terça-feira, 3 de março de 2026

Quaresma: tempo de nossa purificação

                                                          

Quaresma: tempo de nossa purificação

Nas Laudes, do primeiro sábado da Quaresma, rezamos estes versículos do Livro do Profeta Isaías: 

"Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva. Vinde, debatamos - diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como lã" (Is 1, 16-18).

Retomando atentamente o versículo 18, veremos que o Profeta nos ensina, a partir de onze verbos, a nos purificarmos de nossos pecados, e deste modo, ainda que sejam como púrpura se tornem brancos como a neve, ou se vermelho como o carmesim, se tornem como lã: 

1 - Lavai-vos.
2 - Purificai-vos.
3 - Tirai a maldade de vossas ações de minha frente.
4 - Deixai de fazer o mal!
5 - Aprendei a fazer o bem!
6 - Procurai o direito.
7 - Corrigi o opressor.
8 - Julgai a causa do órfão.
9 - Defendei a viúva.
10- Vinde.
11 - Debatamos - diz o Senhor.

A vivência intensa da Quaresma requer de nós o reconhecimento de nossa condição pecadora, diante da misericórdia divina: reconhecer nossos pecados e confessá-los, sobretudo no Sacramento da Penitência, como expressão maior desta misericórdia.

Como breve roteiro, ele possa nos ajudar nesta atitude penitencial, para nossa reflexão a fim de vivermos este tempo favorável de reconciliação, graça e salvação, como o Apóstolo Paulo nos exorta em memorável passagem (2 Cor 5,20-6,2). 
 


PS: Apropriada para a 2ª terça-feira da Quaresma, quando se proclama na primeira Leitura - Is 1,10.16-20

Culto e profecia

                                                            

Culto e profecia

“Vossas mãos estão cheias de sangue!
Lavai-vos e purificai-vos”  (Is 1,15-16).

À luz da passagem do Livro do Profeta Isaías (Is 1,16-18), oremos:

Senhor, fazei com que o brado de Isaías, tão carregado de dramaticidade, nos sensibilize, para não apresentarmos a Vós ofertas inúteis, acompanhadas de incenso, pois seria abominável.

Senhor, dirigi nossos passos, para que o amor e a verdade se encontrem em nosso ser e agir, pensamentos e palavras, no relacionamento cotidiano com nosso próximo.

Senhor, que jamais Vos ofereçamos sacrifícios, louvores e orações com as mãos gotejadas de sangue, e, assim, jamais nos descuidemos da promoção da justiça.

Senhor, não apenas queremos participar assiduamente das Missas, e nela rezar pelas necessidades dos pobres, órfãos, mas nos empenharmos concretamente em favor deles.

Senhor, ajudai-nos a viver uma fé comprometida, oferecendo nossas mãos, força, inteligência e voz, para que a paz e a justiça floresçam e reinem em todo o mundo. Amém!


Fonte de inspiração: Comentário do Missal Cotidiano, Editora Paulus, 1997, p.1019.
Apropriada para reflexão da passagem do Livro do Profeta Isaías (Is 1,10.16-20) proclamada na terça-feira da segunda semana da Quaresma.

Quaresma: tempo de nossa purificação

                                                                

Quaresma: tempo de nossa purificação

Nas Laudes, do primeiro sábado da Quaresma, rezamos estes versículos do Livro do Profeta Isaías: 

"Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva. Vinde, debatamos - diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como lã" (Is 1, 16-18).

Retomando atentamente o versículo 18, veremos que o Profeta nos ensina, a partir de onze verbos, a nos purificarmos de nossos pecados, e deste modo, ainda que sejam como púrpura se tornem brancos como a neve, ou se vermelho como o carmesim, se tornem como lã: 

1 - Lavai-vos.
2 - Purificai-vos.
3 - Tirai a maldade de vossas ações de minha frente.
4 - Deixai de fazer o mal!
5 - Aprendei a fazer o bem!
6 - Procurai o direito.
7 - Corrigi o opressor.
8 - Julgai a causa do órfão.
9 - Defendei a viúva.
10- Vinde.
11 - Debatamos - diz o Senhor.

A vivência intensa da Quaresma requer de nós o reconhecimento de nossa condição pecadora, diante da misericórdia divina: reconhecer nossos pecados e confessá-los, sobretudo no Sacramento da Penitência, como expressão maior desta misericórdia.

