sexta-feira, 5 de junho de 2026
O mais belo Coração foi trespassado por amor de nós
Em poucas palavras...
Três recomendações aos párocos
1ª - viver cada vez mais o carisma ministerial específico a serviço das muitas formas de dons semeados pelo Espírito no Povo de Deus;
2º - aprender e praticar o discernimento comunitário, elemento-chave da ação pastoral de uma Igreja sinodal - “conversação no Espírito”;
3º - viver o intercâmbio e a fraternidade entre si e com seus bispos: ser filhos e irmãos para serem bons sacerdotes, viver a comunhão para serem autênticos pais.
PS: Recomendações feitas pelo Papa Francisco aos párocos, por ocasião do encerramento do encontro internacional “Párocos em prol do Sínodo - 02 de maio de 2024, em Sacrofano - Roma
“O eloquente Sangue de Cristo”
Loide e Eunice: Educadoras da fé
Loide e Eunice: Educadoras da fé
em sua avó Loide e em sua mãe Eunice,
e estou convencido
de que também habita em você" (2 Tm 1, 5).
Os nomes destas duas mulheres ficarão para sempre na história por causa da
impressão indelével que deixaram no Apóstolo Paulo, um dos maiores evangelistas
e autor de grande parte do Novo Testamento, incluindo duas cartas a Timóteo:
Irradiemos a luz divina
Irradiemos a luz divina
Reflexão à luz da passagem da Carta de Paulo aos Efésios:
“Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios, mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem.
Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação.
Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade.
Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo” (Ef 4,29-32).
Peçamos a Deus que nos conceda sempre a graça de sentir o Seu divino Amor, indicando-nos o caminho que devemos seguir com absoluta fidelidade no carregar da nossa cruz cotidiana, a fim de que jamais sucumbamos à força do pecado, e que, por sua infinita bondade, apague nossas transgressões e purifique nossos corações, eliminando toda ferrugem de nossa alma.
Adoremos o Cristo, Sol nascente e Luz sem ocaso, e supliquemos para que Ele ilumine os nossos passos desde o amanhecer, para que sejam afastadas de nós toda inclinação para o mal. Portanto, sejamos vigilantes em nossos pensamentos, palavras e ações, vivendo plenamente de acordo com a Sua vontade.
Adoremos o Senhor que, por Sua Cruz, nos trouxe a salvação, na mais perfeita expressão de misericórdia, e deste modo, pela Cruz e Ressurreição, na fidelidade ao Pai, tenhamos a consolação do Espírito Santo.
Finalizando, temos sete orientações a serem vividas por aqueles que professam a fé no Senhor, acompanhada do testemunho, para que irradie a luz divina, e seja sal da terra e fermento na massa:
1 – “Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios”;
2 – “mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem”;
3 – “Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação”
4 – “Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade”;
5 – “Sede bons uns para com os outros”
6 – “sede compassivos”;
7 – “Perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.
Oremos:
Ó Deus, não permitais que nossos lábios profiram palavras nocivas, geradoras de discórdia ou que firam a fraternidade, a solidariedade e a comunhão.
Colocai, ó Deus, em nossos lábios palavras edificantes, que irradiem Vossa luz, façam renascer a esperança, revigorem a fé e inflamem a caridade para com todos e em todos os lugares.
Ó Deus, fortalecei-nos, para que jamais entristeçamos o Espírito Santo, com o qual nos marcastes para o dia da libertação, afastando todos pensamentos, palavras e atitudes indesejáveis.
Ajudai-nos, ó Deus, para que eliminemos toda amargura e irritação, e jamais promovamos gritarias que não gerem alegria e vida, e tão pouco sejamos instrumentos de injúrias e promotores de maldade.
Ó Deus, Vós que sois tão bom e amável, com a Vossa graça, ajudai-nos a sermos sinal de bondade; que o nosso falar e agir revelem a Vossa amável e eterna presença.
Concedei-nos, ó Deus, a graça de sermos compassivos, de modo que acolhidos pela Vossa misericórdia divina, sejamos instrumentos da misericórdia humana para com os que mais precisam.
Ó Deus, perdoados e reconciliados pelo Sangue Redentor de Vosso Filho e remidos pelo Espírito Santo, sejamos capazes de dar e pedir perdão a quem nos tenha ofendido. Amém.
PS: Fonte inspiradora: “Oração das Laudes” da primeira sexta-feira da primeira semana do Tempo Comum.
Eucaristia é o centro e o ápice da vida cristã
Eucaristia é o centro e o ápice da vida cristã
Na Eucaristia, celebramos o triunfo do amor sem limites de
Jesus ao Pai e por todos nós. Nela, anunciamos e acolhemos a Salvação que essa
morte continuamente nos comunica e nos tornamos cada vez mais conscientes da nossa dignidade
filial perante Deus e da fraternidade que nos une. Impossível que celebremos a
Eucaristia sem estar em comunhão com o próximo. (1).
Reflitamos sobre a Eucaristia, Mistério sublime do Amor de
Deus por nós:
1 – Santo Inácio de Antioquia (séc. I):
O Pão eucarístico é “remédio de imortalidade e antídoto
para não morrer”.
2 – Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja
(séc. IV):
“Do Corpo de Deus brotou para mim uma fonte eterna; Cristo
bebeu minhas amarguras para dar-me a suavidade de Sua graça.”
3 – São Pedro Crisólogo (séc. V):
“O Pai Celeste exorta-nos a pedir, como filhos do céu, o Pão
Celeste (Jo 6,51). Cristo «é Ele mesmo o Pão que, semeado na Virgem, levedado
na carne, amassado na paixão, cozido no forno do sepulcro, guardado em reserva
na Igreja, levado aos altares, fornece cada dia aos fiéis um alimento celeste»”
4 - Presbítero Santo Tomás de Aquino (séc.
XIII):
“Poderia haver algo de mais admirável que este Sacramento?
De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados
são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os
dons espirituais.”
5 - Eucaristia: fonte e ápice de toda a vida
cristã:
“'A Eucaristia é ‘fonte e ápice de toda a vida cristã'. 'Os
demais Sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas
apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a
Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o
próprio Cristo, nossa Páscoa’’’ (2)
6- Eucaristia e Cruz - pedras de tropeço:
“O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, tal
como o anúncio da paixão os escandalizou: «Estas palavras são insuportáveis!
Quem as pode escutar?» (Jo
6, 60).
A Eucaristia e a Cruz são pedras de tropeço. É o mesmo
mistério e não cessa de ser ocasião de divisão. «Também vos quereis ir embora?»
(Jo 6, 67): esta pergunta do Senhor ecoa através dos tempos, como convite do
Seu amor a descobrir que só Ele tem «Palavras de vida eterna» (Jo 6, 68) e que
acolher na fé o dom da Sua Eucaristia é acolhê-Lo a Ele próprio” (3)
7 - Eucaristia e Penitência:
“Eucaristia e Penitência. A conversão e a penitência
cotidianas têm a sua fonte e alimento na Eucaristia: porque na Eucaristia
torna-se presente o sacrifício de Cristo, que nos reconciliou com Deus: pela
Eucaristia nutrem-se e fortificam-se os que vivem a vida de Cristo: «ela é o
antídoto que nos livra das faltas cotidianas e nos preserva dos pecados
mortais» (Concílio de Trento).” (4)
8 – Papa São João Paulo II,
“A Eucaristia é amor levado ao extremo”;
“A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”;
“A Eucaristia cria comunhão e edifica para a comunhão”;
“na simplicidade dos sinais do banquete se esconde o abismo
da santidade de Deus”;
“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre
sobre a terra – é um raio de glória da
Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar
nosso caminho”;
“... o cristão, que participa na Eucaristia, dela aprende a
tornar-se promotor de comunhão, de paz, e solidariedade em todas as
circunstâncias da vida... a Eucaristia
como uma grande escola de paz...” (5)
9 - Papa
Bento XVI:
“Na Eucaristia Deus vem a nós corporalmente para continuar a
Sua ação em nós e através de nós”.(6)
10 – Papa Leão XIV:
“’É através da Eucaristia que também as nossas mãos se
tornam mãos do Ressuscitado’. Alimentados pelo Corpo e Sangue do Senhor, somos
enviados a ser testemunhas da sua presença, da sua misericórdia e da sua paz.”
(7)
Oremos:
“Senhor Jesus Cristo, neste admirável
sacramento, nos deixastes o memorial da vossa Paixão. Dai-nos venerar com tão
grande amor o mistério do vosso corpo e do vosso sangue, que possamos colher
continuamente os frutos da vossa redenção. Vós, que sois Deus com o Pai, na
unidade do Espírito Santo. Amém.” (8)
(1) Comentário sobre a passagem da Carta
de Paulo aos Coríntios (1 Cor 11,17-26.33) - Lecionário Comentado –
Editora Paulus – 2011 – p. 353
(2) Catecismo
da Igreja Católica – parágrafo n.1324
(3) Catecismo da Igreja Católica - n.1336
(4) Catecismo da Igreja Católica –
parágrafo 1436
(5) Ecclesia de Eucharistia –
2003 e Mane Nobiscum Domine – 2004):
(6) Carta Encíclica “Deus Caritas est”
(7)Palavras do Papa Leão IV durante sua
reflexão antes da oração do Regina Caeli no domingo, 12/04/2026.
(8) Oração da Coleta – Missa da Solenidade de Corpus
Christi – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo







