terça-feira, 8 de setembro de 2026

Maria nos ensina a comunicar a Boa Nova do Reino

                                              

 

Maria nos ensina a comunicar a Boa Nova do Reino
 
Contigo, Ó Amantíssima Maria,  contamos, pois não houve na história, ninguém melhor do que tu, que tenha dialogado com Deus, aberta à voz do Espírito, para acolher no ventre a Palavra, Jesus Cristo, o Verbo que Se fez Carne e habitou entre nós (Jo 1,14).
 
Contigo, queremos ser féis à missão da Igreja, confiada pelo Teu Amado Filho: anunciar a Boa Notícia do Reino até o fim do mundo, até o fim dos tempos, como Ele nos disse – “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura” (cf. Mc 16, 15).
 
Contigo, que tiveste a mente e o coração abertos à ação do Espírito e te tornaste a perfeita comunicadora do Pai, pedimos que nos ajude neste desafio de sermos instrumentos para resplandecer a luminosidade da Palavra de Jesus, assim como fizeste incansavelmente, sobretudo na inesquecível visita à sua prima Isabel.
 
Contigo, haveremos de aprender a usar todos os meios de comunicação social para informar, favorecer o desenvolvimento dos povos, superar os distanciamentos sociais, promover o bem comum, fundados nos valores da verdade, liberdade, justiça e solidariedade, respeito e caridade.
 
Contigo, enfim, aprendamos que a comunicação verdadeira somente se alcança quando se promove o bem comum e se fortalece os vínculos da paz, e o diálogo com Aquele que é a Fonte de nossa vida, introduzindo-nos na mais perfeita comunhão de amor, a comunhão da Santíssima Trindade. Amém.

Em poucas palavras...

                                     


Maria, a mais perfeita realização da Igreja

“Maria é, ao mesmo tempo, virgem e mãe, porque é a figura e a mais perfeita realização da Igreja (Lumen Gentium 63): «Por sua vez, a Igreja, que contempla a sua santidade misteriosa e imita a sua caridade, cumprindo fielmente a vontade do Pai, torna-se também, ela própria, mãe, pela fiel recepção da Palavra de Deus: efetivamente, pela pregação e pelo Batismo, gera, para uma vida nova e imortal, os filhos concebidos por ação do Espírito Santo e nascidos de Deus. E também ela é virgem, pois guarda fidelidade total e pura ao seu esposo» (Lumen Gentium 64).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 507



PS: Apropriado para a Festa da Natividade de Nossa Senhora, quando se proclama a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 1,1-16.18-23)


Em poucas palavras...

                                                 


O Mistério da Encarnação

No texto evangélico de hoje (Mt 1,18-24), são apresentados os três personagens que encabeçam o início dos acontecimentos definitivos:

- o Filho de Deus, tornado homem, Jesus e o Emanuel (vv. 21-23): Maria de Nazaré, esposa de José, tornada mãe de Jesus por obra do Espírito Santo (vv.18-20); José, da casa de David, chamado a fazer de pai do Filho de Deus e de Maria, ao impor-Lhe o nome de Jesus (vv. 1-9-20.24).” (1)

 

 

(1) Lecionário Comentado – Volume Advento/Natal – Editora Paulus – Lisboa – 2011 – pág. 168-169

4º Domingo do Advento - Ano A



PS: Apropriado para a Festa da Natividade de Nossa Senhora, quando se proclama a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 1,1-16.18-23)



Cremos na concepção virginal de Maria (IVDTAA)

                                                              


Cremos na concepção virginal de Maria

Na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 1,18-24), que nos apresenta a origem de Jesus Cristo.

A título de aprofundamento, retomemos um parágrafo do Catecismo da Igreja Católica:

“Tem, por vezes, causado impressão o silêncio do Evangelho de São Marcos e das epístolas do Novo Testamento sobre a conceição virginal de Maria. Também foi questionado, se não se trataria aqui de lendas ou construções teológicas fora do âmbito da historicidade.

A isto há que responder: a fé na conceição virginal de Jesus encontrou viva oposição, troça ou incompreensão por parte dos não-crentes, judeus e pagãos (São Justino, Orígenes, Sacrosanctum Concilium n. 132, 270); mas não tinha origem na mitologia pagã, nem era motivada por qualquer adaptação às ideias do tempo.

O sentido deste acontecimento só é acessível à fé. que o vê no «nexo que liga os mistérios entre si» (Vaticano I), no conjunto dos mistérios de Cristo, da Encarnação até à Páscoa.

Já Santo Inácio de Antioquia fala deste nexo: «O príncipe deste mundo não teve conhecimento da virgindade de Maria e do seu parto, tal como da morte do Senhor: três mistérios extraordinários, que se efetuaram no silêncio de Deus».”  (1)

Concluamos professando nossa fé com o Credo Niceno constantinopolitano:

Creio em um só Deus,

Pai todo-poderoso,

Criador do céu e da terra,

de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,

Filho Unigênito de Deus,

nascido do Pai

antes de todos os séculos:

Deus de Deus,

Luz da luz,

Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,

gerado, não criado,

consubstancial Pai.

Por Ele todas as coisas foram feitas.

E, por nós, homens,

e para a nossa salvação,

desceu dos Céus.

E encarnou pelo Espírito Santo,

no seio da Virgem Maria,

e se fez homem.

Também por nós foi crucificado

sob Pôncio Pilatos;

padeceu e foi sepultado.

