domingo, 31 de maio de 2026

Santíssima Trindade: Um profundo Mistério de amor (Santíssima Trindade)

 


Santíssima Trindade: Um profundo Mistério de amor

A Santíssima Trindade é um mistério profundo, imenso e intenso de amor, e deste modo, a comunidade cristã é chamada a testemunhar este amor indizível, a fim de que se torne uma comunidade credível, a serviço do Reino de Deus, com o coração ardente e pés a caminho, edificando uma Igreja essencialmente sinodal.

Contemplamos o amor de Deus em tantos momentos na vida da Igreja, e um deles é no seu próprio nascimento, quando celebramos a Solenidade de Pentecostes, com o envio do dom do Espírito Santo para assisti-la até o fim dos tempos e até o fim do mundo.

A Igreja nasceu essencialmente missionária e assistida pelo sopro do Espírito, cumprindo-se a Palavra do Senhor de que não ficaríamos órfãos, e jamais experimentou quaisquer resquícios de orfandade, nem experimentará!

Em cada Eucaristia celebrada, a comunidade se nutre do Pão da Vida, participa do Banquete do amor, aprofunda sua relação com o Amor indizível da Trindade, concretizando em ações, para alcançar maior credibilidade.

Esta credibilidade, originalidade e autenticidade da Igreja são proporcionais à intensidade e a profundidade do amor vivido pela comunidade, com relacionamentos mais verdadeiros e fraternos, sobretudo entre os Agentes de Pastoral e todos os fiéis.

Tão somente assim, viverá o espírito missionário e não se omitirá na busca de respostas para as diversas realidades desafiadoras: desestruturação familiar, juventude, drogas, crise de valores éticos, com a consequente debilitação da prática da justiça, a destruição da nossa Casa Comum, o planeta em que habitamos.

Mais do que nunca, é preciso que mergulhemos no Mistério do amor Trinitário, e que ninguém se exclua ou se omita na participação da construção de uma comunidade Trinitária, que vive o amor e a comunhão, tornando-se verdadeiramente sinal do Reino. Aleluia!

 

Envolvidos pelo Mistério da Santíssima Trindade (Santíssima Trindade)

                                                            

Envolvidos pelo Mistério da Santíssima Trindade

Sejamos enriquecidos pelos escritos de São Gregório Nazianzeno, “o Teólogo” (séc. IV), sobre o Mistério da Santíssima Trindade.

“Antes de todas as coisas, conservai-me este bom depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todos os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje.

É por Ela que daqui a pouco vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-La dou como companheira e dona de toda a vossa vida.

Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Uma nos Três, e que contém os Três de maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que rebaixe...

A infinita conaturalidade é de três infinitos. Cada um considerado em Si mesmo é Deus todo inteiro...

Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em Seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim” (1).

Seja toda a nossa vida um mergulho no amor da Trindade Santa, como experimentamos no dia de nosso Batismo, de modo que a temos como companheira de toda a nossa vida.

Retomo a última afirmação:

“Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em Seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim”.

Assim aconteça conosco, ao começar a pensar na Unidade: sejamos banhados em todo o Seu esplendor. Comecemos a pensar na Trindade, para que Ela tome conta de nós.

Como discípulos missionários, precisamos deixar-nos envolver pela ternura e docilidade da Santíssima Trindade, para que nossos passos sejam firmados no testemunho das virtudes divinas: fé, esperança e caridade.

Concluo com a afirmação de fé do Concílio Lateranense (séc. XIII):

“Cremos firmemente e afirmamos simplesmente que há um só verdadeiro Deus eterno, imenso e imutável, incompreensível, todo poderoso e inefável, Pai, Filho e Espírito Santo: Três Pessoas, uma Essência, uma Substância ou Natureza absolutamente simples”.

  
(1) São Gregório Nazianzeno, “o Teólogo”, parágrafo do Catecismo da Igreja Católica n.256.

Santíssima Trindade, a mais perfeita comunhão! (Santíssima Trindade)

                                                            

Santíssima Trindade, a mais perfeita comunhão!

“Viste o Amor, viste a Trindade”

Celebrar a Eucaristia é sempre uma graça divina que nos é oferecida. Nesta Oração Maior, como em toda Oração, não podemos reduzir Deus aos nossos limites, mas devemos dilatar nosso coração para os horizontes de Deus. Este é o convite da Festa que celebramos.

Um Deus em três Pessoas é a mais plena e perfeita sintonia que se possa desejar e pensar, e que Se revela a nós como Mistério profundo de amor, comunhão, alegria, doação, entrega, solidariedade, comunicação, partilha...

Deus é misericórdia ilimitada, com dimensões infinitamente desproporcionais em relação ao nosso amor para com Ele; lento na cólera, rico em bondade e ternura, compassivo e clemente, fiel.  Somente assim podemos conceber a imagem de Deus como a Sagrada Escritura nos revela. 

Está sempre pronto a nos perdoar e conosco viver uma Nova e Eterna Aliança de Amor, primeiramente firmada com Moisés no Monte Sinai.

Ele está sempre nos convidando a subir a montanha para que a nós Se revele, mas só se torna possível quando nos colocamos em atitude de diálogo, comunhão e intimidade. Um encontro que de tão belo, leva-nos ao desejo de eternizá-lo, mas temos que descer a montanha, para esta amizade e encontro ao mundo anunciar e testemunhar.

Celebrar a Festa da Santíssima Trindade não é tanto para que desenvolvamos uma Doutrina sobre ela, é antes de tudo um convite a celebrarmos o Mistério central da fé cristã, um momento de rever e aprofundar nossa origem e destino, revigorar a alegria de termos sido criados à imagem e semelhança divina e convidados, desde o princípio fomos, a viver intensamente esta comunhão.

Com a Celebração temos a graça de aprofundar a missão de sermos reflexos d'Ela, vivendo sinais de comunhão, partilha e esperança, sobretudo se considerarmos que vivemos num mundo dilacerado pela discórdia, com a boa nova envelhecida do individualismo e egoísmo, fazendo morrer todo o sentido de fraternidade, fazendo definhar toda e qualquer forma de esperança.

É escrever e inserir numa fantástica e incrível história de amor, de dom total, uma belíssima e agradável aventura de amor.

Na relação Trinitária contemplamos a incomensurabilidade do Amor de Deus para conosco. É na Cruz a expressão suprema do Amor de Deus. A morte do Filho na Cruz consiste no último ato de uma vida vivida no amor, na doação e na entrega.

Bem afirmou o Bispo Santo Agostinho: “na Cruz se revela o encontro dos três amores: Deus Pai, o eterno Amante; Deus Filho, o eterno Amado; Deus Espírito, o eterno Amor”.

Deus nunca age sozinho. Em linguagem moderna e humana, acompanhada da pobreza de esgotar todo Mistério poderíamos dizer que Deus nunca age sozinho – “trabalha em equipe”. 

O Missal Dominical assim nos enriquece: “Deus é a profundeza última de nossa vida, a fonte do nosso ser, a meta de todos os nossos esforços...

A comunidade Trinitária é verdadeiramente o valor último e supremo, o único e verdadeiro fim último do homem. Uma vez que Deus, e somente Deus, é a plenitude de toda perfeição.

A Comunidade Trinitária é verdadeiramente Mistério... O Mistério de Deus não é um mistério de solidão, mas de convivência, criatividade, conhecimento, amor, de dar e receber, e por isso somos o que somos...

Quem quer viver com Deus não se encontra diante de uma conclusão, mas sempre diante de um início, novo como cada dia. Todo aprofundamento da ideia de Deus implica num novo nascimento.

Reflitamos:

- Ao Deus que nos propõe uma Aliança de Amor, qual é a nossa resposta?- Como estamos escrevendo a cada dia uma página nesta história de amor?

- Como somos e vivemos como família de Deus, com a divina missão de sermos reflexo da Trindade Santa?
- Como nossas famílias vivem o Amor Trinitário?

- Como superarmos as discórdias movidos e inspirados pela Comunhão Trinitária?
- Deus é comunidade de amor e vida. E nós também o somos?

Concluímos com as palavras de Santo Agostinho: “Deus é um Mistério tão inexaurível que quando encontrado ainda falta tudo para encontrá-Lo”, e disse ainda: Viste o Amor, viste a Trindade”.

E façamos o mesmo em relação às palavras de Santa Catarina de Sena que nos tocam a alma: “Vós, Trindade eterna, sois mar profundo, no qual quanto mais penetro, mais descubro, e quanto mais descubro, mais vos procuro”.

Que digamos juntos:
Ó Trindade Santa, sois nosso berço, 
nosso ninho e nosso destino. 
Contemplo-Vos e adoro-Vos, assim vivo o Amor.  Amém.

Santíssima Trindade: uma comunhão plena de amor (Santíssima Trindade)

                                            

Santíssima Trindade: uma comunhão plena de amor

Reflitamos sobre o inesgotável Mistério da Santíssima Trindade:

“A Trindade não é um postulado teórico da doutrina cristã, mas sim a revelação do amor do Pai, por meio do Filho, comunicado interiormente pelo Espírito Santo” (1)

Mais que compreender o Mistério, que ultrapassa as possibilidades limitadas do conhecimento, mergulhar neste mar imenso e profundo de amor:

“A contemplação do Mistério de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, enquanto realidade do amor que se comunica, torna-se fonte e modelo de uma comunidade humana fundada em relações de acolhimento e permuta recíprocas” (2).

Como discípulos missionários, nossa espiritualidade é essencialmente Trinitária, de modo que a nossa fidelidade ao Plano de amor do Pai, somente alcançamos quando vivemos também a fidelidade ao que nos apresentou o Filho ao anunciar a Boa-Nova do Reino, assim como na fidelidade ao que nos diz o Espírito, o Esplendor da Verdade, que nos ensina e nos revela todas as coisas, para que melhor correspondamos aos desígnios divinos.

Oportunas as palavras atribuídas a  Santo Agostinho: “na Cruz se revela o encontro dos três amores: Deus Pai, o eterno Amante; Deus Filho, o eterno Amado; Deus Espírito, o eterno Amor”.

Oremos:

“Pai fiel e misericordioso,
Que nos revelastes o Mistério da Vossa vida,
Dando-nos o Filho Unigênito e o Espírito de amor,
Amparai a nossa fé e inspirai-nos sentimentos de paz e esperança,
Para que, reunidos na comunhão da Vossa Igreja,
Bendigamos o Vosso Nome glorioso e santo. Amém! (3)



(1) (2) (3) Lecionário Comentado Tempo Comum – Vol. I – Ed. Paulus – Lisboa – Portugal – 2011 - p. 860. 

“Ó meu Deus, ó meu Tudo” (Santíssima Trindade)

                                                

“Ó meu Deus, ó meu Tudo”

"Ó Fogo devorador, Espírito de Amor,
 ‘vinde a mim’ para que se opere em minha alma
como que uma encarnação do Verbo...”.

Reflitamos sobre a “Elevação à Santíssima Trindade”, de 21 novembro de 1904, escrito pela Bem-Aventurada Isabel da Trindade (1880-1906) poucos dias antes de sua morte.

“Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim mesma para fixar-me em Vós, imóvel e pacífica, como se minha alma já estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar-me a paz nem me fazer sair de Vós, ó meu Imutável, mas que em cada minuto eu me adentre mais na profundidade de Vosso Mistério.

Pacificai minha alma, fazei dela o Vosso céu, Vossa morada preferida e o lugar de Vosso repouso. Que eu jamais Vos deixe só, mas que aí esteja toda inteira, totalmente desperta em minha fé, toda em adoração, entregue inteiramente à Vossa Ação criadora.

Ó meu Cristo amado, Crucificado por Amor; quisera ser uma esposa para Vosso Coração, quisera cobrir-Vos de glória, amar-Vos... até morrer de amor! Sinto, porém, minha impotência e peço-Vos revestir-me de Vós mesmo, identificar a minha alma com todos os movimentos da Vossa, submergir-me, invadir-me, substituir-Vos a mim, para que minha vida seja uma verdadeira irradiação da Vossa. Vinde a mim como Adorador, como Reparador e como Salvador.

Ó Verbo Eterno, Palavra de meu Deus, quero passar minha vida a escutar-Vos, quero ser de uma docilidade absoluta para tudo aprender de Vós. Depois, através de todas as noites, de todos os vazios, de todas as impotências, quero ter sempre os olhos fixos em Vós e ficar sob Vossa grande luz; ó meu astro Amado, fascinai-me a fim de que não me seja possível sair de Vossa irradiação.

Ó Fogo devorador, Espírito de Amor, ‘vinde a mim’ para que se opere em minha alma como que uma encarnação do Verbo: que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo na qual Ele renove todo o Seu Mistério.

E Vós, ó Pai, inclinai-Vos sobre Vossa pobre e pequena criatura, cobri-a com Vossa sombra vendo nela só o Bem-Amado, no qual pusestes todas as Vossas complacências.

Ó meu Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita, Imensidade onde me perco, entrego-me a Vós qual uma presa. Sepultai-Vos em mim para que eu me sepulte em Vós, até que vá contemplar em Vossa luz o abismo de Vossas grandezas.”

Santíssima Trindade, um Mistério tão intenso e inesgotável que jamais as palavras todas seriam capazes de expressar o que ela significa para a nossa vida, o que nos possibilita ler, meditar, e nos enriquecermos com preciosidades como esta da Bem-Aventurada Isabel da Trindade (1880-1906).

A Bem-Aventurada nos remete ao Amor comunhão da Trindade Santa, e nos ajuda a desejarmos nos inserir nele.

Reflitamos sobre as três Pessoas divinas e como Elas atuam: Deus Pai que tem a iniciativa, comunicando desde sempre e para sempre o Seu Amor, nos introduzindo nesta comunhão com Ele; o Filho encarnado que realiza a salvação pelo acontecimento do Mistério Pascal, por Sua Morte e Ressurreição e o Espírito Santo, presente como mais belo Hóspede, onde quis fazer Sua morada, como garantia desta verdade e fundamento de toda esperança.

Contemplamos imediatamente o Espírito Santo, que não tem uma obra incompleta para realizar, e tão pouco faz concorrência ao Filho, com ensinamento diverso, porque recebe do que é do Filho para os discípulos anunciarem.

Professamos nossa fé na Trindade Santa e na ação do Espírito Santo, n’Ele sentindo a presença do Filho Encarnado e Ressuscitado, transparência do Amor do Pai. Três Pessoas tão distintas, embora unas.

Finalizo com uma oportuna reflexão do Missal Dominical sobre a Santíssima Trindade:

“O Espírito testemunhará com Sua luz e Sua força  e Amor que Cristo está sempre presente e operante, que Cristo sempre comunica o Espírito, porque o Espírito faz conhecer que a obra de Cristo é obra de Amor, amor d’Ele que Se ofereceu, amor do Pai que O deu.

A Trindade Santa Se manifesta de modo máximo na comunicação do Espírito de Amor aos homens, para que os homens, amando-se como Cristo os amou, amem a Deus e entrem em intimidade com a divina Comunidade de Amor.” (1)

Que a exemplo da Bem-aventurada, cada vez mais nossa vida seja esta desejável inserção na comunhão do Amor Trinitário, até que um dia tenhamos a graça de contemplar a Face de Deus.

E, que na hora de nossa morte possamos repetir as últimas palavras que se puderam ouvir dos seus lábios:

“Vou para a luz, para o amor, para a vida”. Amém!


(1) Missal Dominical - Editora Paulus - p. 529.

Mergulhemos um pouco mais no Mistério da Trindade Santa! (Santíssima Trindade)

                                                 

Mergulhemos um pouco mais no Mistério da Trindade Santa!
 
Meditemos sobre a Carta do Bispo Santo Atanásio (séc. IV), que nos fala sobre a luz, o esplendor e a graça da Trindade derramadas, copiosamente, sobre nós.
 
“Não devemos perder de vista a tradição, a doutrina e a fé da Igreja Católica, tal como o Senhor ensinou, tal como os Apóstolos pregaram e os Santos Padres transmitiram. De fato, a tradição constitui o alicerce da Igreja, e todo aquele que dela se afasta deixa de ser cristão e não merece mais usar este nome.
 
Ora, a nossa fé é esta: cremos na Trindade Santa e Perfeita, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo; n’Ela não há mistura alguma de elemento estranho; não Se compõe de Criador e criatura; mas toda ela é potência e força operativa; uma só é a Sua natureza, uma só é a Sua eficiência e ação. O Pai cria todas as coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo; e deste modo, se afirma a unidade da Santíssima Trindade.
 
Por isso, proclama-se na Igreja um só Deus, que reina sobre tudo, age em tudo e permanece em todas as coisas (cf. Ef 4,6). Reina sobre tudo como Pai, princípio e origem; age em tudo, isto é, por meio do Verbo; e permanece em todas as coisas no Espírito Santo.
 
São Paulo, escrevendo aos coríntios acerca dos dons espirituais, tudo refere a Deus Pai como princípio de todas as coisas, dizendo: Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos (1Cor 12,4-6).
 
Os dons que o Espírito distribui a cada um vêm do Pai por meio do Verbo. De fato, tudo o que é do Pai é do Filho; por conseguinte, as graças concedidas pelo Filho, no Espírito Santo, são dons do Pai.
 
Igualmente, quando o Espírito está em nós, está em nós o Verbo, de quem recebemos o Espírito; e, como o Verbo, está também o Pai. Assim se cumpre o que diz a Escritura: Eu e o Pai viremos a Ele e n’Ele faremos a nossa morada (Jo 14,23). Pois onde está a luz, aí também está o esplendor da luz; e onde está o esplendor, aí também está a Sua graça eficiente e esplendorosa.
 
São Paulo nos ensina tudo isto na segunda Carta aos coríntios, com as seguintes palavras: A graça do Senhor Jesus Cristo, o Amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós (2Cor 13,13).
 
Com efeito, toda a graça que nos é dada em nome da Santíssima Trindade, vem do Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. Assim como toda a graça nos vem do Pai por meio do Filho, assim também não podemos receber nenhuma graça senão no Espírito Santo.
 
Realmente, participantes do Espírito Santo, possuímos o Amor do Pai, a graça do Filho e a comunhão do mesmo Espírito.”
 
Mergulhemos neste mar de misericórdia, de profundezas insondáveis, e descubramos os imensos Mistérios que Deus quer nos revelar.
 
Revela-nos aos poucos, porque incapazes o somos de acolher tamanhos Mistérios, pois ultrapassam nossas limitações. Assim é o Amor de Deus, que coração algum jamais poderá conter, Amor que a humanidade há de aprender a viver e corresponder...
 
Luz, esplendor e graça da Trindade é o que acolhemos ao celebrar Festa tão rica em ressonâncias em nosso caminhar, em nosso evangelizar.
 
Assim são os Mistérios de Deus:
 
- Quanto mais falamos ainda não o dissemos;
- Quanto mais contemplamos, mais ainda há para contemplar;
 
- Quanto mais se nos revela, muito mais e imensuravelmente ainda há para ser revelado;
- Quanto mais bebemos na fonte pura e cristalina que nos fala das coisas maravilhosas de Deus, mais ainda queremos beber; com uma sede inexplicável, indizível que apenas deve ser deliciosamente sentida;
 
- Quanto mais nos saciamos mais e muito mais ainda há para nos saciar;
- Quanto mais nos falam, à luz da Fonte inexaurível da Sagrada Escritura, como Santo Atanásio, mais queremos ler, ouvir, meditar, contemplar, rezar e agir impulsionados pela força do Espírito que move a História e que faz novas todas as coisas...
 
Continuemos este mergulho maravilhoso no Mistério do Amor da Santíssima Trindade, a mais bela e perfeita comunhão de três Pessoas e um só Deus: Deus que é Pai, e não apenas nos cria e recria; Deus que é Filho e nos redime pelo Sangue na Cruz derramado; que é Espírito Santo e nos acompanha com Sua força, luz, graça, sabedoria e quanto mais se possa dizer.
 
Não estamos sós, estamos acompanhados com as três pessoas da Trindade Santa, um só Deus, que amamos com o mesmo amor, adoramos na mesma intensidade e servimos com a mesma vivacidade.
 
Concluo com o mais belo sinal que identifica o cristão em qualquer lugar no imenso universo; gesto tão simples, tão inesgotável de beleza e conteúdo: Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Amém - O sinal da Cruz.

O Senhor Jesus é a nossa alegria e salvação

 




O Senhor Jesus é a  nossa alegria e salvação

“Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos.” (At 4,12)

Na passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 4, 8-12), os discípulos são testemunhas do Ressuscitado, com o selo do Espírito Santo, que garante o êxito no aparente fracasso da Cruz por Jesus proposto, de modo que nada pode calar nem parar a missão da Igreja.

De fato, o Espírito Santo está presente na Igreja, e é Ele quem anima nessa missão e dá coragem para o enfrentamento das oposições pelas forças de opressão que recusam esta Proposta.

Deste modo, a missão da Igreja consiste em comunicar ao mundo a Salvação que vem somente de Jesus, cabe aos discípulos levar esta Proposta libertadora a todos.

Jesus é a pedra base deste Projeto de vida nova e plena, e os discípulos são testemunhas desta salvação que Ele vem nos oferecer.

Há muito que ser feito ainda para que a Boa-Nova do Reino seja anunciada e vejamos sinais de uma nova realidade, porque ainda vemos genocídios, feminicídios, atos bárbaros de terrorismo, guerras religiosas, o avassalador capitalismo selvagem e suas vítimas multiplicadas.

Assim como foi com Pedro, hoje a Igreja precisa ter um anúncio corajoso e coerente, acompanhado do testemunho, confiante na presença do Espírito de Jesus Ressuscitado, e assim, nos momentos de crise, desânimo ou frustração, tomar consciência desta presença amorosa, que renova a nossa esperança para o necessário testemunho da fé n’Ele.

Com o Espírito Santo de Deus, jamais vacilaremos na fé, bem como não esmoreceremos na esperança, de tal modo que o fogo abrasador do Santo Espírito arderá e purificará nossos corações, com a inflamável chama do Seu Divino Amor. Amém.

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