sábado, 25 de julho de 2026

Oremos pelos nossos avós e idosos

 


Oremos pelos nossos avós e idosos

Senhor Deus de ternura e bondade, a Vós que prometestes - “Eu nunca te esquecerei” (1), nós Vos pedimos: acolhei os avós e os idosos em Tua ternura e renovai neles a confiança em Vossa eterna Providência, e fazei brilhar Vossa Luz nas horas sombrias de solidão, e por vezes, até mesmo no abandono dos seus.

Concedei-nos, ó Deus, a graça de multiplicarmos gestos de acolhida e carinho para com nossos avós e idosos, e que nossas famílias sejam lares de proximidade, onde cada vida seja respeitada em sua singularidade, e a fragilidade seja vista como dom de amor e serviço, no irradiar de santa alegria.

Ajudai-nos, para que, como Igreja, sejamos como uma mãe que aquece e protege, e juntos façamos progressos na vivência da fé, esperança e caridade; convictos em Vossa presença, animados e conduzidos pela Palavra do Vosso Filho, contando com a ação e presença do Santo Espírito, que vem em socorro de nossas fraquezas (2). Amém.

(1)               Is 49,15

(2)             Rm 8, 26-27

A Consagração do Mundo a Deus pelo Apostolado dos Cristãos Leigos (XVIIDTCA)

                                                                        

A Consagração do Mundo a Deus pelo Apostolado dos Cristãos Leigos

 

O Documento Lúmen Gentium (n.34), no Documento do Concílio Vaticano II, fala-nos do Apostolado dos Cristãos Leigos no Mundo.

 

O Batismo, vivido com intensidade e profundidade, é participação na consagração do mundo a Deus, para que sua transformação seja sinal do novo céu da nova terra, da Jerusalém Celeste que tanto sonhamos e desejamos, mas que será fruto de todo empenho e compromisso:

 

“O supremo e eterno sacerdote, Cristo Jesus, querendo também por meio dos leigos continuar o Seu testemunho e serviço, vivifica-o pelo Seu Espírito e, sem cessar, os incita a toda a obra boa e perfeita.

 

E assim, àqueles que intimamente associou à própria vida e missão, concedeu também participação no Seu múnus sacerdotal, a fim de que exerçam um culto espiritual, para glória de Deus e salvação dos homens.

 

Por esta razão, os leigos, enquanto consagrados a Cristo e ungidos no Espírito Santo, têm uma vocação admirável e são instruídos para que os frutos do Espírito se multipliquem neles cada vez mais abundantemente.

 

Pois todos os seus trabalhos, Orações e empreendimento apostólico, a vida conjugal e familiar, o trabalho de cada dia, o descanso do espírito e do corpo, se forem feitos no Espírito, e as próprias incomodidades da vida, suportadas com paciência, se tornam em outros tantos sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo (cf. 1Pd 2,5); sacrifícios estes que são piedosamente oferecidos ao Pai, juntamente com a oblação do corpo do Senhor, na celebração da Eucaristia.

 

E deste modo, os leigos, agindo em toda a parte santamente, como adoradores, consagram a Deus o próprio mundo.”

 

Urge que os cristãos leigos e leigas renovem o amor, a fidelidade, a esperança e a solidariedade, certos de que não estão sozinhos, pois podem contar com o Espírito Santo, o Defensor, o Advogado.

 

É preciso caminhar no caminho d’Aquele que Se fez o nosso caminho, com a certeza de que em cada Eucaristia celebrada, o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza (cf Rm 8,26-30), para renovados compromissos com a construção do Reino.

Aprendendo a orar (XVIIDTCA)

                                                          


Aprendendo a orar
“Temos necessidade de erradicar
o verbalismo rumoroso de nossa Oração.
O silêncio é preferível à multiplicação de palavras.

A retórica vazia faz mal
especialmente quando se quer
seriamente rezar...”

A Oração é tão necessária e imprescindível em nossa vida. 

No entanto, nos perguntamos: 

- Como e quando orar? 
- O que dificulta ou impede nossa oração?

A Oração somente é possível porque nos foi dado o Espírito, que intercede a nós ao Pai, como fala o Apóstolo Paulo aos Romanos – “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis...” (cf. na íntegra Rm 8,26-30).

Arranquemos pela raiz todas as palavras inúteis em nossa oração. Não multipliquemos palavras, como nos ensinou o Senhor.

Extintas as palavras inúteis, no vazio delas o preenchimento da Palavra Eterna. Sendo a oração um diálogo, não podemos tão apenas falar ininterruptamente, sem dar espaço Àquele que sempre tem algo muito melhor a nos dizer e a nos oferecer, antes mesmo que digamos ou que peçamos.

Orar é acolher a Palavra do Pai, na comunhão do Filho, a nós comunicada pelo Espírito, e deste modo, Oração bem feita, séria, tem ressonância, tem consequência, provoca mudanças de pensamentos, critérios e atitudes.

Silêncio orante: Palavra ouvida e acolhida, vida transformada e revigorada. Assim o seja, sem desnecessária verborragia orante.
                                                                                             
Reflitamos:

- Sentimo-nos questionados em nossas orações?
- Oramos ou apenas fazemos retóricas e justificativas de nossos pecados diante da misericórdia divina?
- Rezamos seriamente sempre?

Ponhamo-nos em constante Oração: “Vigiai e orai sem cessar” 

Pai Nosso que estais nos céus...


PS: Carta de Paulo aos Romanos (Rm 8,28-30; 1 Ts 5,16-24)

Em poucas palavras... (XVIIDTCA)

                                                    


Oremos: 

“Ó Deus, amparo dos que em Vós esperam, sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai em nós a vossa misericórdia para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já os bens eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém!” (1)

 

(1)  Oração do dia da Missa do 17º Domingo do Tempo Comum

Rezando com os Salmos - Sl 129 (130) (XVIIDTCA)

                                           


Das profundezas eu clamo a Vós, Senhor

“–1 Das profundezas eu clamo a Vós, Senhor,
2 escutai a minha voz!
– Vossos ouvidos estejam bem atentos
ao clamor da minha prece!

–3 Se levardes em conta nossas faltas,
quem haverá de subsistir?
–4 Mas em Vós se encontra o perdão,
eu vos temo e em vós espero.

–5 No Senhor ponho a minha esperança,
espero em Sua palavra.
–6 A minh'alma espera no Senhor
mais que o vigia pela aurora.

–7 Espere Israel pelo Senhor
mais que o vigia pela aurora!
– Pois no Senhor se encontra toda graça
e copiosa redenção.

–8 Ele vem libertar a Israel
de toda a sua culpa.”
 

O Salmo 129(130) é uma súplica confiante elevada a Deus:

“Salmo de romaria, exprimindo a penitência, mas também a esperança e a confiança no Deus redentor. O salmista implora o perdão dos pecados, confiando na misericórdia de Deus, e anuncia a graça da redenção para todo o povo.” (1)

Assim falou o anjo do Senhor a José:

“José, Filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela for gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus, pois Ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mt 1,20-21).

Assim se cumpriu a promessa e o Senhor veio ao encontro de nossa humanidade a fim de redimi-la, e por meio d’Ele a Deus clamamos, e o Espírito Santo é enviado em socorro de nossas fraquezas (cf. Rm 8,26-30). Deste modo, no Senhor, toda a graça e redenção. Amém.



(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 841

Ó Deus, que tanto nos amais (XVIIDTCA)

                                                        

Ó Deus, que tanto nos amais

Reflexão à luz da Leitura Breve das Vésperas, da Carta de Paulo aos Romanos (Rm 8,28-30).

Num contexto de indiferença, e até mesmo negação da existência de Deus, a mensagem do Apóstolo leva-nos a refletir sobre um Deus que nos ama e, incansavelmente, vem ao nosso encontro. 

Fala-nos sobre o Projeto de Salvação que Deus tem para nos oferecer na acolhida do Espírito Santo, lembrando que tudo Deus faz para aqueles que ama – “Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o Projeto de Deus” (Rm 8,28) .

Portanto, é preciso viver na fidelidade à graça divina, tendo a plena convicção de que o Espírito intercede por nós junto do Pai e nos concede a graça para realizar Seu Projeto de Salvação.

Como discípulos missionários, cabe-nos concretizar este Projeto de Salvação, e assim o faremos se, de fato, nos identificarmos com Jesus, fazendo d’Ele nosso mais belo e precioso tesouro, e por Ele tudo renunciarmos para segui-Lo, carregando com fidelidade nossa cruz de cada dia. 

Oremos:

Ó Deus, que tanto nos amais antes que tenhamos existido, porque somos obra de Vossas Divinas mãos, modelai-nos como vaso de argila na mão do Oleiro.

Ó Deus, que nos chamais para uma relação filial, comunicando-nos Vosso amor, concedei-nos proteção em todos os momentos.

Ó Deus, que nos predestinais à santidade, ajudai-nos, pois sem o Vosso auxílio ninguém é forte, ninguém é santo.

Ó Deus, que nos justificais, concedei-nos a Salvação por meio do Vosso Filho, que nos tendo amado, amou-nos até o fim.

Ó Deus, concedei com a morte e Ressurreição de Vosso Filho, a graça de sermos eternos, com a morada do Vosso Espírito em nós, a fim de que sejamos mortos para o pecado e vivos para Vós. Amém.

PS: Oportuno para celebrarmos a Festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria celebrada dia 08 de setembro, quando se pode proclamar a passagem da Carta de Paulo aos Romanos (Rm 8,28-30).

“Alegria transbordante em toda a tribulação” (XVIIDTCA)

                                                         

“Alegria transbordante em toda a tribulação”

“É próprio de quem ama queixar-se de não ser amado e,
ao mesmo tempo, temer que, excedendo-se
na acusação, venha a magoar”

Sejamos enriquecidos pela Homilia sobre a Segunda Carta aos Coríntios, do Bispo São João Crisóstomo (Séc. IV), que nos fala do transbordamento da alegria em toda a tribulação, na fidelidade a Jesus Cristo.

“Paulo de novo fala sobre a caridade, refreando a dureza da advertência. Depois de tê-los censurado e repreendido porque, amados, não haviam correspondido ao seu amor, mas haviam-se separado de seu afeto para se ligar a homens perniciosos, de novo suaviza a acerba repreensão, dizendo:

Acolhei-nos em vossos corações, como quem diz: ‘Amai-nos’. Não é pesada a graça que pede, e é de maior vantagem para quem dá, do que para quem recebe. Não disse ‘Amai’, mas algo que transpira compaixão: ‘Acolhei-nos em vossos corações’.

Quem foi que nos arrancou de vossos corações? Quem nos expulsou? Qual a causa de tanta estreiteza em vós? Acima dissera: Tendes vossos corações apertados; aqui declara abertamente o mesmo: Acolhei-nos em vossos corações. Assim, com isso os atrai de novo a si. Não é de somenos importância, quando se solicita o amor, que o amado entenda ser sua afeição de grande valia para quem ama.

Já o disse: Estais em nossos corações para a vida e para a morte. A força máxima do amor está em que, mesmo desprezado, quer morrer e viver juntamente com eles. Ora, não de qualquer modo estais em nossos corações, mas como declarei. Pode acontecer que alguém ame, mas fuja dos perigos. Conosco não é assim.

Estou repleto de consolação. Que consolação? Aquela que me vem de vós. Convertidos a melhores sentimentos, por vossas obras me consolais. É próprio de quem ama, queixar-se de não ser amado e, ao mesmo tempo, temer que, excedendo-se na acusação, venha a magoar. Por isto acrescenta: Estou repleto de consolação, transborda minha alegria. Como se dissesse: ‘Senti grande tristeza por vós; contudo me enchestes de satisfação e me consolastes; não só tirastes a causa da tristeza, mas me cobristes com muito maior alegria’.

Em seguida manifesta sua grandeza não apenas ao dizer: Minha alegria transborda; como também no que segue: Em toda tribulação nossa. Foi tão grande o prazer que me causastes que não poderia ser obscurecido pela grande aflição. Tão imenso que reduziu a nada todos os sofrimentos que nos acometeram e não nos permitiu que fôssemos abatidos pelo desgosto”.

A vida é tecida de acontecimentos que se entrelaçam e que nem sempre tão bons e agradáveis e facilmente contornáveis.

Da mesma forma, na fidelidade e no testemunho da fé, podemos passar por momentos difíceis, momentos em que sentimos como que se pode dizer “secura da alma”, “noite escura”, com suas provações e inquietações.

Nestes momentos, porém, é que temos que manter firme nossa fé, crendo contra toda falta de esperança, confiando plenamente no poder e na Palavra divina, com a força do Espírito Santo, que vem nos assistir, socorrendo nossa fraqueza, dando-nos firmeza em novos passos que precisam ser dados.

Deus que tanto nos ama, espera esta resposta de amor, em total confiança e entrega a Ele, em Suas mãos, como tão bem expressou o Bispo: “É próprio de quem ama, queixar-se de não ser amado”.

Aprendamos com o Apóstolo que, mesmo incompreendido pela comunidade, jamais deixou de amá-la e exortá-la para que crescesse na fidelidade ao Senhor, na máxima expressão da caridade ativa e frutuosa, pois sabia a quem servia e de quem a Palavra anunciava e testemunhava, com todo ardor e coragem.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG