Dom Otacilio F. Lacerda
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Apresentar e testemunhar Jesus, a Luz das Nações (IIDTCA)
Setas ardentes do Amor Divino
Setas ardentes do Amor Divino
“Mas quem pode livrar-se
porventura
dos laços que o amor arma
brandamente” (Camões)
É uma manhã como todas as demais: o sol desponta timidamente no
horizonte para iluminar o novo dia, com seus raios também aquecer e garantir a sagrada
teimosia da existência, não obstante depredações e destruições, superaquecimento
global, camada de ozônio...
Caminhando entre pedras e espinhos, sigo curando os cortes, e
vencendo as dores, carregando as lembranças sacramentadas pelas cicatrizes.
Não fosse o Amor do Amado, quem avançar suportaria? Mais fortes
seriam os turbilhões das emoções e medos a levar consigo os sonhos, metas,
cantos, prosas e a mais belas poesias.
Mas Deus e Seu amor, que dá vertigem, porque ultrapassa nossos
limites, as métricas dos méritos, créditos e débitos dos pecados e acertos que
marcam os humanos relacionamentos.
As esperanças se renovam, porque amados por Ele, Jesus, trazemos
nos olhos e no coração, a luz da fé, que nos torna intrépidos a vencer os
inevitáveis desafios.
Agora, por um instante, silêncio das entranhas do coração, tão
somente por Deus conhecido, declaro meu amor pelo Filho Amado do Pai; Amado que
nos ama com o Fogo do Amor do Espírito, e caminhamos mendicantes de imerecido Amor.
E assim, vou descortinando cada dia como páginas de um grande
livro, que somente o Autor da Vida conhece seu epílogo, ao Amado abrindo meu
coração, ferido pelas setas pontiagudas das Suas Palavras de ternura.
Tão lancinante dor do Amor que:
- Consome, sem me consumir, que, paradoxalmente me faz
reencontrar o verdadeiro sentido do existir, sem me fazer perder a direção da
vontade e o objetivo da alma do eterno encontro na eternidade Celestial,
plenitude de Luz e Amor;
- Devolve o olhar da transcendência, que rompe ilusões e nos
conduz no absolutamente essencial, para que a condição existencial tenha beleza
e graça;
- Garante a mais bela e necessária de todas as conexões: a conexão com o Divino e Sua vontade a se realizar. E tão somente assim, a felicidade alcançar. Amém.
Perdoados e libertos pelo Senhor
Através d’Ele, a humanidade pode se voltar novamente para Deus (reconciliação), sobretudo se considerarmos que em cada um de nós existe uma profunda necessidade de libertação do exílio de nós mesmos, das nossas múltiplas paralisias, do nosso afastamento de Deus (pecado).
Concluindo: A Face misericordiosa de Deus Se revela em Sua ternura, solidariedade, fidelidade, perdão, liberdade e vida plena para todos.
Uma súplica pelos amigos
Em poucas palavras...
A remissão dos pecados
“Na remissão dos pecados realiza-se também a unidade dos Sacramentos: o Batismo é ministrado para a remissão dos pecados; o Espírito é infundido para a remissão dos pecados; o Cálice é derramado para a remissão dos pecados.
Juntamente com os Santos Padres podemos afirmar que tudo aquilo que Jesus era na terra está presente agora nos Sacramentos da Igreja.” (1)
(1) Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Paulus – 2010 – pág. 53 – Comentário da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 2,1-12)
Tempo de promover a concórdia e a paz
Tempo de promover a concórdia e a paz
“Suportemos as fraquezas dos menos
fortes” (cf. Rm 15,1-3)
Reflexão à luz da passagem da
Carta do Apóstolo Paulo aos Romanos:
“Nós que temos convicções firmes devemos
suportar as fraquezas dos menos fortes e não buscar a nossa própria satisfação. Cada
um de nós procure agradar ao próximo para o bem, visando a edificação. Com
efeito, Cristo também não procurou a Sua própria satisfação, mas, como está
escrito: ‘Os ultrajes dos que te ultrajavam caíram sobre mim’”. (Rm 15,1-3) Todos nós já tivemos oportunidade
de viver esta realidade: uma ação impiedosa, um ato pensado e realizado por
alguém, quase ou mesmo roubando nossa serenidade. E isto pode ser no âmbito da
comunidade, bem como em todos os níveis de relacionamentos. Eis o grande desafio: “suportar as fraquezas dos menos fortes e
não buscar a nossa própria satisfação”. Jamais podemos perder de vista
nossa missão de “edificar” a comunhão, a fraternidade, sobretudo porque somos
discípulos missionários do Senhor, que nos deu a mais bela lição pelo Mistério
de Sua Vida, Paixão e Morte, como nos fala o Apóstolo. Não é um caminho fácil a ser
percorrido, e está explícito no Sermão da Montanha (Mt 5,1-12a), que nos exorta
a viver a mansidão e promover a paz, suportando, se houver, calúnias, difamação
e perseguições por causa do nome de Jesus e do Evangelho, que cremos,
anunciamos e testemunhamos. Vivendo em comunidade, somos
desafiados a dar razão de nossa fé e esperança, sem jamais faltar com a
caridade que jamais passará, e é exatamente nestes momentos e situações, o apóstolo
nos exorta a “suportar as fraquezas
dos menos fortes e não buscar a nossa própria satisfação”. Urge a edificação da unidade, um
grande desafio para nossa fé e testemunho: - “Agradar ao próximo para o bem, visando a edificação”. E isto
somente se torna possível, se tivermos como modelo o próprio Cristo “que não procurou a Sua própria
satisfação”, fazendo cair sobre Si os ultrajes todos, ainda que não
merecidos, por amor de nós, quando ainda pecadores. Deste modo, é sempre tempo crescer
na espiritualidade cristã e: - Suportar as fraquezas dos menos
fortes;- Edificar a unidade, movidos
pelas virtudes divinas;- Ter os mesmos sentimentos,
pensamentos e atitudes de Jesus.
Oremos: "Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-Vos
de todo o coração, e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por
N.S.J.C. Amém" (1) (1) “Oração do Dia”
- IV domingo do Tempo Comum (ano A)
Não percamos o foco
Não percamos o foco
Ao iniciar o ano, é fundamental
que tenhamos projetos, metas, desafios a serem superados.
“Perguntaram a um ancião como um irmão sério não deveria se escandalizar se visse alguns monges retornarem ao mundo.
Ele disse: ‘Ele deveria
observar os cães de caça que caçam lebres e notar que, quando um deles avista
uma lebre, ele a persegue sem se distrair até alcançá-la.
Os outros cães, vendo apenas o
cão perseguindo-a, correm com ele por algum tempo, mas acabam olhando em volta
e ficam para trás,
Só aquele cão que viu a lebre
a persegue até alcançá-la, não se deixando distrair nem um pouco do alvo de sua
corrida pelos cães que recuaram.
Também não presta atenção a
desfiladeiros, vegetação espessa ou espinhos. Assim faz aquele que busca Cristo
Senhor-e-mestre: mantendo a cruz em mente sem titubear, supera todos os
obstáculos que encontra, até alcançar o crucificado’”. (1)
Este dito anônimo nos remete às palavras do Apóstolo Paulo que nos ilumina para que não desistamos de santos projetos a serem alcançados;
bem como a superação de eventuais dificuldades na vivência da fé em nossas
comunidades eclesiais, e em outros espaços em que convivemos:
“Por isso, eu corro, mas não
sem meta. Eu luto, não como quem golpeia o ar. Trato duramente o meu corpo e o
subjugo, para não acontecer que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo
seja reprovado.” (2)
Sigamos
em frente, o ano está apenas começando...
(1) Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023
– n. 203 – pp. 154-155
(2)1
Cor 9,26-27







