terça-feira, 1 de setembro de 2026

Com Jó, aprendamos e supliquemos

 


Com Jó, aprendamos e supliquemos

Ó Deus, que aprendamos com Jó, oprimido por seus “amigos”, mas que em seu sofrimento jamais perdeu a confiança em Vós, porque sois o nosso Defensor, e quer conosco estabelecer vínculos de amor; e não tardais em realizar a divina justiça.

Como cristãos, discípulos missionários, peregrinando na esperança do Reino, creiamos que não perdendo o amor, nada, absolutamente nada estará perdido.

Nos passos do Vosso amado Filho, pela fé, também saibamos e creiamos que Cristo surge e Se faz presente em todo homem e mulher que sofre e ama.

Ajudai-nos, ó Deus, a viver o amor que Jesus nos deu como Mandamento,  dia após dia, deixando a vida impregnar-se, gota a gota, do zelo pelos outros, transformando-nos a nós mesmos e o mundo no qual estamos inseridos, como sal da terra e luz do mundo. Amém.

 

PS: Fonte inspiradora – Missal Cotidiano – Editora Paulus - Comentário da passagem do Livro de Jó (Jó 19,21-27) – pág. 1335-1336

Mesmo que eu sue…

                                                     


Mesmo que eu sue…

Mesmo que eu sue,
Terá valido a pena suar.
Mesmo que os sinos não soem,
Valeu a pena ter esperado seu badalar.

Mesmo que não soe o sino a suar na luta,
Valeu a pena dela não fugir…

Os sinos soarão na eternidade para os que
Não hesitaram em suar, e até mesmo, se
Necessário for, como Cristo o fez,
Suor de sangue derramar…

Plena confiança, temor e amor a Deus

                                     


Plena confiança, temor e amor a Deus

Sejamos enriquecidos por um trecho do livro,  “A imitação de Cristo” (Séc. XV):

“Volta ao Senhor de todo o teu coração, deixa este mundo miserável e tua alma encontrará repouso. Pois o Reino de Deus é paz e alegria no Espírito Santo. Cristo virá a ti, trazendo-te Sua consolação, se no íntimo lhe preparares digna morada.

Toda a Sua glória e beleza está no interior e aí Ele se compraz. Sua visita é assídua ao homem interior. Palavras mansas, agradável consolo, grande paz, maravilhosa intimidade.

Coragem, alma fiel, prepara teu coração para este Esposo, para que Se digne vir a ti e em ti habitar. Ele assim declarou: ‘Se alguém me ama, guarda minha Palavra e a ele viremos e faremos nele nossa morada’.

Dá, portanto, lugar a Cristo. Se possuíres Cristo, serás rico e isto te bastará. Ele cuidará de ti e será teu fiel procurador em todas as coisas e não precisarás depender dos homens.

Põe toda a tua confiança em Deus. Seja Ele teu temor e teu amor. Ele responderá por ti e fará o que for melhor do melhor modo possível.

Não tens aqui cidade permanente e onde quer que estejas serás estrangeiro e peregrino, não encontrando descanso a não ser quando fores intimamente unido a Cristo.

Teus pensamentos se fixem no Altíssimo e tua súplica sem cessar se dirija a Cristo. Se não sabes meditar sobre as coisas profundas e celestes, repousa na paixão de Cristo e demora-te com gosto em Suas chagas. Suporta-te a ti mesmo com Cristo e por Cristo, se queres reinar com Cristo.

Se te acontecesse entrar uma vez perfeitamente no íntimo de Jesus e experimentar um pouquinho Seu ardente amor, então já não mais te preocuparias com o que te é cômodo ou incômodo, porém, mais te alegrarias com o opróbrio infligido, porque o amor de Jesus faz o homem ter-se em conta de nada.”

De fato, o Reino de Deus é paz e alegria no Espírito (cf. Rm 14,17-22), e deste modo, precisamos colocar toda a nossa confiança em Deus, e a Ele, todo o nosso temor e amor.

Peregrinos da esperança, longe do Senhor, firmemos nossos passos com maior fidelidade.

Nas provações e adversidades, contemplemos as chagas dolorosas do Senhor, que se tornaram as chagas gloriosas, para todo o que n’Ele crer e viver.

Completemos em nossa carne o que falta à paixão de Cristo, por amor à Sua Igreja. Amém. (cf. Cl 1,21).

Oração pela nossa terra

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Oração pela nossa terra

Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,

Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.

Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.

Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.

Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.

Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.

Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.

Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.


PS: Encíclica “Laudato Si” – Papa Francisco (n. 246)

Em poucas palavras...

                                         


Fidelidade a Deus

“Fidelidade a Deus significa capacidade de silêncio e oração, para se deixar guiar e conduzir por Deus segundo seus modos e caminhos. Para tomar alento, viver o hoje do Evangelho e, a cada aurora, aceitar serenamente o novo.” (1) 

 

(1) Comentário sobre a passagem do Livro de Esdras (Esd 1,1-16) -Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 1296

Em poucas palavras...

                                      


O silêncio contemplativo de Job

"Senhor Jesus Cristo, que experimentastes a rejeição das cidades de Betsaida e de Cafarnaúm, concedei-nos a graça de permanecermos em silêncio como Job, e na escuta confiante da Vossa Palavra." Amém. (1)

 

 

(1)               Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume II – Editora Paulus – pág. 476

 

Um olhar transcendente

                                                 

Um olhar transcendente

Caminhando pela praça, meus olhos se fixam ao que me toca a alma. Em um cenário diferenciado, com um chão tortuoso, tendo o cuidado para não tropeço descuidado, volto meu olhar de modo especial sobre aqueles que edificam e fazem iluminar minha alma, e me levam a voos diferenciados às alturas de um céu azulado.

Meus pensamentos voam contemplando as crianças correndo ao encontro dos braços da mãe, e por elas fotografadas, deitadas na cama que a natureza nos presenteia: a grama do jardim, roseada pelas pétalas do ipê caídas depois do tempo útil e necessário, num eterno círculo de reflorescimento: cair, morrer, fecundar, e um tempo depois novamente vir a florescer e florir.

Na praça, por vezes, somos surpreendidos com pessoas, que rompendo o anonimato, se aproximam, para uma informação ou com o simples propósito de conversar, ainda que aparentemente futilidades, podendo até mesmo vincular relacionamentos, acolhida, orientação, palavras partilhadas, renovando-se para pôr-se a caminho.

Outras vezes os pensamentos voam contemplando pessoas trêfegas, cansadas, agitadas, depois de um dia extenuante, que não percebem que o sol está se pondo no horizonte, para um novo amanhecer, com seus raios e luz que virão nos iluminar e aquecer; e num retorno em meio ao tráfego, quando o semáforo que não abre, embora  programado, como que tivesse que se esperar uma eternidade.

Olho a praça como lugar do aprendizado da expressão da beleza da vida, da convivência harmoniosa, para além das diferenças e anonimatos a serem rompidos. Meus olhos, pela natureza encantados, pelo canto dos pássaros, meus ouvidos e alma tocados.

A sensibilidade para os mínimos acontecimentos nos dão a devida dimensão da grandiosidade e sacralidade e dignidade da vida humana e o zelo pela totalidade da divina criação.

Urge que nossas praças sejam mais valorizadas e cuidadas; um lugar agradável de caminhadas, para cuidado do corpo e do espírito, dos sonhos, dos encontros e reencontros, do refazer-se para o árduo caminho; espaço da convivência, das manifestações, da cordialidade e fortalecimentos de vínculos de justiça, paz e fraternidade.

Enfim, seja a praça a prefiguração da praça celestial, o novo céu e a nova terra, onde caminharemos entre anjos e santos, com a graça da comunhão plena de vida e de amor, em que o Senhor reinará no coração de toda a humanidade, quando o Filho, Jesus, submeterá Àquele que tudo lhe submeteu, para que Deus seja tudo em todos.

“E quando todas as coisas lhe tiverem sido submetidas, 
então o próprio Filho Se submeterá Aquele que tudo Lhe submeteu, 
para que Deus seja tudo em todos." 1 Cor 15,28).

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