quarta-feira, 1 de abril de 2026

Rezando com os Salmos (Sl 4)

 


                Ação de Graças a Deus em todo o tempo  (Sl 4)

“- 1 Do mestre de canto. Com instrumentos de cordas. 
Salmo de Davi.

=2 Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça!

Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição,
atendei-me por piedade e escutai minha oração!

–3 Filhos dos homens, até quando fechareis o coração *
Por que amais a ilusão e procurais a falsidade?
–4 Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo,
e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece!

–5 Se ficardes revoltados, não pequeis por vossa ira;
meditai nos vossos leitos e calai o coração!

–6 Sacrificai o que é justo, e ao Senhor oferecei-o;
confiai sempre no Senhor, ele é a única esperança!
–7 Muitos há que se perguntam: 'Quem nos dá felicidade?'
Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!

–8 Vós me destes, ó Senhor, mais alegria ao coração,
do que a outros na fartura do seu trigo e vinho novo.

–9 Eu tranquilo vou deitar-me e na paz logo adormeço,
pois só vós, ó Senhor Deus, dais segurança à minha vida!”

Por meio da oração, sentimos a presença de Deus, e com Ele, podemos dialogar, apresentar nossas inquietações, aflições, angústias, desafios. Também, podemos e devemos agradecer por Sua presença e ação em nosso favor, que Sua misericórdia revela a nós o esplendor de Sua divina face.

Em todo o tempo, demos graças a Deus, pois o Senhor fez por nós maravilhas, por meio de Jesus Cristo, o amado Filho, ressuscitando dos mortos, e do alto, em Seu nome, enviando-nos o Espírito, a fim de que não ficássemos órfãos (cf. Jo 14,18-23).

No silêncio e na ausência das palavras, acolhamos a Palavra da Palavra, Jesus Cristo, o Verbo de Deus que se fez Carne e habitou entre nós. Amém. (cf. Jo 1,14).

 

Rezando com os Salmos (Sl 3)

 


 

Confiemos na proteção divina (Sl 3)
 
“– 1 – Salmo de Davi quando fugia de Absalão.
2 Quão numerosos, ó Senhor, os que me atacam;
quanta gente se levanta contra mim!
–3 Muitos dizem, comentando a meu respeito:
“Ele não acha a salvação junto de Deus!”
 
–4 Mas sois Vós o meu escudo protetor,
a minha glória que levanta minha cabeça!
–5 Quando eu chamei em alta voz pelo Senhor,
do Monte santo ele me ouviu e respondeu.
 
–6 Eu me deito e adormeço bem tranquilo;
acordo em paz, pois o Senhor é meu sustento.
–7 Não terei medo de milhares que me cerquem
e furiosos se levantem contra mim.
 
= Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me!
8 Vós que feristes em seu rosto os que me atacam,
e quebrastes aos malvados os seus dentes.
–9 Em vós, Senhor, nós encontramos salvação;
e repouse a vossa bênção sobre o povo!”
 
Rezemos o Salmo 3 (Sl 3), e professemos nossa fé em Jesus Cristo que morrendo, adormeceu e ergueu-se do sono da morte, porque o Senhor era o seu protetor, como nos afirma o Bispo e Mártir, Santo. Irineu (séc II).
 
Clamemos ao Senhor com a voz do coração, com toda a confiança, pois Ele jamais nos desampara. Conosco está em todos os momentos, favoráveis ou adversos. Amém.
 

Rezando com os Salmos (Sl 2)

 


Confiemos n'Aquele que tanto nos amou
 
“1 Por que os povos agitados se revoltam?
por que tramam as nações projetos vãos?
2 Por que os reis de toda a terra se reúnem,
e conspiram os governos todos juntos
contra o Deus onipotente e o seu Ungido?
 
3 ‘Vamos quebrar suas correntes’, dizem eles,
‘e lançar longe de nós o seu domínio!’
Ri-se deles o que mora lá nos céus;
zomba deles o Senhor onipotente.
5 Ele, então, em sua ira os ameaça,
e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz:
 
6 ‘Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei,
e em Sião, meu monte santo, o consagrei!’
7 O decreto do Senhor promulgarei,
foi assim que me falou o Senhor Deus:
‘Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!
 
8 Podes pedir-me, e em resposta eu te darei
por tua herança os povos todos e as nações, 
e há de ser a terra inteira o teu domínio.
9 Com cetro férreo haverás de dominá-los, 
e quebrá-los como um vaso de argila!’
 
10 E agora, poderosos, entendei;
soberanos, aprendei esta lição:
11 Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória
e prestai-lhe homenagem com respeito!
 
12 Se o irritais, perecereis pelo caminho,
pois depressa se acende a sua ira!
Felizes hão de ser todos aqueles
que põem sua esperança no Senhor!
 
Este Salmo (Sl 2), tanto a tradição judaica como a cristã, o consideram como messiânico, da mesma forma que o Salmo 110, do qual poderia depender. Suas perspectivas são messiânicas e escatológicas (cf. nota da Bíblia de Jerusalém).
 
Um convite a que confiemos plenamente em Deus e em Sua onipotência, em todos os momentos, favoráveis ou adversos, na fidelidade a Jesus, nosso Rei e Salvador, Senhor de todo o Universo, a quem damos toda a honra, glória, poder e louvor.
 
Retomemos a passagem da Carta de São Paulo aos Romanos, para continuarmos nossa reflexão (Rm 8, 31-38) – “Mas em tudo isto somos mais que vencedores, graças Àquele que nos amou” (Rm 8,37).
 
Oportunas as palavras do Comentário ao Salmo 2, escrito pelo bispo e doutor Santo Agostinho (Séc. V):
 
“Quando em breve se inflamar a Sua cólera, felizes todos os que n’Ele confiam”, isto é, quando vier o castigo preparado para os ímpios e pecadores, não atingirá os que confiam no Senhor e ainda lhes será de grande utilidade, instruindo-os e exaltando-os em vista do reino...”  Amém.

Não fosse a Inspiração Divina!


Não fosse a Inspiração Divina!

"... Pois n’Ele vivemos, e nos
movemos,  e existimos..." (At 17,28)

Nenhum poeta é senhor de sua mais bela poesia.
Nenhum cantor é senhor da beleza de seu canto.
Nenhum pintor tão pouco de sua indescritível pintura.
Tudo quão belo for é obra do Criador, não da criatura!

Palavras que direi, mais que simples rimas,
É expressão de puros sentimentos,
Frutos da imensurável Bondade Divina,
Que inexaurivelmente a todos ilumina!

Quando o canto de meus olhos fica lacrimoso,
Quando os meus olhos, com certeza, luminosos,
Não há mais dúvida alguma em minha mente:
É obra de Deus, Luz Divina abundante, reluzente!



Dilemas, inquietações e segredos de quem escreve…

Dilemas, inquietações e segredos de quem escreve…

Em meio às múltiplas atividades pastorais, e outras emergências na vida de um bispo, dedico tempo para escrever e chegar até quem precisa de uma reflexão, um texto, uma homilia, algo que seja como um bálsamo para as feridas, sustento para o caminho.

Nesta atividade aparecem os dilemas, inquietações, afinidade com o sopro do Espírito, atenção para os clamores que emergem dos mais simples, o momento, os desafios diversos que não podem exilar-se dos olhos, ouvidos, mente e coração de quem escreve.

O que acontece com aquele que escreve?

Às vezes vou escrever uma coisa,
E acabo escrevendo sobre outra.
Tem coisas que não dá para entender,
Muito menos para explicar…
Coisas de quem escreve com o coração,
Coisas de quem escreve por divina inspiração,
Coisas de quem escreve, às vezes, sem ela!     

Nem sempre vem a inspiração querida…
Fazer o que?
Limites próprios e humanos de nossa fragilidade,
Isto é o que nos faz belos aos olhos de Deus:
Reconhecer nossos limites, imperfeições…
Necessitados de contínuas e múltiplas conversões!

Acertamos mais quando
Suplicamos a divina inspiração!
Somente com ela nos expressamos claramente
E adentramos alma e coração.

Luz divina que, inexoravelmente, o quarto escuro
De minha mente e meu coração obscuro, ilumina…
Luz divina, que inextinguível, mais que desejável:
Arde, aquece, inflama… Consome-se e nunca termina!

Que os dilemas e inquietações sejam minhas santas preocupações no cuidado do “rebanho”.

Que façamos de cada dilema uma possibilidade de abertura e crescimento.

Em poucas palavras...

 


Jesus é o Senhor

 

“Muitíssimas vezes, nos Evangelhos, aparecem pessoas que se dirigem a Jesus chamando-lhe «Senhor». Este título exprime o respeito e a confiança dos que se aproximam de Jesus e d'Ele esperam socorro e cura (Cf. Mt 8.2; 14.30; 15.22 etc.).

Pronunciado sob a moção do Espírito Santo, exprime o reconhecimento do Mistério divino de Jesus (Cf. Lc 1,43;2,11).

No encontro com Jesus Ressuscitado, transforma-se em adoração: «Meu Senhor e meu Deus» (Jo 20, 28). Assume então uma conotação de amor e afeição, que vai ficar como típica da tradição cristã: «É o Senhor!» (Jo 21, 7).” (1)

 

(1)       Catecismo da Igreja Católica n. 448

Permaneçamos na Videira!

                                                             

Permaneçamos na Videira!

“Jesus é a Videira.
Jovens, n’Ele, sejam os ramos
e produzam frutos permanentes!”

Inspirados na passagem do Evangelho (Jo 15, 1-17) sobre a Videira, que é o próprio Cristo Jesus, realizamos o XVII EJC - Encontro de Jovens com Cristo (2011) na Paróquia Santo Antônio do Gopoúva, onde fui Pároco.

Foi uma fertilização para o coração de cada um e, de modo especial, dos jovens “Encontristas”, para que se torne chão fértil para acolhida da Palavra do Divino Semeador, Jesus, produzindo os frutos que Deus espera.

A Seiva do Amor foi derramada abundantemente em todos os corações:

- de cada jovem que deu o seu sim para fazer o Encontro, e descobriu que somente com Cristo poderá ser verdadeiramente feliz e frutos abundantes produzir;

- dos casais e jovens que, no milagre da multiplicação do tempo, colocaram-se generosamente a serviço para o êxito deo Encontro;

- dos assessores das palestras, padres, seminaristas, religiosas, leigos (as) que nos enriqueceram com sua presença e reflexão;

- em tantos e incontáveis corações que sempre acreditaram nesta proposta, deixando o amor de Deus falar mais alto do que qualquer obstáculo ou pensamento que não correspondesse aos desígnios divinos.

Não basta a participação em um encontro, mas que cada jovem, tendo o Senhor verdadeiramente encontrado, d’Ele jamais se separe! Pois sem a seiva do amor divino, a juventude conhece o ocaso antes mesmo que o sol nasça. Sem o Senhor nada podemos, nada somos, nenhuma alegria sentimos. Com Ele tudo podemos, na força que nos concede, exclamou o Apóstolo Paulo (Fl 4,13).

Sendo ramos da Videira, é preciso que vivamos os Mandamentos, sobretudo do Mandamento maior do amor, com todo esforço de não entristecermos o Espírito Santo de Deus, e jamais nos faltará a seiva do amor que jorrou copiosamente do lado trespassado de Jesus na Cruz.

Há ainda um longo caminho a percorrer e com Jesus permanecer, pois somente n’Ele alcançaremos a santidade perfeita como a mais bela expressão de felicidade.

É impossível distanciar-se do Amado, Cristo Jesus, quem por Ele sentiu-se amado, seduzido; cresce o apaixonamento e enraizamento em seu Amor, inevitavelmente.

Saciados pela Seiva do amor divino nossos jovens tem e terão sempre terão alegria, e a farão transbordar a muitos outros.
Acreditamos no sopro do Espírito que é o
Encontro de Jovens com Cristo.
Permaneçamos na Videira,
a Seiva do Amor não nos faltará. Amém.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG