terça-feira, 3 de março de 2026

Quaresma: tempo de nossa purificação

                                                          

Quaresma: tempo de nossa purificação

Nas Laudes, do primeiro sábado da Quaresma, rezamos estes versículos do Livro do Profeta Isaías: 

"Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva. Vinde, debatamos - diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como lã" (Is 1, 16-18).

Retomando atentamente o versículo 18, veremos que o Profeta nos ensina, a partir de onze verbos, a nos purificarmos de nossos pecados, e deste modo, ainda que sejam como púrpura se tornem brancos como a neve, ou se vermelho como o carmesim, se tornem como lã: 

1 - Lavai-vos.
2 - Purificai-vos.
3 - Tirai a maldade de vossas ações de minha frente.
4 - Deixai de fazer o mal!
5 - Aprendei a fazer o bem!
6 - Procurai o direito.
7 - Corrigi o opressor.
8 - Julgai a causa do órfão.
9 - Defendei a viúva.
10- Vinde.
11 - Debatamos - diz o Senhor.

A vivência intensa da Quaresma requer de nós o reconhecimento de nossa condição pecadora, diante da misericórdia divina: reconhecer nossos pecados e confessá-los, sobretudo no Sacramento da Penitência, como expressão maior desta misericórdia.

Como breve roteiro, ele possa nos ajudar nesta atitude penitencial, para nossa reflexão a fim de vivermos este tempo favorável de reconciliação, graça e salvação, como o Apóstolo Paulo nos exorta em memorável passagem (2 Cor 5,20-6,2). 
 


PS: Apropriada para a 2ª terça-feira da Quaresma, quando se proclama na primeira Leitura - Is 1,10.16-20

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Culto e profecia

                                                            

Culto e profecia

“Vossas mãos estão cheias de sangue!
Lavai-vos e purificai-vos”  (Is 1,15-16).

À luz da passagem do Livro do Profeta Isaías (Is 1,16-18), oremos:

Senhor, fazei com que o brado de Isaías, tão carregado de dramaticidade, nos sensibilize, para não apresentarmos a Vós ofertas inúteis, acompanhadas de incenso, pois seria abominável.

Senhor, dirigi nossos passos, para que o amor e a verdade se encontrem em nosso ser e agir, pensamentos e palavras, no relacionamento cotidiano com nosso próximo.

Senhor, que jamais Vos ofereçamos sacrifícios, louvores e orações com as mãos gotejadas de sangue, e, assim, jamais nos descuidemos da promoção da justiça.

Senhor, não apenas queremos participar assiduamente das Missas, e nela rezar pelas necessidades dos pobres, órfãos, mas nos empenharmos concretamente em favor deles.

Senhor, ajudai-nos a viver uma fé comprometida, oferecendo nossas mãos, força, inteligência e voz, para que a paz e a justiça floresçam e reinem em todo o mundo. Amém!


Fonte de inspiração: Comentário do Missal Cotidiano, Editora Paulus, 1997, p.1019.
Apropriada para reflexão da passagem do Livro do Profeta Isaías (Is 1,10.16-20) proclamada na terça-feira da segunda semana da Quaresma.

Quaresma: tempo de nossa purificação

                                                                

Quaresma: tempo de nossa purificação

Nas Laudes, do primeiro sábado da Quaresma, rezamos estes versículos do Livro do Profeta Isaías: 

"Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva. Vinde, debatamos - diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como lã" (Is 1, 16-18).

Retomando atentamente o versículo 18, veremos que o Profeta nos ensina, a partir de onze verbos, a nos purificarmos de nossos pecados, e deste modo, ainda que sejam como púrpura se tornem brancos como a neve, ou se vermelho como o carmesim, se tornem como lã: 

1 - Lavai-vos.
2 - Purificai-vos.
3 - Tirai a maldade de vossas ações de minha frente.
4 - Deixai de fazer o mal!
5 - Aprendei a fazer o bem!
6 - Procurai o direito.
7 - Corrigi o opressor.
8 - Julgai a causa do órfão.
9 - Defendei a viúva.
10- Vinde.
11 - Debatamos - diz o Senhor.

A vivência intensa da Quaresma requer de nós o reconhecimento de nossa condição pecadora, diante da misericórdia divina: reconhecer nossos pecados e confessá-los, sobretudo no Sacramento da Penitência, como expressão maior desta misericórdia.

Como breve roteiro, ele possa nos ajudar nesta atitude penitencial, para nossa reflexão a fim de vivermos este tempo favorável de reconciliação, graça e salvação, como o Apóstolo Paulo nos exorta em memorável passagem (2 Cor 5,20-6,2). 
 


PS: Apropriada para a 2ª terça-feira da Quaresma, quando se proclama na primeira Leitura - Is 1,10.16-20

Reconheçamos nossos pecados

                                            

Reconheçamos nossos pecados

“O pecado é fratura, divisão, dilaceramento.
Ele pode insinuar-se em nossa vida de fé
e separar a fé da vida”.

Na segunda terça-feira da Quaresma, ouvimos as seguintes passagens: Is 1, 10.16-20; Sl 49; Mt 23,1-12, e refletimos sobre nossa conduta, para que tenhamos uma prática religiosa mais sincera e autêntica, revendo nossas atitudes e, sobretudo, reconhecendo nossos pecados.

Mas o que é o pecado?
No comentário do Missal Cotidiano, assim lemos: “O pecado é fratura, divisão, dilaceramento. Ele pode insinuar-se em nossa vida de fé e separar a fé da vida”.(1)

À luz das Leituras, podemos dizer que o pecado é quando dissociamos o que cremos e ensinamos do que vivemos: quando cresce a distância entre o Evangelho que anunciamos e as linhas da história que escrevemos, nos mais diversos âmbitos.

Pecado é a não realização da vontade divina, que encontramos em Sua Palavra, Leis e Mandamentos a serem vividos, expressos no Decálogo, ou nos dois maiores Mandamentos que o Senhor nos deu: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Deste modo, quando o pecado cria raízes em nosso coração, produz frutos que não nos permitem a realização dos desígnios divinos, e de modo especial, a vocação à santidade para a qual nos predestinou. Ao contrário, são produzidos frutos amargos, que roubam a alegria, o gosto e o sentido do existir, a beleza do viver.

Pecado, deste modo, é fratura, divisão e dilaceramento, porque nos fragiliza, cria animosidades, fomenta rivalidades, cega-nos diante de Deus e do outro e do mundo em que vivemos.

Pecados cometidos, sem penitência, conversão, confissão e novos compromissos com a promoção do bem comum, da vida dos empobrecidos (como nos fala o Profeta), é a perda da graça e do amor, que são derramados abundantemente em nosso coração pelo Espírito Santo (cf. Rm 5,5).

A Quaresma é tempo de reconhecermos nossa condição finita, frágil e pecadora, e de pedirmos a Deus que nos ajude a nos libertarmos das amarras dos pecados.

Tão somente reconciliados com Deus e com os irmãos, não desperdiçaremos este Tempo favorável de nossa salvação, como nos exortou o Apóstolo Paulo em sua Carta: – “Em nome de Cristo, nós vos suplicamosdeixai-vos reconciliar com Deus... Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus” (2Cor 5,20-6,2).

Reconheçamos nossos pecados e os confessemos diante da misericórdia divina. Porém a confissão de pecados requer sempre novas atitudes, novas posturas, um novo começo, afinal, Deus pode fazer novas todas as coisas.

Coloquemo-nos, portanto, diante da misericórdia de Deus, que veio ao nosso encontro na Pessoa de Jesus, e com Sua Morte e Ressurreição, o Espírito nos foi enviado, para o perdão de nossos pecados.

Evidentemente que, amados e perdoados por Deus, novos compromissos com o Reino se renovam em nosso coração, e nos empenhamos por mundo mais justo, fraterno, dando verdadeiro conteúdo à nossa prática religiosa. 

(1) Missal Cotidiano - Editora Paulus - 1998 - p, 207

MINISTÉRIO DE CATEQUISTAS: GRAÇA E MISSÃO


 

MINISTÉRIO DE CATEQUISTAS: GRAÇA E MISSÃO


Com a Carta Apostólica em forma de “Motu Proprio – Antiquum Ministerium” (03/12)21), o Papa Francisco  nos agraciou com a possibilidade da Instituição de Ministério de Catequistas.


Lembra-nos que o  bispo é o primeiro catequista com os presbíteros e conta com os catequistas para que a mensagem do Evangelho seja anunciada, recorda as palavras do Papa São Paulo VI:


“Os catequistas são preciosos para a implantação, a vida e o crescimento da Igreja e para a sua capacidade de irradiar a própria mensagem à sua volta  e para aqueles que estão distantes.” (São Paulo VI – EN – n. 73)


O Ministério de Catequista é um ministério estável, sem desmerecer a missão de tantos catequistas que continuam, ainda que sem a instituição, e que também devem viver mesmas exigências, e não se trata de maior ou menor importância na missão evangelizadora.


Algumas exigências para recebê-lo são apresentadas pelo Papa:


- Testemunha de uma fé profunda;
- Mestre para os que lhe são confiados;
 
- Mistagogo (instrutor dos mistérios divinos, enraizado na didática litúrgica);
- Acompanhador;
 
- Instrui em nome da Igreja;
- Possui maturidade humana;
 
- São colaboradores dos padres;
- Possuem atitude de acolhimento;
 
- Vivem a generosidade de vida;
- São instrumentos de comunhão fraterna;
 
- Possuem mínima formação bíblica, pastoral e pedagógica.
 

As exigências para manter vivo o Ministério:


- Oração (Sobretudo a Eucaristia);
- Estudo;
- Participação ativa da comunidade;
- Coerência de vida;
- Responsabilidade.

Fundamentais as Palavras do Papa São João Paulo II, na "Catechesi Tradendae" (1979), convidando os catequistas confiarem na ação do Espírito Santo e com a intercessão de Maria, Mãe e discípula de Jesus, um Catecismo vivo, a primeira catequista e modelo para os/as Catequistas.



PS: Parte da homilia da Missa celebrada dia 22 de fevereiro de 2026, na Catedral de Guanhães, quando foi Instituído o Ministério de Catequista para 19 catequistas de nossas paróquias da Diocese de Guanhães.

Ó Maria, mãe e modelo de discípula/o (súplica)

                                                         

Ó Maria, mãe e modelo de discípula/o (súplica)


Ó  Virgem Santíssima do Pentecostes, Vós que vistes vosso Filho Jesus crescer «em sabedoria, em estatura e em graça» (1), confiamos totalmente em vossa intercessão e vos louvamos, ó Mãe de Deus e Senhora nossa: 

- Pela maternidade do Verbo que Se fez Carne e veio morar entre nós (2), e tivestes a graça de tê-Lo sobre os vossos joelhos e ouvi-Lo, pleno de graça e de verdade, durante a sua vida oculta em Nazaré;

- Por serdes a primeira dos Seus discípulos quanto ao tempo, pois já  no encontro do vosso Filho no templo, acolhestes humildemente Suas lições e as conservastes no coração (3);

- Por ser a primeira também, sobretudo, em grau de profundidade, pois ninguém foi assim «ensinado por Deus» (4);

- Por que fostes  «Mãe e discípula ao mesmo tempo», mas para vós, ser discípula foi mais importante do que ser mãe (5).

Nós vos louvamos e expressamos todo o nosso carinho, porque sois «um catecismo vivo», «mãe e modelo dos catequistas», totalmente aberta à vontade e presença divinas, pela ação do Espírito Santo.

Nós, Catequistas, contamos com a vossa intercessão para que como Mãe da Igreja, avancemos na catequese que favoreça a iniciação à vida cristã de todas as pessoas, na fidelidade à missão inalienável e universal recebida do vosso Filho e Senhor Nosso:  «Ide e ensinai todas as gentes» (6). Amém.

 

(1)    Lc 2,52

(2)   Jo 1,14

(3)  Lc 2,51

(4)  Jo 6,45)

(5)   Santo Agostinho Cf. Sermão 25,7: PL 46,937-938

(6)  Mt 28,19

 

Fonte: Exortação Apostólica  «CATECHESI TRADENDAE» de Sua Santidade João Paulo II, ao Episcopado, ao Clero e aos fiéis de toda a Igreja sobre a Catequese do nosso tempo (1979) n. 73

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