segunda-feira, 1 de junho de 2026

Oração para a Comunhão Espiritual (2) (Corpus Christi)

                                   

                     Oração para a Comunhão Espiritual

“Aos Vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e Vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no Vosso e na Vossa santa presença. Eu Vos adoro no Sacramento do Vosso amor, desejo receber-Vos na pobre morada que meu coração Vos oferece.

À espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-Vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a Vós. Que o Vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em Vós, espero em Vós. Eu vos amo. Assim seja”. (1)


(1) Cardeal Rafael Merry del Val

A lua e a avenida (Corpus Christi)

A lua e a avenida

Pela vidraça da janela, eu via a lua
como que pousando suavemente sobre a avenida.

Os carros vinham e iam,
como que não permitindo que ela fizesse tal coisa,
mesmo porque obviamente não o faria.

Por poucos minutos aquele quadro ali estava estampado,
como que pintado pelas mais habilidosas mãos de um pintor.

Por pouco tempo pôde ser contemplado,
para sempre inesquecido.

Assim costumam ser algumas coisas maravilhosas
que acontecem em nossa vida.
Muitas coisas valem não pelo tempo que se prolongou enquanto fato,
mas quanto no coração e na memória tenham ficado.

De outro lado, há coisas que se prolongam
e que gostaríamos que fossem como uma nuvem que passa,
com formas e informes para outras tantas possíveis,
despertando nossa imaginação.

Aquele quadro que não sai de minha mente.

A avenida parecia terminar num horizonte
Aparentemente próximo e tangível,
mas bem sabemos que não.

A lua da mesma forma, como que convidando ao abraço,
ao recolhimento ainda que por um instante.
Mas tão distante também o sabemos.

A lua e a avenida são como as mais belas utopias
que nos movem,
os sonhos que nos impulsionam nos passos firmes a serem dados
conferindo à vida um belo sentido.

Intangíveis e por tão pouco tempo vistas:
o que buscamos não morre em nossa alma,
e de vez em quando,
vem à mente e nas palavras.

De vez em quando temos que ver
pelas vidraças do quarto escuro de nossa existência
uma luz brilhando no aparente ponto final de uma história,
de um acontecimento,
de um momento.

De vez em quando precisamos ver
o aparentemente intangível à nossa frente
para não fixarmos âncoras num passado
que às vezes não mais tem sentido.

Quem crê terá sempre à sua frente uma luz;
a luz do Espírito do Ressuscitado
que vem sempre ao nosso encontro,
atravessando as nuvens da história,
iluminando nossos obscuros caminhos.

Isto acontece em cada Eucaristia que celebramos
como bem disse o Papa São João Paulo II:

– “A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu
que se abre sobre a terra; 
é um raio de glória da Jerusalém celeste, 
que atravessa as nuvens da nossa história
e vem iluminar o nosso caminho.”

Não preciso mais da lua, muito menos da avenida.
Não preciso mais daquele quadro,
mas do que ele me despertou:
fome e sede de Deus, que abundantemente nos sacia,
em cada Mesa da Palavra e da Eucaristia. 

Ó inexaurível Mistério da Eucaristia! (Corpus Christi)

Ó inexaurível Mistério da Eucaristia!

Ó quão belas e imprescindíveis Eucaristias
Nelas ouvimos algo que nos irmana:
A Sabedoria Divina não engana!
Sem ela a humanidade é enferma e insana...

Em cada Eucaristia, ó quantas coisas abundam.
Abunda a Sabedoria e Esplendor da Luz Divina!
Palavra que a caminhada orienta, ilumina.
Ó Eucaristia, que tantas maravilhas superabundam!

No coração, sementes são lançadas;
De cultivo e carinho tão necessitadas;
Regadas com a vigilância e oração,
Para ser no mundo sinal de salvação!

Ó Pão Maior absolutamente necessário,
Recebido no Banquete tão belo e provisório,
Que nos prepara para um Maior na Glória da Eternidade...
És Alimento para não morrer, Alimento de imortalidade!
Amém!

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade! (Corpus Christi)

                                                        

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade!

Aprofundemos sobre o inesgotável Mistério da Eucaristia, à luz das Obras do Presbítero Santo Tomás de Aquino (Séc. XIII).

“O unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da Sua Divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, dos homens fizesse deuses.

Assim, tudo quanto assumiu da nossa natureza humana, empregou-o para nossa salvação. Seu corpo, por exemplo, e o ofereceu a Deus Pai como sacrifício no Altar da Cruz, para nossa reconciliação; Seu sangue, Ele o derramou ao mesmo tempo como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados.

Mas, a fim de que permanecesse para sempre entre nós o memorial de tão imenso benefício, Ele deixou aos fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o Seu Corpo como Alimento e o Seu Sangue como Bebida.

Ó precioso e admirável Banquete, Fonte de salvação e repleto de toda suavidade!

Que há de mais precioso que este Banquete? Nele, já não é mais a carne de novilhos e cabritos que nos é dada a comer, como na antiga Lei, mas é o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que Se nos dá em Alimento.

Poderia haver algo de mais admirável que este Sacramento? De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.

É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos, para que aproveite a todos o que foi instituído para a salvação de todos.

Ninguém seria capaz de expressar a suavidade deste Sacramento; nele se pode saborear a doçura espiritual em sua própria fonte; e torna-se presente a memória daquele imenso e inefável Amor que Cristo demonstrou para conosco em Sua Paixão.

Enfim, para que a imensidade deste amor ficasse mais profundamente gravada nos corações dos fiéis, Cristo instituiu este Sacramento durante a última Ceia, quando, ao celebrar a Páscoa com Seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai.

A Eucaristia é o memorial perene da Sua Paixão, o cumprimento perfeito das figuras da Antiga Aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou. É ainda singular conforto que Ele deixou para os que se entristecem com Sua ausência”. (1)
                                                                                Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade!
Como não mergulhar na profundidade desta afirmação:
“De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; 
nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes 
e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais”?

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade,
no qual nossos pecados são destruídos,
nova criatura nos tornamos,
porque pelo Sangue somos purificados e redimidos!

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade, 
no qual crescem as virtudes que nos assemelham mais ainda
Àquele que nos criou, Àquele que nos salvou,
Àquele que nos santificou: Trindade Santíssima!

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade, 
no qual nossa alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais. 
Nada nos falta porque na Eucaristia temos o Todo e o Tudo,
por isto fonte e ápice de nossa vida.

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade...
Quem a Deus no coração contempla nada lhe falta:
É plenamente feliz, saciado, divinizado!

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade!
Exclamemos incansavelmente!
Amém!


(1) Liturgia das  Horas – Vol.III – pág. 550-551.

Em poucas palavras... (Corpus Christi)

                                            




                               Salutar Sacramento

“Poderia haver algo de mais admirável que este Sacramento? De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.” (1)

 

(1)Santo Tomás de Aquino (séc. XIII)

Adoremos o Senhor no Santíssimo Sacramento (Corpus Christi)

                                                  

Adoremos o Senhor no Santíssimo Sacramento

Reflexão à luz da passagem do Livro de Josué (Js 3,7-10a.11.13-17).

A Arca da Aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão, adiante do Povo de Deus, manifestando a presença e ação divina na condução de Seu Povo.

O Comentário do Missal  Cotidiano assim conclui a reflexão sobre a passagem:

“Venerar assiduamente a Eucaristia far-nos-ia passar a pé enxuto as águas tumultuosas das lutas espirituais, levar-nos-ia à paz”. (1)

Discípulos missionários do Senhor que somos, como Sua Igreja, precisamos venerar e adorar cada vez mais a presença de Jesus no Santíssimo Sacramento, em silêncio profundo para que possamos ouvi-Lo, pois sempre terá algo a nos dizer.

Venerar e adorar assiduamente a Eucaristia, pois cada dia tem suas inquietações, dificuldades, desafios, provações, que o comentário chamou de “águas tumultuosas das lutas espirituais”.

Somente quando soubermos fazer silêncio adorante diante do Senhor, é que reencontraremos a paz, a serenidade, a mansidão para a travessia do mar do cotidiano, enfrentando seus ventos e, por vezes, tempestades, certos de que estas jamais terão a última palavra, e, com o Senhor e Sua Divina Palavra, podemos chegar à margem do outro lado.

Com Ele, não somente atravessaremos a pé enxuto, como também não naufragaremos no mar das dificuldades e provações próprias da vida, da história de todos nós.

“Graças e louvores se deem a todo momento,
Ao Santíssimo e diviníssimo Sacramento...”

(1)         Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1146

Eucaristia e comunhão fraterna (Corpus Christi)

                                                             

Eucaristia e comunhão fraterna

Reflitamos sobre a passagem da Primeira Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios (1Cor 10,1-6.10-12), que muito  nos ilumina sobre a nossa participação na Eucaristia.

Uma autêntica participação na Eucaristia, exclui qualquer possibilidade de prática idolátrica.

O Apóstolo, portanto,  adverte aqueles que na comunidade que se julgarem fortes e iluminados, para que se tornem disponíveis para o serviço e, sobretudo, o amor incondicional para com os fracos e os menos iluminados.

É preciso esforços contínuos para a transformação radical da existência, recentrando a nossa vida nos valores divinos, com total adesão à vontade de Deus, sem jamais cair na prática idolátrica que nos afastaria da comunhão com Deus, escandalizando os pequeninos.

Reflitamos:

  -   Quando apenas parecemos cristãos e não o somos de fato?

  -   O que somos capazes de sacrificar por amor aos pequeninos preferidos de Deus, para não fragilizá-los e escandalizá-los?

  -   O que significa a celebração dos Sacramentos em nossa vida, sobretudo o Sacramento da Eucaristia?

  -   Quais são as possíveis marcas de coerência e incoerência na vida cristã?

Partícipes da Eucaristia, jamais deixemos de multiplicar esforços para uma vida marcada pela coerência e comunhão com Deus, no que consiste o essencial da vida cristã.

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