Como breve roteiro, ele possa nos ajudar nesta atitude penitencial, para nossa reflexão a fim de vivermos este tempo favorável de reconciliação, graça e salvação, como o Apóstolo Paulo nos exorta em memorável passagem (2 Cor 5,20-6,2). 
 


PS: Apropriada para a 2ª terça-feira da Quaresma, quando se proclama na primeira Leitura - Is 1,10.16-20

Reconheçamos nossos pecados

                                            

Reconheçamos nossos pecados

“O pecado é fratura, divisão, dilaceramento.
Ele pode insinuar-se em nossa vida de fé
e separar a fé da vida”.

Na segunda terça-feira da Quaresma, ouvimos as seguintes passagens: Is 1, 10.16-20; Sl 49; Mt 23,1-12, e refletimos sobre nossa conduta, para que tenhamos uma prática religiosa mais sincera e autêntica, revendo nossas atitudes e, sobretudo, reconhecendo nossos pecados.

Mas o que é o pecado?
No comentário do Missal Cotidiano, assim lemos: “O pecado é fratura, divisão, dilaceramento. Ele pode insinuar-se em nossa vida de fé e separar a fé da vida”.(1)

À luz das Leituras, podemos dizer que o pecado é quando dissociamos o que cremos e ensinamos do que vivemos: quando cresce a distância entre o Evangelho que anunciamos e as linhas da história que escrevemos, nos mais diversos âmbitos.

Pecado é a não realização da vontade divina, que encontramos em Sua Palavra, Leis e Mandamentos a serem vividos, expressos no Decálogo, ou nos dois maiores Mandamentos que o Senhor nos deu: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Deste modo, quando o pecado cria raízes em nosso coração, produz frutos que não nos permitem a realização dos desígnios divinos, e de modo especial, a vocação à santidade para a qual nos predestinou. Ao contrário, são produzidos frutos amargos, que roubam a alegria, o gosto e o sentido do existir, a beleza do viver.

Pecado, deste modo, é fratura, divisão e dilaceramento, porque nos fragiliza, cria animosidades, fomenta rivalidades, cega-nos diante de Deus e do outro e do mundo em que vivemos.

Pecados cometidos, sem penitência, conversão, confissão e novos compromissos com a promoção do bem comum, da vida dos empobrecidos (como nos fala o Profeta), é a perda da graça e do amor, que são derramados abundantemente em nosso coração pelo Espírito Santo (cf. Rm 5,5).

A Quaresma é tempo de reconhecermos nossa condição finita, frágil e pecadora, e de pedirmos a Deus que nos ajude a nos libertarmos das amarras dos pecados.

Tão somente reconciliados com Deus e com os irmãos, não desperdiçaremos este Tempo favorável de nossa salvação, como nos exortou o Apóstolo Paulo em sua Carta: – “Em nome de Cristo, nós vos suplicamosdeixai-vos reconciliar com Deus... Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus” (2Cor 5,20-6,2).

Reconheçamos nossos pecados e os confessemos diante da misericórdia divina. Porém a confissão de pecados requer sempre novas atitudes, novas posturas, um novo começo, afinal, Deus pode fazer novas todas as coisas.

Coloquemo-nos, portanto, diante da misericórdia de Deus, que veio ao nosso encontro na Pessoa de Jesus, e com Sua Morte e Ressurreição, o Espírito nos foi enviado, para o perdão de nossos pecados.

Evidentemente que, amados e perdoados por Deus, novos compromissos com o Reino se renovam em nosso coração, e nos empenhamos por mundo mais justo, fraterno, dando verdadeiro conteúdo à nossa prática religiosa. 

(1) Missal Cotidiano - Editora Paulus - 1998 - p, 207

MINISTÉRIO DE CATEQUISTAS: GRAÇA E MISSÃO


 

MINISTÉRIO DE CATEQUISTAS: GRAÇA E MISSÃO


Com a Carta Apostólica em forma de “Motu Proprio – Antiquum Ministerium” (03/12)21), o Papa Francisco  nos agraciou com a possibilidade da Instituição de Ministério de Catequistas.


Lembra-nos que o  bispo é o primeiro catequista com os presbíteros e conta com os catequistas para que a mensagem do Evangelho seja anunciada, recorda as palavras do Papa São Paulo VI:


“Os catequistas são preciosos para a implantação, a vida e o crescimento da Igreja e para a sua capacidade de irradiar a própria mensagem à sua volta  e para aqueles que estão distantes.” (São Paulo VI – EN – n. 73)


O Ministério de Catequista é um ministério estável, sem desmerecer a missão de tantos catequistas que continuam, ainda que sem a instituição, e que também devem viver mesmas exigências, e não se trata de maior ou menor importância na missão evangelizadora.


Algumas exigências para recebê-lo são apresentadas pelo Papa:


- Testemunha de uma fé profunda;
- Mestre para os que lhe são confiados;
 
- Mistagogo (instrutor dos mistérios divinos, enraizado na didática litúrgica);
- Acompanhador;
 
- Instrui em nome da Igreja;
- Possui maturidade humana;
 
- São colaboradores dos padres;
- Possuem atitude de acolhimento;
 
- Vivem a generosidade de vida;
- São instrumentos de comunhão fraterna;
 
- Possuem mínima formação bíblica, pastoral e pedagógica.
 

As exigências para manter vivo o Ministério:


- Oração (Sobretudo a Eucaristia);
- Estudo;
- Participação ativa da comunidade;
- Coerência de vida;
- Responsabilidade.

Fundamentais as Palavras do Papa São João Paulo II, na "Catechesi Tradendae" (1979), convidando os catequistas confiarem na ação do Espírito Santo e com a intercessão de Maria, Mãe e discípula de Jesus, um Catecismo vivo, a primeira catequista e modelo para os/as Catequistas.



PS: Parte da homilia da Missa celebrada dia 22 de fevereiro de 2026, na Catedral de Guanhães, quando foi Instituído o Ministério de Catequista para 19 catequistas de nossas paróquias da Diocese de Guanhães.

Ó Maria, mãe e modelo de discípula/o (súplica)

                                                         

Ó Maria, mãe e modelo de discípula/o (súplica)


Ó  Virgem Santíssima do Pentecostes, Vós que vistes vosso Filho Jesus crescer «em sabedoria, em estatura e em graça» (1), confiamos totalmente em vossa intercessão e vos louvamos, ó Mãe de Deus e Senhora nossa: 

- Pela maternidade do Verbo que Se fez Carne e veio morar entre nós (2), e tivestes a graça de tê-Lo sobre os vossos joelhos e ouvi-Lo, pleno de graça e de verdade, durante a sua vida oculta em Nazaré;

- Por serdes a primeira dos Seus discípulos quanto ao tempo, pois já  no encontro do vosso Filho no templo, acolhestes humildemente Suas lições e as conservastes no coração (3);

- Por ser a primeira também, sobretudo, em grau de profundidade, pois ninguém foi assim «ensinado por Deus» (4);

- Por que fostes  «Mãe e discípula ao mesmo tempo», mas para vós, ser discípula foi mais importante do que ser mãe (5).

Nós vos louvamos e expressamos todo o nosso carinho, porque sois «um catecismo vivo», «mãe e modelo dos catequistas», totalmente aberta à vontade e presença divinas, pela ação do Espírito Santo.

Nós, Catequistas, contamos com a vossa intercessão para que como Mãe da Igreja, avancemos na catequese que favoreça a iniciação à vida cristã de todas as pessoas, na fidelidade à missão inalienável e universal recebida do vosso Filho e Senhor Nosso:  «Ide e ensinai todas as gentes» (6). Amém.

 

(1)    Lc 2,52

(2)   Jo 1,14

(3)  Lc 2,51

(4)  Jo 6,45)

(5)   Santo Agostinho Cf. Sermão 25,7: PL 46,937-938

(6)  Mt 28,19

 

Fonte: Exortação Apostólica  «CATECHESI TRADENDAE» de Sua Santidade João Paulo II, ao Episcopado, ao Clero e aos fiéis de toda a Igreja sobre a Catequese do nosso tempo (1979) n. 73

Vire a página... (1)

                                                        


Vire a página...

“Ao cair da tarde daquele primeiro dia da semana, estando os discípulos reunidos a portas trancadas, por medo dos judeus,
Jesus entrou, pôs-Se no meio deles e disse:
"A Paz esteja convosco!" (Jo 20,19)

Vire a página! Viremos a página!
É Páscoa, nada mais será como antes.

O Ressuscitado Se manifesta na vida da comunidade,
Ontem, hoje e sempre, enquanto aguardamos Sua vinda...

Manifesta-Se ora caminhando com os discípulos,
Palavra anunciando, coração fazendo arder,

Não desvinculando Sua manifestação do partir o pão,
Em que possibilita os olhos se abrirem e O reconhecerem;

Ora Se manifesta rompendo as portas fechadas,
Ontem por medo dos judeus, hoje por algozes.

Também Se manifesta no escurecer do primeiro dia,
Porque, com Ele, tudo se recria – é Domingo, Dia do Senhor.

E, quando Sua manifestação acontece, Ele fica no centro,
Porque este é o Seu lugar, o lugar do Vitorioso, do Glorioso.

Ora manifesta-Se comunicando o dom da paz – “shalom”,
Que consiste em tudo que for necessário para termos vida plena.

Ele nos comunica o sopro do Espírito que nos acompanha,
Para com êxito a Sua missão continuar, vida nova inaugurar.

Creiamos sem mesmo ver e tocar, não sejamos incrédulos!
Bem-aventurados os que creem sem nunca terem visto, disse o Senhor.

Estejamos com Ele, unidos na hora das Chagas dolorosas,
Para exultar com Ele também, curados por Suas Chagas gloriosas.

Vire a página! Viremos a página!
É Páscoa, nada mais será como antes.

Retomemos a vivacidade e o dinamismo das primeiras comunidades
E nos empenhemos para construir relações de comunhão, de fraternidade.

É d’Ele que vem a força de que tanto precisamos,
Do vigor e vitalidade de Sua Palavra e do Pão da Eucaristia.

É vivendo em comunidade, na Fidelidade ao Pai de Amor Criador,
Que, como comunidade do Ressuscitado, temos a Vida Nova do Espírito.

Que nossos domingos não sejam apenas um dia de descanso,
Mas dia privilegiado do encontro com a Divina Fonte de Amor.

Que sintamos a fome de Deus saciada no Banquete da Eucaristia,
Para que não recuemos no combate pela vida, sem covardia.

Quando das Mesas Sagradas participamos com piedade,
Superamos todo medo, pecado, hesitação, incredulidade.

Quando das Mesas Sagradas participamos ativamente,
Não há espaço para infidelidades, lentidões, mediocridades...

Alegremo-nos, somos partícipes do Cenáculo da Comunhão,
No qual Ele Se torna presença de amor e alegria.

Alegremo-nos, somos partícipes do Cenáculo Provisório
Que aponta para o Banquete da Eternidade: a plena comunhão.

Com Ele supera-se todo cansaço, barreiras, limitação,
Porque é Vida Nova que emana de Sua Ressurreição.

Vire a página! Viremos a página!
É Páscoa, nada mais será como antes.

É tempo de firmar os passos, de pôr-se a caminho,
Fortalecendo os joelhos enfraquecidos, com ousadia na missão.

É tempo de enxugarmos mutuamente nossas lágrimas,
Em gestos solidários, para que Ele a última Palavra tenha.

É tempo de para águas mais profundas avançarmos,
Compreendendo a complexa realidade na qual estamos imersos.

É Tempo de abrirmo-nos ao sopro e à manifestação do Santo Espírito,
Para que descubramos caminhos novos na Evangelização.

É tempo de olharmos para o horizonte pela Páscoa alargado;
De renovarmos no coração a divina virtude da esperança;

De crescermos na virtude maior da caridade, amor em ação,
Para que tenhamos fé autêntica, viva, firme em consolidação.

É tempo de sermos Igreja da comunhão afetiva e efetiva,
Laços fraternos consumados em gestos de amor e partilha.

Com os limites próprios da humana convivência,
Vivendo a misericórdia, compreensão e o perdão.

É tempo de não nos acomodarmos com a iniquidade e a maldade,
Sendo no mundo sinal de justiça, ternura e bondade.

É tempo de nos despojarmos do fermento da mentira,
De sermos enriquecidos pelo fermento da sinceridade e verdade.

Vire a página! Viremos a página!
É Páscoa, nada mais será como antes.

Cada um de nós tem páginas a virar,
Novas páginas no Livro da vida escrever,

Até que chegue o esperado dia
De um novo céu e nova terra aparecer...

