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/sick/documents/20240110-giornata-malato.html
Discípulos missionários a caminho da glória
Discípulos missionários a caminho da glória
A passagem do Evangelho da terça-feira da 2ª semana da Quaresma (Mt 23,1-12) nos apresenta atitudes que devem marcar a vida do Discípulo missionário de Jesus, vivendo a alegria da missão, para que a Igreja viva a sua essência evangelizadora, e sejamos uma Igreja em saída.
Sendo assim, o discípulo de Jesus, carregando a cruz cotidiana rumo à glória eterna:
- Não pode se curvar à hipocrisia;
- Não pode ser ambíguo com dupla moral (fala uma coisa e vive outra);
- Deve ter uma profundidade espiritual;
- Não pode viver um moralismo empobrecedor;
- Não pode ser incoerente;
- Jamais nutrir um formalismo religioso (religião separada da vida);
- Não pode ser intolerante com os mais fracos;
- Nem deixar tomar conta do coração o sentimento da vaidade;
- É impensável a desobediência à lei divina;
- Jamais mergulhar no pecado e na infidelidade dos Mandamentos divinos.
É próprio do Discípulo de Jesus, a serviço do Reino:
- Amor em tudo e acima de tudo por Deus e ao próximo, inseparavelmente;
- Procurar a perfeita coerência;
- Viver a humildade;
- Dar corajoso testemunho da fé;
- Viver a fidelidade à Palavra Divina;
- a simplicidade e prudência em tudo;
- Disponibilidade para o serviço;
- Promover sempre o bem comum;
- Irradiar alegria;
- Obedecer à Igreja e seus ensinamentos.
Trilhando o caminho quaresmal, iluminadoras são as palavras de Santa Teresa de Ávila para o fortalecimento da espiritualidade no seguimento de Jesus: “Amor traz amor”.
Quanto mais o Amor de Deus tomar conta da vida do Discípulo, mais amor trará não somente para si, mas para aqueles que consigo vivem. O povo simples diz “quem planta amor, colhe amor...”.
Assim, também, sejamos iluminados pelo conselho de São João da Cruz: “Onde não há amor, põe amor e tirarás amor” .
Urge alargar nossos horizontes da evangelização, encorajando-nos em nossa missão de discípulos missionários do Senhor, seja na Quaresma ou em qualquer outro tempo rumo a vida eterna, trilhando o caminho que passa, necessariamente pela cruz, a fim de que mereçamos e alcancemos a glória celestial. Amém.









