quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Temos fome da Palavra de Deus

                                                           

Temos fome da Palavra de Deus

Iniciaremos amanhã o mês de outubro, dedicado de modo especial sobre o tema das Missões, renovemos a alegria de sermos discípulos missionários do Senhor.
 
Tenhamos sempre a Sagrada Escritura nas mãos e no coração, para que a Palavra ilumine e conduza a nossa vida, e dela não apenas ouvintes sejamos, mas praticantes, como nos exortou o Apóstolo Tiago (Tg 1,22-25).

Temos fome da Palavra de Deus
 
No dia 30 de setembro, celebramos a memória de São Jerônimo, presbítero e doutor, e a Igreja, nas Laudes e Vésperas, nos oferece este hino:
 
“Tradutor e exegeta da Bíblia,
foste um sol que a Escritura ilumina;
nossas vozes, Jerônimo, escuta:
nós louvamos-te a vida e a doutrina.
 
Relegando os autores profanos,
o mistério divino abraçaste,
qual leão, derrubando os hereges,
as mensagens da fé preservaste.
 
Estudaste a palavra divina
nos lugares da própria Escritura,
e, bebendo nas fontes o Cristo,
deste a todos do mel a doçura.
 
Aspirando ao silêncio e à pobreza,
no presépio encontraste um abrigo;
deste o véu a viúvas e virgens,
Paula e Eustáquia levaste contigo.
 
Pelo grande doutor instruídos,
proclamamos, fiéis, o Deus trino;
e ressoem por todos os tempos
as mensagens do livro divino”.
 
A São Jerônimo, somos devedores pela tradução da Bíblia para o Latim, que até então era em hebraico e grego, por longos 35 anos.
 
Uma de suas memoráveis afirmações:
 
 “Se conforme o Apóstolo Paulo, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder de Deus e Sua Sabedoria, ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”.  

Concluo com uma das estrofes do hino, a fim de renovar em nós o desejo e compromisso do estudo, aprofundamento da Palavra Divina, na prática da Leitura Orante e sobretudo a Palavra proclamada nas Missas e Celebrações:
 
“Estudaste a palavra divina
nos lugares da própria Escritura,
e, bebendo nas fontes o Cristo,
deste a todos do mel a doçura”.

Em poucas palavras... (Sete dons do Espírito Santo)

                                           


Os sete dons do Espírito Santo

“Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. 

Pertencem em plenitude a Cristo, filho de David (Is 11,1-2). 

Completam e levam à perfeição as virtudes de quem os recebe. 

Tornam os fiéis dóceis, na obediência pronta, às inspirações divinas.

«Que o vosso espírito de bondade me conduza pelo caminho reto» (Sl 143, 10). «Todos aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus […]; se somos filhos, também somos herdeiros: herdeiros de Deus, coerdeiros de Cristo» (Rm 8, 14.17).” (1)


 

(1)              Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1831

Em poucas palavras... (A cruz)

                                                              


“A cruz é o único sacrifício de Cristo...”

“A cruz é o único sacrifício de Cristo, mediador único entre Deus e os homens (1 Tm 2,5). Mas porque, na sua pessoa divina encarnada. 

«Ele Se uniu, de certo modo, a cada homem» (Gaudium et spes – GS n.22), «a todos dá a possibilidade de se associarem a este mistério pascal, por um modo só de Deus conhe­cido» (GS n.22).

Convida os discípulos a tomarem a sua cruz e a segui-Lo(Mt 16,24) porque sofreu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos (1 Pd 2,21).

De fato, quer associar ao seu sacrifício redentor aqueles mesmos que são os primeiros beneficiários (Mc 10,39; Jo, 21-18-19; Cl 1,24). Isto realiza-se, em sumo grau, em sua Mãe, associada, mais intimamente do que ninguém, ao mistério do seu sofrimento redentor (Lc 2,35):

«Há uma só escada verdadeira fora do paraíso; fora da cruz, não há outra escada por onde se suba ao céu» (Santa Rosa de Lima).” (1)

 (1)               Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 618

Se te sentires enfraquecido...

                                                         

Se te sentires enfraquecido...

Sejamos enriquecidos pela reflexão escrita pela Bispo e Mártir Santo Inácio de Antioquia a Policarpo, muito oportuna, sobretudo quando nos sentirmos debilitados, enfraquecidos; quando algum problema se nos apresentar querendo a paz nos roubar.

“Escutai o Bispo para que Deus vos escute. Estou pronto a dar minha vida por aqueles que são submissos ao Bispo, aos Presbíteros, aos Diáconos.

Oxalá tenha eu parte com eles em Deus. Colaborai uns com os outros... Juntos lutai, juntos correi. Padecei juntos. Adormecei em união, em união levantai-vos, como administradores, familiares e servos de Deus que sois... Nenhum seja desertor.

Vosso batismo seja a vossa arma; a fé o vosso capacete; a caridade, a vossa lança; a paciência, a vossa armadura completa. As vossas obras sejam vosso depósito para receberdes em justiça o que vos é devido.

Sede generosos e longânimes uns com os outros, com mansidão, assim como Deus em relação a vós. Quem me dera gozar para sempre de vosso convívio!...

O cristão não tem poder sobre si: é todo de Deus. Esta é obra de Deus e vossa, quando a tiveres realizado...”.

Uma carta memorável escrita no primeiro século da Era Cristã, tempo de perseguições e martírios; tempo de sangue derramado que gerou e fecundou a Igreja, suscitando novos cristãos.

A meditação nos faz mais corajosos, valentes, pacientes e configurados à vontade divina, que não nos imobiliza.

Deus não se relaciona conosco condenando-nos ao infantilismo espiritual, e assim o O Bispo compara a vida cristã à vida de um soldado.

Reflitamos:

- Vivemos o batismo com alma, com entusiasmo e coragem?
- A fé é o capacete que nos protege no bom combate da nossa vida?

- Amor que tudo transforma e tudo supera! Será a caridade a nossa verdadeira lança, para atingirmos amigos e inimigos?
- Do que nos revestimos para o êxito na missão por Deus confiada?

- Quais são as outras armaduras das quais devemos nos revestir para o bom combate da fé?

- Quais são as obras de misericórdia que temos a apresentar diante do Senhor, quando a Ele tivermos que nos submeter ao julgamento final?

Supliquemos a Deus a graça de bem viver o Batismo, que um dia recebemos como dom, para que Dele sejamos sal e luz. Vivendo a graça batismal sejamos:
                    
- Iluminados para Sua Luz irradiar;
- Amados para Seu infinito e imensurável amor comunicar;
- Agraciados para graças transbordar;
- Protegidos para a verdadeira proteção testemunhar;
- Fortalecidos para a verdadeira fonte de toda força anunciar;
- Alimentados pelo Pão da Palavra para a fome do mundo saciar;
- Inebriados pelo Vinho da Salvação, para que na redenção do mundo possamos participar! 

Deus é, enfim a saciedade plena de tudo quanto possamos desejar, e quem d’Ele se alimenta nem fome, nem sede jamais terá: a não ser a sede d’Ele mesmo, porque somos incapazes de esgotar as maravilhas que Ele pode nos conceder.

Com o Salmista digamos: “A minha alma tem sede de Deus...” (Sl 41, 1-12). 

O Amor de Deus experimentado, jamais será renegado, tão pouco exaurido, de modo que tudo o que temos e somos, de Deus procede. 

Quando partilhados, não nos diminui em nada, absolutamente nada, ao contrário, multiplica-se.

Com Deus quando o que de bom partilhado, aparentemente, subtraído:
 Multiplica-se, aumenta, transborda. Mais uma vez, de fato, a matemática de Deus nos surpreende!

Com a proteção de Maria e do Santo Anjo do Senhor

 


Com a proteção de Maria e do Santo Anjo do Senhor


“À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus;

não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,

mas livrai-nos sempre de todos os perigos,

ó Virgem gloriosa e bendita”.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,

bendita sois vós entre as mulheres

e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus,

rogai por nós pecadores,

agora e na hora da nossa morte.

Amém” (1)


A proteção do Santo Anjo do Senhor, peçamos:

 

“Santo Anjo do Senhor,

meu zeloso guardador,
se a ti me confiou
a piedade divina,
sempre me rege, me guarda,
me governa e me ilumina.
Amém."

 


(1)  A mais antiga Oração à Nossa Senhora: 
https://www.vaticannews.va/pt/oracoes/a-vossa-protecao.html 

 

Perdão sem limites: expressão de misericórdia

 


Perdão sem limites: expressão de misericórdia
 
Coração e alma escurecidos pela ausência do perdão,
Como prolongada noite sem perspectiva de luz no horizonte.
Impotente é a claridade da luz e das estrelas,
Enquanto não se toma consciência da fragilidade humana.
 
Pecadores todos somos, e pedido de perdão necessário,
Mas também o perdão conceder, se preciso em árduo itinerário.
Próprio para quem na humildade e grandeza de alma.
Perdão dado e recebido, brisa que envolve e acalma.
 
Jamais desesperar da necessária reconciliação
Tampouco como sinônimo de pôr no rol do esquecimento.
Na entrega e recolhimento ao imprescindível silêncio,
Romper correntes e amarras de todo ressentimento.
 
Aplacar e vencer expressões de rancor e ódio,
Aprender com águas passadas que não movem moinhos.
Admitir com humildade que errar é humano,
Mas o perdão dado e recebido são fagulhas do amor divino.
 
Aprendizes eternos do perdão na Escola da Misericórdia somos.
Perdão sem limites, o Divino Misericordiosíssimo nos ensinou,
Não com palavras e discursos que se perdem ao sabor do vento,
Mas na cruz, em Mistério de Amor, Sacrifício Redentor tão cruento. Amém.
 
Fontes: Mt 18,21-22
Jo 18,1-19,42

Dai-nos, ó Deus, Sabedoria e Inteligência

                                      


Dai-nos, ó Deus, Sabedoria e Inteligência 

No capítulo 28 do Livro de Jó, encontramos uma meditação sobre a Sabedoria:

“E Deus disse à humanidade: ‘No temor do Senhor está a Sabedoria; no apartar-se do mal, a Inteligência’” (Jó 28,28)

Oremos:

Senhor Deus, ajudai-nos a perceber, a cada momento de nossas vidas, que a sabedoria, de fato, só tem sentido quando no temor do Senhor.

Que nos abramos à Vossa Sabedoria para nos conduzir e orientar nossas decisões, firmando nossos passos no Caminho, que é o próprio Jesus Cristo, e assim, a Verdade resplandecerá em todo o nosso viver, e teremos a Vida plena, que é Ele mesmo (cf. Jo 14,6).

Senhor Deus, concedei-nos a inteligência, para que saibamos distinguir o bem do mal, e não apenas distinguir, mas não realizá-lo.

Que tenhamos força para do mal nos afastarmos, como Vosso Filho nos ensinou a rezar: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. Amém.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG