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domingo, 30 de novembro de 2025
Vigilância na espera do Senhor que vem (IDTAA)
O Tempo do Advento e as duas vindas do Senhor (IDTAA)
O Tempo do Advento e as duas vindas do Senhor
Ele veio, vem e virá
Iniciando o tempo do Advento, à luz das Catequeses do Bispo São Cirilo de Jerusalém (séc. IV), reflitamos sobre as duas vindas de Cristo.
“Anunciamos a vinda de Cristo: não apenas a primeira, mas também a segunda, muito mais gloriosa. Pois a primeira revestiu um aspecto de sofrimento, mas a segunda manifestará a coroa da realeza divina.
Aliás, tudo o que concerne a nosso Senhor Jesus Cristo tem quase sempre uma dupla dimensão. Houve um duplo nascimento: primeiro, Ele nasceu de Deus, antes dos séculos; depois, nasceu da Virgem, na plenitude dos tempos. Dupla descida: uma, discreta como a chuva sobre a relva; outra, no esplendor, que se realizará no futuro.
Na primeira vinda, Ele foi envolto em faixas e reclinado num presépio; na segunda, será revestido num manto de luz. Na primeira, Ele suportou a cruz, sem recusar a Sua ignomínia; na segunda, virá cheio de glória, cercado de uma multidão de anjos.
Não nos detemos, portanto, somente na primeira vinda, mas esperamos ainda, ansiosamente, a segunda. E assim como dissemos na primeira: Bendito o que vem em nome do Senhor (Mt 21,9), aclamaremos de novo, no momento de sua segunda vinda, quando formos com os anjos ao seu encontro para adorá-Lo: Bendito o que vem em nome do Senhor.
Virá o Salvador, não para ser novamente julgado, mas para chamar a juízo aqueles que se constituíram seus juízes. Ele, que ao ser julgado, guardara silêncio, lembrará as atrocidades dos malfeitores que O levaram ao suplício da cruz, e lhes dirá: Eis o que fizestes e calei-me (Sl 49,21).
Naquele tempo Ele veio para realizar um desígnio de amor, ensinando aos homens com persuasão e doçura; mas, no fim dos tempos, queiram ou não, todos se verão obrigados a submeter-se à Sua realeza.
O profeta Malaquias fala dessas duas vindas: Logo chegará ao seu templo o Senhor que tentais encontrar (Ml 3,1). Eis uma vinda.
E prossegue, a respeito da outra: E o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; e estará a postos, como para fazer derreter e purificar (Ml 3,1-3).
Paulo também se refere a essas duas vindas quando escreve a Tito: A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tt 2,11-13). Vês como ele fala da primeira vinda, pela qual dá graças, e da segunda que esperamos?
Por isso, o símbolo da fé que professamos nos é agora transmitido, convidando-nos a crer naquele que subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Nosso Senhor Jesus Cristo virá portanto dos céus, virá glorioso no fim do mundo, no último dia. Dar-se-á a consumação do mundo, e este mundo que foi criado será inteiramente renovado.” (1)
Entre a primeira vinda e a segunda vinda, vivemos o tempo intermediário. tempo de vigilância, de oração, em todo o momento, como o Senhor nos falou no Evangelho (Lc 21,25-28.34-36). É preciso que fiquemos de pé, ergamos a cabeça, levantemos nosso ânimo.
O tempo do Advento não é apenas para a preparação de presépios de árvores de Natal, mas preparação do coração, para que Ele venha e encontre nele e em nosso lar, lugar digno para nascer.
Vivamos este tempo de abertura à graça divina, que nos vem por meio de Jesus Cristo, com a comunicação da presença e ação do Seu Espírito, para que vivamos maior fidelidade ao Projeto do Pai.
Preparemo-nos para celebrar autenticamente o Natal do Senhor, que veio, vem e virá, a cada instante, com sagrados compromissos expressos em gestos de acolhida, perdão, amor, solidariedade.
Preparemos nossos corações para celebrar o nascimento do Senhor na manjedoura preferida d’Ele, que é o coração humano, no qual Ele quer fazer Sua morada, habitando em nós como o mais belo Hóspede.
De nada adianta a luz de um pisca-pisca, se não nos voltarmos confiantes e vigilantes à espera do Senhor, que vem para iluminar nossos caminhos.
Somente assim, daremos um passo significativo, para celebrar autenticamente o Natal do Senhor.
PS: Liturgia das Horas – Tempo do Advento/Natal - Vol. I - pp.113-114.
Apropriado para a quinta-feira da 27ª semana do Tempo Comum, quando se proclama Malaquias (Ml 3,13-20a)
Jovem, o Senhor te ama, chama e contigo conta
Jovem,
o Senhor te ama, chama e contigo conta
"O
coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos." (Pv
16,9)
Encontro
com o Senhor tem marca indelével,
porque
fica marcado como selo na alma.
Nem as
adversidades poderão apagar
Fica na
memória, porque antes no coração ficou.
Divido
contigo minha alegria que agora sentes.
Sem dúvida
planejaste caminho a percorreres,
Mas o
Senhor que é a Verdade, Vida e o Caminho
Dirigiu
teus passos, e contigo quis Se encontrar.
Falou-te
por vozes tão humanas com seus limites,
Mas foram
como pássaros por Deus enviados,
Cantaram melodias
de ternura, esperança,
Renovando
em Ti, coragem e necessária perseverança.
Abriram
portas à luz da Palavra do Senhor,
Palavra
que arde e ilumina cantos escuros da vida,
Para que
não te percas em possíveis abismos,
Mas permaneças
firme no horizonte dos sonhos a alcançar.
Te levaram
à Fonte das fontes eternas,
A Divina
Fonte do Amor do Senhor,
Que jamais
te permitirá morrer de sede,
Ainda que caminhes
por desertos áridos.
Como que
pequenos oásis puderam algo experimentar,
Mas a vida
não é feita apenas de oásis para refugiar-se.
Para renovar
as forças são mais que necessários,
Compromissos
com Ele e com o Reino, sempre renovados.
Sigamos
juntos: há muitos outros jovens a evangelizar,
Agora do
Mestre és amado discípulo e contigo Ele conta,
Vamos, incansavelmente,
sementes da fé, esperança semear,
Porque a
Chama do Amor não pode apagar.
Embelezemos
o mundo com flores da caridade,
Rosas de
muitas cores e odores a exalar,
Se as
dores dos espinhos teimosamente nos ferirem,
Sejamos
curados no Banquete da Vida, da Eucaristia. Amém.
A beleza do Tempo do Advento (Ano A) (IDTAA)
Vigilância em todo o tempo (IDTAA)
Vigilância em todo o tempo
A passagem do Evangelho de São Mateus (Mt
24,37-44), reforça a atitude de vigilância na fé que o cristão deve ter em
todo o tempo, com compromissos irrenunciáveis e inadiáveis com o Reino de Deus
na espera do Senhor que veio, vem e virá.
A vinda do Senhor é certa, é preciso estar
vigilante, preparado e ativo, e isto implica em abertura e disponibilidade
para o Reino de Deus, eterno e universal, marcado por relações de verdade,
vida, graça, justiça, santidade e paz, como tão bem expressa o Prefácio da
Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
Para isto, o Evangelista nos apresenta três
quadros: o ócio, o trabalho e a não vigilância, ou seja, a despreocupação com a
vida e a existência; ou o contrário, os compromissos e trabalhos para a
subsistência; e por fim a ausência da vigilância, que leva à perda do encontro
com o Senhor que vem. (v.37-39; 40-41; 43-44, respectivamente).
A atitude de vigilância é fundamental para que
façamos as necessárias passagens das
trevas para a luz, do pecado para a graça, do distanciamento para a comunhão e
intimidade com Deus, do ódio para o amor, da morte para a vida.
Somos peregrinos de esperança, testemunhas da
vigilante espera do Senhor que veio, vem
e virá é memória e presença.
Memória porque Aquele que
esperamos, Jesus, já veio; presença,
porque cremos e sentimos que Jesus está desde agora conosco, e Ele está
presente de modo salutar e real na Santíssima Eucaristia, que não apenas
celebramos, mas comungamos, porque é o Deus Conosco, o Deus que Se faz
Pão, Comida e Bebida para nos Alimentar e nos Salvar.
PS: Oportuno para a passagem do
Evangelho de Lucas (Lc 12, 39-48)
Advento: Tempo de experimentar a misericórdia de Deus (IDTAA)
Advento - Cantar e caminhar, orar e vigiar (IDTAA)
Esperamos Aquele que veio, vem e virá (IDTAC)
Acentua-se em nosso coração a alegre expectativa, ativa e contagiante, para recebermos dignamente o Senhor no momento em que Ele vier.
Ao lado desta vigilância o imperativo da conversão; preparação dos caminhos do Senhor, numa incansável busca de acertar nossos projetos com o Projeto do Criador. Pode-se assim acolher e testemunhar a alegria que procede do Verbo que se encarna e se faz um de nós, assumindo nossa condição humana, exatamente igual a nós, exceto no pecado.











