Sonhos que alargam
horizontes
“Estou contigo e te
guardarei aonde quer que vás, e te farei voltar a este solo. Nunca te
abandonarei até cumprir o que te prometi.” (Gn 28,15)
A citação encontra-se no contexto do “exílio’
de Jacó para o oriente, como mais tarde acontecerá com todo o povo, e é
acompanhada por Deus.
Jacó está fugindo e tem o famoso sonho da
escada que liga a terra ao céu, e nesse momento, Deus fala com ele e promete
proteção, presença e cumprimento das promessas.
Jacó tem uma visão de Adonai (Yhwh)
entronizado e chama o lugar de Betel –“Casa de Deus”.
A visão noturna de Jacó, na sua passagem por
Betel, é um dos momentos teologicamente mais densos de todas as suas tradições.
Jacó recebe a promessa que o situa no seguimento
da história iniciada com Abraão, numa teofania que lateralmente é a legitimação
do santuário de Betel.
Em seu sonho, vê uma escada ou uma rampa que
une o céu e a terra, com mensageiros de Deus que estabelecem a comunicação de
uma promessa: multiplicação da descendência e posse da terra.
O patriarca Jacó é o homem que confia na promessa, e em Deus confiando,
abre perspectiva para o futuro para todo o povo a ele confiado.
Concluímos retomando este Hino que pode nos
acompanhar na Oração da Noite, ao colocarmos o dia vivido nas mãos de Deus, e
pedirmos forças para um novo dia.
Supliquemos ao Senhor que fique conosco, e com
quanto queiramos, durante a noite, para que, ao amanhecer, sintamos a Sua
presença, como o foi naquela madrugada da Ressurreição.
Confiemos na presença do Senhor, ao viver a
“noite escura” da alma, alcançando a luminosidade desejada, saciados com a doce
presença do Amado, Aquele que desejamos, procuramos, e amando O encontramos, e
uma vez encontrado O amemos sempre, como expressou Santo Anselmo.
Fica conosco, Senhor,
porque anoitece:
Oremos:
“De noite descia a escada
misteriosa,
Junto da pedra onde Jacó
dormia.
De noite celebravas a
Páscoa com Teu povo,
Enquanto, nas trevas,
caíam os inimigos.
De noite ouviu Samuel
três vezes o seu nome
E em sonhos falavas aos
santos Patriarcas.
De noite, num presépio,
nasceste, Verbo eterno,
E os Anjos e uma estrela
anunciaram a Tua presença.
À noite celebraste a
primeira Eucaristia
No meio dos Teus amigos
na última Ceia.
De noite agonizaste no
Jardim das Oliveiras
E recebeste o beijo frio
da traição.
A noite guardou o Teu
Corpo no sepulcro
E viu a glória da Tua
Ressurreição”. Amém.
(1) Fonte – Comentário à luz
da Bíblia Litúrgica – Gráfica Coimbra – Palheira – Portugal – pp. 111-112


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