domingo, 11 de janeiro de 2026

Evangelizar com ardor missionário

                                                                

Evangelizar com ardor missionário
 
Assim como aconteceu com o Profeta Isaías, também somos enviados por Deus em missão: “Ouvi então a voz do Senhor, que dizia: ‘Quem enviarei? Quem irá por nós? Eu respondi: ‘Eis-me aqui: podeis enviar-me’” (Is 61,8).
 
Urge que nesta missão sejamos misericordiosos como o Pai (Lc 6,36), e deste modo, somos enviados para irradiar a Boa-Nova do Evangelho em todos os âmbitos, e de modo especial viver as obras de misericórdia corporais (dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos); e as obras de misericórdia espirituais (aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as fraquezas do próximo, rezar a Deus pelos vivos e defuntos).
 
Sejam nossas comunidades, conduzidas e abertas ao Espírito, cada vez mais evangelizadoras; verdadeiras comunidades eclesiais missionárias, onde os pilares (da Palavra, do Pão da Eucaristia, da Caridade e da ação Missionária) sejam cada vez mais fortalecidos, conforme as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023) - (Documento n. 109), com o seu Objetivo Geral:
 
“EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude”.
 
Deste modo, urge que sejamos uma Igreja em Estado Permanente de Missão, em que ela será uma Casa da Iniciação à Vida Cristã, lugar de Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, verdadeiramente uma  Comunidade de Comunidades, a serviço da vida plena para todos.
 
Oportunas são as palavras do Bispo São Boa Ventura (séc. XIII): 
 
“Através da ferida visível vemos a ferida do amor invisível”, pois contemplando a ferida visível do Senhor, cravado na cruz pela nossa redenção, expressão ápice de Seu amor por nós, renovaremos o nosso ardor e a alegria de sermos enviados como sinais deste amor, através das atividades mais diversas que venhamos a multiplicar.
 
Concluindo, vivamos com alegria a vocação de discípulos missionários do Senhor, comprometidos com o anúncio da Boa-Nova do Reino, evangelizando com amor, zelo e alegria, contando sempre com a força e presença do Espírito Santo. 
 
Portanto, se o cansaço vier, se dificuldades aparecerem, contemos com o colo maternal de Maria, e cobertos por seu manto sagrado, de mãos dadas a ela, nossa intercessora, serão refeitas nossas forças e continuaremos a nossa missão.


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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG