quarta-feira, 2 de setembro de 2026

“Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores”

                                                 

“Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores”

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, sem jamais nos esquecermos de que, como disse Vosso Apóstolo Paulo, “o apego ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm 6,10).

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, não caindo na tentação da procura da fama, do dinheiro, do domínio, para que não sejamos sinais de divisão e discórdia.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, felizes com o que temos, sem ambições desmedidas ou cobiças escravizadoras.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, procurando o bem dos outros, em plena entrega ao serviço da fé, com o coração pobre, desinteressado, aberto à justiça de Deus.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, vivendo a pobreza como expressão da libertação interior, alegria, fraternidade e total confiança na providência divina.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, que também vivendo a pobreza, unamo-nos, solidariamente, com quem sofre, procurando alcançar a libertação recíproca.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, vivendo na pobreza evangélica, libertos das prisões interiores e da necessidade de aprisionar os outros.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, sendo instrumento e sinal de comunhão entre todos, testemunhando a Vida Nova dos que creem em Vós, até a plena Transfiguração, na glória definitiva convosco. Amém.


Uma súplica à luz da passagem da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo (1 Tm 6,2c-12) - Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1286

Ela veio trazendo vida

                                                           

Ela veio trazendo vida

Com o Cântico de Daniel, louvemos o Senhor:

“Águas do alto céu, bendizei o Senhor!
Potências do Senhor, bendizei o Senhor!
Lua e sol, bendizei o Senhor!
Astros e estrelas bendizei o Senhor!
Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor!”  (Dan 3,60-64)

Foram mais de cem pores do sol, aproximadamente, sem a sua presença.
Era por todos tão esperada, que parecia não vir mais.
No entanto, ela veio no meio do dia, timidamente, logo cessou.
E neste momento, como que para não afugentá-la,
Silêncio e Contemplação, atitudes que foram despertadas.

De repente, surpreendentemente, veio bem mais forte,
Ainda que por um tempo breve, bem mais densa,
Densa o bastante para arrancar um sorriso de contentamento,
Pois de tão esperada, parecia convidar a uma dança;
A todos convidava, e não houve quem ousasse reclamar.

Cessou novamente, bem mais rápido que o desejado.
Porém, ao virar das horas de um novo dia, ela volta suavemente.
Escutamos sobre nossos telhados, algo que há muito não ouvíamos,
No recolhimento do quarto, para as energias revigorar,
Um sono banhado com a tão esperada e necessária chuva.

Novo dia, o sol desponta, e numa manhã como há muito não se via
As ruas, guias e sarjetas escoavam a tão preciosa água da chuva:
Árvores, gramas, flores e toda a natureza, sendo agraciada,
Acompanhada pela alegre sinfonia dos pássaros,
Que, com canto e voos, celebram sua chegada.

Vinde, bendita chuva, regar campos, vales e cidades.
Represas e reservatórios, já ameaçam os últimos suspiros;
Torneiras secas, queimadas multiplicadas, insuportável umidade do ar.
Imunidades de todos nós no limite, agora tende a se recuperar.
Vinde, bendita chuva, como graça que vem do alto.

Vinde, bendita chuva, chorar no rosto dos muros.
Vinde correr mais ainda pelas guias e sarjetas,
Vinde, bendita chuva, para a fertilidade do campo;
Flores, frutos saborosos, em mesas fartas termos;
Fim de queimadas, o verde renascendo das cinzas.

Vinde, bendita chuva! Se escassa, não por culpa divina,
Mas devido à intervenção inconsequente,
Na Amazônia e em tantos outros lugares.
Pagamos o preço pelo absurdo abuso.
É tempo de novas posturas, necessária conversão.

Vinde, bendita chuva, que traz consigo um sinal para nós:
Repensar nossas atitudes de consumo da água,
Bem sagrado por Deus a nós confiado;
Reutilizá-la, reduzir o consumo, urge reaprender.
Páginas de ecologia integral, aprendamos a escrever.

Vinde, bendita chuva!

Em poucas palavras...

                                                       


O amor à verdade

“O amor à verdade, demonstrado por Daniel à custa da perda do favor e proteção dos poderosos, é rico de atualidade.

A verdade liberta (Jo 8,21), produz confiança, constrói a comunidade, simplifica e melhora as relações pessoais, ajuda a busca, ocasiona o encontro com os irmãos e com Deus” (1)

 

(1) Comentário do Missal Cotidiano – passagem do Livro de Daniel 5,1-6.13-14.16-17.23-28 – p. 1539

Em poucas palavras...

                                                    


A obediência

“Um ancião tinha seu escravo como discípulo e, desejando dominá-lo, convenceu-o a manter completa obediência.

Por isso, o ancião lhe disse: ‘Vai, acende o fogo no forno, toma o livro que é lido na ‘synaxis’ e lança-o no forno’.

Ele foi e fez sem questionar. E, quando o livro foi lançado, o forno se apagou.

Isto ocorreu para entendermos que a obediência é boa, porque é uma escada para o Reino dos Céus.” (1)

(1)  Ditos anônimos dos Pais do deserto – Editora Vozes – 2023 – pp.66-67

“O amor não fala. O amor ama”

                                                      


“O amor não fala. O amor ama”

"Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros.
Como Eu vos tenho amado, assim também vós deveis
amar-vos uns aos outros'' (Jo 13, 34) 

Vejamos o que diziam os pais do deserto sobre o “amor”:

“Perguntaram-lhe a um grande mestre:
Quando o amor é verdadeiro?
Quando é fiel – foi a resposta.
E quando é profundo?
Quando é sofredor – foi a resposta.
E como fala o amor?
A resposta foi:
O amor não fala.
O amor ama”. (1)

Reportemo-nos ao “Tratado sobre o Evangelho de São João”, do Bispo Santo Agostinho, para que melhor vivamos o duplo Preceito da Caridade, que nos torna verdadeiramente promotores da paz, realizando uma das Bem-Aventuranças que o Senhor, na Sagrada Montanha, nos apresentou, amando como Ele nos amou, e assim viver o Novo Mandamento que nos deu.

“Esses dois Preceitos devem ser sempre lembrados, meditados, conservados na memória, praticados, cumpridos. O amor de Deus ocupa o primeiro lugar na ordem dos Preceitos, mas o amor do próximo ocupa o primeiro lugar na ordem da execução. Pois, quem te deu esse duplo preceito do amor não podia ordenar-te amar primeiro ao próximo e depois a Deus, mas primeiramente a Deus e depois ao próximo”.

O Papa Bento XVI, em sua Encíclica “Deus caritas est”, assim afirmou:

“O amor ao próximo é também uma estrada que conduz a Deus. Não amar o próximo é tornar-se míope de Deus”.

Oremos:

Ó Deus de Amor, suplicamos o Vosso Espírito Santo, Espírito de Amor, para que vivamos um amor verdadeiro, fiel, profundo e sofredor, para que mais configurados ao Vosso Filho vivamos a fidelidade aos ensinamentos e Mandamento do Amor que Ele nos deu, curados de toda a miopia espiritual, e assim, a Trindade amar na primeira ordem dos preceitos e ao próximo em primeiro lugar na ordem da execução. Amém.



(1) Teologia da Ternura – Um “Evangelho a descobrir” – Ed. Paulus – 2002 – p.72

Em poucas palavras...

                                               


“A esperança não decepciona” (Rm 5,5)

“Em um mundo no qual o progresso e o retrocesso se entrelaçam, a Cruz de Cristo permanece a âncora da salvação: sinal da esperança que não desilude, porque está fundada no amor de Deus, misericordioso e fiel.” (1)

 

(1)        Papa Francisco -  Audiência Geral – Praça de São Pedro – 21/09/22

Em poucas palavras...

                                               


“Filhinhos, amai-vos uns aos outros”

“São Jerônimo conta-nos que o Apóstolo, já muito velho, repetia continuamente aos discípulos que o levavam às reuniões:

 ‘Filhinhos, amai-vos uns aos outros’. E quando um dia lhe perguntaram por que insistia em repetir sempre a mesma coisa, respondeu: ‘Este é o mandamento do Senhor; se se cumpre, não é preciso mais nada’” (1)

 

 

(1) hablarcomdios.org -  Francisco Fernández-Carvajal.

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