No Batismo no Jordão, prelúdio do Mistério Pascal
Postado
com vistas ao aprofundamento do Batismo do Senhor Jesus Cristo como vemos
apresentado pelo Evangelista São Mateus (Mt 3,13-17):
“No
templo, aos doze anos, Sua origem havia sido enfatizada; agora no Jordão, era a
natureza de Sua missão.
No
templo, Ele havia falado do mandato divino; sob as mãos purificadoras de João,
tornou clara Sua unidade com a humanidade...
O Batismo
do Jordão era um prelúdio do Batismo do qual Jesus falaria mais tarde, o
Batismo de Sua Paixão.
Por
duas vezes, posteriormente, se referirá ao Seu Batismo.
A
primeira foi quando Tiago e João Lhe perguntaram se poderiam sentar-se um à Sua
direita e outro à esquerda quando chegasse Seu Reino.
Em
resposta, Cristo perguntou se estavam prontos para serem batizados com o
Batismo que Ele receberia (Mc 10,35-45).
Assim,
Seu Batismo nas águas antecipava o de sangue.
O
Jordão desaguava nos rios rubros do Calvário.
A
segunda vez que Ele se referiu ao Seu Batismo foi quando disse aos apóstolos:
‘Eu
tenho de ser batizado num Batismo (de sangue); e quão grande é a minha
ansiedade! (Lc 12,50).
Nas
águas do Jordão, Ele era identificado com os pecadores; no Batismo de Sua
morte, carregaria todo o fardo da culpa deles...
A Cruz
devia ocorrer-Lhe aos pensamentos com uma vivacidade crescente. Não era uma
reflexão tardia em Sua mente.
Ele
foi imerso por um breve tempo nas águas do Jordão apenas para emergir
novamente.
Do mesmo
modo, Ele seria imerso na morte, pela Cruz e pelo sepultamento no sepulcro,
apenas para emergir triunfante na Ressurreição.
Aos dozes
anos, Ele havia proclamado Sua missão oriunda do pai; agora Se prepara para a
oblação.” (1)
Fundamental
que vejamos no acontecimento do Batismo de Jesus, a prefiguração do Mistério da Paixão, Morte
e Ressurreição.
Ao
celebrar o Seu Batismo, temos a possibilidade de renovar a graça do nosso
Batismo, pelo qual fomos mortos para o pecado, a fim de vivermos para Deus,
como nos falou o Apóstolo Paulo (Rm 6,1-11).
Temos
um longo ano pela frente, e será tempo favorável para acrisolarmos nossa fé, dando
a razão de nossa esperança em Deus, e
tenhamos inflamada no coração, a chama da caridade. Amém.
(1) Vida de Cristo- Fulton J. Sheen – Editora Molokai – 2024 – p.113-115


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