sábado, 4 de julho de 2026

Em poucas palavras... (XIVDTCA)

                                                                      


“Tudo que Cristo viveu...” 

“Tudo o que Cristo viveu, Ele próprio faz com que o possamos viver n'Ele e Ele vivê-lo em nós. «Pela Sua Encarnação, o Filho de Deus uniu-Se, de certo modo, a cada homem» (GS 22,2). 

Nós somos chamados a ser um só com Ele; Ele faz-nos comungar, enquanto membros do Seu corpo, em tudo o que Ele próprio viveu na Sua carne por nós, e como nosso modelo...” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.521

Em poucas palavras... (XIVDTCA)

 


A revelação do Mistério da Trindade

 A Trindade é um mistério de fé em sentido estrito, um dos «mistérios ocultos em Deus, que não podem ser conhecidos se não forem revelados lá do alto».

É verdade que Deus deixou traços do seu Ser trinitário na obra da criação e na sua revelação ao longo do Antigo Testamento.

Mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santíssima constitui um mistério inacessível à razão sozinha e, mesmo, à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo.” (1)

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.237

Senhor Jesus, manso e humilde de coração (XIVDTCA)

                                       

Senhor Jesus, manso e humilde de coração

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, sentimos, por vezes, nossa pequenez e fragilidade por diversos motivos, internos e externos, enquanto caminhamos peregrinos longe de Vós, tão próximo de nós.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, nestes momentos podemos, humanamente, sentir-nos perturbados, porém sabemos que podemos confiar em Vós, que prometestes nunca nos deixar órfãos.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, ajudai-nos a compreender que, no sofrimento, participamos em Sua Paixão para participar em Sua Vida; sofrendo, comunicamos vida aos outros; e quando somos fracos, então é que somos fortes.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, ajudai-nos, para que, em nossa pequenez e imperfeição, venhamos a dar a Vós o que de melhor pudermos, do melhor modo possível, testemunhando a fé com palavras e ações.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, se ao praticar o bem, nos sentirmos frágeis, e no mal parecermos fortes, ajudai-nos a redescobrir que a verdadeira força somente pode vir de Vós, que agis através da fraqueza humana, para que advenha maior glória para Deus.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, que morrestes e Ressuscitastes para nos comunicar vida plena e definitiva, ajudai-nos para que, como Igreja, anunciemos a ação e presença de Deus, na fidelidade ao Vosso Pai, na comunhão com Vosso Espírito.

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, num mundo por vezes marcado pela cultura da morte, até mesmo acreditando e proclamando que Deus “morreu”; ajudai-nos, como Igreja, a proclamar o amor no meio do ódio, a fraternidade entre todos. Amém.


Fonte: Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.892;  passagens  Bíblicas: 2 Cor 4,7-15; Mt 11,28-30

Para sempre me seduziste, Senhor (XIVDTCA)

                                         


                        Para sempre me seduziste, Senhor

Numa tarde, à  beira do mar da minha existência,

Teu olhar se fixou em meus olhos, sem nada dizer.

E ao mesmo tempo, falou para sempre em minh’alma.

Deixei tudo e me pus para sempre a seguir-Te

 

Tuas mãos me foram suavemente estendidas,

Levantou-me da poeira da miséria que sozinho seria,

E em todo o tempo, Tuas mãos seguram as minhas,

Para que, sempre abertas, abençoem e se solidarizem.

 

.Meus pés foram curados para me por sempre a caminho,

Me deste as sandálias para suportar eventuais pedras,

Das quais quem Te segue não está isento, jamais livre

Mas protegido, firmado, seguindo firme seu destino.

 

Em meus lábios estão Tuas Palavras, que antes colocastes,

Nas entranhas do meu coração, para serem proclamadas

Palavras que ora exortam, animam, corrigem, reorientam,

Palavra que, se acolhida e crida, frutos abundantes concedes.

 

Ressoou para sempre Teu doce e suave convite:

“Vinde a mim, vós que estais cansados e fatigados,

Pois meu fardo é leve e meu jugo é suave” (Mt 11,28-30)

Em teu peito reclinamos, como teu amado discípulo.

 

Teu olhar, Teu convite, Tuas Palavras, sedução divina

Tão humano, tão divino, quero ser uma resposta

A Ti que, por misericórdia, desceste ao nosso encontro,

E nós, em nossa infinita miséria, caímos, mas em Ti confiamos. Amém. Aleluia!

Em poucas palavras... (XIVDTCA)

                                                      


Concedei-nos, Senhor...

Oremos:

“Concedei-nos, Senhor, a sabedoria da Cruz, para que, instruídos pela paixão de vosso Filho, sejamos capazes de sempre levar seu jugo suave. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.” (1) 

(1) Oração das Vésperas 

Viver segundo o Espírito (XIVDTCA)

                                                           

Viver segundo o Espírito

“Vinde a mim todos
 vós que estais cansados...”

