quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Jó: modelo de confiança e serenidade
A humildade: mãe e mestra de todas as virtudes
A humildade: mãe e mestra de todas as virtudes
Reflexão à luz dos Livros "Moralia" sobre Jó, escrito pelo Papa São Gregório Magno (Séc. VI)
“Ouve, Jó, minhas palavras e escuta tudo o que digo. A ciência dos arrogantes tem isto de próprio, que eles não sabem comunicar com humildade o que ensinam e não conseguem apresentar com simplicidade as coisas boas que sabem.
Vê-se bem, pelo modo como ensinam, que se colocam, por assim dizer, em lugar muito elevado e olham de cima para os discípulos, postos embaixo, à distância, e não se dignam examinar juntos a questão mas apenas se impor.
Com razão disse deles o Senhor pelo Profeta: Vós os governáveis com severidade e tirania. Governam, na verdade, com severidade e tirania os que não se apressam em corrigir seus súditos, expondo-lhes serenamente as razões, mas em dobrá-los com aspereza e predomínio.
Bem ao contrário, a verdadeira ciência foge pelo pensamento, com tanto maior ímpeto desse vício da soberba, quanto com maior ardor persegue com as setas de suas palavras o próprio mestre da soberba.
Cuida de não apregoar por suas atitudes o vício que procura extirpar do coração dos ouvintes, mediante as palavras sagradas. Esforça-se por mostrar a humildade, que é a mestra e a mãe de todas as virtudes, tanto com as palavras quanto com a vida. Deste modo procura transmiti-la aos discípulos da verdade, mais por seu modo de ser do que pelas palavras.
Por isso, Paulo, falando aos tessalonicenses, como que esquecido das alturas de seu apostolado, disse: Fizemo-nos pequenos no meio de vós. Também o apóstolo Pedro ao dizer: Preparados sempre a dar satisfação a quem vos pede explicações sobre a esperança que tendes, afirma o dever de, na própria ciência da doutrina, manter a virtude do que ensina, acrescentando: Mas com modéstia e temor, em boa consciência.
Quando Paulo diz ao discípulo: Ordena e ensina com toda a autoridade, não fala de um domínio, mas se refere ao dever de persuadir pela autoridade da vida. Com autoridade se ensina aquilo que se vive antes de dizê-lo, pois não se tem confiança na doutrina quando a consciência impede a fala. Por conseguinte, Paulo não lhe sugeriu a força de palavras soberbas, mas a confiança da vida reta.
Sobre o Senhor está escrito: Ensinava como quem tinha poder, não como os escribas e fariseus. De modo singular e essencial foi ele o único a pregar o bem com autoridade, porque nunca cometeu mal algum por fraqueza. Com efeito, pelo poder da divindade, possuía o que nos ministrou pela inteireza de sua humanidade.” (1)
Peçamos a Deus o dom da ciência e jamais sejamos soberbos ou nos falte a necessária humildade que é mãe de todas as virtudes como afirmou o Papa:
“Esforça-se por mostrar a humildade, que é a mestra e a mãe de todas as virtudes, tanto com as palavras quanto com a vida. Deste modo procura transmiti-la aos discípulos da verdade, mais por seu modo de ser do que pelas palavras.”
(1) Liturgia das Horas – Volume III Tempo Comum – Editora Paulus - p.270-271
“O eloquente Sangue de Cristo”
Simplicidade, retidão e temor a Deus
Precisamos de companheiros de viagem nas tribulações
Precisamos de companheiros de viagem nas tribulações
“Frequentemente, um fato humano difícil como o de Jó é a ocasião para alguém enveredar pelo caminho nada fácil do sentido real das coisas, de um significado que possa realmente dar valor à luta quotidiana pela vida.
Nesta caminhada, tão profundamente humana, todos podemos descobrir-nos irmãos, companheiros de viagem e iluminar-nos reciprocamente com os dons que Deus concede a cada um.” (1)
(1) Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume II – Editora Paulus – Lisboa – p. 474 - passagem do Livro de Jó (Jó 38,1.12-21;40,3-5)
Evangelizar é missão de todos nós
Em poucas palavras...
“Não és acaso um ladrão ...”
“Não és acaso um ladrão, tu que te apossas das riquezas cuja gestão recebeste? ... Ao faminto pertence o pão que conservas; ao homem nu o manto que manténs guardado; ao descalço, os sapatos que estão estragando em tua casa; ao necessitado, o dinheiro que escondeste. Cometes assim tantas injustiças quantos são aqueles a quem poderias dar.” (1)
(1)São Basílio Magno (séc. IV)

.jpg)





