quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Um Ano que termina, outro que inicia...
Gratidão e súplica
Gratidão e súplica
“O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a Sua face, e Se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o Seu rosto e te dê a paz!” (Nm 6,24-26).
Fim de mais um ano, momento de fazer planos para o próximo.
Revisar e repassar o calendário e a agenda...
Quantos acontecimentos para relembrar e, também, celebrar.
Grafei com a cor dourada os dias com acontecimentos memoráveis.
Não foram dezenas, mas ainda que um apenas, impulso para os demais.
Precisamos destes como um oásis, em travessia de árido deserto, que por vezes enfrentamos.
Com a cor prateada, os dias também expressivos,
Com acontecimentos e a beleza e densidade próprias,
Que refazem nossas forças para passos firmados pelos sonhos.
Com cinza escuro de uma nuvem pronta para desaguar,
Os dias marcados por preocupações, na espera de que passem,
Como uma tempestade, que depois deixa sua leveza e pureza no ar.
Com o verde, aqueles que ficaram marcados por pequenos gestos,
Como sementes lançadas e a serem cultivadas,
Para flores e frutos saborosos serem colhidos, ainda que não os veja.
Com o azul da rosa exótica de um jardim cultivado,
Os dias com acontecimentos que me fizeram sentir
Que o céu é possível, se buscarmos as coisas do alto.
Com o amarelo, os dias que clamaram por vigilância e cuidado, para que a vida e a nossa casa comum
não fossem vilipendiadas, destruídas, dor e sofrimento dos empobrecidos amenizados.
Embora as cores múltiplas tão diferenciadas,
Em todo o tempo e circunstâncias
A Deus gratidão pelo ano que finda,
Acompanhada de súplicas ao que se inicia.
Em poucas palavras...
Deus quer que sejamos santos...
Deus Pai de Amor deseja que, através da ação do Espírito Santo em nós, nos pareçamos cada vez mais com o Seu Filho Jesus Cristo.
Deste modo, seremos testemunhas de santidade, e esta é possível a todos os membros da Igreja, como ela nos ensina, pois Deus quer que todos sejamos Santos, participantes de Sua Vida e Amor.
Feliz Ano Novo!
Sejamos como lâmpadas acesas pelo Espírito!
Ano Novo: Um olhar contemplativo é preciso
Ano Novo somente com a Luz do Salvador
Celebrar o Natal: promover a cultura do encontro e da paz
Celebrar o Natal: promover a cultura do encontro e da paz
Sejamos enriquecidos por um dos Sermões escrito pelo papa São Leão Magno (Séc. V) que nos apresenta o Natal do Senhor como o Natal da paz:
“O estado de infância, que o Filho de Deus assumiu sem considerá-la indigna de sua grandeza, foi-se desenvolvendo com a idade até chegar ao estado de homem perfeito e, tendo-se consumado o triunfo de sua paixão e ressurreição, todas as ações próprias do seu estado de aniquilamento que aceitou por nós tiveram o seu fim e pertencem ao passado.
Contudo, a festa de hoje renova para nós os primeiros instantes da vida sagrada de Jesus, nascido da Virgem Maria. E enquanto adoramos o nascimento de nosso Salvador, celebramos também o nosso nascimento.
Efetivamente, a geração de Cristo é a origem do povo cristão; o Natal da Cabeça é também o natal do Corpo. Embora cada um tenha sido chamado num momento determinado para fazer parte do povo do Senhor, e todos os filhos da Igreja sejam diversos na sucessão dos tempos, a totalidade dos fiéis, saída da fonte batismal, crucificada com Cristo na sua Paixão, ressuscitada na sua Ressurreição e colocada à direita do Pai na sua Ascensão, também nasceu com Ele neste Natal.
Todo homem que, em qualquer parte do mundo, acredita e é regenerado em Cristo, liberta-se do vínculo do pecado original e, renascendo, torna-se um homem novo. Já não pertence à descendência de seu pai segundo a carne, mas à linhagem do Salvador, que se fez Filho do homem para que nós pudéssemos ser filhos de Deus.
Se Ele não tivesse descido até nós na humildade da natureza humana, ninguém poderia, por seus próprios méritos, chegar até Ele.
Por isso, a grandeza desse dom exige de nós uma reverência digna de seu valor. Pois, como nos ensina o santo Apóstolo, nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu (1Cor 2,12). O único modo de honrar dignamente o Senhor é oferecer-Lhe o que Ele mesmo nos deu.
Ora, no tesouro das liberalidades de Deus, que podemos encontrar de mais próprio para celebrar esta festa do que a paz, que o canto dos anjos anunciou em primeiro lugar no nascimento do Senhor?
É a paz que gera os filhos de Deus e alimenta o amor; ela é a mãe da unidade, o repouso dos bem-aventurados e a morada da eternidade; sua função própria e seu benefício especial é unir a Deus os que ela separa do mundo.
Assim, aqueles que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo (Jo 1,13), ofereçam ao Pai a concórdia dos filhos que amam a paz, e todos os membros da família adotiva de Deus se encontrem naquele que é o Primogênito da nova criação, que não veio para fazer a sua vontade, mas a vontade daquele que o enviou. Pois a graça do Pai não adotou como herdeiros pessoas que vivem separadas pela discórdia ou oposição, mas unidas nos mesmos sentimentos e no mesmo amor. É preciso que tenham um coração unânime os que foram recriados segundo a mesma imagem.
O Natal do Senhor é o Natal da paz. Como diz o Apóstolo, Cristo é a nossa paz, ele que de dois povos fez um só (cf. Ef 2,14); judeus ou gentios, em um só Espírito, temos acesso junto ao Pai (Ef 2,18).” (1)
Oportuno retomar as palavras do Papa Francisco que nos exortava a promover a Cultura do Encontro, que se torna expressivo compromisso com a paz:
“A cultura do encontro constrói pontes e abre janelas para os valores e princípios sagrados que inspiram os outros. Derruba os muros que dividem as pessoas e as mantêm prisioneiras do preconceito, da exclusão ou da indiferença.” (2).
Ao celebrar o Natal do Senhor, sejamos comprometidos com a cultura do encontro e da paz em todos os dias do ano novo a ser iniciado, e que o Natal do Senhor seja, de fato, o Natal da Paz!
(1) Segunda Leitura do Ofício das Leituras – dia 31 de dezembro
(2) Papa Francisco à delegação de monges budistas de Taiwan (16/03/23)
“O Verbo Se fez Carne”
Olhando pela janela...

A concorrência é desumana e com ela a desigualdade social.
Reina ainda na terra, deploravelmente, o estado da injustiça que clama vingança.
O futuro que esperamos
No labirinto das ideias
Um novo ano com gestos de compaixão e solidariedade
Um novo ano com gestos de compaixão e solidariedade
Iniciar um novo ano, urge que seja vivido “com menos eu e mais nós”, para que vençamos eventuais momentos difíceis por que possamos passar.
Entretanto, somente será possível se o amor verdadeiro for vivido por todos, em todos os lugares, como nos falou o Papa Francisco: “amor que rompe as cadeias que nos isolam e separam, lançando pontes; amor que nos permite construir uma grande família onde todos nos podemos sentir em casa (...) Amor que sabe de compaixão e dignidade” (Fratelli Tutti n.62).
Neste sentido, uma página do Evangelho a iluminar nossos passos, é a parábola do bom samaritano (Lc 10,25-37). Precisamos nos cuidar mutuamente, como o bom samaritano, com gestos de compaixão e solidariedade, curando as feridas de tantos que se encontram “à beira do caminho”, sem vontade de viver e caminhar.
Abramos nosso coração ao outro, e que nossas mãos toquem suas feridas com o bálsamo da atenção, e o enfaixemos com as faixas da ternura e da coragem.
Feliz ano Novo!