Será sempre Páscoa, terá um novo amanhecer
Quando páginas soubermos virar...

E Novas soubermos escrever,
Aprendizes dos erros cometidos

Para erros contumazes não cometer,
Alegria transbordante haverá de ser...

Viver consiste em se ter coragem
De virar a página.

A maior página na história que se virou:
Quando Ele passou pela morte, Ressuscitou!

Somos pascais, somos do Ressuscitado!
Saibamos virar nossas páginas:

Da escuridão para a luz,
Da tristeza para a alegria,

Do pranto para o consolo,
Do medo para a coragem,

Do desencanto para o encanto,
Do cortejo fúnebre para o cortejo da vida,

Da morte do nada mais sonhar,
Para mesmo no sol do meio-dia sonhar,

Da morte do ódio e sua corrosão,
Para o amor, numa nova relação.

Fazer, enfim, a passagem das passagens:
Da inexorável morte para a Ressurreição.

Viremos a página... 

Vire a página... (2)

                                               


Vire a página... 


Glorifiquemos a Deus por Sua bondade, graça e misericórdia,
Que sempre se manifestam em favor de nós, Seu amado povo,
Ainda que não mereçamos, e ao Seu amor não correspondamos.
 
Libertou Seu povo da escravidão do Egito,
Tirou de seus ombros o opróbrio, que por anos os afligia,
Cessou o maná, com frutos da terra de Canaã, o alimentou.
 
Por meio de Jesus, nos reconciliou,
Por Sua misericórdia novas criaturas nos fez,
Pela graça do batismo a nós concedido.
 
Selados pelo Espírito o fomos, morada do mais belo Hóspede.
Templos Seus, imerecidamente, por amor infinito, nos fez,
Em vasos de argila, em nós, Seu amor infinito derramou. 
 
Na parábola do filho pródigo, ou melhor, do Pai misericordioso,
O rosto misericordioso do Pai Amante nos revelou,
O Amado do Pai, Jesus, o Amor, o Santo Espírito nos enviou.
 
Parábola que traz em si uma crítica aos que não creem
Na possibilidade de conversão do pecador,
Fariseus e doutores da lei, de ontem e de hoje.
 
Deus é um Pai pleno de amor e compaixão,
Pronto a nos acolher, abraçar e perdoar,
Possibilidade de vida nova nos conceder.
 
Na simbologia da roupa, veste batismal nos foi dada,
No anel, filiação perdida, agora para sempre recuperada,
Sandália nos pés, porque a misericórdia nos faz peregrinos.
 
Peregrinar na esperança, do banquete participar,
Prefigurada na simbologia do cordeiro e da festa,
Do filho morto e perdido, com vida e reencontrado.
 
Assim é a misericórdia divina, uma graça concedida,
Para páginas de tantos nomes virar.
Perdão de Deus recebido, novas páginas escrever.

Virar a página do pecado para a graça,
Da escuridão para a luz, do ódio para o amor
Da morte para a vida, horizonte perdido, eternidade vislumbrada.
 
Virar a página de egoísmo e ambição e destruição
Para uma página de amor, partilha e solidariedade,
Que gera vida, fraternidade, vida feliz e comunhão.
 
Virar a página para novas atitudes
Em relação à Casa Comum que habitamos,
Uma Ecologia Integral, cuidado com toda a criação.
 
Cada um (a) de nós temos nossas páginas a virar...
Provemos e vejamos quão suave é o Senhor,
Que nos quer envolvidos em Sua ternura, bondade e amor.
 
Viremos a página, renovemos nossas forças na caminhada de fé,
Inflamados pela chama da caridade divina, sejamos,
Peregrinos da esperança, compromissos com o Reino renovados. Amém.
 
Fontes: Js 5,9a-10-12; Sl 33 (34); 2 Cor 5,17-21; Rm 5,1-5; Lc 15,1-3.11-32)


Oremos pela saúde dos enfermos e seus cuidadores

                                                


Oremos pela saúde dos enfermos e seus cuidadores

       “Não é conveniente que homem esteja só” (cf. Gn 2,18).


Concedei-nos, Senhor, sermos instrumentos de Vossa compaixão com o coração em nossas mãos, para estendê-las em solidariedade para com os enfermos, nos quais reconhecemos a Vossa presença (Mt 25,35).
 
Iluminai-nos, Senhor, bem como aos familiares, amigos e profissionais da saúde, para que não nos descuidemos do primeiro cuidado que um enfermo mais precisa: a compaixão, proximidade e ternura, que os acolhe e os envolve com o fogo do amor e a chama da esperança.


Mergulhai-nos, Senhor, no Mistério infinito de amor e comunhão da Santíssima Trindade, a fim de que nossa vida seja plasmada neste indizível Mistério, e realizemos plenamente no dinamismo das relações sociais e no amor mútuo.

Não permitais, Senhor, que nos curvemos diante da cultura do individualismo, descarte e indiferença, e tão somente assim não veremos o enfermo como algo que se possa descartar e ignorar porque de nada mais serve, até mesmo o virmos como um fardo pesado a carregar.

Abri, Senhor, nossos olhos e os ouvidos de nosso coração, para que vejamos os doentes frágeis e pobres, que se encontram no coração de Vossa Igreja, e por isto devem estar sempre dentro de nossa solicitude e cuidado pastoral.
 
Fortalecei-nos com o Pão de Vossa Palavra e o Pão da Eucaristia, para que possamos oferecer o Pão da Caridade, fortalecendo os vínculos de uma amizade social, que nos faz próximos e solidários com os enfermos, curando as feridas da solidão e do isolamento.
 
Senhor, cremos que sois o Médico e a Medicina para os enfermos, e como frágeis servidores Vossos, contamos com a Vossa Mãe, Maria Santíssima, a Mãe dos enfermos, que intercede por nós e nos ajuda, para que sejamos artífices de proximidade e relações fraternas. Amém.
 
Fonte inspiradora: Mensagem para o Dia Mundial do Doente 2024 – Papa Francisco:
https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/sick/documents/20240110-giornata-malato.html

Discípulos missionários a caminho da glória

                                                  

Discípulos missionários a caminho da glória 

A passagem do Evangelho da terça-feira da 2ª semana da Quaresma (Mt 23,1-12) nos apresenta atitudes que devem marcar a vida do Discípulo missionário de Jesus, vivendo a alegria da missão, para que a Igreja viva a sua essência evangelizadora, e sejamos uma Igreja em saída.

Sendo assim, o discípulo de Jesus, carregando a cruz cotidiana rumo à glória eterna:

- Não pode se curvar à hipocrisia;

- Não pode ser ambíguo com dupla moral (fala uma coisa e vive outra);

- Deve ter uma profundidade espiritual;

- Não pode viver um moralismo empobrecedor;

- Não pode ser incoerente;

- Jamais nutrir um formalismo religioso (religião separada da vida);

- Não pode ser intolerante com os mais fracos;

- Nem deixar tomar conta do coração o sentimento da vaidade;

- É impensável a desobediência à lei divina;

- Jamais mergulhar no pecado e na infidelidade dos Mandamentos divinos. 

É próprio do Discípulo de Jesus, a serviço do Reino:

- Amor em tudo e acima de tudo por Deus e ao próximo, inseparavelmente;

- Procurar a perfeita coerência;

- Viver a humildade;

- Dar corajoso testemunho da fé;

- Viver a fidelidade à Palavra Divina;

- a simplicidade e prudência em tudo;

- Disponibilidade para o serviço;

- Promover sempre o bem comum;

- Irradiar alegria;

- Obedecer à Igreja e seus ensinamentos.

Trilhando o caminho quaresmal, iluminadoras são as palavras de Santa Teresa de Ávila para o fortalecimento da espiritualidade no seguimento de Jesus: “Amor traz amor”

Quanto mais o Amor de Deus tomar conta da vida do Discípulo, mais amor trará não somente para si, mas para aqueles que consigo vivem. O povo simples diz “quem planta amor, colhe amor...”.

Assim, também, sejamos iluminados pelo conselho de São João da Cruz: “Onde não há amor, põe amor e tirarás amor” .

Urge alargar nossos horizontes da evangelização, encorajando-nos em nossa missão de discípulos missionários do Senhor, seja na Quaresma ou em qualquer outro tempo rumo a vida eterna, trilhando o caminho que passa, necessariamente pela cruz, a fim de que mereçamos e alcancemos a glória celestial. Amém.