sexta-feira, 17 de julho de 2026

A Cantora Divina entrou nos céus!

                                                     


A Cantora Divina entrou nos céus!

Maria, aquela que cantou na terra, hoje canta nos céus!

No Magnificat, por ela cantado, contemplamos as virtudes teologais: fé, esperança e caridade. 

Com o Magnificat e sua vida Maria nos revela tríplice segredo:

O segredo da fé – “eis a serva do Senhor”;

O segredo da esperança – “nada é impossível para Deus” e, finalmente,

O segredo de sua caridade missionária – “Maria pôs-se a caminho apressadamente”. Renovado ardor, incansável... Maria, sempre Maria!

No Magnificat ainda, Maria é a cantora da esperança, cantora dos pobres que clamam por um mundo novo, por novas relações religiosas, sociais, políticas, culturais, econômicas...

Maria canta a esperança, canta a confiança, canta o compromisso irrenunciável, canta o sonho que pode se tornar realidade, canta a misericórdia divina, canta o canto dos cantos, o canto da Alegria, o canto do Magnificat!

Que o Magnificat, cantado por Maria, este canto de alegria, confiança e esperança dos pobres, seja o nosso canto.

Para cantá-lo, imitemos em nossa vida as virtudes de Maria: humildade, disponibilidade, serviço, alegria, confiança, esperança, solidariedade, misericórdia...

Em poucas palavras...

                                                         


O sacerdote é...

“O sacerdote é 

o mais pobre dos homens, se Jesus não o enriquece com a sua pobreza; 

é o servo mais inútil, se Jesus não o trata como amigo

é o mais louco dos homens, se Jesus não o instrui pacientemente como fez com Pedro

o mais indefeso dos cristãos, se o Bom Pastor não o fortifica no meio do rebanho” (1)

 

(1)        Homilia Santa Missa Crismal – dia 17/04/14 – Papa Francisco

O Pão da Vida, dai-nos, Senhor

                                                 

O Pão da Vida, dai-nos, Senhor

À luz do Tratado sobre os Mistérios, escrito pelo bispo Santo Ambrósio (Séc. IV), reflitamos sobre a Eucaristia aos neófitos.

“O povo purificado, enriquecido com estas vestes, adianta-se para o altar de Cristo, dizendo: E entrarei até o altar de Deus, do Deus que alegra a minha juventude.

Despidas as vestimentas do antigo erro, renovada a juventude como a da águia, apressa-se em ir participar do celeste banquete. Chega, e, ao ver a ornamentação do santo altar, exclama: O Senhor é meu pastor, nada me falta; levou-me a boas pastagens. Conduziu-me às águas da quietude. E mais adiante: Mesmo que caminhe em meio às sombras da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo. Teu cajado e teu bastão são meus arrimos. Preparaste diante de mim uma mesa contra aqueles que me perseguem. Ungiste com óleo minha cabeça e como é luminoso teu cálice embriagador!

Coisa admirável o ter Deus feito chover o maná para sustentar com o alimento celeste os patriarcas. Por isso se disse: O homem comeu o pão dos anjos. No entanto, aqueles que comeram deste pão, todos eles morreram no deserto; o alimento, porém, que tu recebes, pão vivo que desceu do céu, comunica a substância da vida eterna e quem quer que dele comer não morrerá eternamente, pois é o corpo de Cristo.

Considera agora qual deles é de maior valor: o pão dos anjos ou a carne de Cristo, que é o corpo da vida. Aquele maná vem do céu; este está acima do céu. Aquele, do céu; este, do Senhor dos céus. Aquele é corruptível, se guardado para o dia seguinte; este é totalmente imune de corrupção e quem o tomar piedosamente não poderá experimentar a corrupção.

Para aqueles brotou a água da pedra; para ti, o sangue de Cristo. Àqueles, por um momento, a água saciou; a ti o sangue do Senhor refresca para sempre. O povo antigo bebe e tem sede; tu, ao beberes, não podes mais sentir sede, pois, de fato, aquilo era sombra, enquanto isto é realidade.

