sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Ensina-me, Senhor, a perdoar! (XXIIIDTCA)

                                                 


Ensina-me, Senhor, a perdoar!

Ensina-me, Senhor, a perdoar como Vós perdoastes,
Somente assim retomo as rédeas da minha existência,
Sem ficar à deriva de sentimentos que fragilizam,
Porque corroem, destroem novos relacionamentos.

Ensina-me, Senhor, a perdoar, como Vós perdoastes,
Pois tão somente assim reencontro a saúde;
Não tão apenas do corpo, mas da alma, em paz de espírito.
Serenidade alcançada, passos firmes sem vacilar.

Ensina-me, Senhor, a perdoar, como Vós perdoastes,
Para não cultivar comportamentos negativos e impróprios,
Nem simular uma falsa paz, em que tudo parece bem,
Mas inquieto e consumido no mais profundo, tristemente.

Ensina-me, Senhor, a perdoar, como Vós perdoastes,
Compreendendo as causas profundas do coração
De quem me ofendeu: seus problemas, limitações,
E, de sua inconsequente atitude, primeiro perdedor.

Ensina-me, Senhor, a perdoar, como Vós perdoastes.
Derrama em mim as Vossas copiosas Bênçãos,
Mas antes sobre aqueles que me feriram
E, se preciso, minhas mãos a estes, para curar, estender.

Ensina-me, Senhor, a perdoar, como Vós perdoastes.
Quero tornar minhas Vossas dulcíssimas Palavras:
“Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem”.
Que, por Vós, amado e perdoados, amemos e perdoemos.
Amém!

PS: Oportuno para reflexão da passagem do Evangelho (Mt 18,15-20)

Perdão vivido, expressão de maturidade cristã (XXIIIDTCA)

                                              


Perdão vivido, expressão de maturidade cristã

Assim rezamos na Oração que o Senhor nos ensinou: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Sejamos enriquecidos pelos parágrafos 2842-2845 do Catecismo da Igreja Católica sobre esta súplica.

Este “como”, assim lemos, “não é único no ensinamento de Jesus”. Vejamos outros:

 Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48);

- “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36);

 Dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 13, 34).

Observar o mandamento do Senhor é impossível, quando se trata de imitar, do exterior, o modelo divino.

Isto somente se torna possível quando se tratar de uma participação vital, vinda “do fundo do coração”, na santidade, na misericórdia e no amor do nosso Deus.

Tendo de Jesus os mesmos sentimentos (Fl 2,1.5), podemos perdoar-nos mutuamente como Deus nos perdoou em Cristo (Ef 4, 32), pois para o Senhor, o perdão é o amor que ama até ao extremo do amor (Jo 13,1).

A parábola do servo desapiedado conclui o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial, termina com estas palavras: “Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do fundo do coração” (cf. Mt 18,23-35).

De fato, é “no fundo do coração”, que tudo se ata e desata, e deste modo, não se encontra em nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão. 

O perdão estende-se até aos inimigos (Mt 5,43-44), e quando vivido, transfigura o discípulo, configurando-o com o seu Mestre.

O perdão é o cume da oração cristã, e dom da oração só pode ser recebido num coração em sintonia com a compaixão divina.

Perdão vivido é “...testemunha também que, no nosso mundo, o amor é mais forte que o pecado. Os mártires de ontem e de hoje dão este testemunho de Jesus. O perdão é a condição fundamental da reconciliação ((2 Cor 5,18-21) dos filhos de Deus com o seu Pai e dos homens entre si”.

Quanto ao limite e medida para o perdão, não existem, pois reflete o perdão divino, que é ilimitado e imensurável; de modo que somos eternos devedores do amor de uns para com os outros, como nos falou o Apóstolo Paulo aos Romanos (Rm 13,8), e a comunhão da Santíssima Trindade é a fonte e o critério da verdade de toda a relação (1Jo 3,19-24), que por sua vez, é vivida na oração, sobretudo na Eucaristia (Mt 5,23-24).

O Catecismo conclui citando São Cipriano, bispo e mártir do séc. III:

“Deus não aceita o sacrifício do dissidente e manda-o retirar-se do altar e reconciliar-se primeiro com o irmão: só com orações pacíficas se podem fazer as pazes com Deus. O maior sacrifício para Deus é a nossa paz, a concórdia fraterna e um povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Concluindo, é sempre tempo de perdoar e ser perdoado, e tão somente, podemos perdoar o outro, porque antes, amados e perdoados por Deus o fomos, de modo ilimitado e imensurável.

Perdão assim vivido, fará com que cresçamos na maturidade cristã, e contribui para a construção de relações mais fraternas e partícipes da cultura da paz, pois assim nos falou o Senhor Jesus: – “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

A escada da correção fraterna (XXIIIDTCA)

                                                 

A escada da correção fraterna

A Liturgia da Palavra, da quarta-feira da 19ª Semana do Tempo Comum, nos ilumina para que sejamos uma Comunidade do Ressuscitado, onde se vive a misericórdia expressa no amor para com outro, fazendo de tudo para redimi-lo de seu pecado, para fortalecimento dos vínculos fraternos.

A Igreja há de ser por excelência uma comunidade de amor, marcada pela comunhão fraterna. Mas, por causa da condição humana, das fraquezas, os pecados também nela se fazem presentes.

Não há Igreja onde reine a suprema perfeição, por isto a necessidade da prática da misericórdia para renovar as pessoas, fortalecer os laços de fraterna amizade; afinal, somos um só Corpo, um só Espírito.

Já no Antigo Testamento, o Profeta Ezequiel nos convidava a sermos como que sentinelas para com o nosso próximo, caso este tenha errado; vigilantes para os sinais que possam destruir a vida do Povo de Deus.

É preciso ser vigilantes na misericórdia que edifica, sem a indiferença e a apatia diante do erro; e deste modo, sentinelas do Senhor seremos quando nos tornamos Seus preciosos instrumentos de bondade e reconciliação (Ez 33,7-9).

Com a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 18,15-20), refletimos sobre o caminho da correção fraterna, como degraus ou passos que devem ser dados para reintegrar o irmão que pecou contra a comunidade.

Poderíamos chamar de “escada da correção fraterna”. Sempre motivados pelo amor e pela verdade, tudo fazermos para resgatar o irmão que se extraviou, pois afinal, somos a Igreja que nasceu do Coração da Divina Misericórdia, Jesus.

O primeiro passo ou degrau:
Falar pessoalmente e diretamente com o irmão que tenha pecado contra nós ou a comunidade, em atitudes ou palavras inconvenientes. Talvez o passo mais difícil, pois implica coragem, sinceridade, desejo de ver o bem do outro acontecer. Jamais devemos falar de alguém se não pudermos antes falar ao primeiro interessado. Em caso de impossibilidade, melhor aumentar a oração, o silêncio, o recolhimento para que se diga no tempo oportuno, se necessário for.

O segundo degrau:
Falar com o irmão que pecou com mais uma, duas ou três pessoas que tenham sensibilidade e sabedoria. Sempre movidos pela reta intenção, verdade e caridade, sem o quê não terá sentido. Tanto neste como em outros passos, nunca dizer porque se ouviu dizer, sem fatos, provas. Não falar tão apenas a partir de boatos, “nuvens” sem consistência...

O terceiro degrau:
Dizer à Igreja. Afinal, a Igreja na pessoa de Pedro recebeu de Jesus a autoridade de ligar e desligar; atar e desatar; reconciliar, reintegrar... Sempre movidos pela misericórdia, todo empenho multiplicado para que se restaure a comunhão, o pecador, abominando seu pecado. Assim é Deus conosco, ama-nos embora pecadores, nos salva por sermos pecadores, não ama nossos pecados.

O quarto degrau:
Sem o êxito da correção alcançado, considerá-lo como gentio, como pagão. A Igreja, de fato, não exclui o infrator, pois na verdade, a própria pessoa que se fechou à proposta do Reino e se autoexcluiu da comunidade. Mesmo assim ficará este nas orações da comunidade reunida em nome do Senhor.

Acrescentemos à reflexão a  carta de Paulo aos Romanos (Rm 13,8-10), que afirma: “A caridade é o pleno cumprimento da Lei” e que “não devemos ficar devendo nada um ao outro a não ser o amor mútuo”.

O amor se vivido não nos permitirá violação e ignorância da Lei Divina, dos preceitos divinos, que são a garantia de convivência e de vínculos fraternos eucaristizados no Altar do Senhor, iluminados pela Palavra proclamada em cada Missa que participamos.

O Apóstolo nos recorda que temos uma dívida eterna que deve ser quitada cotidianamente: o amor mútuo. Paradoxalmente uma dívida que quanto mais se paga mais se tem. Quanto mais se ama, mais amor se tem. Amar é multiplicar o amor que no coração foi semeado. Não amar é desertificar o coração onde Deus quis morar. Não tornemos desertos áridos nosso coração!

Saldar alegremente esta dívida com pequenos gestos: um abraço, um sorriso, uma palavra, um reconhecimento, uma atividade pastoral, um trabalho social, um texto postado, uma mensagem enviada, um telefonema, um olhar carinhoso, um minuto de atenção, um pouco da presença, o partilhar e brindar a amizade que se tem.

Andar pelas ruas e praças, enviar uma mensagem, uma sadia conversa, uma partilha sobre um bom livro ou uma poesia, sobre uma música ou um filme, assistir a uma partida de futebol...

Saldemos alegremente esta dívida com grandes gestos de compromissos sociais, políticos, ecológicos, eclesiais...

Desejar a perfeição, é empenhar-se no fortalecimento da comunhão, procurando caminhos de correção e superação dos conflitos, sem jamais ferir ou esquecer a prática da caridade, como expressão da misericórdia.


PS: apropriado para o XXIIIDTCA

A prática da misericórdia na correção fraterna (XXIIIDTCA)

                                                          

A prática da misericórdia na correção fraterna

Na quarta-feira da 19ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 18,15-20), e somos convidados a refletir sobre a correção fraterna na comunidade, fazendo desta um lugar do perdão, da reconciliação.

Com isto, exige-se que todos que dela participem, coloquem-se num caminho de empenho pela conversão, para edificar uma comunidade de fé credível e testemunha do Cristo Ressuscitado, unidas sempre pela graça e força da oração.

A Igreja não é a comunidade dos puros e santos, mas daqueles que se empenham, continuamente, contando com a graça e misericórdia divinas, para alcançar a pureza e santidade, cada vez mais, incansavelmente.

Isto nos desafia a viver como uma Igreja formada por comunidades de reconciliados com Deus e com o próximo, portanto, deve nos preocupar a secularização que leva tantos cristãos para fora das nossas Igrejas.

Entretanto, a mensagem do Evangelho nos fortalece neste empenho de construirmos comunidades mais fraternas e misericordiosas; comunidades em oração que abraçam a Cruz de Cristo, com a graça da missão de continuar a ser um sinal concreto de Salvação para todo o mundo.

Tendo abraçado a Cruz de Cristo, pomo-nos, necessariamente, no caminho de conversão, perdão dado e recebido, a fim de que sigamos os passos de Jesus, a face misericordiosa do Pai, com o amor que nos foi derramado pelo Seu Espírito.

Tendo abraçado a Cruz de Cristo, somos a comunidade dos que procuram viver a misericórdia expressa em tantos gestos, e um dos mais expressivos que irradia a luz divina: a prática do perdão e da correção fraterna.

Tendo abraçado a Cruz de Cristo, assim vivendo, tornamo-nos a Comunidade do Ressuscitado, que se alimenta do Pão da Palavra, nutre-se com o Pão da Eucaristia, para viver uma caridade em múltiplas expressões, na dimensão missionária da Igreja, sua verdadeira essência, com a missão de anunciar a Boa-Nova do perdão, da reconciliação e da construção de um mundo mais humano e fraterno.


PS: apropriado para o XXIIIDTCA

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

A promoção do bem comum

                                               

                              A promoção do bem comum 

À luz dos parágrafos n.1905-1917 do Catecismo da Igreja Católica, reflitamos sobre em que consiste o bem comum. 

De acordo com a natureza social do homem, o bem de cada um está necessariamente relacionado ao bem comum; e este, por sua vez, abrange o conjunto das condições sociais que permitem aos grupos e às pessoas atingir a sua perfeição, do modo mais pleno e fácil. 

Entendamos, portanto, o bem comum, como o conjunto das condições sociais que permitem, tanto aos grupos como a cada um dos seus membros, atingir a sua perfeição, do modo mais completo e adequado” (Gaudium Et Spes n.26). 

Ele interessa à vida de todos, com a necessária prudência da parte de cada um, sobretudo da parte de quem exerce a autoridade. 

São três os elementos essenciais do bem comum:

1º.         O respeito e a promoção dos direitos fundamentais da pessoa:

 

- Em nome do bem comum, os poderes públicos são obrigados a respeitar os direitos fundamentais e inalienáveis da pessoa humana.

 

- A sociedade humana deve empenhar-se em permitir, a cada um dos seus membros, realizar a própria vocação.

 

- O bem comum, por sua vez, reside nas condições do exercício das liberdades naturais, indispensáveis à realização da vocação humana.

 

2º.        A prosperidade ou desenvolvimento dos bens espirituais e temporais da sociedade (exigência do bem-estar social e o desenvolvimento da própria sociedade):

 

- O desenvolvimento é o resumo de todos os deveres sociais.

- Compete à autoridade arbitrar, em nome do bem comum, entre os diversos interesses particulares.

- Mas deve tornar acessível a cada qual aquilo de que precisa para levar uma vida verdadeiramente humana como alimento, vestuário, saúde, trabalho, educação e cultura, informação conveniente, direito de constituir família, etc.

 

3º.       A paz e a segurança do grupo e dos seus membros:

 

- Pressupõe que a autoridade assegure, por meios honestos, a segurança da sociedade e dos seus membros.

- O bem comum, por sua vez, está na base do direito à legítima defesa, pessoal e coletiva. 

Concluindo, importa que o bem comum esteja sempre orientado para o progresso das pessoas, de modo que a ordem das coisas deve estar subordinada à ordem das pessoas, e não o inverso. 

Esta ordem constrói-se na justiça e é vivificada pelo amor e tem como base a verdade, competindo ao Estado defender e promover o bem comum da sociedade civil. 

O bem comum de toda família humana exige uma organização da sociedade internacional.

Vinde, Espírito Santo, suplicamos!

                                                      

                  Vinde, Espírito Santo, suplicamos!

Vinde, Espírito Santo, distribuidor dos tesouros que estão no coração do Pai e guarda dos segredos entre o Pai e o Filho.

Vinde, Espírito Santo e derramai estes tesouros com tanta suavidade em nossa alma que quase não percebemos Vossa chegada.

Vinde, Espírito Santo, que por imensa densidade e leveza, entrais em todos os lugares que estão aptos e preparados para Vos receber.

Vinde, Espírito Santo, comunique-nos a Vossa Palavra em nosso silêncio mais profundo com o ímpeto do Amor, penetrando em todos os corações.

Vinde, Espírito Santo, Vós que estais no Pai e no Verbo e em Vós mesmo, e também em todos os espíritos e criaturas bem-aventuradas.

Vinde, Espírito Santo, Vós que estais ligado à criatura por estreitos laços de parentesco, por causa do Sangue derramado pelo Verbo Unigênito que, pela veemência do Amor, Se fez nosso irmão e Senhor.

Vinde, Espírito Santo, repousai nas criaturas que se predispõem com pureza a receber, pela comunicação de Vossos Dons, a Vossa própria presença.

Vinde, Espírito Santo, repousai nas almas que acolhem em si os efeitos do Sangue do Verbo e se tornam de Vós digna habitação.

Vinde, Espírito Santo, convosco venha a unidade do Pai e do bem-querer do Verbo.

Vinde, Espírito Santo, Espírito da Verdade, Prêmio dos santos, o Refrigério dos corações, a Luz das trevas.

Vinde, Espírito Santo, Riqueza dos pobres, o Tesouro dos que amam, a Saciedade dos famintos, o Alívio dos peregrinos.

Vinde, Espírito Santo, Vós que contendes todos os tesouros, para nos enriquecer de todos os dons: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, temor de Deus e piedade.

Vinde, Espírito Santo, Vós que sois o Alimento de todo pensamento casto, a Fonte de toda clemência, a Plenitude de toda pureza.

Vinde, Espírito Santo, e transformai tudo o que em nós é obstáculo, para sermos plenamente transformados em Vós.

Vinde, Espírito Santo, que, em Maria, realizastes a Encarnação do Verbo, e realizais em nós, pela graça, o que nela realizastes pela graça e pela natureza. Amém!


PS: Livre Adaptação do Texto da Liturgia das Horas - Vol. III – pp.1312-1313

Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem (Séc. XVI), Memória celebrada no dia 25 de maio. Nasceu em Florença (Itália). Teve uma piedosa educação e entrou na Ordem das Carmelitas.

“Em atenção à Tua Palavra...”

                                                      


“Em atenção à Tua Palavra...”

Avançando para águas mais profundas, como nos manda o Senhor (cf. Lc 5,1-11), continuamos nossas atividades na ação evangelizadora, sempre com amor, zelo e alegria; inspirados e motivados em viver o Projeto que Ele nos apresentou no Sermão da Montanha (cf. Mt 5,1-12), para que, na planície do cotidiano, sal da terra e luz no mundo sejamos.

Fiel é o Senhor no cumprimento de Sua Palavra: depois de uma noite sem nada pescar, Ele convida os discípulos a lançarem a rede, e Simão responde: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à Tua palavra, vou lançar as redes” (Lc 5,5). As redes foram puxadas, e havia tamanha quantidade de peixes que elas se romperam. Assim também acontece conosco, quando vivemos a fidelidade ao Senhor.

Confiantes na Palavra do Senhor, que jamais nos decepciona, cuidemos do fortalecimento das diversas pastorais, bem como o nascimento de outras; fortalecendo também os movimentos e serviços, sempre com as redes cheias, porque muitos foram e são os agentes de pastoral que somam nesta missão, com dedicação, fidelidade, empenho e renovado compromisso pela graça do batismo, como profetas, sacerdotes e reis.

Que o Espírito do Senhor, o verdadeiro protagonista da evangelização, continue repousando sobre nós, pois bem sabemos que somos apenas Seus instrumentos: se a Ele nos abrirmos, confiantes em Sua Palavra, nossas redes estarão sempre cheias, e teremos sempre a alegria dos sinais do Reino de Deus diante de nossos olhos, fazendo pulsar mais forte e transbordar de alegria o nosso coração.

Contemos com a presença e intercessão de Maria, a Estrela da evangelização, em nossos trabalhos, de modo que jamais nos esqueçamos de suas palavras: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5), pois somente assim, a certeza de vinho novo e pescas abundantes.

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