Ressuscitou ao terceiro dia,

conforme as Escrituras;

E subiu aos Céus,

onde está sentado à direita de Deus Pai.

De novo há de vir, em sua glória,

para julgar os vivos e os mortos;

e o Seu reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo,

Senhor que dá a vida,

procede do Pai e do Filho;

e com o Pai e o Filho

é adorado e glorificado:

Ele que falou pelos profetas.

Creio na Igreja

Una, Santa, Católica e Apostólica.

Professo um só batismo

para remissão dos pecados.

Espero a ressurreição dos mortos;

E a vida do mundo que há de vir.

Amém.


(1)         Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 498


PS: Apropriado para a Festa da Natividade de Nossa Senhora, quando se proclama a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 1,1-16.18-23)

Ah, se mais tempo eu tivesse...

                                                       

Ah, se mais tempo eu tivesse... 

Escrever é entrar na alma do outro, e não se pode fazê-lo sem responsabilidade. Entrar na alma, na mente e no coração do outro... Ainda que muito forte, que seja assim.

Sei que para escrever é preciso ler, e com o tempo fui aprendendo que é preciso também dialogar, e o mais difícil, escutar, e mais difícil ainda, a autocrítica, o aperfeiçoamento, a intuição, a captação dos sinais ao nosso redor, esforço e, sobretudo, a abertura à Inspiração Divina. Sem ela...

Escrever é dar ao outro o melhor que possuímos, acolhendo o que ele tem a dizer, criando relações de reciprocidade, vínculos fraternos, numa sadia e edificante comunicação que liberta mutuamente, e em minhas limitações sempre escrevo com o viés da espiritualidade, como não poderia deixar de ser.

Ah, se mais tempo eu tivesse...
Escreveria e aprofundaria a seríssima questão do Egito e outros tantos conflitos, mas desejo que lá ou em qualquer lugar os povos aprendam a viver na concórdia, em relações fraternas e democráticas, onde nenhum governo despótico, tirânico tenha algum quê de sobrevivência, apenas remota lembrança de um passado, alegria de uma página que para sempre foi virada...

Ah, se mais tempo eu tivesse...
Falaria da criminalidade nos morros, das drogas, do tráfico... Expressaria meu desejo e sonho (que ao de muitos se somam) de que um dia, em paz, haveremos de viver, e a vida não mais ameaçada, banalizada, destruída o será.

Ah, se mais tempo eu tivesse...
Escreveria sobre amigos virtuais, aqueles a quem não esqueço jamais, dos amigos espirituais, amigos para sempre, amigos geniais, aqueles sempre presentes, ainda que não correspondamos à altura.

Escreveria sobre a amizade que estabeleço com amigos leitores e leitores amigos (qual a diferença?) enriquecendo-me com seus retornos, desde que se abra a possibilidade para tal.

Vida corrida, tempo limitado, amizades que se eternizam vivendo da memória do belo construído um dia no passado, que para sempre no coração ficarão eternizadas.

Ah, se mais tempo eu tivesse...
Escreveria e partilharia reflexões que fiz sobre os escritos de São João da Cruz, diga-se, textos excepcionais, de riquezas profundas, que tocam o fundo da alma, porque tão belos e espirituais (Subida do Monte Carmelo, Noite Escura, Cântico Espiritual, Chama Viva de Amor etc.)

Ah, se mais tempo eu tivesse...
Escreveria sobre Edgar Morin e sua colaboração antropológica que, superando todo “antropologismo” e “biologismo”, nos coloca em frente ao grande desafio de o homem compreender, procurando tomar consciência do fio da história (quem sabe um dia falo dele e de um livro seu, “O paradigma perdido - a natureza humana”, que leio e releio por que me ajuda a compreender um pouco mais o homem, que ele bem define como “sapiens” e “demens”).

Ah, se mais tempo eu tivesse...
Possibilitaria ao leitor entender um pouco como sobre a mente daquele que escreve... Um emaranhado de ideias, um feixe com interconexões. Além da necessidade de escrever, a necessidade de dar conteúdo e base ao que se escreve e o necessário tempo para elaborar suas ideias ou para simplesmente expressá-las.

Ah, se mais tempo eu tivesse...
Acredito que o tempo somos nós que fazemos. 
E assim, aos poucos vou pagando minhas dívidas.
Ainda há tempo, exíguo, mas há...
O leitor merece o melhor, ainda que não consiga, tento...

Ah, se mais tempo eu tivesse... 

Em poucas palavras...

                                                             


A mais perfeita das orações

“A Oração Dominical é a mais perfeita das orações... Nela, não só pedimos tudo quanto podemos desejar corretamente, mas ainda segundo a ordem em que convém desejá-lo. De modo que esta oração não só ensina a pedir, mas ordena também todos os nossos afetos”. (1)

 

(1)Santo Tomás de Aquino   - Cf. Catecismo da Igreja Católica - n. 2763

Em poucas palavras...

                                                      


A Fraternidade Humana

“A Fraternidade leva-nos a abrirmo-nos ao Pai de todos e a ver no outro um irmão, uma irmã tá bom a glicar não,,?com quem partilhar a vida ou apoiar-se mutuamente para amar, para conhecer” (1)

 

 

(1)Papa Francisco – motivação para a Celebração do 1º Dia Internacional da Fraternidade Humana – 4 de fevereiro de 2021

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