segunda-feira, 13 de julho de 2026

Em poucas palavras... (XVIDTCA)

                                                                


“Jesus convida os pecadores para a mesa do Reino...”

"Jesus convida os pecadores para a mesa do Reino: «Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores» (Mc 2, 17).

Convida-os à conversão sem a qual não se pode entrar no Reino, mas por palavras e atos, mostra-lhes a misericórdia sem limites do Seu Pai para com eles e a imensa «alegria que haverá no céu, por um só pecador que se arrependa» (Lc 15, 7).

A prova suprema deste amor será o sacrifício da Sua própria vida, «pela remissão dos pecados» (Mt 26, 28)."

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 545

Em poucas palavras... (XVIDTCA)

                                                  


A caridade é a alma da santidade

“A caridade é a alma da santidade à qual todos são chamados: «É ela que dirige todos os meios de santificação, lhes dá alma e os conduz ao seu fim» (Lumen Gentium n. 42):

«Compreendi que, se a Igreja tinha um corpo composto de diferentes membros, o mais necessário, o mais nobre de todos não lhe faltava: compreendi que a Igreja tinha um coração, e que esse coração estava ardendo de amor.

Compreendi que só o Amor fazia agir os membros da Igreja; que se o Amor se apagasse, os apóstolos já não anunciariam o Evangelho, os mártires recusar-se-iam a derramar o seu sangue...

Compreendi que o Amor encerra todas as vocações, que o Amor é tudo, que abarca todos os tempos e lugares ... numa palavra, que ele é Eterno» (Santa Teresa do Menino Jesus).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 826

Em poucas palavras... (XVIDTCA)

                                         

Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”

“«Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8, 28). O testemunho dos santos não cessa de confirmar esta verdade:

Assim, Santa Catarina de Sena diz aos «que se escandalizam e se revoltam contra o que lhes acontece»: «Tudo procede do amor, tudo está ordenado para a salvação do homem, e não com nenhum outro fim».

E S. Tomás Moro, pouco antes do seu martírio, consola a filha com estas palavras: «Nada pode acontecer-me que Deus não queira. E tudo o que Ele quer, por muito mau que nos pareça, é, na verdade, muito bom».

E Juliana de Norwich: «Compreendi, pois, pela graça de Deus, que era necessário ater-me firmemente à fé [...] e crer, com não menos firmeza, que todas as coisas serão para bem [...]». «Thou shalt see thyself that all manner of thing shall be well» .” (1)

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 313

Em poucas palavras... (XVIDTCA)

                                    


Santidade

“«Na terra, a Igreja está revestida duma verdadeira, ainda que imperfeita, santidade» (Lumen Gentium n.48).

Nos seus membros, a santidade perfeita é ainda algo a adquirir: «Munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um pelo seu caminho» (Lumen Gentium n. 11).” (1)

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 825

 

“Venha a nós o Vosso Reino, Senhor” (XVIDTCA)

                                                        

Venha a nós o Vosso Reino, Senhor”

No 16º Domingo do Tempo Comum (Ano A), a Liturgia da Palavra nos convida a renovar a alegria de trabalhar pelo Reino de Deus, à luz das parábolas contidas na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13,24-43).

A Parábola é uma forma de linguagem que Jesus Se utiliza, acessível, viva, questionadora, concreta, desafiadora, evocadora e pedagógica, para semear a Palavra no coração e na mente dos Seus ouvintes. Fala coisas tão belas e profundas a partir de coisas simples do cotidiano.

As Parábolas criam controvérsias, diálogo, questionamentos, num primeiro momento, depois se tornam provocadoras para novas atitudes e compromissos, mexendo com seus ouvintes.

Finalmente, levam o ouvinte a tirar as consequências para a vida, pois ajuda a pensar e rever as atitudes, a própria vida, o compromisso com Jesus e o Reino.

Quanto à parábola do grão de mostarda, vemos que o Reino de Deus é pequeno e aparentemente insignificante, mas crescerá até se tornar muito grande, assim como acontece com o grão de mostarda.

Nos fatos aparentemente irrelevantes e insignificantes, na simplicidade e no transcorrer normal de cada dia, na insignificância e limites dos meios de que dispomos na evangelização, esconde-se o dinamismo divino que atua na história oferecendo e possibilitando à humanidade caminhos novos de vida plena e salvação:

“Jesus não é um homem de sucesso, de ibope. Ele lança uma sementinha, nada mais. E de repente, a sementinha brota. O que parecia nada, torna-se fecundo, árvore frondosa”, como nos fala o Pe. Johan Konings (SJ).

O Reino de Deus é uma iniciativa divina, e para que ele aconteça, a comunidade precisa manter a serenidade, a confiança e a paciência. Importa lançar a Semente da Palavra do Reino no coração da humanidade.

Tenhamos a paciência evangélica para continuarmos com alegria, como Igreja, lançando sementes no coração da humanidade, para que possam florir na alegre presença do Reino que já está em nosso meio com a Pessoa e a Palavra de Jesus, que vemos e acolhemos em cada Eucaristia, quando a Palavra é proclamada, acolhida e vivida, e o Pão é comungado e o cotidiano Eucaristizado!

A divina paciência (XVIDTCA)

                                                         

A divina paciência

O Missal Dominical nos oferece uma reflexão enriquecedora para a Liturgia do 16º Domingo do Tempo comum (Ano A).

Algumas passagens bíblicas, de modo especial os Salmos, parecem oferecer uma concepção de um Deus impaciente, que queima as etapas, em que os apelos à vingança são bastante frequentes (1Rs 18,40; SI 82 e 108).

Mas há outras passagens que desfazem essa impressão, e podemos afirmar que a Escritura é o Livro da paciência divina, que sempre adia o castigo do seu povo (Ex 32,7-14).

Os Profetas falam da cólera de Deus, que não é o último e definitivo momento da manifestação divina: o perdão sempre vence.

A Bíblia nos apresenta Javé, rico em graça e fidelidade, e sempre pronto a retirar Suas ameaças, quando Israel volta novamente ao caminho da conversão (Sb 12,12.16-19).

O Profeta Elias, cheio de zelo, em experiência pessoal, compreende que Deus não está no furacão ou no terremoto; Ele Se apresenta na brisa leve, no sopro do vento mais delicado (1Rs 19,9-13).

No Novo Testamento, os Apóstolos Tiago e João são censurados por causa de seu desejo de fazer cair raios sobre os samaritanos que não acolhem Jesus (Lc 9,51-55; Mt 26,51).

Esta foi a Boa Nova do Reino inaugurada por Jesus, anunciada a todos e, de modo especial para os pecadores, sem exclusão de ninguém no Seu Reino: todos são a Ele chamados, todos podem aí entrar.

Em todos os momentos, Jesus encarnou e viveu a paciência divina, e nisto consiste a missão da Igreja, Corpo de Cristo, encarnar entre os homens a paciência de Jesus.

Como Igreja, temos que revelar no mundo a verdadeira face do amor, sem jamais destruir as pontes de comunicação com a força misericordiosa de Deus, como vemos no Evangelho (Mt 13,24-43).

“Na terra, o trigo está sempre misturado com o joio, e a linha de demarcação entre um e outro não passa pelas páginas dos registros paroquiais ou pelas fronteiras dos países; está no coração e na consciência de cada homem. Deve-se sempre recordar que a separação entre os bons e os maus só será feita depois da morte”.

Aprendamos com Deus a viver a divina paciência diante das dificuldades do mundo, com os que pensam e agem diferente de nós, e a divina paciência é alcançada quando nos reconhecemos diante de Deus como frágeis criaturas modeladas pela Mão Divina, e nos configuramos a Jesus Cristo, que Se apresentou a nós manso e humilde de coração.

Cabe a Deus o julgamento final, não nos cabe catalogar as pessoas entre trigo e joio. Ao contrário, é preciso que nosso coração seja entranhado pela misericórdia e paciência divina, para que sejamos puro trigo de Deus em Sua seara.

Somente a abertura e acolhida do Espírito e a vivência da Palavra que Jesus nos comunicou é que nos farão verdadeiramente puros trigos de Deus.


PS: Fonte inspiradora - Missal Dominical – Editora Paulus - p. 749. 

"A mansidão é a plenitude da força" (XVIDTCA)

                                                        

"A mansidão é a plenitude da força"

Com a Liturgia da Palavra do 16º Domingo do Tempo Comum (Ano A), refletimos sobre a ideia que temos sobre Deus.

De fato, a ideia que cada um faz de Deus é condicionante do seu comportamento diante d’Ele (adoração, oração, compromissos, entrega, doação, serviço...), e também, consequentemente, condicionante de sua relação com o próximo.

Na passagem do Evangelho (Mt 13, 24-43), de modo especial, Jesus nos revela que Deus compreende, sem conivência, o escândalo do homem limitado e mau, e Cristo parece até mesmo provocá-lo com seu comportamento, tratando livremente com bons e maus, justos e pecadores.

Não é possível a concepção de uma comunidade de puros e santos. Deus compreende e é paciente com todos, e deixa, aos pecadores, tempo para amadurecer sua conversão.

Assim nos diz o Missal Dominical:

“... não nos deve perturbar o escândalo de uma Igreja medíocre, pecadora, comprometida, distante do ideal evangélico de pureza, de santidade, de desapego.

Sendo feita de homens e vivendo mergulhada no mundo, a Igreja corre continuamente o risco de se contaminar com o mundo e ver crescer em suas fileiras o joio ao lado do trigo.

Alguns cristãos desejariam recorrer aos meios violentos e decisivos: excomungar os membros mais fracos, queimar os hereges, lançar violentamente em face dos cristãos e não cristãos as exigências do Evangelho, com a política do ‘comigo ou contra mim’...” (1)

Estas atitudes têm fundamento em duas distorções; a primeira é a ideia errada de Deus, um Deus ciumento dos homens, pronto a lançar Seus raios; e a segunda é a ideia de um Deus avarento.

Diferentemente, Jesus nos revela Deus como um Pai misericordioso, e nos convida também a sermos misericordiosos como Deus é misericordioso.

A relação com este Deus revelado por Jesus fortalece a confiança e a esperança, eliminando todo medo e insegurança.

O Reino Deus acontece com o testemunho de pessoas confiantes e esperançosas, que sabem viver a tolerância com os maus e os pecadores, porque têm uma inabalável confiança na ação de Deus, que sabe esperar a livre decisão do homem, com paciência e mansidão.

Oportunas são as palavras do Papa São João XXIII: "A mansidão é a plenitude da força".

Evidentemente que mansidão não é sinônimo de uma aceitação passiva dos acontecimentos, e tão pouco desleixo, o que banalizaria e empobreceria a vida de todos nós e da própria Igreja.

Deste modo, ela produz frutos quando é vivida numa atitude construtiva de tolerância, paciência e respeito pelos tempos e pelas etapas de crescimento, tanto no interior da vida das comunidades como de cada pessoa.

A mansidão autêntica, amadurecida a cada momento, é a plenitude da força que o Senhor nos comunicou.

Peçamos a Deus a mansidão necessária a cada dia de nossa vida, a cada desafio a ser enfrentado, pois esta, vivida nos possibilita experimentar a plenitude da força divina.



(1) Missal Dominical – Editora Paulus - p. 750.

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