terça-feira, 30 de junho de 2026

“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação”

                                                   


“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação
 
Sejamos enriquecidos pelas palavras do então Papa Bento XVI, para vivermos intensamente a nossa devoção Mariana:
 
“... Com efeito, Maria, é a flor mais bonita que desabrochou na criação, a "rosa" que apareceu na plenitude dos tempos quando Deus, enviando o seu Filho, conferiu ao mundo uma nova Primavera.
 
E é ao mesmo tempo protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é o seu coração espiritual, porque a sua própria presença no meio dos discípulos constitui a memória viva do Senhor Jesus e o penhor do dom do Seu Espírito.
 
O Evangelho deste Domingo, tirado do capítulo 14 de São João, oferece-nos um retrato espiritual implícito da Virgem Maria, onde Jesus diz: "Se alguém me ama, guarda a minha Palavra; meu Pai amá-lo-á, viremos a ele e nele faremos morada" (Jo 14, 23).
 
Estas expressões são dirigidas aos discípulos, mas podem ser aplicadas ao máximo grau precisamente àquela que é a primeira e perfeita discípula de Jesus.
 
Efetivamente, Maria foi a primeira que observou de maneira plena a Palavra do seu Filho, demonstrando deste modo que O ama não apenas como Mãe, mas ainda antes como serva humilde e obediente; por isso, Deus Pai amou-a e nela a Santíssima Trindade fez a Sua morada.
 
Além disso, quando Jesus promete aos Seus amigos que o Espírito Santo os assistirá, ajudando-os a recordar cada uma das Suas Palavras e a compreendê-las profundamente (cf. Jo 14, 26), como não pensar em Maria, que no seu coração, templo do Espírito, meditava e interpretava fielmente tudo aquilo que o seu Filho dizia e fazia?
 
Deste modo, já antes e, sobretudo, depois da Páscoa, a Mãe de Jesus tornou-se também a Mãe e o modelo da Igreja.”
 
Ela é a primeira flor a exalar o odor de Cristo para o mundo, acolhendo-O em seu ventre pela ação do Espírito.
 
Flor que O acompanhou em todos os instantes, como os Evangelhos e a Igreja nos ensinam e cremos: desde a concepção, em seu crescimento em idade, tamanho, sabedoria e graça diante de Deus;  partícipe fundamental no primeiro sinal de Caná da Galileia; presente na hora da agonia, da Paixão, da morte e da Ressurreição.
 
Maria é a “rosa” que apareceu na plenitude dos tempos como nos falou o Papa, e, com certeza, é a rosa que torna mais belo o céu, porque nele, ao lado do Filho, se encontra.
 
Maria é a “rosa” que se faz presente em nosso caminhar, nos dizendo sempre, como disse em Caná: “fazei tudo o que Ele vos disser”.
 
Maria é a “rosa” que nos dá a certeza de que não estamos sós e que o Espírito Santo que nela agiu, continua agindo, assistindo e conduzindo a Igreja de Seu Filho e soprando onde Ele quer.
 
Maria é a mais bela “rosa” que jamais perde o encanto, a vida, a graça.
 
Maria é a mais bela “rosa” que torna mais belo o jardim de nossa existência, até que um dia tenhamos a graça de vê-la no céu, como há muito se canta:
 
“Com minha mãe estarei na Santa Glória um dia,
Junto com a Virgem Maria, no céu triunfarei...” 

Em poucas palavras... (Maria)

                                                            

“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação 

“... Com efeito, Maria, é a flor mais bonita que desabrochou na criação, a "rosa" que apareceu na plenitude dos tempos quando Deus, enviando o seu Filho, conferiu ao mundo uma nova Primavera.

E é ao mesmo tempo protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é o seu coração espiritual, porque a sua própria presença no meio dos discípulos constitui a memória viva do Senhor Jesus e o penhor do dom do Seu Espírito." (Papa Bento XVI)

Eu vi...

                                                                 


Eu vi...

Eu vi...
Eu vi as sementes daquela flor sendo replantadas...
Eu vi uma jovem recebendo uma flor de seu amado...
Eu vi um jovem entregando uma flor para sua amada... (ainda se dá flores!)

Eu vi um homem cuidando do jardim, para que desse a flor.
Eu vi antes ele plantando a semente para que nascesse a flor.
Eu vi alguém comprando as mesmas sementes, potencial de flor.

Eu vi alguém preparando as sementes para outro dela dispor.
Eu vi a semente, da semente da semente, daquela flor.
Eu vi a semente da semente, da semente da semente da semente... daquela flor.

Eu vi a semente...
Eu vi as primeiras sementes no Éden sendo espalhadas: Obra do meu Amor
Eu não vi mais as primeiras sementes, porque elas ainda não existiam...
Mas, eu as vi antes que todos vissem,
Quando tudo por meio d'Ele criei!
Sempre vejo o que você ainda não viu!

Assim Sou Eu, assim somos Nós: Trindade Santa.
Nós o mundo pensamos, criamos, te presenteamos...
Mas Eu também vos vejo o mesmo mundo destruindo,
Com ambições desmedidas, sustentabilidade ofendida...

Mas eu também espero, porque confio em minhas amadas criaturas,
Um dia cuidarão de cada semente com mais amor e ternura!
Mas Eu também vos vejo o mesmo mundo reconstruindo,
Com novas posturas ecológicas do planeta cuidando...
Como me alegra o coração, nos limites da humana condição,
Pessoas de boa vontade: 
Luzes, cores, flores e amores - multiplicação!



PS: Para uma reflexão teológica e antropológica da criação! Convite à reflexão e atitudes que demonstrem amor ao planeta, por novas posturas ecológicas e de sustentabilidade.

Virtudes a serem cultivadas

 


                                                           

                               Virtudes a serem cultivadas

Retomo o comentário do Missal Cotidiano sobre as virtudes cardeais da realidade cristã:

“Neste terreno favorável devem florescer e desenvolver-se as virtudes cardeais da realidade cristã: a plenitude da fé (Hb 10,22), uma esperança indefectível que tem seu fundamento na fidelidade de Deus (Hb 10,23) e uma caridade ativa (Hb 10,24)”

É no chão do coração purificado de toda má consciência que a fé lança suas sementes fincando suas raízes, para que se elimine toda erva daninha do desânimo, de modo que a fina e pura flor da esperança exale todo seu odor, que se torna visível pela caridade e boas obras.

Todos nós nas travessias de mares assustadores, de desertos extenuantes com seus temores, de caminhos difíceis porque as pedras são inevitáveis, bem como das flores seus espinhos, precisamos da plenitude da fé.

Uma pessoa que tem fé com certeza não será submergida na travessia dos mares nem terá sua garganta ressequida, ou a alma falecida pela secura e aridez do deserto da existência humana.

Da mesma forma, jamais desistirá de trilhar seu caminho, porque sabe que com Ele, Jesus, o Caminho, é bem sabido o nosso mais desejado destino, não deixando a vida à deriva sem horizonte, sem rumo... (cf. Jo 14,6).

Com esperança indefectível, sem erros, vacilos, defeitos, fará de cada amanhecer uma nova possibilidade; de cada recuo, se necessário for, ponto de um novo avanço (assim são as ondas); se quedas houver, é para que se tome consciência das limitações, para cair toda pseudo-onipotência, para que se aprenda a curvar diante da Divina Onipotência, Deus.

Caridade, também no coração terá; uma caridade com um tom diferencial, que seja ativa. O amor será a mais bela chama que a todos contagia, porque é próprio do Amor de Deus assim fazer. O amor divino é como língua de fogo que aquece as realidades mais frias e sombrias, ilumina outras mais que escuras, desoladoras. O amor é fogo que não se consome, chama ardente de caridade que o coração invade, e luz que jamais se apaga (cf. 1 Cor 13,1-13).

Amar é revelar a presença de Deus e Seu esplendor, e glórias infinitas aos céus elevar... 

Bem disse Jesus ao nos conferir a identidade e a missão de sermos sal e luz do mundo: “Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16)

Plenitude de fé, esperança indefectível, caridade ativa,
Virtudes cardeais de Deus tão preciosas,
Que haveremos, com todo zelo, cuidar,
Cultivo tão belo e precioso jamais omitido.
Certeza de que o amanhã melhor há de ser,
Pois é próprio do amor de Deus fazer florescer
O que para nós for preciso e a vida mais bela ser...

Vai nascer a flor...

                                                                       

Vai nascer a flor...

Da esperança, na planície árida dos desesperados.
Da confiança, na planície inconstante dos inseguros.
Da alegria, na planície obscurecida dos entristecidos.
Da ação, na planície inibidora de sagrados compromissos.

Vai nascer a flor...

Da pureza, no cume da montanha, no coração dos inocentes.
Da verdade, no cume da montanha dos que não se curvam à mentira.
Da liberdade, no cume da montanha dos que a nada se escravizam.
Da sinceridade, no cume da montanha, dos que são transparentes.

Vai nascer a flor... 

Da acolhida, no vale dos que são rejeitados.
Da ternura, no vale dos que suplicam atenção.
Da valorização, no vale dos que são pisoteados.
Da dignidade sagrada, no vale dos que são violados.

Vai nascer a flor... 

Da fé, no abismo profundo do coração dos que não esmorecem.
Da esperança, no abismo profundo do coração dos que não vacilam.
Da caridade, no abismo profundo do coração dos que cultivam o amor.
Das virtudes divinas, que fazem florir o mais belo jardim.

Vai nascer a flor... 

De mil nomes possíveis, no canteiro imenso do mundo,
Porque assim faz Deus com Suas sementes imensuráveis,
Se acolhidas e regadas com Oração, e por vezes com lágrimas,
Na morte das sementes, vidas novas renascidas – Ressuscitadas.

Vai nascer a flor... 

Que perdemos provisoriamente lá no belo Paraíso,
Mas que pela fidelidade à Palavra vivida,
Com o arado da Cruz, o mundo preparado,
Novo céu, nova terra floridos: esperados, realizados.

Vai nascer a flor... 

No coração dos que não fixaram âncoras no passado,
Mas que se puseram a caminho com o Senhor:
Ora atravessando o deserto com seus desafios,
Ora a turbulenta água do mar da existência.

Vai nascer a flor...

No coração dos poetas e dos Profetas
Que sonham e descrevem um mundo diferente, renovado...
Que olham para o futuro com os olhos de Deus, o mais belo olhar.
Que veem, além do horizonte do sol poente, um novo amanhecer.

Vai nascer a flor...

No coração dos que não perdem a confiança na humanidade,
Que se abrem ao Mistério do Amor 
revelado pela Santíssima Trindade,
Que nutrem e germinam, no tempo presente, flores de eternidade. Amém.

Vai nascer a flor...



PS: Oportuno para refletirmos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 4,1-13) - onde-se lê "planície árida", podemos ler o "deserto" e aprofundar o tema do Jubileu da Esperança - 2025. Também para o Tempo do Advento, tempo de esperança, mudança e alegria pela vinda do Verbo que fez e fará morada entre nós.

A travessia é possível! Temos o Sopro do Espírito

                                                                          

A travessia é possível!
Temos o Sopro do Espírito

Retomo um trecho  do “Tratado sobre a Trindade” (séc IV), do Bispo Santo Hilário.

“... Apesar de ser esta a única manifestação da minha vontade, é preciso suplicar o auxílio de Vossa misericórdia. Desfraldando as velas da nossa fé e do nosso testemunho, vinde enchê-las com o Sopro do Vosso Espírito, e orientai-nos no caminho da pregação que iniciamos. Pois não nos faltará Aquele que prometeu: Pedi e vos será dado. Procurai e achareis.  Batei e a porta vos será aberta (Mt 7,7).”

Primeiramente, ressalto a sua súplica, o auxílio da misericórdia divina. O que seria de nossa miséria humana sem a misericórdia divina. Cada vez mais a humanidade precisa reconhecer sua condição de criatura diante do Criador que é fonte de bondade, ternura e misericórdia. Um mundo que prescinda de Deus e de Sua misericórdia mergulha num abismo absurdo de escuridão e da falta de sentido para a vida.

- Por que muitos se afastam da felicidade?

Inevitavelmente, o afastamento de Deus é a perda da própria felicidade, do sentido mais profundo do existir que dEle procede e para Ele retorna.

Por isto no Sermão da Montanha (Mt 5,1-12) Ele nos apresentou o Projeto da autentica felicidade, que não coincide com a felicidade que o mundo oferece. E, diz textualmente que se permanecermos nEle teremos a felicidade plena (Jo 15).

Dando um passo em suas palavras – “desfraldando as velas de nossa fé e testemunho”. Usando uma metáfora, a vida é como um barco em permanente travessia. Viver movidos pela fé que não dispensa o testemunho, aliás, para que  tenhamos sua autenticidade que sejam apresentadas as obras, o testemunho, a coerência, os fatos. A esterilidade da fé é diretamente proporcional à ausência do testemunho.

É tempo de darmos testemunho de nossa fé, que aliada às outras duas virtudes (esperança e caridade) serão imperativos de uma vida marcada por um salutar testemunho de santidade e santificação.

Santificamo-nos quando santificamos o outro, bem como nos santificamos quando o outro e seus apelos e clamores não ficam sem nossa resposta solidária (fome de: pão, amor, alegria, paz, respeito, dignidade).

Bem diferente do senso comum de santidade que muitas vezes se confunde no distanciamento do mundo, e deste modo acontece lamentavelmente a omissão de compromissos inadiáveis com o próximo, no qual consiste a verdadeira adoração a Deus.

A súplica necessária vem em seguida: “vinde encher com o Sopro do Teu Espírito” as velas da fé e do testemunho.

- O que seria de nossa fé e testemunho sem o Sopro do Espírito?
- Quantas vezes nos sentimos cansados nesta longa travessia e o Sopro do Espírito preenche todo o nosso ser?

E, assim, de súplica em súplica, o Sopro do Espírito enche a vela de nossa fé nos levando bem mais longe, até que um dia alcancemos a margem da eternidade.

É por causa do Sopro do Espírito que a vela de nosso testemunho segue levantada, garantindo travessia segura, não obstante os desafios cotidianos, inquietações, provações.

É por causa deste mesmo Sopro que damos testemunho de nossa fé com coragem e mansidão, cultivando, no mais profundo de nosso ser, a certeza de que nunca estamos sós.

É por causa deste mesmo Sopro que não recuamos, não submergimos nos mares das dificuldades inerentes à condição humana.

É por causa deste vital Sopro do Espírito que acordamos e fazemos de cada aurora a esperança de que um novo mundo há de acontecer. Cremos no novo céu, impelidos pelo Sopro do Espírito. Cremos que com o Sopro do Espírito nossa barca, apesar das agitações, seguirá até o seu porto final.

É por causa desta presença que não perdemos a consciência de onde viemos, por onde nos movemos e somos e para onde rumamos.

A vida é uma longa travessia que somente alcançará o seu êxito se não prescindirmos do Sopro do Espírito.

É preciso ter fé, é preciso testemunhar,
mas sempre com o Sopro do Divino Espírito.
Supliquemos e Ele nos será concedido! 
Amém!

PS:  Memória celebrada no dia 13 de janeiro.

Em poucas palavras...

                                                              


Sejamos levedados pela lógica eucarística

“‘Levedados’ pela ‘lógica eucarística’ da partilha/solidariedade para com todos, os cristãos são verdadeira e realmente ‘gerados’ pela  ‘Palavra da verdade’ que é o Evangelho, ou seja, o próprio Cristo.

Na medida em que aceitaram permanecer com Ele na barca, embora com as fadigas e a dificuldade de compreender e de viver, têm a garantia de uma Humanidade nova (Tg 1,12-18), que vive na escuta da Palavra do Senhor e a ela adequa os seus passos, como fez Noé, o justo (Gn 6,5-8; 7,1-5.10).” (1)

 

(1) Lecionário Comentado – Editora Paulus – Volume I – Lisboa – pp. 279-280

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