quinta-feira, 30 de abril de 2026

O abandono do “cântaro”

                                                         

O abandono do “cântaro”

O encontro de Jesus com a Samaritana, ao meio dia, na beira do poço... (Jo 4,5-15.19b-26.39a.40-42), possibilita inesgotáveis possibilidades de reflexão.

Por exemplo, quando o Evangelista diz que “A mulher abandonou o cântaro, foi à cidade...” (Jo 4,28) o que significa este abandono?

Um dos sentidos é o rompimento com todos os esquemas de procura de felicidade, egoístas, para abraçar a verdadeira e única proposta de vida plena trazida por Jesus. 

Ele é a fonte de vida nova, e estabelece com a Samaritana um novo modo de relacionamento.

Certamente ela foi amada como nunca fora antes; com um amor que faz enaltecer o esplendor da dignidade que todos possuímos, porque feitos à imagem e semelhança de Deus.

Também significa e representa o abandono de tudo aquilo que nos dá acesso a propostas limitadas, falíveis, incompletas de felicidade; marca um novo começo...

Se o coração está pleno do Amor de Deus, não há necessidade de “cântaros”, haja vista que o coração humano é o grande "cântaro" de Deus, onde Ele quis habitar e cumular de graças, ternura, bondade, misericórdia, sabedoria, compaixão...

O cântaro abandonado junto ao poço leva-nos a pensar que o mesmo perdera sua importância. O cântaro seria para a Samaritana um empecilho que dificultaria na ânsia de levar a boa nova da acolhida aos seus amigos. Sem ele estaria livre para correr.

Reflitamos:

- Estamos dispostos a abandonar o caminho da felicidade egoísta, parcial, incompleta, e a abrir o nosso coração ao Espírito que Jesus nos oferece e que exige uma vida nova?

- Quais são os “cântaros” que devemos abandonar para que com maior disponibilidade possamos vivenciar alegre e prontamente a missão de Discípulos Missionários do Senhor?

- Num mundo em que nos encontramos com pessoas procurando um sentido para vida, às vezes vazias de espiritualidade, de compromissos solidários, somos capazes de apontar Àquele que dá sentido a nossa vida?

- Onde e como enchemos o “cântaro” do coração para não voltarmos a procurar velhos e indesejáveis cântaros?

Concluindo, é sempre tempo de abandonar “o velho cântaro”; de esvaziar o coração de quaisquer ressentimentos, mágoas, indiferenças etc.

É sempre tempo de abertura e predisposição para acolher o que de melhor Deus tem para nos conceder, por meio do Seu Filho, a Divina Fonte, que nos assegura a Água Viva do Espírito.

Tenhamos a alma irrigada pela Água Cristalina do Senhor, para que em Seus prados divinos e viçosos, sombras, flores e frutos, possamos contemplar e saborear.

Façamos nossas passagens, nossos abandonos necessários, que são imprescindíveis para verdadeiros encontros santificantes e santificadores, pascais:

Do cântaro da vida vazia ao deleite do encontro com a Vida plena, Jesus.

Do cântaro da vida amarga vivida ao novo momento pela Misericórdia Divina concedida.

Do cântaro da mesmice, do vácuo de perspectivas à alegria da Missão de Discípulos Missionários.

Do cântaro ao cântaro do Coração de Jesus.

Do cântaro antigo ao novo cântaro, o Coração de Jesus, pleno de Amor...

Não mais o cântaro, mas o coração em sintonia com o Coração Fornalha Ardente de Amor, Jesus!

Não mais o cântaro do provisório, 
mas o Cântaro que nos ama 
e nos introduz na eternidade. 
Amém!

Celebremos o Aniversário da Dedicação de nossa Igreja Catedral (2026)

                                                      


Celebremos o Aniversário da Dedicação de nossa Igreja Catedral

No dia 1º de maio de 2026, Festa de São José Operário,  celebraremos 40 anos da instalação de nossa amada Diocese e 17 anos da dedicação de nossa Igreja Catedral. Uma bela história para celebrar no altar do Senhor.

Sempre oportuno e necessário, para bem celebrar, conhecermos um pouco da sua história:

- A Diocese pertence à Província Eclesiástica de Diamantina e foi criada a 18 de dezembro de 1985 pela Bula Pontifícia “Recte Quidem”, do Papa São João Paulo II, tendo seu território desmembrado da Arquidiocese de Diamantina e das Dioceses de Governador Valadares e Itabira - Coronel Fabriciano;

- Sua instalação solene aconteceu em 1º de maio de 1986, pelo Exmo. e Revmo. Sr. Núncio Apostólico no Brasil, Dom Carlo Furno, que também, nesta data, deu posse ao primeiro Bispo Diocesano, Dom Antônio Felippe da Cunha, SDN (Missionário Sacramentino de Nossa Senhora).

Quanto à Igreja Catedral, assim lemos na placa comemorativa da dedicação da Igreja Catedral da Diocese de Guanhães – MG:

“No ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2009, sendo pontífice S. S. o Papa Bento XVI, Bispo Diocesano Dom Emanuel Messias de Oliveira, esta Catedral foi dedicada a Deus em honra do Arcanjo São Miguel. Guanhães, 1° de maio de 2009.”

A Igreja Catedral, conforme nos ensina a Igreja, tem extrema importância:

- “Inculque-se no espírito dos fiéis, da maneira mais oportuna, o amor e veneração para com a Igreja Catedral. Para isto, muito contribui a celebração do aniversário da sua dedicação, bem como peregrinações dos fiéis em piedosa visita, sobretudo em grupos organizados por paróquias ou regiões da diocese.”   (1)

- “Para melhor realçar a importância e dignidade da Igreja particular, festejar-se-á o aniversário da dedicação da sua Igreja Catedral: na própria Igreja Catedral, com o grau de solenidade; nas restantes Igrejas da diocese, com o grau de festa. Isto, no próprio dia em que ocorrer o aniversário da dedicação. Se esse dia estiver perpetuamente impedido, esta celebração será fixada no dia livre mais próximo. O aniversário da dedicação de Igreja própria será, nela, celebrada com o grau de solenidade.”  (2)

Agradecemos a Deus pela graça de uma bela Igreja Catedral, com traços modernos, e de uma beleza indizível, que nos favorece o bem celebrar, o recolhimento, a oração, e a renovação das forças para que no cotidiano vivamos nossa fé, como peregrinos de esperança, com gestos e compromissos com a caridade em todos os momentos e âmbitos:

 “Pela sua força simbólica, a Catedral converte-se em casa de oração, em escola da verdade, lugar de escuta da Palavra e lugar de elevação do espírito e de encontro com Deus. Amar e venerar a Catedral é amar a Igreja como comunidade de pessoas unidas pela mesma Fé, pela mesma Liturgia e Caridade. É fundamental que a Catedral, presidida pelo Bispo com a participação do povo que forma a comunidade diocesana, seja expressão da Igreja Local viva e peregrina. Espera-se também que a Catedral seja um centro modelador da Liturgia, da Evangelização, da Cultura e da Caridade sendo assim expressão e sinal de toda a vida da comunidade diocesana.” (3)

Com isto, temos um longo caminho a percorrer, para maior valorização da Igreja Catedral, para que não seja apenas um espaço, um prédio, mas realização de tudo quanto ela significa e nos desafia, sobretudo na ação evangelizadora, como Igreja sinodal, misericordiosa e missionária, em que nos faz cada vez mais compassivos, próximos e solidários com quem mais precisar; alegres, convictos, amorosos, zelosos e ardorosos arautos do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

(1) Cerimonial dos bispos n. 45

(2)Idem n. 878


(3)https://diocese-braga.pt/documento/2022-08-28-o-eixo-de-uma-catedral-34709-1


Em poucas palavras... (Catedral)

                                                       


A força simbólica de uma Catedral


“Pela sua força simbólica, a Catedral converte-se em casa de oração, em escola da verdade, lugar de escuta da Palavra e lugar de elevação do espírito e de encontro com Deus.