Se já admiras a sombra, qual não será tua admiração da realidade? Escuta como é sombra o acontecido aos patriarcas: Bebiam da pedra que os seguia; a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou de muitos deles, pois caíram mortos no deserto. Estas coisas foram feitas em figura para nós. Conheces agora o que tem maior valor: a luz supera a sombra; a realidade, a figura; o corpo do Criador vale mais do que o maná do céu.” (1)

A Eucaristia é o alimento indispensável para que vivamos a graça do batismo, como discípulos missionários do Senhor, e darmos testemunhos da fé, esperança e caridade, virtudes divinas que nos movem.

Neófitos (recém-batizados) ou não, todos precisamos deste alimento salutar e de eternidade.

Fundamental que participemos dominicalmente das Missas e tanto quanto possível das Missas nos dias da semana.

A Eucaristia é o ponto alto e a fonte de toda a nossa vida, para carregarmos com fidelidade nossa cruz de cada dia com suas renúncias necessárias.

   

(1) Liturgia das Horas - Volume Tempo Comum III - Editora Paulus p. 457-458

OOportuna para aprofundamento da passagem do Evangelho de João (Jo 6, 24-35) proclamada no 18º Domingo do Tempo Comum.

A vida está acima da Lei

                                                          

A vida está acima da Lei

Ouvimos, na sexta-feira da 15ª semana do Tempo Comum, a passagem do Evangelho (Mt 12,1-8), em que Jesus se apresenta como Filho do Homem e Senhor do sábado, e nos exorta a vivência da misericórdia que coloca a vida acima de toda lei.

Crendo no Cristo Glorioso, Ressuscitado, celebramos em cada Eucaristia o mais belo triunfo: a vitória do amor. 

A partir da Páscoa, a Lei se condensa no amor; no amor aprendido com o Amor: Jesus.

De fato, a morte não teve sua última palavra. O Amor que nos amou até o fim venceu. A vida venceu a morte, a fim de que a humanidade nunca mais fique mergulhada na escuridão.

O abismo da morte recebeu a visita do Redentor, para que fizesse triunfar a Sua missão.

A Cruz teve aparência de derrota, na perspectiva da fé é vitória. Jesus morrendo, matou em Si a morte e, nós, por Sua morte somos libertados da morte.

Assumir a cruz de cada dia é contemplar e testemunhar o Amor da Trindade ali presente: Um Deus (Pai) que é eterno Amante, fiel ao eterno Amado (Jesus) em comunhão com o eterno Amor (Espírito Santo).

Ele que fez dom de Si mesmo, num amor incondicional até o extremo: Amor misericordioso, vivido intensamente na fidelidade ao Pai, sob a ação do Espírito na defesa e promoção da vida, portadora da sacralidade divina.

Deste modo, o Apóstolo Paulo nos exorta a “Viver a Caridade, que é a plenitude da Lei”, a plenitude do Amor (Rm 13,8-10), pois quem ama cumpre plenamente a Lei, e como disse Santo Agostinho: “Ame e faça o que quiseres”.

O próprio Jesus nos disse: “ninguém tem amor maior do que Aquele que dá a vida pelos Seus amigos”  (Jo 15,13).

Quanto mais progredirmos no amor de Deus, mais humanos nos tornaremos. O caminho da humanização passa pela prática do amor, concretizada no Amor a Deus e no amor ao próximo; é o que nos disse Santo Irineu: “Deus Se fez humano para que nos tornássemos divinos…”

Somente trilhando O Caminho, acolhendo A Verdade, teremos A Vida; vida plena e abundante, nutrida e movida pela caridade, como expressão madura da liberdade.

Verdade, caridade e liberdade devem nos acompanhar em todo tempo, para que a alegria da Ressurreição celebrada no Altar possa o mundo contagiar. Eis a Boa Nova a anunciar, testemunhar…

Discípulos missionários do Senhor, aprendendo com Ele o verdadeiro Amor, amor que nos ama até o fim, vivamos.

Anunciamos e testemunhamos a Boa-Nova do Senhor: o Amor que cura, salva e liberta; amor como cumprimento alegre e rejuvenescedor de toda Lei, porque se nutre da Fonte do Amor, em cada Eucaristia, que nos revela em todo o Seu esplendor. Amém!  

A autenticidade da oração

                                                            

A autenticidade da oração

“Ouvi a tua oração, vi as tuas lágrimas” (Is 38,5)

Na sexta-feira da 15ª Semana do Tempo Comum (ano par), ouvimos a passagem do Livro do Profeta Isaías (Is 38,1-6.21-22.7-8), que nos apresenta a súplica de Ezequias e a cura alcançada.

Vemos que a oração jamais consistirá em impor a Deus nossa vontade, ao contrário, é colocarmo-nos totalmente nas mãos do Senhor, com nossas fraquezas, dúvidas, medos, cansaços, contrariedades, adversidades e quanto mais possa ser mencionado, bem como, toda confiança, humildade, simplicidade de coração.

Mas é fundamental que a oração seja a expressão de uma relação íntima e profunda de amor com Deus, pois se não aprendemos a Deus amar, jamais saberemos orar.

Aprendamos, a cada dia, contemplar e sentir a presença do amor misericordioso de Deus e, assim, a oração será nosso contínuo diálogo com Ele, sem jamais sair de Sua presença, contando com sua graça, luz e paz:

“Mas só ’boa’ a oração que não pretende ligar Deus aos nossos caprichos ou interesses. Devemos crer em Seu amor, saber entrar confiantemente em Seu plano, que é sempre um plano de salvação, embora diferente do nosso. Porque ainda não aprenderam a amar, muitos cristãos nunca aprenderam a orar” (1)

A oração como fruto do amor a Deus, é certeza de que jamais nos sentiremos desamparados em nossa fraqueza, miséria, e condição de criaturas e pecadores, mas sentiremos a força, onipotência e a infinita misericórdia divina que vem em nosso socorro. 

(1)         Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1998 – p. 1039

Dez compromissos ao usar o escapulário de Nossa Senhora do Carmo

                                                   

Dez compromissos ao usar o 

escapulário de Nossa Senhora do Carmo

1 - É preciso colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida e buscar sempre realizar a vontade d’Ele - amá-Lo sobre todas as coisas;

2 - Escutar a Palavra de Deus na Bíblia multiplicando momentos de oração, sobretudo através da Leitura Orante;

3 - Colocar em prática a Palavra de Deus na vida;

4 -  Aprofundar a comunhão com Deus por meio da oração, que é um diálogo íntimo que temos com Aquele que tanto nos ama;

5 - Viver a compaixão e proximidade com o próximo, sobretudo os que mais sofrem. solidarizando-se com ele em suas necessidades, procurando juntos a superação;

6 - Participar, com frequência, dos sacramentos da Igreja, da Eucaristia e da Confissão, para poder aprofundar o mistério de Cristo na própria vida;

7 - Viver uma autêntica devoção à Nossa Senhora na superação de um estéreo Devocionismo;

8 - Esforço em colocar em prática as virtudes e ensinamentos de Nossa Senhora;

9 - Como peregrino da esperança, contar com a presença de Nossa Senhora em todos os momentos;

10 - Não reduzir seu uso a simples modismo e tão pouco usá-lo como adorno/enfeite.

Oremos:

“Ó Senhora do Carmo, revestido de vosso escapulário, 
eu vos peço que ele seja para mim 
sinal de vossa maternal proteção, em todas as necessidades, 
nos perigos e nas aflições da vida. 

Acompanhai-me com vossa intercessão, 
para que eu possa crescer na Fé, Esperança e Caridade, 
seguindo a Jesus e praticando Sua Palavra. 

Ajudai-me, ó mãe querida, para que, 
levando com devoção vosso santo Escapulário, 
mereça a felicidade de morrer piedosamente com ele, 
na graça de Deus, e assim, alcançar a vida eterna. Amém.” (1)

 

(1) Católico Orante

Eucaristia: Salutar Sacramento dos peregrinos do Senhor

                                             


Eucaristia: Salutar Sacramento dos peregrinos do Senhor

Sejamos enriquecidos pelo Tratado sobre os Mistérios, escrito pelo bispo Santo Ambrósio (Séc. IV):

“Vemos que são maiores as obras da graça do que as da natureza. Entre as obras da graça, incluímos a graça da bênção profética. Se a bênção humana teve a força de mudar a natureza, que diremos da própria consagração divina, em que agem as palavras mesmas do Senhor e Salvador? Porque este sacramento que recebes se realiza pela palavra de Cristo. Se tanto pôde a palavra de Elias que fez o fogo descer do céu, não terá a palavra de Cristo o poder de mudar a substância dos elementos? Já leste acerca da criação do mundo inteiro que Ele falou e tudo foi feito, ele ordenou e tudo foi criado. Portanto a palavra de Cristo, que pôde do nada fazer o que não era, não poderá mudar o que existe para aquilo que não era? Dar novas naturezas às coisas não é menos do que mudá-las.

Mas por que apresentamos argumentos? Voltemo-nos para seus exemplos, confirmemos pelos mistérios da encarnação a verdade do mistério. Acaso, quando Jesus nasceu de Maria, foi observada a natureza comum? Normalmente, a mulher concebe pela união com o homem. Está, portanto, bem claro que a Virgem gerou fora da ordem natural. E este que consagramos é o corpo que proveio da Virgem. Por que exiges aqui que seja segundo a natureza, quando foi além da natureza que da Virgem se deu o nascimento do mesmo Senhor Jesus? É realmente a verdadeira carne de Cristo que foi crucificada, sepultada; é verdadeiramente o sacramento desta carne. O próprio Senhor Jesus declara: Isto é o meu corpo. Antes da bênção das palavras celestes era outra realidade; depois da consagração, entende-se o corpo. Ele mesmo diz que é seu sangue. Antes da consagração é outra coisa; depois da consagração, chama-se sangue. E tu dizes: ‘Amém’; o que quer dizer: ‘É verdade’. Confesse o nosso interior o que proclamam os lábios, sinta o afeto o que a palavra soa.

Vendo tão grande graça, a Igreja exorta seus filhos, exorta os amigos a que acorram ao sacramento: Comei, amigos meus, bebei e inebriai-vos, meus irmãos. O que comemos, o que bebemos, o Espírito Santo pelo Profeta o exprimiu: Provai e vede, como é suave o Senhor; feliz de quem n’Ele confia. Neste sacramento está Cristo porque é o corpo de Cristo. Não é, por conseguinte, alimento corporal, mas espiritual. O Apóstolo, falando da sua figura, dizia: Nossos pais comeram o pão espiritual e beberam da bebida espiritual. O corpo de Deus é corpo espiritual; o corpo de Cristo é corpo do espírito divino, porque Cristo é Espírito, como lemos: O Espírito diante de nossa face, o Cristo Senhor. E na Carta de São Pedro encontramos: E Cristo morreu por vós. Por fim este pão fortalece o nosso coração e esta bebida alegra o coração do homem; assim nos lembra o Profeta.” (1)

O Sacramento da Eucaristia é verdadeiramente a presença de Jesus Cristo, e ao recebê-La, somos fortalecidos para o testemunho da fé, nosso coração se plenifica de alegria, no carregar da cruz cotidiana, com suas renúncias necessárias:

“O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, tal como o anúncio da paixão os escandalizou: «Estas palavras são insuportáveis! Quem as pode escutar?» (Jo 6, 60).

A Eucaristia e a Cruz são pedras de tropeço. É o mesmo mistério e não cessa de ser ocasião de divisão. «Também vos quereis ir embora?» (Jo 6, 67): esta pergunta do Senhor ecoa através dos tempos, como convite do Seu amor a descobrir que só Ele tem «Palavras de vida eterna» (Jo 6, 68) e que acolher na fé o dom da Sua Eucaristia é acolhê-Lo a Ele próprio” (2)

Peregrinos da esperança sejamos, pela Eucaristia nutridos para o bom combate da fé. Amém.

 

(1) Liturgia das Horas – Volume Tempo Comum III - Editora Paulus - p.460-462

(2) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.1336

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