sábado, 29 de novembro de 2025
Advento - Cantar e caminhar, orar e vigiar (IDTAA)
Vigilância e oração
Vigilância e oração
Na espera do Senhor, que vem nos últimos tempos, devemos nos manter vigilantes e orantes em todo o tempo, como vemos na passagem do Evangelho de Lucas (Lc 21,34-36).
Deste modo, a vigilância e a oração são atitudes essenciais da vida do discípulo missionário do Senhor, portanto de toda a vida cristã.
Vejamos no que consiste a vigilância, conforme o Lecionário Comentado:
“A vigilância é o estado da ‘vigília’, aquela disposição que nos leva a considerar a fé não como algo adquirido de uma vez para sempre, mas como uma procura que só terá o seu cumprimento no fim da vida.” (1)
Portanto, a fé não pode ser considerada como uma posse definitiva, o que poderia levar ao risco do oposto, a sua própria perda.
A vigilância vivida com fé, será fundamental para o enfrentamento das provações e dificuldades próprias da história e da condição humana; bem como será fundamental a fortaleza, que se renova na total confiança na força e onipotência divina.
Mas a vigilância é inseparável da oração constante, que nos manterá firmes no bom combate da fé, para que no dia do juízo final, compareçamos diante do Filho do Homem:
“É sobretudo através da oração que o cristão pode crescer no seu caminho de fé, evitando adormecer no esquecimento de Deus.” (2)
A oração comunitária, bem como a orações dos fiéis, são fundamentais para que todos cresçamos na vida comunitária, aprofundando nossa relação íntima com o Amor Trinitário, envolvidos pelos laços da ternura divina, que se expressará na comunhão fraterna e solidariedade, na vivência dos inseparáveis Mandamentos do amor a Deus e ao próximo.
Enquanto esperamos o Senhor que vem, vigilância e oração sempre em todo o lugar e em todo o tempo.
(1) Lecionário Comentado - Volume II - Tempo Comum Editora Paulus - Lisboa - p.895
Esperamos Vossa vinda gloriosa
Esperamos Vossa vinda gloriosa
Sejamos enriquecidos por dois parágrafos do Catecismo da Igreja Católica:
“As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a respeito do Inferno são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar da sua liberdade, tendo em vista o destino eterno.
Constituem, ao mesmo tempo, um apelo urgente à conversão: «Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição e muitos são os que seguem por eles. Que estreita é a porta e apertado o caminho que levam à vida e como são poucos aqueles que os encontram!» (Mt 7, 13-14):
‘Como não sabemos o dia nem a hora, é preciso que, segundo a recomendação do Senhor, vigiemos continuamente, a fim de que, no termo da nossa vida terrena, que é só uma, mereçamos entrar com Ele para o banquete de núpcias e ser contados entre os benditos, e não sejamos lançados, como servos maus e preguiçosos, no fogo eterno, nas trevas exteriores, onde «haverá choro e ranger de dentes’»’” (Lumen Gentium n.48)”. (1)
Vejamos segundo parágrafo:
“Em Jesus, «o Reino de Deus está perto». Ele apela à conversão e à fé, mas também à vigilância. Na oração (Mc 1, 15), o discípulo vela, atento Aquele que é e que vem, na memória da sua primeira vinda na humildade da Carne e na esperança da sua segunda vinda na Glória (Mc 13; Lc 21,34-36). Em comunhão com o Mestre, a oração dos discípulos é um combate; é vigiando na oração que não se cai na tentação (Lc 22,40.46)”. (2)
Caminhando para o final de mais um ano Litúrgico, é sempre tempo oportuno, como discípulos missionários do Senhor, avaliarmos o modo como vivemos a missão que Ele nos confia.
Reflitamos:
- Como vivemos a vigilância na espera do Senhor que virá gloriosamente?
- Quais são os momentos de oração e a qualidade destes na espera no Senhor que veio, vem e virá?
- Quais são as tentações que nos afastam do Senhor, Sua Pessoa, Palavra e Projeto do Reino?
- Como vivemos a liberdade e responsabilidade em nossas escolhas na espera do Senhor?
- Tem sido a nossa vida (pensamentos, palavras e ações) conduzida pela Sabedoria Divina do Santo Espírito que nos assistes e nos ilumina?
Oremos:
Concedei-nos, ó Deus, viver uma fé vigilante e inquebrantável; uma esperança ativa e comprometida, a fim de que sejamos sinais e instrumentos da caridade que jamais passará, em plena comunhão com Vosso Amado Filho, que veio na humildade da carne e virá gloriosamente no final dos tempos, e animados pelo Vosso Espírito. Amém.
(1) - Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.1036
(2) - Idem n.2612
PS: Oportuno para o 32º Domingo do Tempo Comum (ano A) e para o 34º sábado do Tempo Comum, em que ouvimos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 21,34-36) e 1º Domingo do Advento (ano C)
Esperamos o Senhor na vigilância e na oração
Esperamos o Senhor na vigilância e na oração
Tempo de vigiar e orar, tempo de a fé viver,para solidificar a esperança na vivência de umaautêntica caridade para com o próximo.
No 34º sábado do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 21,34-36), que nos convida a preparação da vinda gloriosa do Senhor.
Trata-se de uma mensagem de alegria, confiança, esperança e compromisso na acolhida do Filho do Homem, Jesus, que faz acontecer o Projeto de um mundo novo.
Retrata os últimos dias da vida terrena de Jesus e a iminente destruição de Jerusalém (anos 70 D.C.), como de fato aconteceu.
Jesus anuncia uma Palavra de ânimo, “é preciso levantar a cabeça porque a libertação está próxima” (Lc 21,28).
A comunidade não pode se amedrontar, mas deve abrir o coração à esperança, em atitude de vigilância e confiança.
A salvação não pode ser esperada de braços cruzados, pois nos é oferecida a nós como dom divino, conversão e compromisso nosso: Jesus vem, mas é preciso reconhecê-Lo nos sinais da história, no rosto dos irmãos, nos apelos dos que sofrem e buscam a libertação.
É preciso deixar que Ele nos transforme a mente e o coração para que Ele apareça em nossos gestos e palavras, em toda a nossa vida.
O Reino vem e acontece como realidade escatológica, ou seja, não será uma realidade plena neste tempo em que vivemos, será plenitude somente depois que Cristo destruir definitivamente o mal que nos rouba a liberdade e ainda nos faz escravos.
Trabalhamos e nos empenhamos pelo Reino que é já e ainda não, pois ainda que muitas coisas tenhamos feito e o mundo tornado melhor, ainda não será o “tudo melhor” que Deus tem reservado para nós. O Reino de Deus é uma realidade inesgotável, imensurável e indescritível, e o vemos em sinais.
Por ora, é preciso vigiar e orar, numa esperança que nos leve a viver uma caridade ativa tornando fecunda a nossa fé.
Encerramos mais um ano litúrgico, e que Deus nos conceda a graça de iniciar um novo, sempre na oração e na vigilância, na espera do Senhor, Aquele que veio, vem e virá gloriosamente.
Em poucas palavras...
Celebremos o Tempo do Advento
“Ao celebrar em cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta expectativa do Messias.
Comungando na longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua segunda vinda (Ap 22,17).
Pela celebração do nascimento e martírio do Precursor, a Igreja une-se ao seu desejo: «Ele deve crescer e eu diminuir» (Jo 3, 30)”.
(1) Catecismo da Igreja Católica parágrafo n.524
A beleza do Tempo do Advento (Ano A) (IDTAA)
Vigilância na espera do Senhor que vem (IDTAA)
Vigilância em todo o tempo (IDTAA)
Vigilância em todo o tempo
A passagem do Evangelho de São Mateus (Mt
24,37-44), reforça a atitude de vigilância na fé que o cristão deve ter em
todo o tempo, com compromissos irrenunciáveis e inadiáveis com o Reino de Deus
na espera do Senhor que veio, vem e virá.
A vinda do Senhor é certa, é preciso estar
vigilante, preparado e ativo, e isto implica em abertura e disponibilidade
para o Reino de Deus, eterno e universal, marcado por relações de verdade,
vida, graça, justiça, santidade e paz, como tão bem expressa o Prefácio da
Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
Para isto, o Evangelista nos apresenta três
quadros: o ócio, o trabalho e a não vigilância, ou seja, a despreocupação com a
vida e a existência; ou o contrário, os compromissos e trabalhos para a
subsistência; e por fim a ausência da vigilância, que leva à perda do encontro
com o Senhor que vem. (v.37-39; 40-41; 43-44, respectivamente).
A atitude de vigilância é fundamental para que
façamos as necessárias passagens das
trevas para a luz, do pecado para a graça, do distanciamento para a comunhão e
intimidade com Deus, do ódio para o amor, da morte para a vida.
Somos peregrinos de esperança, testemunhas da
vigilante espera do Senhor que veio, vem
e virá é memória e presença.
Memória porque Aquele que
esperamos, Jesus, já veio; presença,
porque cremos e sentimos que Jesus está desde agora conosco, e Ele está
presente de modo salutar e real na Santíssima Eucaristia, que não apenas
celebramos, mas comungamos, porque é o Deus Conosco, o Deus que Se faz
Pão, Comida e Bebida para nos Alimentar e nos Salvar.
PS: Oportuno para a passagem do
Evangelho de Lucas (Lc 12, 39-48)
O Tempo do Advento e as duas vindas do Senhor (IDTAA)
O Tempo do Advento e as duas vindas do Senhor
Ele veio, vem e virá
Iniciando o tempo do Advento, à luz das Catequeses do Bispo São Cirilo de Jerusalém (séc. IV), reflitamos sobre as duas vindas de Cristo.
“Anunciamos a vinda de Cristo: não apenas a primeira, mas também a segunda, muito mais gloriosa. Pois a primeira revestiu um aspecto de sofrimento, mas a segunda manifestará a coroa da realeza divina.
Aliás, tudo o que concerne a nosso Senhor Jesus Cristo tem quase sempre uma dupla dimensão. Houve um duplo nascimento: primeiro, ele nasceu de Deus, antes dos séculos; depois, nasceu da Virgem, na plenitude dos tempos. Dupla descida: uma, discreta como a chuva sobre a relva; outra, no esplendor, que se realizará no futuro.
Na primeira vinda, ele foi envolto em faixas e reclinado num presépio; na segunda, será revestido num manto de luz. Na primeira, ele suportou a cruz, sem recusar a sua ignomínia; na segunda, virá cheio de glória, cercado de uma multidão de anjos.
Não nos detemos, portanto, somente na primeira vinda, mas esperamos ainda, ansiosamente, a segunda. E assim como dissemos na primeira: Bendito o que vem em nome do Senhor (Mt 21,9), aclamaremos de novo, no momento de sua segunda vinda, quando formos com os anjos ao seu encontro para adorá-lo: Bendito o que vem em nome do Senhor.
Virá o Salvador, não para ser novamente julgado, mas para chamar a juízo aqueles que se constituíram seus juízes. Ele, que ao ser julgado, guardara silêncio, lembrará as atrocidades dos malfeitores que o levaram ao suplício da cruz, e lhes dirá: Eis o que fizestes e calei-me (Sl 49,21).
Naquele tempo ele veio para realizar um desígnio de amor, ensinando aos homens com persuasão e doçura; mas, no fim dos tempos, queiram ou não, todos se verão obrigados a submeter-se à sua realeza.
O profeta Malaquias fala dessas duas vindas: Logo chegará ao seu templo o Senhor que tentais encontrar (Ml 3,1). Eis uma vinda.
E prossegue, a respeito da outra: E o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; e estará a postos, como para fazer derreter e purificar (Ml 3,1-3).
Paulo também se refere a essas duas vindas quando escreve a Tito: A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tt 2,11-13). Vês como ele fala da primeira vinda, pela qual dá graças, e da segunda que esperamos?
Por isso, o símbolo da fé que professamos nos é agora transmitido, convidando-nos a crer naquele que subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Nosso Senhor Jesus Cristo virá portanto dos céus, virá glorioso no fim do mundo, no último dia. Dar-se-á a consumação do mundo, e este mundo que foi criado será inteiramente renovado.” (1)
Entre a primeira vinda e a segunda vinda, vivemos o tempo intermediário. tempo de vigilância, de oração, em todo o momento, como o Senhor nos falou no Evangelho (Lc 21,25-28.34-36). É preciso que fiquemos de pé, ergamos a cabeça, levantemos nosso ânimo.
O tempo do Advento não é apenas para a preparação de presépios de árvores de Natal, mas preparação do coração, para que Ele venha e encontre nele e em nosso lar, lugar digno para nascer.
Vivamos este tempo de abertura à graça divina, que nos vem por meio de Jesus Cristo, com a comunicação da presença e ação do Seu Espírito, para que vivamos maior fidelidade ao Projeto do Pai.
Preparemo-nos para celebrar autenticamente o Natal do Senhor, que veio, vem e virá, a cada instante, com sagrados compromissos expressos em gestos de acolhida, perdão, amor, solidariedade.
Preparemos nossos corações para celebrar o nascimento do Senhor na manjedoura preferida d’Ele, que é o coração humano, no qual Ele quer fazer Sua morada, habitando em nós como o mais belo Hóspede.
De nada adianta a luz de um pisca-pisca, se não nos voltarmos confiantes e vigilantes à espera do Senhor, que vem para iluminar nossos caminhos.
Somente assim, daremos um passo significativo, para celebrar autenticamente o Natal do Senhor.
PS: Liturgia das Horas – Vol. I - pp.113-114.
Apropriado para a quinta-feira da 27ª semana do Tempo Comum, quando se proclama Malaquias (Ml 3,13-20a)