Amar e venerar a Catedral é amar a Igreja como comunidade de pessoas unidas pela mesma Fé, pela mesma Liturgia e Caridade.

É fundamental que a Catedral, presidida pelo Bispo com a participação do povo que forma a comunidade diocesana, seja expressão da Igreja Local viva e peregrina.

Espera-se também que a Catedral seja um centro modelador da Liturgia, da Evangelização, da Cultura e da Caridade sendo assim expressão e sinal de toda a vida da comunidade diocesana.” (1)

 

(1)https://diocese-braga.pt/documento/2022-08-28-o-eixo-de-uma-catedral-34709-1

Em poucas palavras... (Oração da Coleta no aniversário da dedicação de uma igreja n.1)

                                           


Oração da Coleta – no aniversário da dedicação da igreja (1)

“Ó Deus, cada ano nos fazeis reviver a dedicação deste templo santo; ouvi as preces do Vosso povo e concedei que, neste lugar, celebremos um culto perfeito e alcancemos plenamente os frutos da redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.” (1)

 

 

 

(1) Oração da Coleta – Missa no aniversário da dedicação de uma igreja, na própria igreja dedicada – p. 887

Em poucas palavras... (Oração da Coleta no aniversário da dedicação de uma igreja n.2)

                                                   


Oração da Coleta – no aniversário da dedicação de uma igreja (2)

 

“Ó Deus, com pedras vivas e escolhidas, preparais um templo eterno para a Vossa glória; aumentai na Vossa Igreja os dons do Espírito Santo que lhe destes, para que Vosso povo fiel cresça sempre mais, edificando a Jerusalém celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.” (2)

 

 

(2) Oração da Coleta – Missa de aniversário da dedicação da igreja (em outra igreja)  - Missal Romano – p. 890

 

Rezando com os Prefácios – Aniversário da dedicação de uma igreja

                                               


Rezando com os Prefácios – Aniversário da dedicação de uma igreja 

“...Pois, nesta casa visível, que nos destes a graça de construir, não deixais de conceder os vossos favores à família que peregrina ao Vosso encontro.

Neste lugar, manifestais e realizais de modo admirável o mistério da Vossa comunhão conosco, porque aqui edificais para Vós o templo que somos nós e fazeis crescer a Igreja, presente no mundo inteiro, unida como corpo do Senhor, até atingir a plenitude da paz, na Jerusalém Celeste...” (1)

 

“... Vós, doador da graça, Vos dignais habitar esta casa de oração para que, com vosso constante auxílio e favorecidos por Vossos dons, nos tornemos templo do Espírito Santo, resplandecendo pela santidade de vida.

Também, sem cessar, santificais a Igreja, esposa de Cristo, simbolizada nos templos visíveis, para que, como Mãe exultante de muitos filhos, seja acolhida em vossa glória no céu...” (2)

 

 

(1) Prefácio no Aniversário da Dedicação de uma Igreja  (na própria igreja dedicada) – “O Mistério do Templo de Deus, que é a Igreja” – Missal Romano – pág. 888

(2)Idem (em outra igreja) – “O Mistério da Igreja, Esposa de Cristo e Templo do Espírito Santo” - p. 890-891

Celebrando 35 anos da criação da Diocese de Guanhães (2021)

                                      

Celebrando 35 anos da criação da Diocese de Guanhães 

 Querido Povo de Deus!

Viva, São Miguel! Viva, São José Operário! 

No dia 1º de maio, quando celebramos a Festa de São José Operário, nossa amada Diocese completamos 35 anos de evangelização, e pelo segundo ano consecutivo, celebraremos sem a presença física dos nossos diocesanos, mas com certeza unidos a nós espiritualmente, rezando conosco, através dos meios de comunicação. 

