quinta-feira, 2 de julho de 2026
O pecado capital da inveja
Imitar Jesus na vida e na morte
Imitar Jesus na vida e na morte
Refletimos sobre a ação redentora de Jesus, que curou nossos tormentos, e contemplamos o imenso amor de Deus por nós.
Ressoando a Carta de Paulo aos Efésios (Ef 4,30-5,2) somos convidados a sermos imitadores de Deus.
A chama profética não pode ser apagada
Ser profeta: plantar a esperança
Ser profeta: plantar a esperança
Reflexão
à luz da passagem do Livro do Profeta Ezequiel (Ez 37,12-14).
Em
um contexto de dor, sofrimento, lágrimas, luto, Ezequiel, o Profeta da
esperança, enfrenta o exílio, a deportação, a desolação, com o desafio de
plantar a esperança no coração de quem em nada mais cria, nada mais esperava.
Os
“ossos ressequidos”, que
voltarão a ter vida, mencionados ao longo capítulo, sinalizam que ainda há
esperança:
“Ó meu povo, vou
abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel” (Ez 37, 12). E ainda: “Porei em vós o meu espírito, para que
vivais e vos colocarei em vossa terra. Então sabereis que Eu, o Senhor, digo e
faço – oráculo do Senhor” (Ez 37, 14).
Reflitamos:
- De que modo sou um sinal de esperança, assim como foi o
Profeta Ezequiel?
- Quais são as realidades de morte que clamam pela ação
profética, como Igreja que somos?
“Pai Nosso que estais nos céus...”
Deus jamais abandona o Seu povo
Deus
jamais abandona o Seu povo
Reflexão
à luz da passagem do Livro do Profeta Ezequiel (Ez 17,22-24).
Vemos
o Povo de Deus exilado na Babilônia, que jamais ficou esquecido por Deus,
porque Ele é fiel à Sua Aliança.
O
Ministério profético de Ezequiel se dá neste contexto dificílimo vivido pelo
Povo de Deus, marcado pela deportação e infidelidade. Cabe ao Profeta provocar
a conversão e a esperança de voltar à sua terra e reconstruir sua
história.
Apesar
das dramáticas circunstâncias vividas pelo povo, o Profeta tem uma palavra de
confiança: Deus não abandonou o Seu Povo, e irá construir com ele uma nova
história de salvação e de graça.
O
Profeta expressa a vontade amorosa de Deus e exorta a todos para uma atitude de
humildade, na abertura e acolhida dos apelos e desafios de Deus.
As
palavras de Ezequiel revelam a ação infalível de Deus, que não esquece os Seus
compromissos, jamais abandona o Povo com quem Se comprometeu, de modo que o
medo e o pessimismo devem ceder lugar à confiança e à esperança. Deus não
desiste de nós, porque nos ama e quer nos salvar.
“Mesmo afogado na
angústia e no sofrimento, mesmo mergulhado num horizonte de desespero, Israel
tem de aprender a confiar nesse Deus que é sempre fiel às Suas promessas e aos
compromissos que assumiu com o Seu Povo no âmbito da Aliança. Tudo pode cair, tudo
pode falhar; só Deus não falha.” (1)
Celebremos
a alegria de trabalhar pelo Reino de Deus, apesar de nosso trabalho parecer
insignificante e desprezível, mas não o é aos olhos de Deus, que tem um Projeto
de vida plena e feliz para toda humanidade. Nisto consiste a graça da vocação
profética.
Como
é bom trabalhar na construção do Reino, como Igreja serva e servidora,
misericordiosa e missionária, como nos lembra o Objetivo das Diretrizes Gerais
da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023) a ser renovado no
próximo ano:
“EVANGELIZAR no Brasil
cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e
discípulas de Jesus Cristo, em
comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção
preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de
Deus rumo à plenitude”
(1) http://www.dehonianos.org/portal
Profetas do Reino de Deus: iniciativa divina
Profetas
do Reino de Deus: iniciativa divina
Refletimos
sobre a vocação do Profeta Ezequiel à luz da passagem (Ez 2,2-5).
Toda
vocação profética, é uma iniciativa de Deus e uma resposta humana, para ser no
meio do Povo a voz de Deus: a missão do Profeta consiste em falar e atuar em
nome de Deus.
O
Profeta Ezequiel exerce o ministério profético no difícil tempo do exílio na
Babilônia, e é chamado de “o Profeta da esperança”, denunciando as
infidelidades a Javé que levaram o povo ao exílio, e também destruindo as
falsas esperanças dos exilados, levando-os a confiar tão apenas em Deus, que
não os abandonou e os reconduzirá de volta à sua terra.
O
ministério do Profeta Ezequiel nos revela que Deus chama homens e mulheres
frágeis e limitados e sua missão consiste em apresentar Sua proposta, ou seja,
ser uma voz humana que indique os caminhos de Deus.
Percebemos
a distância existente entre o sonho de Deus para a humanidade e a realidade
vivida.
A
missão do profeta, no seguimento do Senhor, não é a busca do prazer, sucesso,
vedetismo, holofotes, mas é algo sério, profundo e que dá sentido à vida.
Deste
modo, a vocação profética por vezes comporta perseguição, sofrimento e
marginalização, e por isto, é preciso vencer todo medo, comodismo, preguiça que
nos impeçam de viver esta missão.
Reflitamos:
-
Quem são e onde estão os profetas hoje?
-
O que mais nos impede a vivência da vocação profética?
-
Temos consciência de que as fragilidades não são obstáculos para a vivência da
vocação profética?
Concluindo,
pelo Batismo, também recebemos a missão de sermos profetas, ungidos à imagem de
Cristo. Como profetas, a fim de que vivamos com os olhos postos em Deus e os
olhos postos no mundo (uma mão na Bíblia e a outra no jornal diário), contando
com a presença e a ação do Espírito Santo.
Pelo
Batismo, continuamos a missão de Jesus vivendo a vocação como graça e
enfrentando as possíveis dificuldades.
É
Deus que nos chama para a vocação profética apesar de nossas limitações, mas
somente uma paixão profunda por Jesus nos fará profetas, aguentando o espinho
na carne, enfrentando e superando incompreensões, oposições e acusações.
Reflitamos:
- Qual é a minha vocação na Igreja e no mundo?
- De que modo me abro à graça divina para viver a vocação e
enfrentar possíveis dificuldades?
- Para onde Deus me envia?
- Como se manifesta em mim a graça divina?
Tão
somente enraizados no amor de Deus e nutridos pelo Pão da Imortalidade,
iluminados pela Palavra do Senhor, e com a força e luz do Santo Espírito é que
poderemos realizar com solicitude e ardor a missão profética recebida no dia de
nosso Batismo.
Voltemo-nos
à oração depois da comunhão da Solenidade de Pedro e Paulo, que muito nos
fortalece no discipulado e missão para sermos hoje os profetas no mundo como
Deus tanto espera:
Oremos:
“Concedei-nos, ó Deus, por esta Eucaristia, viver de tal modo na Vossa Igreja que, perseverando na Fração do Pão e na Doutrina dos Apóstolos, e enraizados no Vosso Amor, sejamos um só coração e uma só alma. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”
Conversão e fidelidade ao projeto divino
Conversão
e fidelidade ao projeto divino
Reflexão
à luz da passagem do Livro do Profeta Ezequiel (Ez 18,25-28).
Vemos
a missão do Profeta Ezequiel, o “Profeta da esperança”, num período que marca a
volta do exílio e o recomeço de uma nova história.
O
Profeta tem que destruir as falsas esperanças, provocar atitudes de conversão e
responsabilidade pela própria história de cada um diante de Deus.
Deve
ressuscitar a confiança e a esperança do povo em Deus. De nada ajudará o povo
ficar culpando os antepassados, ou atribuir a Deus a culpa de seus pecados e
infidelidades.
O
presente está em nossas mãos para que correspondamos à vontade divina,
assegurando um futuro novo e melhor.
O
Profeta chama à responsabilidade a cada um, pois de nada adianta procurar
culpados se antes não nos revermos diante de Deus e de Sua proposta.
Também
nos assegura que Deus está sempre presente no meio de Seu povo, nunca o
abandona, sendo que o contrário pode acontecer, e se isto ocorre as
consequências são extremamente danosas.
Toda
infidelidade a Deus traz frutos amargos: sofrimentos, desolação,
enfraquecimento. De outro lado, a fidelidade a Deus é fonte de bênçãos. Deus
está sempre pronto a selar aliança de amor conosco, e não nos é permitido ficar
com rodeios, desculpas evasivas e subterfúgios que nos afastam d’Ele e de nossa
felicidade.
É
preciso que o povo tenha consciência de seus limites e não acuse Deus como o
responsável pelos erros que comete. Deste modo, novo horizonte de vida e
liberdade se abrirá diante dele.
Torna-se
necessário revermos como realizamos o que a nós é próprio; como e com que
intensidade e fidelidade aos preceitos de Deus, a Sua adoração em Espírito e
verdade se vivemos.
Deus
em Sua fidelidade não se alegra com nossa flutuabilidade, incoerência e
contradição.
Reflitamos:
- Diante d’Ele qual é a nossa resposta?
-
Quais são os nossos compromissos?
-
Qual é a nossa parcela de culpa diante dos sinais de morte?
- Qual é a nossa participação na construção da cultura da vida, em total
fidelidade ao Senhor?
-
O que preciso fazer para me converter?
Procuremos
a mais perfeita coerência entre o que cremos e o que vivemos, para que o mundo
veja Cristo em nós, e como Paulo, digamos: “E já não sou eu que vivo: é
Cristo que vive em mim. E a vida que vivo agora na carne, eu a vivo pela fé no
Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim.” (Gl 2,20)
Tão
somente assim viveremos num contínuo processo de conversão para maior
fidelidade ao Projeto Divino, como nos exorta o Profeta Ezequiel.




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