https://www.youtube.com/c/DomOtacilioFerreiradeLacerd d brba
domingo, 1 de março de 2026
Vi meu Amado Glorioso
Transfiguração do Senhor: Do bom combate da fé à vida plena e definitiva (IIDTQA)
http://www.dehonianos.org/portal/default.asp
Presbítero: homem da imersão e da emersão... (IIDTQA)
Em poucas palavras... (IIDTQA)
A finalidade da Transfiguração de Cristo
“A Transfiguração de Cristo tem por fim
fortalecer a fé dos Apóstolos em vista da Paixão: a subida à «alta montanha»
prepara a subida ao Calvário. Cristo, cabeça da Igreja, manifesta o que o Seu
Corpo contém e irradia nos Sacramentos: «a esperança da Glória» (Cl 1, 27) (Papa
São Leão Magno séc. V).” (1)
(1)
Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 568
Em poucas palavras... (IIDTQA)
A finalidade da Transfiguração do Senhor (2)
“O Senhor manifesta a Sua glória na presença de testemunhas escolhidas, e de tal modo fez resplandecer o Seu corpo, semelhante ao de todos os homens, que Seu rosto se tornou brilhante como o sol e Suas vestes brancas como a neve.
A principal finalidade dessa transfiguração era afastar dos discípulos o escândalo da Cruz, para que a humilhação da Paixão, voluntariamente suportada, não abalasse a fé daqueles a quem tinha sido revelada a excelência da dignidade oculta de Cristo”. (1)
(1) Papa São Leão Magno (séc. V)
Transfiguração do Senhor: A glória é precedida pela Cruz (IIDTQA)
Com ele, aprendemos a crer, contra toda falta de humana esperança, e também que a obediência a Deus não é sinônimo de escravidão, mas garantia de vida, prosperidade, felicidade e realização.
Dando mais um passo em nosso itinerário quaresmal, ao ouvir a Palavra proclamada, seja acolhida no alto da montanha e na planície vivida.
A Transfiguração do Senhor contemplada, compromissos sagrados renovados (IIDTQA)
A Transfiguração do Senhor contemplada, compromissos sagrados renovados
“Este é o meu Filho amado, no qual Eu pus todo o meu agrado. Escutai-O” (Mt 17,5)
Uma breve reflexão sobre a Transfiguração do Senhor, à luz do parágrafo número 555 do Catecismo da Igreja Católica:
- A glória divina é precedida pela Cruz:
“Por um momento, Jesus mostra a Sua glória divina, confirmando assim a confissão de Pedro. Mostra também que, para «entrar na Sua glória» (Lc 24, 26), tem de passar pela Cruz em Jerusalém. Moisés e Elias tinham visto a glória de Deus sobre a montanha; a Lei e os Profetas tinham anunciado os sofrimentos do Messias (Lc 24,27).”
- A presença e ação da Santíssima Trindade na Transfiguração do Senhor: verdadeiramente uma teofania:
“A paixão de Jesus é da vontade do Pai: o Filho age como Servo de Deus (Is 42,1). A nuvem indica a presença do Espírito Santo: «Tota Trinitas apparuit: Pater in voce; Filius in homine; Spiritus in nube clara – Apareceu toda a Trindade: o Pai na voz; o Filho na humanidade; o Espírito Santo na nuvem luminosa» (Santo Tomás de Aquino)”
- A Transfiguração do Senhor: Jesus viveu uma paixão voluntária e Ele é a irradiação do Pai:
«Transfiguraste-Te sobre a montanha e, na medida em que disso eram capazes, os Teus discípulos contemplaram a Tua glória, ó Cristo Deus; para que, quando Te vissem crucificado, compreendessem que a tua paixão era voluntária, e anunciassem ao mundo que Tu és verdadeiramente a irradiação do Pai» (Liturgia bizantina, Kontakion na Festa da Transfiguração: «Mênaîa toû bólou eniautoû», v. 6 (Romae 1901) p. 341).” (1)
A transfiguração do Senhor contemplada, leva-nos necessariamente à renovação de sagrados compromissos como Igreja sinodal que somos, sempre caminhando juntos, atentos na escuta e na prática do que nos diz o Filho amado do Pai, Jesus.
Oremos:
“Ó Deus, que nos mandastes ouvir o Vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a Vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da Vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.”
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 555
(2) Oração do dia no segundo Domingo da Quaresma
Quaresma: edifiquemos tendas de transfiguração (IIDTQA)
Peregrinar iluminados pela Transfiguração do Senhor (IIDTQA)
Peregrinar iluminados pela Transfiguração do Senhor
Aprofundemos sobre a nossa missão de discípulos missionários do Senhor, como peregrinos da esperança, à luz de Sua Transfiguração, retomando a Sagrada Escritura, o Magistério e a Tradição da Igreja.
O Apóstolo Pedro nos fala da Transfiguração em uma de suas Cartas:
“Não foi seguindo fábulas habilmente inventadas que vos demos a conhecer o poder e a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, por termos sido testemunhas oculares da sua grandeza.
Efetivamente, Ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que diz: ‘Este é o meu Filho amado, n’Ele está o meu agrado. Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com Ele no santo monte.” (1)
Assim lemos no Catecismo da Igreja Católica:
“...Finalmente, retomando o caminho do deserto em direção ao lugar onde o Deus vivo e verdadeiro Se revelou ao Seu povo, Elias recolheu-se, como Moisés, «na cavidade do rochedo», até «passar» a presença misteriosa de Deus (1 Rs 19, 1-14; Ex 33, 19-23).
Mas será somente no monte da transfiguração que Se mostrará sem véu Aquele cuja face eles procuravam (Lc 9, 30-35): o conhecimento da glória de Deus está na face de Cristo, crucificado e ressuscitado (2 Cor 4, 6).” (2)
Com o diácono Efrém (séc. IV), contemplemos a Transfiguração do Senhor:
“Ele (Jesus) os levou até a montanha para mostrar-lhes a glória de Sua divindade, e lhes ensinar que Ele era o Redentor de Israel, tal como já tinha revelado por Seus profetas; e também para prevenir todo escândalo à vista dos sofrimentos que livremente iria sofrer por nós em Sua natureza humana.” (3)
Com o papa São Leão Magno (séc. V), reflitamos sobre a finalidade da Transfiguração do Senhor:
“O Senhor manifesta a Sua glória na presença de testemunhas escolhidas, e de tal modo fez resplandecer o Seu corpo, semelhante ao de todos os homens, que Seu rosto se tornou brilhante como o sol e Suas vestes brancas como a neve.
A principal finalidade dessa transfiguração era afastar dos discípulos o escândalo da Cruz, para que a humilhação da Paixão, voluntariamente suportada, não abalasse a fé daqueles a quem tinha sido revelada a excelência da dignidade oculta de Cristo”. (4)
Com Santo Agostinho, vemos que, assim como Pedro, na fidelidade a Jesus, precisamos descer do monte da Transfiguração para o desafiador combate da fé e testemunho na planície:
“Pedro ainda não tinha compreendido isso ao desejar viver com Cristo sobre a Montanha. Ele reservou-te isto, Pedro, para depois da morte.
Mas agora Ele mesmo diz: Desce para sofrer na terra, para servir na terra, para ser desprezado, crucificado na terra.
A Vida desce para fazer-Se matar; o Pão desce para ter fome; o Caminho desce para cansar-Se da caminhada; a Fonte desce para ter sede; e tu recusas sofrer?” (5)
Que Deus nos conceda a graça de rezar e viver o quarto Mistério Luminoso, a Transfiguração do Senhor, e como os discípulos Pedro, João e Tiago (6):
- Subamos à montanha sagrada;
- Contemplemos a glória do Senhor Transfigurado;
- Escutemos o que o Filho amado tem a nos dizer;
- Desçamos a montanha da contemplação;
- Peregrinemos e testemunhemos as virtudes divinas (fé, esperança e caridade).
Cremos que a glória celestial passa necessariamente pela coragem e renúncias necessárias no tempo presente, no seguimento de Jesus. Amém.
(1) 2 Pd 1,16-18
(2)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.2583
(3) Sermão do Diácono Santo Efrém (séc. IV)
(4) Papa São Leão Magno (séc .V)
(5) Catecismo da Igreja Católica n.556 - Santo Agostinho – Sermão 78,6; PL 38,492-493.
(6) Mt 17,1-9; Mc 9,2-8; Lc 9,28-36










