quarta-feira, 6 de maio de 2026

Nada nos separará da Verdadeira Videira

                                                     


Nada nos separará da Verdadeira Videira

“Quem nos separará do amor de Cristo”

Sejamos enriquecidos pelo Comentário do Bispo São Cirilo de Alexandria (séc. V) sobre a passagem do Evangelho de João, em que Jesus Se apresenta como a Videira e nós os ramos (cf. Jo 15).

“Querendo mostrar a necessidade de estarmos unidos a Ele pelo amor, e a grande vantagem que nos vem desta união, o Senhor afirma que é a Videira. Os ramos são os que, já se tornaram participantes da Sua natureza pela comunicação do Espírito Santo. De fato, é o Espírito de Cristo que nos une a Ele.

A adesão a esta Videira nasce da boa vontade; a união da Videira conosco procede do Seu afeto e natureza. Foi, de fato, pela boa vontade que nos aproximamos de Cristo, mediante a fé; mas participamos da Sua natureza por termos recebido d’Ele a dignidade da adoção filial. Pois, segundo São Paulo, quem adere ao Senhor torna-se com Ele um só Espírito (1Cor 6,17).

Do mesmo modo, o autor sagrado, noutro lugar da Escritura, dá ao Senhor o nome de alicerce e fundamento. Sobre Ele somos edificados como pedras vivas e espirituais, para nos tornarmos, pelo Espírito Santo, habitação de Deus e formarmos um sacerdócio santo. Entretanto, isto só será possível se Cristo for nosso fundamento. A mesma coisa vem expressa na analogia da videira: Cristo afirma ser ele próprio a Videira e, por assim dizer, a mãe e a educadora dos ramos que dela brotam.

N’Ele e por Ele, fomos regenerados no Espírito Santo, para produzirmos frutos de vida, não da vida antiga e envelhecida, mas daquela vida nova que procede do amor para com Ele. Esta vida nova, porém, só poderemos conservá-la se nos mantivermos perfeitamente inseridos em Cristo, se aderirmos fielmente aos santos Mandamentos que nos foram dados, se guardarmos com solicitude este título de nobreza adquirida e se não permitirmos que se entristeça o Espírito que habita em nós, quer dizer, Deus que por Ele mora em nós.

O evangelista João nos ensina sabiamente de que modo estamos em Cristo e Ele em nós, quando diz: A prova de que permanecemos com Ele, e Ele conosco, é que Ele nos deu o Seu Espírito (1Jo 4,13).

Assim como a raiz faz chegar aos ramos a sua seiva natural, também o Unigênito de Deus concede aos homens, sobretudo aos que lhe estão unidos pela fé, o Seu Espírito. Ele os conduz à santidade perfeita, comunica-lhes a afinidade e parentesco com Sua natureza e a do Pai, alimenta-os na piedade e dá-lhes a sabedoria de toda virtude e bondade.” (1)

Vivendo intensamente o Tempo Pascal, renovamos a graça de pertencermos à Videira do Pai, que é Jesus Cristo, e nela somos ramos que se nutrem da “seiva natural”, que é o próprio Espírito, que nos ilumina e nos enriquece com todos os dons.

É o Espírito a linfa vital que garante a fecundidade de nossa fé, a fim de que produzamos saborosos frutos Pascais na família, na comunidade e em todos os lugares.

É o Espírito que o Senhor prometeu e nos envia sempre, para que renovemos a alegria e o ardor na missão a nós confiada, sem desânimo, apesar das inúmeras dificuldades que possamos enfrentar.

Fiquemos para sempre unidos à Videira, como sagrados ramos do Pai e com a Seiva do Espírito, tenhamos coragem de suportar as podas necessárias, que são a expressão dos despojamentos e enriquecimentos, quedas e erguimentos, próprios da condição humana.

Absolutamente nada nos separará desta Videira, como tão bem expressou o Apóstolo (Rm 8,31-39).


(1) Liturgia das Horas - Volume Quaresma/Páscoa - p. 750-751

Iluminados pelos Prefácios da Páscoa

                                                       



                               Iluminados pelos Prefácios da Páscoa

O Prefácio da Páscoa I: “O Mistério Pascal”:

“...Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação proclamar vossa  glória, ó Pai, em todo tempo, mas com maior júbilo, louvar-Vos nesta noite (neste dia ou neste tempo) em que Cristo, porque Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.

É ele o verdadeiro Cordeiro, que tirou o pecado do mundo; morrendo, destruiu a nossa morte e, ressurgindo, restaurou a vida. Por isto, transbordando de alegria pascal, exulta a criação por toda a terra; também as Virtudes celestes e as Potestades angélicas proclamam um hino à vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:...”

O Prefácio da Páscoa II“A vida nova em Cristo”:

“...Por ele os filhos da luz nascem para a vida eterna e para os vossos fiéis abrem-se as portas do reino dos céus. Nossa morte foi redimida pela sua e na sua ressurreição ressurgiu a vida para todos....”

O Prefácio da Páscoa III“O Cristo vivo, nosso intercessor”:

“... Ele continua a oferecer-se por nós, e junto de vós é nosso eterno defensor. Imolado, já não morre; e, morto, agora vive eternamente...”

O Prefácio da Páscoa IV“A restauração do Universo pelo Mistério Pascal”:

“... Pois, destruído o que era velho, toda a criação decaída é renovada e em Cristo nos foi recuperada a integridade da vida....”

O Prefácio da Páscoa V: “O Cristo, sacerdote e vítima”:

“...Pela oblação de seu corpo pregado na cruz levou à plenitude os sacrifícios antigos e, entregando-se a vós para a salvação, revelou-se, ao mesmo tempo, sacerdote, altar e cordeiro...”.

São riquíssimos os Prefácios, que muito podem enriquecer nossa espiritualidade, trilhando o itinerário Pascal. Aleluia!

Quando há amor, amante e amado não se separam!

                                                          

Quando há amor, amante e amado não se separam!

Na passagem do Evangelho de São João, há um grande convite para permanecermos com Jesus (Jo 15).

Quem ama gosta de estar com seu amado, porque no amor vivido encontra-se a verdadeira alegria. Jesus que tanto nos ama, quer estar conosco e nos convida a permanecer com Ele.

Permanecer, ficar com Ele, não ignorá-Lo, não tornar-se indiferente ao Seu Amor.

Jesus é a Verdadeira Videira na qual somos enxertados para produzir muitos frutos.

Como toda videira precisa da poda de seus ramos para produzir frutos, também nós, ramos preciosos de Deus, precisamos das podas cotidianas para que os frutos sejam abundantes.

Permanecer com Jesus nos pede podas, limpeza, purificação, conversão, renúncia, sacrifícios, abrir mão de vontades, caprichos e princípios que não condizem com Seu Evangelho.

Permanecer é estar unido ao tronco que Ele é. Somos apenas ramos, mas é nos ramos que os frutos aparecem.

Ele nos garante colheita abundante, porque garante vitalidade aos Seus ramos com a seiva fundamental e vital: a Seiva do Amor, que foi testemunhado quando por nós na Cruz foi pregado, Coração transpassado, Sangue e Água jorrados e o mundo reconciliando.

Precisamos fortalecer nossa união com Cristo, suportando todas as adversidades, inclusive as vividas dentro da comunidade, da Igreja, que para além de seus limites, apresentam ao mundo saborosos frutos de amor, verdade, solidariedade e paz.

Permanecer com Jesus não quer dizer que problemas não existirão, perseguições não nos acompanharão e que todas as lágrimas para sempre secarão! Não! Isto é como ficar entorpecido pelo ópio, alienar-se do que deve ser superado.

Permanecer com Ele quer dizer que não estamos sós, temos a Seiva de Seu Amor, na ação do Espírito Santo que o Pai sempre nos envia.

A vida consiste em atender ao convite de Jesus: permanecer com Ele. Recusar Seu convite é unir-se às árvores que produzem mortes.

Na árvore da vida, na Verdadeira Videira enxertados ou das árvores enganadoras e sedutoras embriagados, e da vida afastados.

Somente na Verdadeira Videira os bons frutos são produzidos. Longe d'Ela a vida será marcada pela insatisfação, egoísmo, frustração, auto-suficiência e morte.

Permanecer com Jesus é viver de, com e para Ele, num amor incondicional. O amor vivido evidencia a fé que temos e a fé que professamos. O amor vivido é a garantia de frutos abundantes com cestas, corações e mesas fartas!

O amor vivido torna visível a fé, porque faz da esperança não algo improvável, mas já alcançável, porque quem em Deus confia jamais se decepciona.

O amor torna-se, enfim, condição indispensável para conhecermos a Deus e permanecermos com Seu Filho. Assim podemos invocar o Espírito e Ele nos assistirá!

A alegria acompanha o coração daquele que crê, porque por Ele apaixonado, enamorado, sabe que mãos vazias não terá, coração ressequido não conhecerá; mãos e pés enfraquecidos jamais vacilarão e tropeçarão.

Ao convite amoroso de Jesus:
 “Permaneçam comigo!”, só há uma resposta:

“Queremos permanecer Contigo, Senhor, porque somente
Tu tens Palavras de Vida Eterna!”. Aleluia!

Nutramo-nos da Seiva do Amor!

                                                    

Nutramo-nos da Seiva do Amor!

Há sempre um forte convite de Jesus para todos nós:  na videira, que é Ele próprio, Cristo Jesus (Jo 15) e, d’Ele, sermos os ramos, para que frutos abundantes, eternos e celestiais possamos produzir; nutrindo-nos do essencial de Deus: sua seiva de amor que emana abundantemente da Divina Fonte de Misericórdia, o Sagrado Coração de Jesus.

Como a videira não pode dar frutos se seus ramos não forem podados, vivamos com mais ardor nossa vocação, predispondo-nos às podas necessárias da conversão, com renúncias, sacrifícios e maior empenho e dedicação de todos nas mais diversas atividades cotidianas e pastorais e, assim, melhor correspondermos ao amor de Deus por nós.

Quando na videira permanecemos, fortalecemos nossa comunhão com a Igreja e nos abrimos a novas perspectivas, buscando respostas aos novos desafios, sejam quais forem.

Quando nos nutrimos da Seiva do Amor que emana abundantemente da Videira que é Cristo Jesus, temos a plena convicção de que algo fizemos, mas sempre o ainda nunca bastante.

Que a lição do Divino Multiplicador, Jesus, nos inspire a crer que cinco pães e dois peixes acompanhados de amor é perfeição, possibilidade de divinas realizações.

O Esplendor da Verdade

                                                               

O Esplendor da Verdade

“Fazei brilhar sobre nós, Senhor,
a luz da vossa face” (Sl 4,7).

Reflitamos sobre uma temática de extrema atualidade: a questão ética; em que ela consiste e quais são os caminhos éticos que devemos trilhar para que construamos uma sociedade justa, fraterna e solidária.

Dentre as possíveis luzes que o Magistério da Igreja nos oferece, destaco a Encíclica “Veritatis Splendor” do Papa São João Paulo II (1993): “O Esplendor da Verdade brilha em todas as obras do Criador, particularmente no homem criado à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,26): a verdade ilumina a inteligência e modela a liberdade do homem, que, deste modo, é levado a conhecer e amar o Senhor. Por isso, reza o salmista: ‘Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz da vossa face’” (Sl 4,7).

O Papa nos questiona sobre a impossibilidade da indiferença diante de questões fundamentais como: “Que devo fazer? Como discernir o bem do mal?”, e acentua que a resposta somente é possível graças ao esplendor da verdade, que brilha no íntimo do espírito humano.

Urge pautar a questão da questão ética em todos os âmbitos de nossa existência: na política, na realidade da juventude, na dramática situação da saúde pública, e, sobretudo nos espaços na Igreja, pois, como discípulos missionários do Senhor, a ética deve nortear o nosso agir, de modo que o serviço realizado seja a mais cândida expressão do amor que nos move, e isto já nos alegra e nos basta.

Sempre com o desejo de ver brilhar sobre nós a luz da face do Senhor, é importante conhecer e dizer não aos sete pecados capitais (soberba, avareza, luxúria, ira, inveja, gula, preguiça), e abertura aos sete dons do Espírito Santo (sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, temor e piedade)para que a luz do Senhor, verdadeiramente, brilhe em nossa face.

Olhando para o horizonte da evangelização na cidade, sejamos sempre conduzidos pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil recentemente aprovada na Assembleia dos Bipos, e brevemente em nossas mãos (2026-2032).

Sendo evangelizar a essência da missão da Igreja, cumprindo o mandato do Senhor, e a partir dele, iluminados pela Palavra Divina, não podemos ficar indiferentes ao que acontece dentro e fora da Igreja, mas como uma Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, unidos com todas as pessoas de boa vontade, reencontrar os princípios éticos que assegurem uma vida mais digna e plena, a caminho do Reino definitivo.

Evidentemente, a ética cristã que norteia nossa vida e ação, é o Mandamento do amor a Deus e ao próximo como a si mesmo, Mandamentos inseparáveis, como assim afirmou o Senhor: “O primeiro Mandamento é este: ‘Ouça ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Ame o Senhor teu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua mente, com toda a sua força’. O segundo é: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Não existe outro mandamento maior do que estes.’” (Mc 12,28-31).

Por uma autêntica Identidade Cristã!

                                                   

Por uma autêntica Identidade Cristã!

Sejamos enriquecidos pela Carta escrita a “Diogneto” (século II):

“Os cristãos não se diferenciam dos outros homens nem pela pátria nem pela língua nem por um gênero de vida especial.

De fato, não moram em cidades próprias, nem usam linguagem peculiar, e a sua vida nada tem de extraordinário.

A sua doutrina não procede da imaginação fantasista de espíritos exaltados, nem se apoia em qualquer teoria simplesmente humana, como tantas outras.

Moram em cidades gregas ou bárbaras, conforme as circunstâncias de cada um; seguem os costumes da terra, quer no modo de vestir, quer nos alimentos que tomam, quer em outros usos; mas o seu modo de viver é admirável e passa aos olhos de todos por um prodígio.

Habitam em suas pátrias, mas como de passagem; têm tudo em comum como os outros cidadãos, mas tudo suportam como se não tivessem pátria.

Todo país estrangeiro é sua pátria e toda pátria é para eles terra estrangeira.
Casam-se como toda gente e criam seus filhos, mas não rejeitam os recém-nascidos. Têm em comum a mesa, não o leito. São de carne, porém, não vivem segundo a carne.

Moram na terra, mas sua cidade é no céu. Obedecem às leis estabelecidas, mas com seu gênero de vida superam as leis. Amam a todos e por todos são perseguidos.

Condenam-nos sem os conhecerem; entregues à morte, dão a vida.
São pobres, mas enriquecem a muitos; tudo lhes falta e vivem na abundância.

São desprezados, mas no meio dos opróbrios enchem-se de glória; são caluniados, mas transparece o testemunho de sua justiça. Amaldiçoam-nos e eles abençoam. Sofrem afrontas e pagam com honras.

Praticam o bem e são castigados como malfeitores; ao serem punidos, alegram-se como se lhes dessem a vida.

Os judeus fazem-lhes guerra como a estrangeiros e os pagãos os perseguem; mas nenhum daqueles que os odeiam sabe dizer a causa do seu ódio.

Numa palavra: os cristãos são no mundo o que a alma é no corpo.
A alma está em todos os membros do corpo; e os cristãos em todas as cidades do mundo.

A alma habita no corpo, mas não provém do corpo; os cristãos estão no mundo, mas não são do mundo.

A alma invisível é guardada num corpo visível; todos veem os cristãos, pois habitam no mundo, contudo, sua piedade é invisível. A carne, sem ser provocada, odeia e combate a alma, só porque lhe impede o gozo dos prazeres; o mundo, sem ter razão para isso, odeia os cristãos precisamente porque se opõem a seus prazeres.

A alma ama o corpo e seus membros, mas o corpo odeia a alma; também os cristãos amam os que os odeiam.

Na verdade, a alma está encerrada no corpo, mas é ela que contém o corpo; os cristãos encontram-se detidos no mundo como numa prisão, mas são eles que abraçam o mundo.

A alma imortal habita numa tenda mortal; os cristãos vivem como peregrinos em moradas corruptíveis, esperando a incorruptibilidade dos céus.

A alma aperfeiçoa-se com a mortificação na comida e na bebida; os cristãos, constantemente mortificados, veem seu número crescer dia a dia.

Deus os colocou em posição tão elevada que lhes é impossível desertar.”

A reflexão desta Carta nos recorda qual é a nossa missão e identidade; bem como a razão de nosso ser, para que vivamos melhor nosso Batismo, a fim de que ndo mundo, a luz sejamos, da terra o sal, da massa o fermento: “Os cristãos são no mundo o que a alma é no corpo.” 

Deste modo, a melhor resposta a esta Carta, que também a nós dirigida é:

- A revisão de nossa conduta, atitudes, comportamentos;
- Fidelidade a princípios na coerência entre a fé e a vida;

- Fazer das virtudes divina (fé, esperança e amor) fundamentos de nossa vida;
- Viver o caminho de santidade;

- Compromoter-se com a causa do Reino, valor absoluto! 
- Criar, na misericórdia, laços de sadia fraternidade;

- Lutar, para que não haja mais dor, lamento, morte e luto;
- Refletir e avaliar nossa Identidade, para que sejamos, de fato, luz do mundo, lançando raios de ternura, e também, sal da terra, sal, que dá gosto de eternidade;

- Ser, mais que de fato, fermento da Verdade mais pura: Jesus Cristo! Amém, Aleluia!

PS: Liturgia das Horas Vol. II - p. 757 e 758.

Nada podemos sem Jesus

                                                     

Nada podemos sem Jesus

Acolhamos o comentário de Santo Agostinho, referente ao Evangelho de João (Jo 15), no qual Jesus Se apresenta como a Videira e, dela, somos os ramos.

“Portanto, todos nós, unidos a Cristo, nossa Cabeça, somos fortes, mas, separados da nossa Cabeça, não valemos nada [...]. Porque, unidos à nossa Cabeça, somos Videira; sem a nossa Cabeça [...], somos ramos cortados, destinados não ao uso dos agricultores, mas ao fogo. Por isso Cristo diz no Evangelho: Sem mim não podeis fazer nada. Ó Senhor! Sem ti, nada; contigo, tudo [...]. Sem nós, Ele pode muito ou, melhor, tudo; nós sem Ele, nada”.

Todos temos projetos, sonhos, metas a serem alcançadas. A Igreja tem seus Planos Pastorais, desafios que clamam por respostas: profecia a ser revigorada; missão a ser renovada em ardor indispensável; evangelização que não se acomode aos velhos métodos, mas incansável em buscar novos métodos, expressões, meios para que a Boa Nova do Evangelho chegue a tantos que ainda não conhecem Jesus.

Reflitamos:

- Como comunicar o Evangelho, como Boa Nova que transforma e compromete com um Mundo Novo, sinalizando a alegria da presença do Reino de Deus em nosso meio?

- Como se colocar frente ao indiferentismo religioso e ao número dos que se declaram sem religião que cresce e nos preocupa?

- Como, diante de uma mentalidade secular, manter a fidelidade ao Evangelho nas pequenas e grandes, antigas e novas questões que vão surgindo?

- Como ser Boa Nova para o mundo sem trair o Evangelho?

Mais do que nunca a Igreja, Mãe e Mestra, perita em humanidade, como aprendemos, deve permanecer fiel Àquele que a edificou sobre a fé de Pedro (Mt 16,18), não se conformando a este mundo (Rm 12,2), e sem jamais se envergonhar do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, como bem falou o Apóstolo aos Romanos (Rm 1).

Jamais trair o Evangelho para se acomodar aos tempos. Jamais perder a graça de ser sal, fermento e luz, ainda que incompreensões, perseguições tenha que enfrentar. Assim foi, assim o será, já nos disse o Senhor quando do Sermão da Montanha (Mt 5,1-12).

Bem disse Santo Agostinho e nós cremos e rezamos:

Ó Senhor! Sem ti, nada; contigo, tudo [...].
Sem nós, Ele pode muito ou, melhor, tudo;
nós sem Ele, nada”.

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