A vida segundo o Espírito: fardo leve, jugo suave... “Para quem ama é suave; pesado só para quem não ama”. 

Jesus quer que O sigamos, animados pelo Espírito que supera a Lei, pela relação amorosa, característica de quem cultiva a Sua Aliança com Pai.

“Qualquer outra carga te oprime e te incomoda, mas a carga de Cristo alivia-te do peso. Qualquer outra carga tem peso, mas a de Cristo tem asa.

Se a uma ave lhe tirares as suas asas, parece que a alivias do peso, mas, quanto mais lhes tirares, mais esta pesa; restitui-lhe o peso das suas asas e verás como voa.” (1)

A mansidão e a humildade de Jesus contemplamos em Seu coração. Falando ao Seu coração receberemos tudo o que quisermos (Frei Tiago de Milão, franciscano do século XVI).

Três tendas construamos: aos Seus pés, em Suas mãos e ao Seu lado. N’Ele podemos descansar dormir, comer, beber, ler e rezar...

Aqueles que se deixam tocar pelo Amor de Cristo constroem tendas permanentes ao Seu lado, para fazerem do mundo uma grande tenda.

Nela os pequeninos, os pobres, encontrarão seu lugar, terão vez e voz, dignidade reconhecida, para honra e glória de Deus, pois, a glória de Deus é a vida de todos...

Viver a vida segundo o Espírito...
Contemplar o coração manso e humilde de Nosso Senhor, pleno de bondade, ternura, amor e compreensão... Sempre pronto a nos acolher e nos renovar. A Ele apresentando nossos cansaços e fadigas, de cada dia, jamais sairemos de mãos vazias.

Com Ele nosso coração é rejuvenescido, nossos pés fortalecidos, nosso olhar, pelo colírio da fé, protegido. Jesus tem sempre a Palavra, porque Ele é a Palavra do Pai, revelada aos pequeninos. Escondida aos supostamente, sábios, mas privados de sabedoria.

Viver segundo o Espírito, é possível. Sempre com Ele e n’Ele.
Que Jesus esteja sempre em nosso coração! E, assim, encontraremos um lugar no Seu, pois o mesmo foi trespassado, dilatado, para que n’Ele coubéssemos e jamais viéssemos a nos sentir desamparados, cansados e desanimados...

Vinde a mim vós todos!
Respondamos prontamente a este convite.


(1) Sermão de Santo Agostinho 30,10 e 126,12.

O amor de Deus pelos pequeninos, humildes e simples (XIVDTCA)

                                                   

O amor de Deus pelos pequeninos, humildes e simples

A Liturgia da Missa da quarta-feira da 15ª Semana do Tempo Comum nos apresenta a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 11,25-27), em que Jesus louva o Pai por ter ocultado o Mistério da Salvação aos sábios e entendidos, e o ter revelado aos pequeninos.

De fato, Jesus é o revelador do Pai, pois conhece tudo do Pai e recebeu a missão de manifestá-Lo a todos os homens e mulheres.

Os pobres, os pequeninos, os humildes correm a Ele e alcançam a fé. Esta adesão de fé é, necessariamente, adesão à Sua Igreja, que será para o mundo sinal de Salvação, numa total confiança, entrega e disponibilidade, na alegria da missão que se inaugura no dia de nosso Batismo.

O mundo precisa de “pequeninos”, que humildemente revelem a grandeza e a Onipotência Divina, com as limitações próprias que nos marcam.

Glorifiquemos a Deus que escolheu os fracos para confundir os fortes. O Projeto de Deus é diferente dos projetos humanos, porque infinitamente melhor.

Celebremos a Eucaristia prolongando, com gestos e compromissos, suscitando nos lábios do Senhor, louvores incontáveis.

Como Jesus, louvamos e glorificamos em ver milhões de pessoas sedentas e abertas à revelação de Deus e à Sua Sabedoria, como uma grande Sarça Ardente que nos inflama e nos impulsiona em missão.

Não estamos sós. E como tão bem afirmou o Bispo Santo Agostinho (séc V), em seu Comentário do Salmo (Sl 85,1);

“Deste modo, o único Salvador de Seu corpo, 
nosso Senhor Jesus Cristo, 
é o mesmo que ora por nós,
ora em nós 
e recebe a nossa Oração.

Ele ora por nós como nosso Sacerdote;
 ora em nós como nossa cabeça 
e recebe nossa Oração como nosso Deus.
Reconheçamos n’Ele a nossa voz, 
e em nós a Sua voz” 

Oremos:

Ó Deus, ajudai-nos, para que sejamos pequeninos diante de Vós, vivendo com humildade e simplicidade.

Dai-nos a graça de possuir um coração puro para sentir a Vossa presença e, um dia, contemplar a Vossa face.

Ajudai-nos, ó Deus, para que nossas palavras e gestos revelem a Vossa ação e presença em nós, no amor e solidariedade para com o nosso próximo, com a força, luz e Sabedoria do Espírito Santo. Amém.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG