terça-feira, 3 de março de 2026
Vire a página... (1)
Vire a página... (2)
Vire a página...
Glorifiquemos a Deus por Sua bondade, graça e misericórdia,
Que sempre se manifestam em favor de nós, Seu amado povo,
Ainda que não mereçamos, e ao Seu amor não correspondamos.
Libertou Seu povo da escravidão do Egito,
Tirou de seus ombros o opróbrio, que por anos os afligia,
Cessou o maná, com frutos da terra de Canaã, o alimentou.
Por meio de Jesus, nos reconciliou,
Por Sua misericórdia novas criaturas nos fez,
Pela graça do batismo a nós concedido.
Selados pelo Espírito o fomos, morada do mais belo Hóspede.
Templos Seus, imerecidamente, por amor infinito, nos fez,
Em vasos de argila, em nós, Seu amor infinito derramou.
Na parábola do filho pródigo, ou melhor, do Pai misericordioso,
O rosto misericordioso do Pai Amante nos revelou,
O Amado do Pai, Jesus, o Amor, o Santo Espírito nos enviou.
Parábola que traz em si uma crítica aos que não creem
Na possibilidade de conversão do pecador,
Fariseus e doutores da lei, de ontem e de hoje.
Deus é um Pai pleno de amor e compaixão,
Pronto a nos acolher, abraçar e perdoar,
Possibilidade de vida nova nos conceder.
Na simbologia da roupa, veste batismal nos foi dada,
No anel, filiação perdida, agora para sempre recuperada,
Sandália nos pés, porque a misericórdia nos faz peregrinos.
Peregrinar na esperança, do banquete participar,
Prefigurada na simbologia do cordeiro e da festa,
Do filho morto e perdido, com vida e reencontrado.
Assim é a misericórdia divina, uma graça concedida,
Para páginas de tantos nomes virar.
Perdão de Deus recebido, novas páginas escrever.
Virar a página do pecado para a graça,
Da escuridão para a luz, do ódio para o amor
Da morte para a vida, horizonte perdido, eternidade vislumbrada.
Virar a página de egoísmo e ambição e destruição
Para uma página de amor, partilha e solidariedade,
Que gera vida, fraternidade, vida feliz e comunhão.
Virar a página para novas atitudes
Em relação à Casa Comum que habitamos,
Uma Ecologia Integral, cuidado com toda a criação.
Cada um (a) de nós temos nossas páginas a virar...
Provemos e vejamos quão suave é o Senhor,
Que nos quer envolvidos em Sua ternura, bondade e amor.
Viremos a página, renovemos nossas forças na caminhada de fé,
Inflamados pela chama da caridade divina, sejamos,
Peregrinos da esperança, compromissos com o Reino renovados. Amém.
Fontes: Js 5,9a-10-12; Sl 33 (34); 2 Cor 5,17-21; Rm 5,1-5; Lc 15,1-3.11-32)
Oremos pela saúde dos enfermos e seus cuidadores
Oremos pela saúde dos enfermos e seus cuidadores
“Não é conveniente que homem esteja só” (cf. Gn 2,18).
Concedei-nos, Senhor, sermos instrumentos de Vossa compaixão com o coração em nossas mãos, para estendê-las em solidariedade para com os enfermos, nos quais reconhecemos a Vossa presença (Mt 25,35).
Iluminai-nos, Senhor, bem como aos familiares, amigos e profissionais da saúde, para que não nos descuidemos do primeiro cuidado que um enfermo mais precisa: a compaixão, proximidade e ternura, que os acolhe e os envolve com o fogo do amor e a chama da esperança.
Mergulhai-nos, Senhor, no Mistério infinito de amor e comunhão da Santíssima Trindade, a fim de que nossa vida seja plasmada neste indizível Mistério, e realizemos plenamente no dinamismo das relações sociais e no amor mútuo.
Não permitais, Senhor, que nos curvemos diante da cultura do individualismo, descarte e indiferença, e tão somente assim não veremos o enfermo como algo que se possa descartar e ignorar porque de nada mais serve, até mesmo o virmos como um fardo pesado a carregar.
Abri, Senhor, nossos olhos e os ouvidos de nosso coração, para que vejamos os doentes frágeis e pobres, que se encontram no coração de Vossa Igreja, e por isto devem estar sempre dentro de nossa solicitude e cuidado pastoral.
Fortalecei-nos com o Pão de Vossa Palavra e o Pão da Eucaristia, para que possamos oferecer o Pão da Caridade, fortalecendo os vínculos de uma amizade social, que nos faz próximos e solidários com os enfermos, curando as feridas da solidão e do isolamento.
Senhor, cremos que sois o Médico e a Medicina para os enfermos, e como frágeis servidores Vossos, contamos com a Vossa Mãe, Maria Santíssima, a Mãe dos enfermos, que intercede por nós e nos ajuda, para que sejamos artífices de proximidade e relações fraternas. Amém.
Fonte inspiradora: Mensagem para o Dia Mundial do Doente 2024 – Papa Francisco:
https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/sick/documents/20240110-giornata-malato.html
Discípulos missionários a caminho da glória
Discípulos missionários a caminho da glória
A passagem do Evangelho da terça-feira da 2ª semana da Quaresma (Mt 23,1-12) nos apresenta atitudes que devem marcar a vida do Discípulo missionário de Jesus, vivendo a alegria da missão, para que a Igreja viva a sua essência evangelizadora, e sejamos uma Igreja em saída.
Sendo assim, o discípulo de Jesus, carregando a cruz cotidiana rumo à glória eterna:
- Não pode se curvar à hipocrisia;
- Não pode ser ambíguo com dupla moral (fala uma coisa e vive outra);
- Deve ter uma profundidade espiritual;
- Não pode viver um moralismo empobrecedor;
- Não pode ser incoerente;
- Jamais nutrir um formalismo religioso (religião separada da vida);
- Não pode ser intolerante com os mais fracos;
- Nem deixar tomar conta do coração o sentimento da vaidade;
- É impensável a desobediência à lei divina;
- Jamais mergulhar no pecado e na infidelidade dos Mandamentos divinos.
É próprio do Discípulo de Jesus, a serviço do Reino:
- Amor em tudo e acima de tudo por Deus e ao próximo, inseparavelmente;
- Procurar a perfeita coerência;
- Viver a humildade;
- Dar corajoso testemunho da fé;
- Viver a fidelidade à Palavra Divina;
- a simplicidade e prudência em tudo;
- Disponibilidade para o serviço;
- Promover sempre o bem comum;
- Irradiar alegria;
- Obedecer à Igreja e seus ensinamentos.
Trilhando o caminho quaresmal, iluminadoras são as palavras de Santa Teresa de Ávila para o fortalecimento da espiritualidade no seguimento de Jesus: “Amor traz amor”.
Quanto mais o Amor de Deus tomar conta da vida do Discípulo, mais amor trará não somente para si, mas para aqueles que consigo vivem. O povo simples diz “quem planta amor, colhe amor...”.
Assim, também, sejamos iluminados pelo conselho de São João da Cruz: “Onde não há amor, põe amor e tirarás amor” .
Urge alargar nossos horizontes da evangelização, encorajando-nos em nossa missão de discípulos missionários do Senhor, seja na Quaresma ou em qualquer outro tempo rumo a vida eterna, trilhando o caminho que passa, necessariamente pela cruz, a fim de que mereçamos e alcancemos a glória celestial. Amém.
Presbítero: homem da imersão e da emersão...
Quaresma: tempo de conversão e compromisso com a Campanha da Fraternidade (CF 2026)
Quaresma: tempo de
conversão e compromisso com a Campanha da Fraternidade
Como Igreja, com a
Quarta-feira de Cinzas, iniciamos o Tempo da Quaresma, tempo favorável de graça
e salvação, para todos que se põem a caminho com o Senhor.
Quaresma vem do latim:
quadragésima, e lembra, sobretudo, os quarenta anos do Povo de Deus no deserto
e os quarenta dias do Senhor, também no deserto, sofrendo as tentações do
maligno do ter (acúmulo), ser (prestígio) e poder (domínio).
A Liturgia da Palavra,
neste itinerário quaresmal rumo à Páscoa, nos propõe tomar consciência de
nossos pecados, em fecunda penitência (como nos ensina a Igreja, que ela seja
interna e individual, mas sobretudo externa e social), na prática dos exercícios
quaresmais: esmola, oração e jejum (Mt 6, 1-18).
É um tempo de quarenta dias
vividos na proximidade do Senhor, na entrega a Ele, e com ele podermos vencer
estas tentações, perfeitamente configurados ao Seu Mistério de Vida, Paixão,
Morte e Ressurreição.
E neste Tempo da
Quaresma, a Igreja no Brasil realiza, desde 1964, com gestos e compromissos
concretos, a Campanha da Fraternidade que, em 2026, traz o tema: “FRATERNIDADE
E MORADIA”, e o lema bíblico: "Ele veio morar entre nós"
(Jo 1,14).
A Campanha da Fraternidade
bem compreendida e vivida, com reflexões, aprofundamento, leva,
necessariamente, compromissos com a sacralidade da vida e os direitos
inalienáveis, dentre eles a de moradia. Fundamental que retomemos o seu
objetivo geral e objetivos específicos.
Exorto para que se
multipliquem encontros, reflexões, momentos de oração para que vivamos uma
santa Quaresma e uma corajosa e necessária participação da Campanha da
Fraternidade, para bem celebrarmos a Páscoa do Senhor, e cantarmos,
alegremente, o Aleluia.
Quaresma e sagrados compromissos com a Fraternidade – (CF 2026)
Quaresma e sagrados compromissos com a Fraternidade – (CF 2026)
Celebremos
e vivamos a Quaresma como tempo favorável de conversão e penitência, para que
bem nos preparemos para a Celebração da Páscoa do Senhor, Mistério de Morte e
Ressurreição – “Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15),
disse Jesus.
Com
a Igreja, aprendemos que a Quaresma não deve ser apenas interna e
individual, mas também com dimensão externa e social.
Neste
sentido, a Igreja no Brasil realiza todo ano, na Quaresma, a Campanha da
Fraternidade (CF) que, longe de esvaziar o sentido quaresmal, dá a ele conteúdo
e fecundidade para flores e frutos pascais.
A
CF é uma iniciativa concreta para realizarmos ações que dão testemunho de
arrependimento e verdadeira conversão nos diversos âmbitos: pessoal,
comunitário, eclesial e social.
A CF 2026 tem como
Tema “Fraternidade e Moradia”, e como lema “Ele
veio morar entre nós” (cf. Jo 1,14).
Urge
refletir sobre a realidade de moradia, e lembramos as palavras do Papa
Francisco:
“É
bom que todos nos perguntemos: por que estão sem casa estes nossos irmãos? Não
têm um teto, por quê?”
Assim
lemos no parágrafo n. 13 do Manual da Campanha da Fraternidade deste ano:
“A
pergunta por um teto, uma digna moradia, nasce da fraternidade. Só nos incomoda
que alguém esteja privado de um teto, carente de uma moradia digna, se
reconhecemos nele um irmão...”
Destaco
o Objetivo Geral da CF 2026:
“Promover,
a partir da Boa-Nova do Reino de Deus e em espírito de conversão quaresmal, a
moradia digna como prioridade e direito, junto aos demais bens e serviços
essenciais de toda a população.”
E
tem como objetivos específicos:
1.
Analisar a
realidade da moradia precária, admitida como normal e que culpabiliza os pobres
e segrega milhões de pessoas no Brasil.
2.
Identificar
omissões do poder público e da sociedade civil frente à universalização dos
direitos à moradia e à cidade, bem como iniciativas pastorais, governamentais e
da organização popular que promovem a moradia.
3.
Conscientizar,
a partir da Palavra de Deus e do Ensino Social da Igreja, sobre a necessidade
sagrada de teto, terra e trabalho para todos.
4.
Corrigir a
compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito
individual.
5.
Fortalecer
a presença eclesial e o compromisso sociotransformador junto aos mais pobres,
caminhando com os movimentos e organizações populares que promovem a moradia.
6.
Empenhar-se
para efetivar leis e viabilizar políticas públicas de moradia em todas as
esferas sociais e políticas.
Fundamental que multipliquemos espaços e encontros para refletir, rezar
e encontrar caminhos para darmos sagrados passos para que estes sagrados
objetivos se realizem, bem como vivermos os exercícios quaresmais: oração,
jejum e esmola, como lemos na passagem do Evangelho de São Mateus (cf. Mt 6,
1-18). Amém.







