quinta-feira, 7 de maio de 2026

Dai-nos, ó Deus, a Divina Sabedoria

 


Dai-nos, ó Deus, a Divina Sabedoria

Uma reflexão à luz da passagem do Livro do Eclesiástico (Eclo 24,23-31):

“Como a videira germinei o encanto e minhas flores são frutos de honra e beleza.

Sou a mãe do belo amor e do temor, do conhecimento e da santa esperança. Em mim está toda a graça do caminho e da verdade, em mim, toda esperança de vida e de virtude.

Vinde a mim, todos os que me desejais e fartai-vos dos meus frutos. A minha herança é mais doce que o mel e a minha herança, mais do que o mel e seu favo;  minha lembrança dura por todos os séculos.

 Os que comem de mim terão ainda fome; os que de mim bebem terão sede ainda.

Quem me ouve não será confundido; os que agem unidos a mim, não pecarão: os que me tornam conhecida terão a vida eterna.” (1)

Temos nestes versículos um discurso à Sabedoria:

“A sabedoria conclui o seu discurso convidando os judeus a saciar-se dos seus frutos (Mt 11,28). Se a mera consideração da sabedoria faz os homens felizes, quanto mais a posse dos seus bens, que são mais doces que o mel. Nunca chegam a cansar: quanto mais se comem, mais aumenta o apetite.” (1)

Em todo o tempo e em todas as situações, precisamos sempre contar com a presença do Espírito Santo, que nos revela os desígnios divinos.

Com a Sabedoria Divina, nossos caminhos, por mais obscuros que sejam, serão iluminados.

Com ela, nossa fraqueza se torna fortaleza, e renovamos as forças para as renúncias cotidianas e o carregar da cruz intransferível.

Também, procuramos transformar em vida os sinais de morte que teimam em se multiplicar na história.

Com ela, nossa vida se faz dom, amor e serviço, na participação de nossas comunidades nas mais diversas pastorais e movimentos.

Sabedoria Divina tão indispensável, para que sejamos uma Igreja verdadeiramente sinodal, misericordiosa e missionária, a serviço do Reino de Deus.

Por isto, sempre elevemos a Deus nossa súplica:

“Dai-nos, ó Deus, a Divina Sabedoria. Amém.

 

(1) Comentários à Bíblia Litúrgica – Gráfica de Coimbra 2 – p.491

 

 

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