sábado, 25 de julho de 2026

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE LEÃO XIV PARA O VI DIA MUNDIAL DOS AVÓS E DOS IDOSOS (síntese) (2026)

 


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE LEÃO XIV
PARA O VI DIA MUNDIAL DOS AVÓS E DOS IDOSOS  (síntese)

“Eu nunca te esquecerei” (Is 49, 15)

A Mensagem para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos (2026), do Papa Leão XIV tem como lema a passagem do Livro do Profeta Isaías – “Eu nunca te esquecerei” (Is 49,15).

O Papa ressalta a experiência do povo de Deus que pode contar sempre com a ternura e bondade divinas, que jamais o esquece, renovando a consolação e a confiança na Sua providência.

Com isso, alerta para a dolorosa sensação de ser esquecida vivida por muitas pessoas, especialmente pelos idosos.

Ao longo da Mensagem, há exortações para multiplicarmos gestos de acolhida, atenção e ternura para com os idosos, avôs e avós, tanto na família como em outros espaços, como nos asilos onde a singularidade de cada pessoa corre o risco de ser reduzido ao número da sua cama ou à sua patologia.

Dessa forma, a celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é uma oportunidade para redescobrir que a Igreja é chamada a ser mãe de todos e que é sempre possível, em qualquer idade, descobrir-se filhos e filhas de Deus.

O Papa também nos alerta para a cultura digital que multiplica as conexões e oferece novas possibilidades de encontro; no entanto, o coração humano conserva uma necessidade inalienável de proximidade (Carta enc. Magnifica humanitas, 239), daí a importância da proximidade exortada.

Citando Santo Agostinho, recorda que, neste novo caminho de atenção e solicitude para com os idosos, pode-se reconhecer Deus aquele que  «é mãe porque aquece, porque alimenta, porque amamenta, porque protege» (Comentário ao Salmo 26, II, 18).

Recorda as palavras do Papa Francisco que se referiu aos idosos como um “novo povo” (Catequese, 23 de fevereiro de 2022), uma vez que o número de pessoas de idade avançada nunca foi tão elevado na história da humanidade. Nela, a fragilidade se faz presente e não pode ser causa de medo.

Trata-se de viver este tempo como tempo de renascimento na velhice (Jo 3,4-6), assumindo juntos compromissos renovados para a superação da violência bélica e social, assegurando um futuro onde possam crescer os próprios netos.

A Mensagem termina agradecendo pelas orações dirigidas a ele, especialmente no  terço, e retribui pedindo que o Senhor renove a todos na fé, na esperança e na caridade, na certeza de que Deus nunca se esquece de nós.

 

Em poucas palavras...

                                             


Oremos:

“Senhor, Deus de nossos pais, que concedestes a São Joaquim e Sant’Ana  a graça de darem a vida à Mãe do Vosso Filho Jesus, fazei que, pela intercessão de ambos, alcancemos a Salvação prometida a vosso povo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém” (1)

 

(1)       Oração do dia ao Celebramos a Memória de São Joaquim e Sant’Ana.

Bênção para vovôs e vovós

                                                    


Bênção para vovôs e vovós

“Ó Deus eterno e todo-poderoso, em vós vivemos, nos movemos e somos. Nós vos louvamos e bendizemos por terdes dado a estes vossos filhos e filhas, nossos queridos vovôs e nossas queridas vovós, uma vida longa com perseverança na fé e em boas obras. 

Concedei que eles, confortados pelo carinho dos filhos, netos e amigos, se alegrem na saúde e não se deixem abater na doença, a fim de que, revigorados com a vossa bênção, consagrem o tempo da idade madura ao vosso louvor, seguindo os exemplos de São Joaquim e de Santa Ana, que na fidelidade à Palavra de Deus, cumpriu sempre a vontade de servir e de amar a todos. Por Cristo, nosso Senhor.” (1)

 

(1) Liturgia Diária - ano 31 - n.367 - julho 2022 - pág. 102

Oração - VI Dia mundial dos idosos e das idosas (2026)

 


           Oração - VI Dia mundial dos idosos e das idosas (2026)
 
“Pai Santo,
Protegei-me também quando eu envelhecer.
 
Vós me fizestes conhecer, em Cristo, o Vosso nome.
Vós não ficastes escandalizado com as minhas fragilidades.
 
Protegei-me em Vossas mãos,
Acariciai as minhas rugas.
Vós não me esquecerei jamais! (cf. Is 49,15).
 
Fazei-me não ter medo da minha fraqueza.
Fazei-me saber amá-la,
Como Vós a amais.
 
Fazei-me saber ouvi-la,
Como Vós a escutais.
 
Fazei-me escolhê-la,
Como Vós a escolhestes,
Vós, que sendo poderoso, Vos revestistes de humildade.
 
Fazei que o envelhecimento nos despoje de toda presunção
E de todas as divisões
Para viver estes anos
Unido em Vós,
Que não nos esquecereis jamais (cf. Is 49,15).
Amém.”
 
(1)
CNBB – Pastoral da Pessoa Idosa

Oremos pelos nossos avós e idosos

 


Oremos pelos nossos avós e idosos

Senhor Deus de ternura e bondade, a Vós que prometestes - “Eu nunca te esquecerei” (1), nós Vos pedimos: acolhei os avós e os idosos em Tua ternura e renovai neles a confiança em Vossa eterna Providência, e fazei brilhar Vossa Luz nas horas sombrias de solidão, e por vezes, até mesmo no abandono dos seus.

Concedei-nos, ó Deus, a graça de multiplicarmos gestos de acolhida e carinho para com nossos avós e idosos, e que nossas famílias sejam lares de proximidade, onde cada vida seja respeitada em sua singularidade, e a fragilidade seja vista como dom de amor e serviço, no irradiar de santa alegria.

Ajudai-nos, para que, como Igreja, sejamos como uma mãe que aquece e protege, e juntos façamos progressos na vivência da fé, esperança e caridade; convictos em Vossa presença, animados e conduzidos pela Palavra do Vosso Filho, contando com a ação e presença do Santo Espírito, que vem em socorro de nossas fraquezas (2). Amém.

(1)               Is 49,15

(2)             Rm 8, 26-27

A Consagração do Mundo a Deus pelo Apostolado dos Cristãos Leigos (XVIIDTCA)

                                                                        

A Consagração do Mundo a Deus pelo Apostolado dos Cristãos Leigos

 

O Documento Lúmen Gentium (n.34), no Documento do Concílio Vaticano II, fala-nos do Apostolado dos Cristãos Leigos no Mundo.

 

O Batismo, vivido com intensidade e profundidade, é participação na consagração do mundo a Deus, para que sua transformação seja sinal do novo céu da nova terra, da Jerusalém Celeste que tanto sonhamos e desejamos, mas que será fruto de todo empenho e compromisso:

 

“O supremo e eterno sacerdote, Cristo Jesus, querendo também por meio dos leigos continuar o Seu testemunho e serviço, vivifica-o pelo Seu Espírito e, sem cessar, os incita a toda a obra boa e perfeita.

 

E assim, àqueles que intimamente associou à própria vida e missão, concedeu também participação no Seu múnus sacerdotal, a fim de que exerçam um culto espiritual, para glória de Deus e salvação dos homens.

 

Por esta razão, os leigos, enquanto consagrados a Cristo e ungidos no Espírito Santo, têm uma vocação admirável e são instruídos para que os frutos do Espírito se multipliquem neles cada vez mais abundantemente.

 

Pois todos os seus trabalhos, Orações e empreendimento apostólico, a vida conjugal e familiar, o trabalho de cada dia, o descanso do espírito e do corpo, se forem feitos no Espírito, e as próprias incomodidades da vida, suportadas com paciência, se tornam em outros tantos sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo (cf. 1Pd 2,5); sacrifícios estes que são piedosamente oferecidos ao Pai, juntamente com a oblação do corpo do Senhor, na celebração da Eucaristia.

 

E deste modo, os leigos, agindo em toda a parte santamente, como adoradores, consagram a Deus o próprio mundo.”

 

Urge que os cristãos leigos e leigas renovem o amor, a fidelidade, a esperança e a solidariedade, certos de que não estão sozinhos, pois podem contar com o Espírito Santo, o Defensor, o Advogado.

 

É preciso caminhar no caminho d’Aquele que Se fez o nosso caminho, com a certeza de que em cada Eucaristia celebrada, o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza (cf Rm 8,26-30), para renovados compromissos com a construção do Reino.

Aprendendo a orar (XVIIDTCA)

                                                          


Aprendendo a orar
“Temos necessidade de erradicar
o verbalismo rumoroso de nossa Oração.
O silêncio é preferível à multiplicação de palavras.

A retórica vazia faz mal
especialmente quando se quer
seriamente rezar...”

A Oração é tão necessária e imprescindível em nossa vida. 

No entanto, nos perguntamos: 

- Como e quando orar? 
- O que dificulta ou impede nossa oração?

A Oração somente é possível porque nos foi dado o Espírito, que intercede a nós ao Pai, como fala o Apóstolo Paulo aos Romanos – “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis...” (cf. na íntegra Rm 8,26-30).

Arranquemos pela raiz todas as palavras inúteis em nossa oração. Não multipliquemos palavras, como nos ensinou o Senhor.

Extintas as palavras inúteis, no vazio delas o preenchimento da Palavra Eterna. Sendo a oração um diálogo, não podemos tão apenas falar ininterruptamente, sem dar espaço Àquele que sempre tem algo muito melhor a nos dizer e a nos oferecer, antes mesmo que digamos ou que peçamos.

Orar é acolher a Palavra do Pai, na comunhão do Filho, a nós comunicada pelo Espírito, e deste modo, Oração bem feita, séria, tem ressonância, tem consequência, provoca mudanças de pensamentos, critérios e atitudes.

Silêncio orante: Palavra ouvida e acolhida, vida transformada e revigorada. Assim o seja, sem desnecessária verborragia orante.
                                                                                             
Reflitamos:

- Sentimo-nos questionados em nossas orações?
- Oramos ou apenas fazemos retóricas e justificativas de nossos pecados diante da misericórdia divina?
- Rezamos seriamente sempre?

Ponhamo-nos em constante Oração: “Vigiai e orai sem cessar” 

Pai Nosso que estais nos céus...


PS: Carta de Paulo aos Romanos (Rm 8,28-30; 1 Ts 5,16-24)

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG