quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Transfiguração do Senhor: ouvir e proclamar Sua Palavra

                                                        

Transfiguração do Senhor: ouvir e proclamar Sua Palavra
                                                                           
Uma prece à luz da Transfiguração do Senhor:

Supliquemos:

Senhor Deus, concedei-nos a coragem para subir, descer e sermos enviados para onde quiserdes para realizar Vossa divina vontade realizar, sem fixar âncoras nas aparentes seguranças que já tenhamos alcançado.

Concedei-nos a graça de não cairmos na tentação de nos instalarmos num passado sereno, ou presente tão certo e seguro, mas termos a coragem de nos levantarmos, descermos e partirmos para o indeterminado, tão apenas confiando em Vosso Projeto, sem sombras de dúvidas ou de medo, guiados pelo Vosso Espírito, na fidelidade ao Vosso Amado Filho.

Não permitais que caiamos na tentação de fixar moradas no Monte Tabor, como desejaram Vossos Apóstolos, mas com os olhos da fé devidamente purificados, descermos à planície ao encontro dos desfigurados, Vossos pobres prediletos, até que mereçamos a visão da Trindade Santa e Eterna, plenitude de amor e luz: céu.

Senhor Deus, ainda que o Mistério da Cruz se faça presente em nossa vida, a experiência do Tabor pelos Apóstolos vivida, conosco compartilhada e nela acreditada, seja a força que nos impulsione a caminhar adiante, colocando nossa vida inteiramente ao Vosso dispor, para que renovemos sagrados compromissos com Vosso Reino.

Oremos: 

“Ó Deus, que nos mandastes ouvir o Vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a Vossa Palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão de Vossa glória. Por N.S.J.C. Amém." 

Fontes: cf. Dn 7,9-10.13-14; Mt 17,1–9, Mc 9,2–8; Lc 9,28–36; 2 Pd 1,16-19

Uma súplica humilde e confiante (05/08)

                                                      

Uma súplica humilde e confiante

Ouvimos, na quarta-feira da 18ª semana do Tempo Comum, a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 15,21-28).

Trata-se de uma cena comovente: a humildade, a confiança, a súplica, a fé daquela mulher “cananeia”, uma pagã, habitante de uma região não recomendada pelos judeus.

Contemplamos, na ação de Jesus, a Salvação de Deus concedida a todos, como a expressão de Sua misericórdia, e tem uma dimensão universal, pois se estende a todos os povos, de modo que ninguém é excluído do Seu Projeto de Amor e Salvação.

Aprendemos com ela que temos que pedir a Deus com fé, uma vez que embarcar na aventura do Reino é cultivar uma fé autêntica, abrir-se a graça da Salvação, ainda que não a mereçamos.

De fato, a Misericórdia Divina é universal, operativa e inclusiva, porque a todos se destina!

A postura da “cananeia” é totalmente contrária à atitude dos fariseus e doutores da Lei, que por sua vez é marcada por preconceitos e autossuficiência, totalmente fechados à Salvação oferecida por Jesus e às Suas propostas. São duas atitudes totalmente opostas diante de Jesus.

Ao atender a súplica daquela mulher Jesus desmascara todos os preconceitos. A aparente dureza das palavras de Jesus é, antes de tudo, para revelar a atitude contrária de Seus opositores.

A humildade da mulher é revelada pela pedagogia de Jesus – “receba a minha salvação”. Jesus revela a misericórdia de Deus, um amor que se volta incansavelmente a quem a Ele acorre com fé.

Reflitamos:

- Deus está sempre pronto para curar, salvar, libertar... E eu estou aberto e pronto para o agir de Deus?
- Como nossa comunidade testemunha o amor inclusivo de Deus pelos pobres?


- Como nos abrirmos e acolhemos a Salvação de Deus?
- A “cananeia” de um lado, fariseus e doutores da lei de outro. Quem é, de fato, o verdadeiro crente?

- O Evangelho ajuda a comunidade a refletir sobre sua postura. Somos uma comunidade que acolhe e favorece a salvação a todos?
-  O que a atitude da “cananeia” tem a nos ensinar?

Finalizando, vemos que assim se constrói o Reino de Deus: com fé, confiança, humildade, persistência, abertura, universalidade...

Abramo-nos à Divina Misericórdia que Jesus viveu e anunciou, e ao mundo nos enviou para que o mesmo fizéssemos, sem jamais nos fecharmos ao Projeto de Salvação de Deus para toda a humanidade.

Aprendamos com a “Cananeia”, com sua súplica humilde e confiante.

O Amor Divino rompe barreiras e cria comunhão (05/08)

                                                        

O Amor Divino rompe barreiras e cria comunhão

Ouvimos na Liturgia da Palavra da quarta-feira da 18ª Semana do Tempo comum (Ano par), as passagens bíblicas: Jr 31,1-7;  Mt 15,21-28.

Sejamos enriquecidos pelos comentário do Lecionário Comentado:

A Bíblia é a narração multiforme de uma extraordinária história de amor entre Deus e os homens. E a proposta perene de relação do Parceiro Divino é diversamente acolhida ou recusada, segundo a alternância respeitante a pessoas singulares ou coletividades.

Acreditar que o Senhor é fiel àquilo que prometeu torna-se um desafio muitas vezes difícil, sobretudo porque muitas vezes os homens têm a impressão de que não notam a presença divina nas suas vidas.” (pág. 62).

“Nenhuma diferença cultural nos impede de ajudar quem se encontra em dificuldades, em particular se aparece à nossa frente... 

O medo egoísta de perder espaços e recursos julgados de exclusiva posse pessoal ou coletiva, ou então o simples receio de quem é ‘diferente’ de nós levaram e levam a opções de encerramento e de entrincheiramento sociais evangelicamente injustificáveis.

O amor evangélico deve levar a responder positivamente às exigências de quem precisa, fora e para além de cálculos mesquinhos e conveniências imediatas, mediante opções quotidianas praticáveis no interesse do bem comum. Jesus morre na Cruz por todos e o Seu amor não se mede por uma lógica setorial ou sectária.

É oportuno que nos recordemos disto, todas as vezes que encontramos algum ‘cananeu’ que pede auxílio, e não somente quando corremos o risco de nos tornarmos ‘cananeus’.” (pág. 63-64).

Iluminados pela Palavra Divina, aprofundemos esta relação de amor com Deus, continuemos a escrever linhas, páginas no Livro da Vida, percebendo sua presença em todos os momentos, em todas as circunstâncias, inclusive nas adversas.

N’Ele confiando e crescendo nesta relação de amor, vivendo a lógica de Jesus, o amor sem limites, o amor de Cruz, rompemos barreiras que nos distanciam, quebramos muros de inimizades, construímos relações mais fraternas, para sinalizar a realidade do Reino por Ele inaugurada.

E, como tão bem enfatizou o Papa Francisco em sua participação na Jornada Mundial da Juventude, a relação de amor com Deus exige de cada um de nós maior proximidade e solidariedade com Suas criaturas, imagem e semelhança de Deus. E relembrando também as palavras do Papa Bento XVI:

O Amor a Deus e o amor ao próximo fundem-se num todo: no mais pequenino, encontramos o próprio Jesus e, em Jesus, encontramos Deus... o amor ao próximo é uma estrada para encontrar também a Deus, e que o fechar os olhos diante do próximo torna cegos também diante de Deus.”  (1)



(1) Encíclica – “Deus Caritas Est” – 2005. 

No Senhor confiamos e a Ele suplicamos (05/08)

                                                      

No Senhor confiamos e a Ele suplicamos

Na passagem do Evangelho proclamado na Quarta-feira da 18ª Semana do Tempo Comum, vemos uma pagã que suplica a Jesus para que libertasse sua filha de um espírito impuro (Mt 15,21-28), encontramos algumas mensagens iluminadoras para nosso discipulado:

Jesus Se retira para oração...
- Quantas vezes queremos ficar diante de Deus e não conseguimos meditar?
- Quantos são os apelos que nos vêm na hora em que nos colocamos em oração?
- Quantos pedidos, telefonemas, encaminhamentos, emergências, inúmeros compromissos?

Alimentar-se espiritualmente para ser presença de Deus para o outro:
Jesus nos ensina que o clamor dos sofredores deve tocar nosso coração, e não adiar a resposta solidária, expressão concreta de amor.

Cada pessoa tem que descobrir o tempo e o modo de se alimentar, espiritualmente, para não se esvaziar na missão de cada dia.

A espiritualidade nutrida é fonte de partilha e solidariedade. A falta da oração esvazia o coração e esfria a compaixão.

Com a mulher pagã, também aprendemos:
- Ela não foi indiferente quando ouviu falar de Jesus e sabia que Ele não a decepcionaria.

Vai até Jesus não para pedir para si mesma, mas para a filha. Súplica que se abre a realidade do outro, que não reza tão apenas para si mesma…

Ela dirigindo-se a Jesus cai aos Seus pés, em absoluta atitude de humildade e confiança, suplicando como que as migalhas  que caem da mesa: numa atitude de humilhação.

Mas nós não ganhamos migalhas de Deus, pois Ele não nos criou para vivermos de migalhas.

Deus sempre nos deu o melhor Pão do mundo.
Deus nos deu o melhor do melhor...
O Melhor: Jesus, o Pão da Vida!

Há muito que aprender com a atitude desta mulher que nos fala o Evangelho.

Porque Deus não quer ver ninguém na miséria, sobretudo condenado à miserável condição de pecador, excluído de Sua misericórdia e da vida plena!

Uma outra bela lição nos ilumina: quando acorremos a Deus com sinceridade, confiança e humildade, somos atendidos.

Reflitamos:

- Dirigimo-nos a Deus com humildade, confiança e sinceridade?
- Quais são os conteúdos de nossas súplicas?
- Pedimos somente para nós ou, em nossas orações, o outro ocupa lugar privilegiado?
- De que modo vivemos a atitude de agradecimento, diante de Deus, pelo Pão da Vida que nos oferece em cada Eucaristia e em todos os dias de nossas vidas?

Sejamos como aquela mulher pagã, uma estrangeira: coloquemo-nos diante de Deus e rezemos de modo que nossa oração possa tocar o coração de Deus, porque fruto da humildade, confiança e sinceridade.

Reflitamos:

- Como rezamos?
- Onde rezamos?

- O que rezamos?
- Para quem rezamos?

- Por que rezamos?
- Qual o valor da Celebração Eucarística em minha vida?

- Qual a consequência, em minha vida, ao me alimentar do Pão da Vida?
- Ofereço o melhor de mim mesmo, ou apenas ofereço migalhas, a quem de mim se aproxima?

Que nossa oração seja a expressão da confiança de que, com a força de Deus, tudo faremos melhor! E, assim, a liberdade e o amor se tornarão, em tudo e em todos, uma desejável realidade!

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Maria, Mãe de Deus e nossa (05/08)

                                                         


Maria, Mãe de Deus e nossa

No dia 5 de agosto, celebramos a Festa da Dedicação da Basílica Santa Maria Maior, a mais antiga Igreja do Ocidente dedicada à Santíssima Virgem, erigida pelo Papa Sisto III (432-440), em Roma, no monte Esquilino.

Sejamos enriquecidos pela Homilia pronunciada pelo Bispo São Cirilo de Alexandria, no Concílio de Éfeso (431), em que Maria, a Mãe de Jesus, é proclamada Mãe de Deus.

"Contemplo esta assembleia de homens santos, alegres e exultantes que, convidados pela santa e sempre Virgem Maria e Mãe de Deus, prontamente acorreram para cá.

Embora oprimido por uma grande tristeza, a vista dos santos padres aqui reunidos encheu-me de júbilo. Neste momento vão realizar-se entre nós aquelas doces palavras do salmista Davi:

‘Vede como é bom, como é suave os irmãos viverem juntos bem unidos!’(Sl 132,1).

Salve, ó mística e Santa Trindade, que nos reunistes a todos nós nesta Igreja de Santa Maria Mãe de Deus.

Salve, ó Maria, Mãe de Deus, venerável tesouro do mundo inteiro, lâmpada inextinguível, coroa da virgindade, cetro da verdadeira doutrina, templo indestrutível, morada d’Aquele que lugar algum pode conter, virgem e mãe, por meio de quem é proclamado Bendito nos Santos Evangelhos ‘o que vem em nome do Senhor’(Mt 21,9).

Salve, ó Maria, tu que trouxeste em teu sagrado seio virginal o Imenso e Incompreensível; por ti, se festeja e é adorada no universo a Cruz preciosa; por ti, exultam os céus; por ti, se alegram os Anjos e os Arcanjos; por ti, são postos em fuga os demônios; por ti, cai do céu o diabo tentador; por ti, é elevada ao céu a criatura decaída; por ti, todo o gênero humano, sujeito à insensatez dos ídolos, chega ao conhecimento da verdade; por ti, o santo Batismo purifica os que creem; por ti, recebemos o óleo da alegria; por ti, são fundadas Igrejas em toda a terra; por ti, as nações são conduzidas à conversão.

E que mais direi? Por Maria, o Filho Unigênito de Deus veio ‘iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte’(Lc 1,77); por ela, os Profetas anunciaram as coisas futuras; por ela, os mortos ressuscitam; por ela, reinam os Reis em nome da Santíssima Trindade.

Quem dentre os homens é capaz de celebrar dignamente a Maria, merecedora de todo o louvor? Ela é mãe e virgem. Que coisa admirável! Este milagre me deixa extasiado. Quem jamais ouviu dizer que o construtor fosse impedido de habitar no templo que ele próprio construiu? Quem se humilhou tanto a ponto de escolher uma escrava para ser a sua própria mãe?

Eis que tudo exulta de alegria! Reverenciemos e adoremos a divina Unidade, com santo temor, veneremos a indivisível Trindade, ao celebrar com louvores a sempre Virgem Maria! Ela é o templo santo de Deus, que é seu Filho e esposo imaculado. A Ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém".

Maria, Templo Santo de Deus, templo criado para Aquele pelo qual tudo foi criado, louvores aos céus elevemos.

Louvemos a Maria, que permitiu que nela se pousasse a sombra do Espírito, e nela o Mistério da Encarnação viesse a ocorrer.

Louvamos a Maria, na qual Deus fez sua morada para vir ao nosso encontro. Nela o Verbo Se fez Carne e habitou entre nós.

Louvamos a Maria, por ser a Mãe de Jesus, Mãe de Deus e nossa, que nos carrega em seu coração, e nos sentimos envolvidos por sua ternura, no seu colo, seguros e protegidos.

Louvemos a Maria, que em nenhum instante se separou de Seu Filho, e nos acolheu, aos pés da Cruz, como seus Filhos, em atenção às Palavras geradas na dor indescritível do seu Filho chagado na Cruz, que nela morrendo, o mundo redimiu.

Louvemos a Maria, Mãe da Igreja, da qual nos tornamos membros pelo Batismo, como pedras vivas, amadas e escolhidas por Deus.

Louvemos a Maria, que cantou a esperança dos pobres no Magnificat, e as maravilhas que Deus realiza em nosso favor (Lc 1, 46-55).

Louvemos a Maria, assunta ao céu, coroada Rainha dos Céus; contando com sua presença em nosso árduo combate da fé, aqui na terra, enquanto peregrinamos longe do Senhor, longe ainda de nosso desejo inflamado de contemplar a face de Deus, de a comunhão plena e eterna de Amor do Deus Uno e Trino para sempre viver.

Louvemos a Maria, enquanto caminhamos pelas estradas da vida, trilhando o Caminho que é o próprio Jesus, seu humano e amado Filho, iluminados pelo esplendor da Verdade; seu divino e adorado Filho, sedentos de Vida e paz, seu humano e divino, amado e adorado Filho, Jesus, a quem tributamos toda honra, glória, poder e louvor por todos os séculos. Amém!

As chamas da caridade ardente (03/08)

                                                             


As chamas da caridade ardente

 

“Coragem, sou Eu, não tenhais medo” (cf. Mt 14,27)

 

Retomemos a primeira Grande Revelação em que Jesus fala de seu imenso amor por nós, provavelmente em 27 de dezembro de 1673, relatada por Santa Margarida Maria: 

Meu Coração divino é tão apaixonado de amor pelos homens, e por ti em particular, que não mais podendo conter em Si as chamas de Sua caridade ardente, é preciso que elas se difundam por teu intermédio, e que Ele se manifeste aos homens para enriquecê-los de Seus tesouros preciosos, que Eu aqui manifesto, e que contêm as graças santificantes e salvíficas necessárias para retirá-los do abismo de perdição”.  

Diante do Sagrado Coração de Jesus, silencio-me;
Deixo-me envolver pelas chamas da Sua caridade ardente.
Aqueço meu coração, por vezes frio e cheio de medo,
Medo que não pode nos devorar e levar ao desespero.
 
Vivamos cada tempo como tempo de graça,
Para que entremos em contato com nosso mundo interno,
Coloquemos nossos pensamentos em ordem,
Observemos e escutemos o significado das nossas emoções.
 
Tempo de rever a nossa passagem pelo mundo.
Tempo de conversão de posturas de onipotência,
Que levam não somente a humanidade à morte,
Mas o mundo, a Terra, nossa Casa Comum.
 
Tempo de ouvir os clamores de nosso Planeta,
Que não suporta mais como o tratamos;
Com posturas levando à sua abismal destruição,
Em nome do lucro, capital voraz, a vida aniquilando.
 
É tempo de renovar a confiança em Deus em nossa “travessia”:
Estamos todos na mesma tempestade, mas não à deriva.
Contamos com a presença do Senhor que nos diz:
“Coragem, sou Eu, não tenhais medo” (cf. Mt 14,22-33).
 
Diante do Sagrado Coração de Jesus, continuarei em silêncio,
Totalmente envolvido pelas chamas da Sua caridade ardente.
Coração aquecido, medo permanentemente a ser vencido,
Em Sua Palavra confiando, um novo amanhecer sonhando.
 
A alegria do encontro, das festas, haverá de voltar.
Cultos, rezas e Missas terão maior e melhor sabor.
Reaprenderemos o que de fato tem ou não valor.
Viveremos intensamente a essência da fé cristã: o Mandamento do Amor.

Oremos: 

Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade,
Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados,
Tende piedade de nós, de joelhos suplicamos:
Aquecei-nos com Vossa chama de caridade ardente. 
Amém.

Coragem na fidelidade ao Senhor (03/08)

                                                    

Coragem na fidelidade ao Senhor

Disse o Senhor aos Seus discípulos: - "Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo!” (Mt 14,27).

Nossa fidelidade ao Senhor Jesus Cristo e com o Reino de Deus por Ele inaugurado, exigem de todos nós “coragem!”. 

Entretanto, não há porque ter medo, pois o Espírito do Senhor está presente em nossa vida, em nossa pequena barca da família, da Igreja.

Por isto é sempre bom ouvir, a cada instante, a Palavra de Jesus, nesta travessia do mar da vida, em que sentimos medo pelo vento que sopra contra a barca: "Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo!” (Mt 14,27).

Os ventos contrários são muitos (desemprego, incertezas, banalização da vida, individualismo, prazer sem compromisso, depressão, dependência química, incertezas, abandonos...), por isto é preciso ter coragem de ir contra a corrente para alcançar a verdadeira felicidade.

Cremos que a felicidade é possível quando não desistimos de buscá-la, mas é preciso coragem para ir ao seu encontro, para ir contra a corrente, na certeza de que somente com Jesus, presente na Palavra e na Eucaristia, de modo especialíssimo, é que poderemos alcançá-la, e a muitos apresentá-Lo, com humilde anúncio e corajoso testemunho.

Coragem! Digamos uns para os outros sempre... O Senhor está conosco, caminha conosco, e nada poderá fazer naufragar nossos sonhos e a esperança de que a felicidade é possível; de que um mundo novo pode acontecer, desde que não nos deixemos levar pelos ventos das facilidades que o mundo oferece, com promessas de felicidade que se tornam, com o tempo, vazias e ilusórias.

Coragem! Confiemos sempre no Senhor, o mesmo ontem hoje e sempre. Amém.

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG