Proclamação do Mistério de Cristo
“Unidos no amor, celebramos a sua morte; vivendo a fé, proclamamos a sua ressurreição e, com firme esperança, aguardamos a sua vinda na glória.” (1)
(1) Prefácio Comum V – Missal Romano
Proclamação do Mistério de Cristo
“Unidos no amor, celebramos a sua morte; vivendo a fé, proclamamos a sua ressurreição e, com firme esperança, aguardamos a sua vinda na glória.” (1)
(1) Prefácio Comum V – Missal Romano
A força e a virtude da Palavra de Deus
“«É tão grande a força e a virtude da Palavra de Deus, que ela se torna para a Igreja apoio e vigor e, para os filhos da Igreja, solidez da fé, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual». É necessário que «os fiéis tenham largo acesso à Sagrada Escritura»” (1)
(1)Parágrafo n. 131 do Catecismo da Igreja Católica - citações da Dei Verbum – nn. 21 e 22 respectivamente
Fervorosos discípulos missionários do Ressuscitado
“Fomos consepultados com Cristo, diz Paulo (Rm 6,4)
e acrescenta como quem já recebeu as arras da ressurreição:
E com Ele ressuscitamos (cf. Rm
6,4).”
Sejamos enriquecidos
pelo Comentário sobre o Evangelho de
João, de Orígenes, presbítero (Séc. III):
“Destruí este templo
e em três dias o reedificarei (Jo 2,19). Os apegados ao corpo e às coisas
sensíveis, creio, parecem indicar os judeus, que irritados por terem sido
expulsos por Jesus, acusando-os de transformarem a casa do Pai em mercado de
seus produtos, pedem um sinal.
Por esse sinal devia
Jesus justificar o seu procedimento e provar que era o Filho de Deus, o que
eles na sua incredulidade não queriam admitir. Mas o Salvador ajuntou uma
palavra sobre seu corpo, como se falasse daquele templo; aos que interrogavam: Que
sinal mostras para assim fazeres?, responde: Destruí este templo e em
três dias o reedificarei.
Todavia ambos, tanto o
templo como o corpo de Jesus, compreendidos como unidade, parecem-me ser figura
da Igreja. Por ter sido edificada com pedras vivas; feita casa espiritual
para o sacerdócio santo (1Pd 2,5).
Edificada sobre o
fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo sua máxima pedra angular
o Cristo Jesus (Ef 2,20), existindo em verdade, como templo. Se, porém, por
causa da palavra: Vós sois o corpo de Cristo e membros uns dos outros (1Cor
12,27), se entender serem destruídas e deslocadas as junturas e disposições das
pedras do templo, como se lê no Salmo 21 sobre os ossos de Cristo, pelas
ciladas das perseguições e tribulações e por aqueles que combatem a unidade do
templo por contradições, levantar-se-á o templo e ressuscitará o corpo ao
terceiro dia. Após o dia da maldade que pesa sobre ele, e após o dia da
consumação que se seguir.
Seguirá de perto o
terceiro dia do novo céu e da terra nova, quando esses ossos, quero dizer, toda
a casa de Israel, serão reerguidos, no grande domingo, em que a morte é
vencida.
Assim a ressurreição de
Cristo depois da paixão contém o mistério da ressurreição do corpo total de
Cristo. Como aquele corpo de Jesus, sensível, foi pregado na cruz, sepultado e
depois ressuscitado, assim todo o corpo dos santos de Cristo com ele foi pregado
na cruz e agora já não vive mais. Cada um deles, à semelhança de Paulo, não se
gloria em coisa alguma a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo por quem
está crucificado para o mundo e o mundo para Ele.
Por isto não apenas foi
cada um de nós, junto com Cristo, pregado à cruz e crucificado para o mundo,
mas também, junto com Cristo, sepultado: Fomos consepultados com Cristo,
diz Paulo (Rm 6,4) e acrescenta como quem já recebeu as arras da ressurreição: E
com Ele ressuscitamos (cf. Rm 6,4).”
(1)
Cristo falava do templo
do seu corpo, quando da destruição e reconstrução que faria.
Como o Apóstolo Paulo,
renovemos nossa fidelidade a Jesus, com as renúncias necessárias, para
carregarmos cotidianamente nossa cruz.
Mortos com
Ele para também com Ele ressuscitarmos, crendo e contemplando as arras da
Ressurreição. De fato, não nos faltam os sinais da Ressurreição, da vitória de
Cristo sobre o pecado e a morte.
A morte na
cruz não ficou sem a última palavra: A Ressurreição.
Renovemos
nossa fé: Creio em Deus Pai todo-poderoso... na ressurreição da carne, na vida
eterna. Amém.”
(1) Liturgia das Horas – Volume IV – Editora Paulus - p. 172-174