Dai-nos, ó Deus, a Divina Sabedoria
Uma
reflexão à luz da passagem do Livro do Eclesiástico (Eclo 24,23-31):
“Como a
videira germinei o encanto e minhas flores são frutos de honra e beleza.
Sou a mãe
do belo amor e do temor, do conhecimento e da santa esperança. Em mim está toda
a graça do caminho e da verdade, em mim, toda esperança de vida e de virtude.
Vinde a
mim, todos os que me desejais e fartai-vos dos meus frutos. A minha herança é
mais doce que o mel e a minha herança, mais do que o mel e seu favo; minha lembrança dura por todos os séculos.
Os que comem de mim terão ainda fome; os que
de mim bebem terão sede ainda.
Quem me
ouve não será confundido; os que agem unidos a mim, não pecarão: os que me
tornam conhecida terão a vida eterna.” (1)
Temos
nestes versículos um discurso à Sabedoria:
“A
sabedoria conclui o seu discurso convidando os judeus a saciar-se dos seus
frutos (Mt 11,28). Se a mera consideração da sabedoria faz os homens felizes,
quanto mais a posse dos seus bens, que são mais doces que o mel. Nunca chegam a
cansar: quanto mais se comem, mais aumenta o apetite.” (1)
Em todo o
tempo e em todas as situações, precisamos sempre contar com a presença do
Espírito Santo, que nos revela os desígnios divinos.
Com a
Sabedoria Divina, nossos caminhos, por mais obscuros que sejam, serão
iluminados.
Com ela,
nossa fraqueza se torna fortaleza, e renovamos as forças para as renúncias
cotidianas e o carregar da cruz intransferível.
Também, procuramos
transformar em vida os sinais de morte que teimam em se multiplicar na
história.
Com ela,
nossa vida se faz dom, amor e serviço, na participação de nossas comunidades
nas mais diversas pastorais e movimentos.
Sabedoria
Divina tão indispensável, para que sejamos uma Igreja verdadeiramente sinodal,
misericordiosa e missionária, a serviço do Reino de Deus.
Por isto,
sempre elevemos a Deus nossa súplica:
“Dai-nos,
ó Deus, a Divina Sabedoria. Amém.
(1) Comentários à Bíblia Litúrgica – Gráfica de Coimbra 2 – p.491


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