Com isto, retomamos o sentido da Igreja Doméstica, como nos falou o Apóstolo São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (1 Cor 16,19), nas saudações finais: “As Igrejas da Ásia enviam saudações a vocês. Áquila e Priscila, com a Igreja que se reúne na casa deles, enviam a vocês muitas saudações no Senhor.” 

Devido à Pandemia da Covid-19 que atormenta a humanidade, a necessidade do isolamento social tornou-se imprescindível para a preservação da vida. As famílias, de seus lares, têm demonstrado e irradiado uma fé viva, transformando, de fato, suas casas em verdadeiras Igrejas Domésticas. 

O Catecismo da Igreja Católica, quanto à Igreja Doméstica, assim nos fala: “Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada Família de José e Maria. A Igreja não é outra coisa senão a ‘família de Deus’. Desde suas origens, o núcleo da Igreja era, em geral, constituído por aqueles que ‘com toda a sua casa’ se tornavam cristãos. Quando eles se convertiam, desejavam também que ‘toda a sua casa’ fosse salva.” (CIC n.1655). 

Nesta ocasião festiva, em que também celebramos o Dia do Trabalho, dirijo-me a todos vocês que, de suas casas, rezam conosco pela caminhada da nossa Igreja diocesana, fazendo sempre memória de todos aqueles e aquelas que por aqui passaram e deixaram a sua preciosa semente de evangelização. 

Destaco o primeiro Bispo Dom Antônio Felippe da Cunha (in memoriam); Pe. Saint Clair Ferreira Filho (in memoriam), Administrador Diocesano; Dom José Heleno (Administrador Apostólico); Dom Emanuel Messias de Oliveira, o segundo Bispo; o então Pe. Marcello Romano, Administrador Diocesano; Dom Jeremias Antônio de Jesus, Bispo Emérito, o terceiro; Dom Darci José Nicioli, Administrador Apostólico; e tantos outros padres, cristãos leigos e leigas que ajudaram a construir a história desta Diocese. 

Exorto a todos para não desanimarem. Esta fase difícil prolongada, esperamos que passe o mais breve possível, com a graça de Deus, e assim, poderemos nos reencontrar em nossas Celebrações Litúrgicas, encontros de formação, e, num afetuoso abraço, acolhermo-nos como filhos e filhas de Deus, formando uma verdadeira Comunidade Eclesial Missionária, alicerçada nos Pilares da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária. 

Concluo com esta Oração, pedindo a Proteção de São José Operário por todos nós, de modo especial para todos os trabalhadores empregados e desempregados, que com seu trabalho, participam do prolongamento da obra da criação: 

 

Ó Deus, que aprendamos com São José
Operário, homem de bondade, esperança e
humildade, o carpinteiro de Nazaré, que disse sim ao
Senhor, cuidando de Vossa Sagrada Família, o mesmo fazer.
 
Ó Deus, que aprendamos com ele,
homem do povo, patrono de todos
trabalhadores, compromissos inadiáveis com
a justiça, a esperança, a paz, o amor e a fraternidade.
 
Ó Deus, por intercessão de São José Operário,
Vos pedimos que nunca nos falte trabalho digno
e salário justo, para que continuemos com força e coragem
a fazer do trabalho um prolongamento da Vossa Obra da Criação.
 
Que a exemplo de São José Operário,
aprendamos a amar, a vibrar e a sorrir com o labor
de cada dia, para que muitos frutos sejam produzidos.
 
Por intercessão deste grande Santo
agradecemos, ó Deus Todo-Poderoso, pelos benefícios
que nos tendes concedido, por meio do Vosso Amado Filho
que vive e reina em comunhão com Vosso Espírito. Amém.

 

PS: Escrito em parceria com o Pe. Dilton – Chanceler da Diocese de Guanhães - MG - maio de 2021


São José Operário, rogai a Deus pela nossa Diocese! (2020)


São José Operário, rogai a Deus pela nossa Diocese!

No dia 1º de maio, celebramos 34 anos instalação da Diocese, 11 anos da dedicação da sua Catedral ao Arcanjo São Miguel, e a Festa de dia de São José Operário em tempo de coronavírus, tempo de recolhimento e isolamento, tempo em que todas as reuniões e assembleias estão canceladas ou adiadas e sem previsão de retorno.

Não andaremos no descompasso colocando vidas em risco. Eu sou muito zeloso e amo muito a vida de cada um de vocês, como também amo minha própria vida. Estamos no mesmo barco e temos que nos cuidar e prevenir sempre para que possamos chegar ao lado da margem do mar.

Dia Primeiro de maio, dia de São José Operário, patrono dos trabalhadores, como declarou, em 1955, o Papa Pio XII, reafirmando a Doutrina Social da Igreja: Trabalho não é castigo divino, é graça divina, é bênção! Trabalhar é participar do prolongamento da obra da criação. Trabalho é coisa digna.

Triste é o desemprego (mais de 12 milhões desempregados); não ter o dinheiro para dar pão, educação, sustento, vida digna para um filho, uma filha...

Toda esta realidade e a fragilidade de nossa vida, como estamos testemunhando, levam-nos a pedir a intercessão de São José, para que tenhamos dias melhores, uma sociedade mais justa, fraterna e solidária; pedir, por intercessão de São José, pelo nosso país, pelas autoridades, pelos políticos que dirigem nossa nação, para que amem a vida e, como Estado, saibam promover trabalhos, iniciativas em socorro dos que mais precisam.

Urge pedir a Deus pelo fortalecimento das instituições democráticas de nosso país, pois somente com os poderes devidamente constituídos, fortalecidos, temos a garantia de uma nação mais próspera, como pronunciamos como CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Há muitos que querem fragilizar e ignorar e até fechar instituições democráticas, que têm papel fundamental. A Constituição é fundamental no país para que se promova a fraternidade, a justiça, os direitos inalienáveis, que não se pode abrir mão na existência humana.

Ouvimos na passagem do Evangelho que São José, pai adotivo de Jesus, trabalhando na oficina, como que revelando a dignidade do trabalho, e de fato, o trabalho é digno e é garantia do sustento e da sobrevivência humana. 

Refletindo sempre o aniversário de nossa Diocese, rezamos, também, por intercessão de São José Operário e Nossa Senhora e o Arcanjo Miguel, patrono de nossa Diocese, para que nós, como Igreja, como Diocese, continuemos firmes e fortes na ação evangelizadora, em comunhão com a Igreja do Brasil e com nosso querido Papa Francisco.

Precisamos edificar uma Igreja missionária, uma Igreja em saída, presente nas periferias existenciais, abrindo as portas, por enquanto fechadas para sua participação, mas abre as portas para a solidariedade, levando ao mundo luz, alegria, esperança e a Palavra divina.

É bem verdade que as portas estão fechadas, mas, é mais verdade ainda, que abrimos todos os meios de comunicação de nossas paróquias, para que nenhuma família fique sem a Palavra de Deus. 

As portas se fecharam, mas o nosso coração se abriu para o anúncio da Boa-Nova e, assim, na plena e fecunda comunhão espiritual, também preocupados com a partilha do pão material, a fim de que ninguém fique privado do pão cotidiano, em multiplicados gestos de solidariedade em nossas comunidades e Paróquia. 

Sigamos em frente, dando passos para a realização da sexta Assembleia, programada para o final do ano. Esperamos realizá-la para confirmar, ou redimensionar os nossos passos, para uma evangelização com zelo, amor e ardor, como falava o Papa São Paulo VI, na Evangelii Nuntiandi.

Amado Povo de Deus, exorto que amemos nossa Diocese, paróquias e comunidades. Amemos os irmãos e irmãs com quem devemos caminhar juntos. Não há Igreja da solidão, mas a Igreja da solidariedade e da comunhão.

Concluindo, quero gravar no coração de todos: compaixão, sabedoria e esperança. Precisamos do calor da compaixão, da luminosidade da sabedoria, do vigor da esperança. 

O calor da compaixão para enfrentar o frio do isolamento, do distanciamento, do medo, dos números que estão assustando, e se não tomarmos cuidado podem aumentar. Por isso, é inadmissível ouvirmos palavras de indiferença, irresponsáveis ou mesmo que retratam a banalização da vida.

Por outro lado, vejo gente simples costurando máscaras, levando cestas, levando sopa na madrugada fria para os moradores em situação de rua; assim como o nosso querido Papa Francisco que ligou para o arcebispo de Manaus, querendo saber como estava a situação, os povos indígenas, a população. O Papa é um homem, com certeza, que tem no coração o calor da compaixão.

O calor da compaixão está sendo expresso em gestos solidários e assim também o será nas ofertas e no dízimo.

Urge que os padres renovem no coração esse calor da compaixão, expressa na solidariedade, em mil gestos simples: uma ligação, uma mensagem, um vídeo. O calor da compaixão!

A catequese está fazendo encontros virtuais, pois o calor da compaixão não abandona ninguém.

O calor da compaixão com as famílias que no seu sofrimento não podem enterrar seus mortos como de costume. Que gelo, que sofrimento! O calor da compaixão, nesse momento, é expresso no altíssimo número de mortos em nosso país, devido à pandemia citada.

O calor da compaixão com aqueles que estão com suas lojas fechadas e precisam pagar suas contas; com os desempregados e tantas outras realidades.

Tendo que ficar todos juntos, as famílias estão redescobrindo o que é o calor da compaixão; pois era cada um com seu celular... agora é o calor da compaixão, tendo que ficar debaixo do mesmo teto, por horas e horas, inventando e recriando os relacionamentos.

Peçamos a luz da Sabedoria, por intercessão de São José, ele que cuidou de Jesus, a Luz, com o seu trabalho, com a suas mãos calejadas, com o suor derramando. Ele derramou suor físico, Jesus derramou o suor de sangue; o suor do pão material de José, o suor Redentor de Jesus.

Supliquemos a ele para que interceda a Deus, para que não nos falte a luminosidade da sabedoria divina, para que descubramos saídas. A escuridão da noite é iluminada com a luz d’Ele, sobretudo nas noites escuras por que passamos. Como precisamos imensamente da luz divina, da luz e do calor do Ressuscitado!

Nossa Diocese aniversariante, precisa da luminosidade da sabedoria divina. Também aos que dirigem a nação, não é dado o direito de semear discórdias, egoísmo e indiferença. Que as autoridades procurem a luminosidade da sabedoria: não apaguem as luzes, mas acedam luzes no caminho.

Por fim a necessidade do vigor da flor da esperança que nos vem da linfa vital do amor, do Espírito Santo. Jesus é a videira do Pai, nós somos os ramos, e quem não ficar unido à videira é ramo seco, podado, cortado, queimado (Jo 15).

Que São José, que segura esse lírio branco da paz, esse lírio branco da esperança, esse lírio branco da compaixão e da sabedoria divina, interceda a Deus para que não nos falte o vigor da esperança.

É preciso dar razão de nossa esperança, e não reclamar, em nenhum momento, do que estamos passando, mas com a esperança de que amanhã vai ser melhor. Agradeça o dia de hoje. Esperança no coração sempre! 

Neste dia de São José Operário, que nos recriemos, sempre dando graças a Deus em tudo o que fazemos, e tudo que fizermos, seja de coração para o Senhor e não para os homens, como Paulo falou aos Colossenses.

Com essas palavras, rogo a Deus que renovemos nosso amor à Igreja, a devoção a São José Operário, e nos corações, o calor da compaixão, a luminosidade da sabedoria, não deixe apagar a luz, a chama da sabedoria, tão pouco não perca o vigor da esperança!

Concluindo, cremos que este dia, o 34º ano da criação da Diocese, nunca mais será esquecido. Algo bom e melhor, nascerá depois desta pandemia, pois não há somente o coronavírus, há muitos outros vírus que precisamos vencer, e não nos deixar contaminar, para que a imagem de Deus resplandeça em cada um de nós. 

São José Operário, patrono de todos os trabalhadores, vos rogamos pela nossa Igreja, pela nossa pátria, pelas nossas famílias e pelo mundo inteiro. Amém.


PS: Homilia do dia 1º de Maio de 2020, memória de São José Operário, na festa do 34º ano de instalação da Diocese.

Em poucas palavras...

                                                  

           “Quando a Igreja reza «Pai nosso que estais nos céus»...”

“Quando a Igreja reza «Pai nosso que estais nos céus», professa que somos o povo de Deus já sentado nos céus em Cristo Jesus (Ef 2,6) escondidos com Cristo em Deus (Cl 3,3) e que, ao mesmo tempo, «gememos nesta tenda, ansiando por revestir-nos da nossa habitação celeste» (2 Cor 5, 2; Fl 3,21; Hb 3,14):

Os cristãos «estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Passam a vida na terra, mas são cidadãos do céu» (Epístola a Diogneto).” (1)

 

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – n. 2796

Em poucas palavras...

                                              


“O símbolo dos céus remete-nos para o mistério da Aliança...”

“O símbolo dos céus remete-nos para o mistério da Aliança que nós vivemos, quando rezamos ao Pai. Ele está nos céus: é a sua morada.

A casa do Pai é, pois, a nossa «pátria». Foi da terra da Aliança que o pecado nos exilou (Gn 3), e é para o Pai, para o céu, que a conversão do coração nos faz voltar (Jr 3,19-4,1a; Lc 15,18.21).

Ora, foi em Cristo que o céu e a terra se reconciliaram (Is 45,8; Sl 85,12), porque o Filho «desceu do céu», sozinho, e para lá nos faz subir juntamente consigo, pela sua cruz, ressurreição e ascensão (Jo 12,32; 14,2-3; 16,28; 20,17; Ef 4,9-10; Hb 1,3; 2,13).”   (1)

  

(1) Catecismo da Igreja Católica – n. 2795

Supliquemos: Luz, Palavra, Pão e o Espírito

                                                            

Supliquemos: Luz, Palavra, Pão e o Espírito

Ó Deus, Pai de Misericórdia, pelo Vosso Filho Jesus e Senhor nosso,
Que convosco vive e reina, na mais perfeita comunhão de vida e amor,
Hoje e sempre, a Vós, os joelhos dobramos, as mãos elevamos e suplicamos:

Concedei-nos, pelo Vosso Filho Ressuscitado, a Luz da vida,
Sobretudo, quando vivemos momentos sombrios e difíceis.
Vós que pela coluna de fogo iluminastes Vosso Povo no deserto.

Concedei-nos, pelo Vosso Filho Ressuscitado, a Palavra de vida,
Sobretudo, quando vemos sinais de morte e a própria bem perto de nós,
Vós que pela voz de Moisés ensinastes o Vosso povo no monte Sinai.

Concedei-nos pelo Vosso Filho Ressuscitado o Pão da Vida,
Sobretudo, quando estamos famintos de alegria, amor e paz.
Vós que com o maná alimentastes o Vosso Povo peregrino.

Concedei-nos pelo Vosso Filho Ressuscitado o Espírito que dá Vida,
Sobretudo, quando o espírito do medo e timidez teima em devorar nossas forças.
Vós que com a água do rochedo destes de beber ao Vosso Povo eleito.

Concedei-nos Senhor:

Luz para iluminar as linhas da escuridão da história;
Palavra de Vida e Eternidade para nos conduzir em
Meio às palavras transitórias e vazias de conteúdo;

O Pão da Vida que sacia nossa fome de Eternidade,
E o Vosso Espírito que nos conduz, orienta e ilumina,
E nos dá a certeza de que jamais caminhamos sozinhos.
Amém. Aleluia!

PS: Livre adaptação das Preces das “Laudes”  da 4ª quinta-feira da Páscoa.

Em poucas palavras...

                                 


Os sinais realizados por Jesus

“Os sinais realizados por Jesus testemunham que O Pai O enviou (Jo 5,36; 10,25). Convidam a crer n'Ele (Jo 10,38).

Aos que se Lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem (Mc 5,25-34). Assim, os milagres fortificam a fé n'Aquele que faz as obras do Seu Pai: testemunham que Ele é O Filho de Deus (Jo 10,31-38).

Mas também podem ser «ocasião de queda» (Mt 11,6). Eles não pretendem satisfazer a curiosidade nem desejos mágicos.

Apesar de os seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns (Jo 11,47-48); chega mesmo a ser acusado de agir pelo poder dos demônios (Mc 3,22).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.548

Discípulos missionários de Jesus, Caminho, Verdade e Vida (VDTPA)

                                                  

Discípulos missionários de Jesus, Caminho, Verdade e Vida

Reflexão à luz da passagem do Evangelho (Jo 14,1-12), como um testemunho espiritual do Senhor, somos orientados para a Sua Ascensão ao Pai: "Não vos preocupeis... vou preparar um lugar para vós... depois voltarei e vos levarei comigo... Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida..."  

De fato, Cristo é o Caminho para a luz e a Verdade para a Vida.
 
Jesus é o Caminho, porque é o único "Mediador" da Salvação:
Portanto, não temos outras vias para atingir a Deus e para chegar a nós.
 

Caminho que conduz a Deus e à morada eterna.
Caminho, porque é nosso Único Mediador com Deus.
Caminho que devemos percorrer como comunidade.
Caminho para a glória que passa pela Cruz.
Caminho da felicidade, se vividas as Bem-Aventuranças.
 
Jesus é a Verdade, porque é o "Revelador" do projeto de Deus:
Cristo é a Verdade, pois quando vemos uma confusão ruidosa de mil verdades que só duram um dia, Ele permanece como o termo último de todas as verdades.
 
Verdade que Ilumina todos os Povos.
Verdade, porque nos Revela a face de Deus,
Verdade plena de esplendor que devemos proclamar ao mundo.
Verdade que, se seguida, não caminharemos nas trevas.
Verdade que, se conhecida, nos fará livres.
 
Jesus é a Vida, porque é o "Salvador", que nos dá a vida de Deus que Ele possui -  "Ninguém pode chegar ao Pai senão por mim".
Cristo é a Vida, e com Ele, todos os nossos esforços para vencermos as barreiras da morte.
 
Somente Cristo, que é Vida, destrói essa barreira e nos abre as portas para uma vida sem fim, em plenitude total. 
 
Vida que renova o mundo e toda a humanidade.
Vida que nos dá gosto e sentido da vida, e dela cuidar.
Vida, porque é nosso Redentor com Seu Sangue derramado.
Vida plena e abundante nos concede no tempo presente e na eternidade: força na fraqueza, glória na humilhação e vida na morte.
 
Na fidelidade a Jesus, Caminho, Verdade e Vida edificamos uma Igreja verdadeiramente Sinodal com estas marcas:
 
- Somos um Povo de Deus organizado, em que os membros têm diferentes responsabilidades e missão, tal como o serviço da Caridade, da Palavra e do Culto;


- somos um “edifício espiritual”, em que Cristo é a Pedra fundamental, e nós, pedras vivas, como nos falou o Apóstolo Pedro (1 Pd 2,4-9);


- somos um Povo peregrino, caminhando juntos para Deus, nos passos de Jesus Cristo, Caminho, a Verdade e a Vida.


Oremos:

“Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem no Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna. Por N. S. J. C. Amém”


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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG