sexta-feira, 3 de abril de 2026

Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte IV)

 


Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte IV)

 Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!” (Mt 26,42).

 “Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.”

Ó admirável poder da Cruz!, Ó inefável glória da Paixão! Na Vossa Cruz, Senhor, encontramos o Vosso tribunal, o julgamento do mundo, o poder de Vossa crucificação, porque ela se tornou fonte de todas as bênçãos e origem de todas as graças. Por ela, nós que cremos, recebemos, na fraqueza a força; na humilhação, a glória; na morte, a vida. Volvei para nós Vosso olhar de Misericórdia.

Ó admirável poder da Santa Cruz do Senhor  Jesus, Vós que sois ao mesmo tempo Sacerdote, Sacrifício, Templo e Deus; na qual Vós vos oferecestes tudo o quanto sabia ser necessário para a nossa Redenção. Seja nossa vida uma agradável oferenda a Deus.

Ó admirável poder da Santa Cruz: Vós que sois Sacerdote, por quem somos reconciliados; Sacrifício, pelo qual somos reconciliados; Templo, onde somos reconciliados; Deus, com quem somos reconciliados. Recebei nossa humilde adoração. Amém.

 

PS: Fontes -  Magistério e Tradição da Igreja e outras fontes litúrgicas que se encontram neste blog

 

Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte V)

 


Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte V)

“Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!” (Mt 26,42).

Oremos:

 “Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.”

Senhor Jesus, Inocente e Santíssimo, nós Vos adoramos, Vós que Vos esvaziastes de tudo, de toda Vossa condição divina, na Morte infame da Cruz, mas o Pai Vos exaltou e glorificou, dando ao Amor  a última palavra e a promessa da eternidade para todos que n’Ele crerem. Tenhamos os olhos fixos em Vós.

Nós vos adoramos Senhor Jesus, tão inocente, mas quisestes sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Vossa morte apagou nossos pecados e Sua Ressurreição nos trouxe vida nova. Purificai-nos de nossos pecados.

Cristo Jesus, salvai-nos e derramai a vossa misericórdia sobre o povo que vive na esperança da Ressurreição, e conservai-nos, hoje e sempre, livres de todo o mal, e enviai o Vosso Santo Espírito para que permaneçamos convosco em perfeita comunhão na Vossa agonia. Amém.

 

 PS: Fontes - Magistério e Tradição da Igreja e outras fontes litúrgicas que se encontram neste blog

 

Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte VI)

 


Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte VI)

 Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!” (Mt 26,42).

Oremos:

“Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.”

Com Maria, em Jerusalém, perto do seu Filho para celebrar a Páscoa: a última Páscoa judaica e a primeira Páscoa em que o seu Filho é o Sacerdote e a Vítima.

Com Maria, Vossa Amada e inseparável Mãe, tão serena e plena de liberdade, queremos permanecer convosco no “inverno” de Vossa Paixão e Morte.

Não permitais que dela nos separemos, e ensinai-nos a sermos constantes, a lutar até o fim, sem vacilar na fé, esmorecer na esperança ou esfriar na caridade, a fim de que cresçamos continuamente no amor por Vós.

Queremos ficar ao Vosso lado para contemplar, com ela, a Vossa Paixão, a Morte, e convosco Ressuscitarmos, e sabemos que com ela, lugar privilegiado não há. Amém.

 

 

 PS: Fontes: Magistério e Tradição da Igreja e outras fontes litúrgicas que se encontram neste blog

 

O Senhor foi prefigurado na pessoa de Jó

                                                           

O Senhor foi prefigurado na pessoa de Jó

O Bispo São Zeno de Verona (séc. IV) nos fala em seu Tratado sobre a prefiguração de Cristo na figura de Jó.

“Tanto quanto se pode entender, irmãos caríssimos, Jó prenunciava a figura de Cristo, o que é provado por uma comparação:

Jó é chamado de justo por Deus. Ora, Cristo é a Justiça de cuja fonte bebem todos os bem-aventurados. Dele se disse: Levantar-se-á para vós o Sol da Justiça.

Jó é dito veraz. O Senhor, que declara no Evangelho: Eu sou o Caminho e a Verdade, é a própria Verdade.

Jó foi rico. E quem mais rico do que o Senhor? D’Ele são todos os servos ricos, d’Ele o mundo inteiro e toda a natureza, no testemunho do Santo Davi: Do Senhor é a terra e sua plenitude, o orbe da terra e todos quantos nele habitam.

O diabo tentou Jó por três vezes. De modo semelhante, narra o Evangelista, por três vezes o mesmo diabo esforçou-se por tentar o Senhor.

Jó perdeu os bens que possuía. O Senhor, por nosso amor, abandonou os bens celestes e fez-Se pobre para enriquecer-nos.

O diabo, furioso, matou os filhos de Jó. E aos profetas, filhos de Deus, o louco povo fariseu assassinou.

Jó manchou-se pelas úlceras. O Senhor, assumindo a carne de todo o gênero humano, apareceu manchado com as sujeiras dos pecadores.

Jó foi instigado pela esposa a pecar. A sinagoga quis obrigar o Senhor a seguir a depravação dos anciãos.

Apresentam-se os amigos de Jó a insultá-lo. E ao Senhor insultaram os sacerdotes que deviam cultuá-Lo.

Jó senta-se no monturo coberto de vermes. Também o Senhor no verdadeiro monturo, isto é, na lama desse mundo se demorou rodeado de homens estuantes de crimes e paixões, os verdadeiros vermes.

Jó recuperou tanto a saúde quanto a riqueza. E o Senhor, ressuscitando, concedeu não só a saúde, mas a imortalidade aos que n’Ele creem e recuperou o domínio sobre toda a natureza, segundo Suas próprias palavras: Tudo me foi dado por meu Pai.

Jó teve filhos em substituição aos primeiros. O Senhor também gerou, depois dos filhos dos Profetas, os Santos Apóstolos.

Jó, feliz, descansou em paz. O Senhor, porém, permanece o Bendito eternamente, antes dos séculos, nos séculos e por todos os séculos dos séculos”.

Muitas vezes lembrando os sofrimentos dos justos, vem-nos,  imediatamente, à lembrança Jó; mas quantos de nós fizemos um paralelo entre Jó e o Senhor?

Jó no seu tempo, fidelidade inquestionável a Deus.
O Servo Sofredor, no seu tempo, Amor que ama até o fim.

Quão belas lições podemos tirar deste Tratado, para fortalecimento de nossa espiritualidade na fidelidade ao Senhor!

Como Discípulos Missionários do Senhor,
trilhemos mesmo caminho,
Nutridos pelo Sagrado Pão, inebriados e
redimidos pelo Sagrado Vinho!


PS: Liturgia das Horas – Vol. III – pp. 252-253.

O poder do Sangue de Cristo nos revela o puríssimo Amor

                                                        

O poder do Sangue de Cristo nos revela o puríssimo Amor 

“Contudo um dos soldados
Lhe furou o lado com uma lança,
e logo saiu Sangue e Água” (Jo 19,34) 

Na Sexta-Feira Santa, de modo especialíssimo, contemplamos o Amor de Deus por nós, testemunhando por Jesus na Cruz. 

Contemplemos Suas incontáveis lições de Amor à luz do texto “Das Catequeses de São João Crisóstomo”, Bispo (Séc. IV).

“Queres conhecer o poder do Sangue de Cristo?

Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: Imolai, disse Moisés, um cordeiro de um ano e marcai as portas com o seu sangue (cf. Ex 12,6-7).

Que dizes Moisés?

O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem dotado de razão? É claro que não, responde ele, não porque é sangue, mas por ser figura do Sangue do Senhor.

Se agora o inimigo, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo, o Sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe.

Queres compreender mais profundamente o poder deste Sangue?

Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria Cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor.

Estando Jesus já morto e ainda pregado na Cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-Lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu Água e Sangue: A Água, como símbolo do Batismo; o Sangue, como símbolo da Eucaristia.

O soldado, traspassando-Lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício.

De Seu lado saiu Sangue e Água (Jo 19,34). Não quero, querido ouvinte, que trates com superficialidade o segredo de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro significado místico e profundo. Disse que esta Água e este Sangue são símbolos do Batismo e da Eucaristia.

Foi destes Sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo Batismo e pela Eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de Seu lado trespassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa.

Por esta razão, a Sagrada Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressão osso dos meus ossos e carne da minha carne (Gn 2,23), que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de Seu lado, nos deu a Água e o Sangue para que surgisse a Igreja. 

E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia também Cristo nos deu a Água e o Sangue durante o sono de Sua morte. Vede como Cristo Se uniu a sua esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer e nos nutre. 

Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, também Cristo alimenta sempre com o Seu sangue aqueles a quem deu o novo nascimento”. (1)

Retomemos as palavras do Bispo: 

“Estando Jesus já morto e ainda pregado na Cruz, diz o Evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-Lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu Água e Sangue: a Água, como símbolo do Batismo; o Sangue, como símbolo da Eucaristia”. 

Seja este dia favorável para meditação sobre o Supremo Amor de Deus pela humanidade, que de tanto amor não poupou o próprio Filho, para que n’Ele crendo alcancemos a Vida Eterna. 

Com esta Catequese, sejamos mais uma vez elevados com as maravilhas que Deus realiza em nosso favor, porque é bondoso, compassivo, clemente e cheio de misericórdia. 

Contemplemos o puríssimo amor de Deus por nós, que nos possibilitou nascer do Seu sono mais profundo, o sono da morte, bem como contemplemos o Mistério do amor divino e o poder do Sangue de Cristo.

Contemplemos, de modo especial, o Coração trespassado do Senhor, do qual nascemos e nos nutrimos: Água que é como soro do pericárdio ou exsudação pleural. O que mais, por nós, poderia Deus ter feito? Quem suportaria tanta dor, senão movido por um Amor que nos ama e nos ama até o fim?

Contemplemos os Mistérios Dolorosos, e renovemos nosso compromisso com os crucificados da história, que possuem tantos rostos e nomes.

Façamos deste dia de silêncio, Oração, jejum, recolhimento, ocasião propícia para vivermos intensamente o Tríduo Pascal, ontem iniciado com a Missa da Ceia do Senhor, em que Jesus instituiu a Eucaristia, como memorial da Nova e Eterna Aliança, também instituiu o Sacerdócio e o nos deu o Seu Novo Mandamento: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”.

Deste modo, não nos ocupemos por demais em compreender o amor de Deus, mas muito mais em vivê-lo, pois somente amando a Deus como Ele nos ama é que encontraremos a felicidade. Somente nos amando mutuamente, como Deus nos ama, é que viveremos a desejada fraternidade.

Mistério da Paixão e Morte contemplado, acreditado e vivido num contínuo movimento, edificando a Igreja Sinodal, e escrevendo uma nova História, confessando o Cristo que não foge da Cruz, mas a assume para a redenção da Humanidade.

Mistério da Paixão e Morte, assim vivido tão intensamente, é certeza de que a fraqueza dará lugar à força divina, a escuridão cederá lugar à luz e a morte à vida.

Do mesmo lugar nascemos: de Seu lado trespassado do mesmo lugar nos nutrimos: no Seu Sangue jorrado. Extremo gesto de Amor, para que não apenas nascêssemos, mas jamais morrêssemos, e fôssemos para sempre alimentados: no Mistério de Sua presença na Santa Eucaristia.

Calemo-nos, em absoluto silêncio, e o infinito Amor de Deus por nós, contemplemos!

Aprofundemos o nosso amor por Ele, Jesus Cristo, Nosso Senhor, e bem mais amados, felizes, redimidos, para sempre, nos sentiremos,  pois ninguém nos amou como Ele nos amou.

Caminhemos em passos silenciosos, mais que meditativos, contemplativos, para que possamos exultar de alegria na madrugada da Ressurreição, entoando o grande Aleluia! Ninguém nos amou como Ele! 


(1) Liturgia das Horas -Volume Quaresma/Páscoa - pp. 415-417


quinta-feira, 2 de abril de 2026

DIRETRIZES 2019-2023 – DOCUMENTO 109 - Apresentação e Introdução


DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL
2019-2023 – DOCUMENTO 109 – 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil

APRESENTAÇÃO

“Chamou os que Ele mesmo quis... para estarem com Ele...
e para enviá-los a anunciar
(Mc 3,13-15).
O tempo atual nos desafia:

- renovar as forças missionárias para anunciar a Palavra de Deus:
- construir pontes em lugar de muros;
- oferecer misericórdia de Cristo Jesus como remédio para a vingança;
- reacender a luz da esperança para vencer o desânimo e indiferenças;
- anunciar o Reino de Deus até a plenitude;
- testemunhar a fraternidade e a solidariedade de forma efetiva;
- comprometer-se com a evangélica opção preferencial pelos pobres;
- contribuir para a construção de uma sociedade assentada sobre os valores do Evangelho de Jesus Cristo.

Realidade que vivemos - realidade cultural cada vez mais urbana, com:
- complexidades
- desafios
- oportunidades.

As Diretrizes utilizam a imagem da Casa: para entrar e sair; lugar do acolhimento e envio.
Dois eixos inspiradores: comunidade e missão.
“A Casa é a imagem do que as Diretrizes chamam de comunidades eclesiais missionárias”.

“Comunidades que não geram missionários são tristes expressões da esterilidade de quem perdeu seu rumo na vivência do Evangelho”.

Quatro pilares da Casa:
- Palavra
- Pão
- Caridade
- Ação Missionária.

Objetivo Geral:
EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude”

INTRODUÇÃO

Jesus Cristo – o missionário do Pai – veio anunciar a Nova do Reino: “Reino da verdade e da vida, Reino da Santidade e da graça, Reino da justiça, do amor e da paz”. (Prefácio da Solenidade de Cristo Rei).

Consiste na nossa missão: “Ide pelo mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15).

Diretrizes: uma das expressões mais significativas de colegialidade e missionariedade da Igreja no Brasil.

A comunidade eclesial autêntica é necessariamente missionária e gera novas comunidades.

É preciso colocar a missão de Jesus no coração da Igreja.

Quatro Pilares contemplam as cinco as urgências das Diretrizes anteriores:
- Palavra: Iniciação à vida cristã e animação bíblica;
- Pão: Liturgia e Espiritualidade;
- Caridade: serviço à vida plena;
- Ação Missionária: estado permanente de missão.

DIRETRIZES 2019-2023 – DOCUMENTO 109 - Capítulo 1


CAPÍTULO I – O ANÚNCIO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO

“Jesus percorria, então todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino” (Mc 9,35).

Mundo urbano presente na cidade e no campo.

1.1 - Fidelidade a Jesus Cristo, o Missionário do Pai.
Para mim, de fato, o viver é Cristo” (Fl 1,21).
“Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá á vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (Deus Caritas Est – Papa Bento XVI – 2007).

Um encontro que:
- provoca conversão de vida;
- leva ao discipulado;
- gera comunidade;
- leva a sair em missão.

Dois perigos a serem evitados, conforme lembrou o Papa Francisco na Gaudete et Exsultate: neo-gnosticismo e o neo-pelagianismo:

“Sua racionalidade e suas capacidades intelectuais (gnosticismo) e sua força de vontade e sua capacidade técnica, rejeitando a graça de Deus pela autossuficiência (pelagianismo)”. (DGAE n.15)

Evangelho: “Vinde” e o “Ide” – Jesus que chama é o mesmo que envia (Mc 3,13-15).

1.2 – Igreja: comunidade de discípulos missionários:
- dar testemunho de amor fraterno;
- superar o escândalo da divisão entre os seguidores de Jesus através do respeito;
- diálogo;
- conversão a Cristo;
- que todos sejam um.

1.3 – Missão: anúncio que se traduz em palavras e gestos
Missão não é propaganda, negócio ou um projeto empresarial (EG 279)
Evangelizar “por atração” – anúncio em palavras e gestos
Atos dos Apóstolos: At 2,44-47; 4,32;

O amor fraternidade vivido nas comunidades cristãs despertava nos pagãos uma profunda admiração: “Vede como se amam (...) estão prontos a morrer um pelos outros” (Tertuliano);

Pequenas comunidades: abertas, acolhedoras, misericordiosas e intensa vida evangélica.

A prática da misericórdia na fidelidade a Jesus: “o rosto da misericórdia”.

Amor misericordioso e compassivo: critério de credibilidade para a nossa fé.

1.4 – Cultura urbana: desafio à missão
Ambiguidade do cenário: luzes e sombras:
- emancipação do sujeito;
- a pluralidade;
- O avanço das novas tecnologias para melhor cuidado da vida;
- a globalização pelo secularismo e relativismo;
- a liquidez e indiferentismo.
A Igreja enfrenta um desafio na missão: a transmissão integral da fé no interior de uma cultura, em rápidas e profundas transformações, que experimenta forte crise ética com a relativização do sentido do pecado (DGAE n. 27)

Como evangelizar as cidades numa cultura urbana marcada pelo:
- imediatismo;
- diversificação;
- fragmentação.

“As cidades, embora algumas vezes consideradas assustadoras, devem ser vistas como um ambiente a ser contemplado (EG n.72), na busca dialogal por perceber Deus já presente no meio delas (EG n.71)”.

1.5 – Comunidades eclesiais missionárias no contexto urbano:
Casas da Palavra, do Pão, da Caridade e abertas à Ação Missionária, como lugar da proximidade e confiança, e favorece:
- partilha de experiências;
- ajuda mútua;
- inserção concreta nas diferentes situações;
Partilha da experiência de fé que não é cômoda e nem individualista.
Formar pequenas comunidades missionárias: prioridade da ação evangelizadora.

Os interlocutores da missão (Papa Francisco):
1º - os que frequentam regularmente a comunidade e que conservam a fé católica, mesmo sem participação assídua – desafio: corresponder cada vez mais com toda sua vida ao amor de Deus;

2º - os batizados, porém não vivem mais de acordo com a sua fé – desafio: são chamados à conversão e o compromisso com o Evangelho;

3º - os que não conhecem Jesus Cristo ou que o recusaram – desafio: direito de receber o Evangelho como partilha da alegre experiência do encontro com Jesus Cristo.

A missão exige a sinodalidade,  que significa o comprometimento e a participação de todo o Povo de Deus na vida e na missão da Igreja (DGAE n39).

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG