quarta-feira, 20 de maio de 2026
A escuridão do palco
A escuridão do palco
A escuridão do palco parece um vazio.
A tela do meu celular ficou toda preta.
Ledo engano! Aos poucos, as luzes e seus efeitos,
Que não seriam os mesmos, se as luzes acesas.
Cada efeito da luminosidade, um deleite;
Uma sensação da alma em elevação,
Ao som das cordas da guitarra e do baixo,
A melodia, o palco, perfeita combinação.
Luzes, sons, melodia, a voz de quem canta,
Invadem em doce e harmoniosa sintonia,
Levando a voos a quem se encanta,
Para ver o mundo com esperança e poesia.
A escuridão do palco parece um vazio,
A escuridão da vida, também assim me parece.
Ledo engano, também, aos poucos surgem a Luz e seu efeito:
A Luz de Deus em nossa escura travessia.
O cenário político, a realidade social,
Uma escuridão que teima em persistir.
Corrupção, violência, tráfico, agressões,
Destruição, depredação, insana ganância.
E ainda outras, sombrias e obscuras realidades,
Permanentemente, a nossa fé desafiam:
Como ser luz do mundo em contextos assim?
Como ser sinal de esperança com caridade e ousadia?
A escuridão do palco é como a vida:
Reencontrar a necessária harmonia
Da voz, do canto, dos sons, da música,
Um grito pela edificante, dia pós dia.
Enamorados por Jesus, a Luz que veio ao mundo,
Para aqueles que nas trevas jaziam,
Iluminando o palco escuro da história.
A Ele, rendemos toda a honra, poder, louvor e glória.
O palco escuro da vida nos desafia.
Revigoremos nossas forças no Sagrado Banquete,
No Divino Banquete da Eucaristia: pela Palavra, iluminados;
Pelo Pão de Imortalidade, revigorados. Amém.
Liberta-me, Senhor, de todo o medo!
Liberta-me, Senhor, de todo o medo!
Senhor, ofereço-Te meus medos, ânsias, angústias, temores, complexos, traumas psicológicos....
Quero arrancá-los do coração, como braceletes e correntes de ouro, e dizer-Te:
Toma, Senhor. Não quero mais que meu coração fique cheio de medo, mas pleno de Ti, de Tua graça, ternura e amor.
Arranca, Senhor, todo o medo, ou me ajude a enfrentá-lo e assim poder vencê-lo; livra-me de todo o mal, de modo especial do mal que me corrói a alma e me fragiliza na conquista de meus sonhos.
Obrigado, Senhor, porque me libertas da necessidade de ter medo, e me dirige a Tua Santa Palavra:“ Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32); e ainda: “Coragem, Eu venci o mundo” (Jo 16,33).
Gratidão a Ti, Senhor, pelo Teu Espírito concedido, que é princípio de liberdade interior, luz que dissipa todos os medos; bálsamo indispensável e indizível que dá paz ao coração.
Por fim, Senhor, com Teu Apóstolo, agradeço porque não nos deste um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria (2 Tm 1,7).
PS: Livre adaptação – O Verbo Se faz Carne – Raniero Cantalamessa – Editora Ave Maria - 2013 - p.793.
Nossa cruz de cada dia
Nossa cruz de cada dia
Caminho desafiador nos é proposto em todo o tempo,
Que consiste no caminho da entrega da vida nas mãos do Senhor:
“A Cruz às costas, com um sorriso nos lábios, com uma luz na alma.” (1)
Cruz às costas, precedida das renúncias necessárias,
Para que, com desprendimento e liberdade,
Cruz às costas que possui muitos nomes e faces;
Ora mais pesada, até parecendo insuportável,
Ora nem tanto. Mas sempre a cruz com amor carregar.
Cruz às costas na fidelidade Àquele que nos disse:
“Vinde a mim vós que estais cansados e fatigados
Meu fardo é leve e o meu jugo é suave” (cf. Mt 11,28-29)
Cruz às costas, mas que um dia a deitaremos pelo chão,
Para fazermos a desejada travessia sobre a mesma,
Ao encontro d’Aquele que amamos e que nos acompanha: Jesus.
Com um sorriso nos lábios, um grande desafio,
Quando as dificuldades de múltiplas expressões
Dão o matiz à nossa vida, ora nem tão colorido.
Com um sorriso nos lábios, um profético testemunho:
Sorrir nas adversidades, como expressão de quem sabe
Que a Deus pode se entregar e plenamente confiar.
Com um sorriso nos lábios, quando se acolhe uma nova vida,
E também quando nos despedimos de quem amamos.
Sorriso fundado na promessa da imortalidade: Ressurreição.
Paradoxalmente, o mais puro e verdadeiro sorriso,
Precedido de lágrimas vertidas, mas o coração consolado,
Como foi o de Marta e Maria ao ver o irmão ressuscitado.
Não sorrir com a morte, porque ela, humanamente,
Não pode arrancar sorrisos, mas sorrir na esperança
De que, como grão, morrerá e desabrochará na eternidade.
Com uma luz na alma, iluminados pelo Espírito,
Confiantes na Palavra do Senhor: “Eu sou a luz do mundo,
quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,1-12).
Com uma luz na alma, irradiando a luz de Deus
A quantos de luz precisam, porque, por vezes,
Mergulhados na escuridão da dor e do abandono.
Com uma luz na alma, iluminar os horizontes,
E jamais deixar de sonhar e se comprometer
Com um novo céu e uma nova terra.
Com uma luz na alma para não se perder no caminhar
Rumo à meta final que ansiamos e buscamos: a eternidade,
O céu como plenitude de amor e plenitude de luz.
Cruz às costas sem reclamar, mas em Deus confiando,
Sorriso nos lábios, mesmo se lágrimas forem derramadas,
Sinal de confiança, esperança, portanto, almas iluminadas...
(1) Homilia de São Josemaria Escrivá, (Via Sacra, 11ª estação).
Inflamados pelo Fogo do Espírito
Inflamados pelo Fogo do Espírito
Oremos:
Senhor, que o Fogo do Espírito nos inflame, para correspondermos melhor ao Projeto Divino.
Com a Sabedoria a nós comunicada, seja nossa alma inflamada, e acompanhados pela Vossa presença e envolvidos pela Vossa infinita misericórdia, bondade e ternura.
Como peregrinos da esperança, com a Sabedoria do Espírito, contemplemos os insondáveis Mistérios Divinos que dão um novo e salutar sentido à nossa vida. Amém.
Sou o teu “muito mais”
Sou o teu “muito mais”
"Pois Deus amou tanto o mundo, que entregou o
Seu Filho único, para que todo o que n’Ele crê
não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3,16)
Não te darei apenas o melífluo néctar das flores,
Darei muito mais: a minha doce ternura, carinho e afeto,
Pois sei quão amargo algumas vezes o mundo se apresenta.
Não te darei apenas o brilho das estrelas,
Darei a Luz do Espírito, que acompanhou meu Filho,
Para iluminar sempre teus caminhos, ainda que não me peças.
Não te darei apenas o calor e a luz do sol,
Dei e darei sempre meu Filho, o Sol da Justiça,
Para aquecer com minha incomparável ternura.
Não te darei apenas o sal que dá tempero, conserva e o fogo mantém,
Darei o gosto eterno de amor, vida, alegria e paz;
O necessário para que a chama de esperança e da solidariedade em ti jamais se apaguem.
Não te darei apenas o encantamento e mistério que o mar contém,
Darei a graça de me conhecer como o Mistério do intenso e imenso Amor;
Amor que vivo com meu Filho e o Santo Espírito.
Não te darei apenas o pão que se come e se sacia numa mesa cotidiana,
Darei também o Pão da Imortalidade, o Pão da Eternidade,
Quando da ceia participares, e a verdadeira Comida e Bebida receberes.
Não te darei apenas o infinito do universo, com suas galáxias...
Farei reinares com meu Filho, pois o constituí Rei do Universo.
Com Ele, desde o Batismo, começaste a reinar e do mundo cuidar.
Não te darei apenas a cruz para com fé carregares,
Vou contigo carregá-la, aliás, já a carreguei com meu Filho e o Espírito,
Para com Ele Ressuscitado, também ressuscitares.
Sou o teu muito mais que possas sentir ou pensar,
Ainda que às vezes não correspondas ao meu Amor.
Sou o teu muito mais, mais que possas conceber,
Para que melhor, muito melhor possas ser.
Amo-te, sou o teu muito mais...
Ainda que não me conheças,
Ainda que me ignores, que me esqueça.
Sou o teu muito mais, para que não sejas tão pouco.
Sou o teu muito mais, te dou muito mais.
Amo-te muito mais, quero teu bem muito mais.
Alegro-te muito mais do possas pensar.
Acompanho-te muito mais do que possas perceber.
Sou o teu muito mais.
Que mais poderia Eu fazer?
Tanto te amei que
Meu Filho a ti entreguei.
Mataram-no, matastes,
Mas Eu O Ressuscitei.
Sou o teu muito mais, e não há como não o ser.
Sou o teu muito mais amante do que amado.
Sou o teu muito mais Amor comunicado
Do que amor recebido, correspondido.
Sou o teu muito mais. Eu sou,
E não há como não o Ser.
Sou o teu muito mais, para
Que muito mais queiras me amar e conhecer... Amém.
Que jamais percamos...
Que jamais percamos...
Jamais percamos...
A certeza de que podemos algo mudar, mesmo que pouco tenhamos;
A convicção de que estamos no caminho, sem desvios para abismos.
A capacidade de superação, sem precisar nada de assombroso,
A graça de sermos instrumentos da alegria para quantos possamos,
Ainda que sinais de tristeza e luto, dor e pranto nos rodeiem.
Jamais percamos...
A consciência de que nada podemos desperdiçar:
Esforços, inteligência, energias, a serviço da humanidade;
A sensibilidade, para não ficarmos frios e indiferentes,
Com sentimentos de inferioridade ou o seu contrário;
A contemplação de Vossa presença suave de Amor,
Que afasta todo medo que rouba nossas forças, porque inibidor.
Jamais percamos...
A fé que nos move, que nos impele, que nos faz avançar,
Recuperando os traços da imagem Vossa em cada um de nós;
A confiança na ação divina, quando parecer que nada podemos;
A esperança de superação, quando tudo parecer imutável;
O zelo necessário, para que mantenhamos acesa,
No mais profundo de nós, a chama viva da caridade. Amém.
Ainda que percas...
Ainda que percas...
Por vezes, o verbo perder nos surpreende:
Ainda que percamos a lembrança de sua conjugação,
Poderá se fazer presente na história de cada pessoa.
Por vezes, se faz presente no subjuntivo:
Ainda que se perca a capacidade de sonhar,
Que seja tão apenas por um instante.
Ainda que se percam as forças, é preciso resistir,
Renovando-as em silêncio orante recolhido,
Pelo imensurável amor divino, renovado e envolvido.
Que apareça em nossa vida como imperativo afirmativo:
Perca você todo o medo, insegurança e n’Ele confie;
No Senhor, que nos acompanha e fortalece.
Na forma do imperativo negativa seja conjugado:
Não perca jamais o encanto e o sentido do viver,
Revitalizando os laços de ternura com o Amado Redentor.
São necessárias para novo florescer,
E no tempo certo novamente florir.
A perda das oportunidades que tivemos,
Ainda que não voltem da mesma forma,
Viveremos à espera que possam se repetir.
A perda do brilho dos olhos pelas dificuldades
Ou pelas provações, incompreensões ou decepções,
O brilho voltará, se não houver a perda da fé.
A perda de alguém que partiu para a eternidade,
Não é uma “perda”, como dizemos, pois alguém advertiu:
Porque cremos e sabemos onde se encontra: céu.
A perda da própria vida por causa do Senhor,
Não será perda para sempre, pois Ele nos disse:
“Quem perder a sua vida por causa de mim, a encontrará” (Mt 16,25).
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