domingo, 25 de maio de 2025
Jesus prometeu e cumpriu: enviou-nos um Defensor (VIDTPA)
A vinda do Paráclito: fiel amigo e companheiro (VIDTPA)
A indispensável presença do Paráclito(VIDTPA)
A indispensável presença do Paráclito
"Não vos deixarei
órfãos.
Eu virei a vós." (Jo 14,18)
No 6º Domingo da
Páscoa, quando ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 14,15-21), em que
Jesus nos promete a vinda do Paráclito, a fim de que não fiquemos desamparados,
sejamos enriquecidos pelo Sermão de São João Crisóstomo (séc. V):
“Se me amais, guardareis
os meus Mandamentos. Eu vos dei um Mandamento:
que vos amei mutuamente e façais uns aos outros como Eu fiz convosco. Nisto
consiste o amor: em cumprir os Mandamentos e colocar-se a serviço do amado. E Eu pedirei ao Pai que
vos dê outro Defensor. São palavras de
despedida. E como ainda não O conheciam bem, era muito provável que eles teriam
de buscar ansiosamente a companhia do ausente, Suas palavras, Sua presença
física, e que não teriam de aceitar, uma vez que Ele tivesse partido, nenhum
tipo de consolo. E o que Ele diz? Eu
pedirei ao Pai que vos dê outro Defensor, isto é, outro
como Eu.
Depois de tê-los
purificado com o Seu sacrifício, então sobrevoou o Espírito Santo. Por que não
veio quando Jesus estava com eles? Porque ainda não se tinha oferecido o
sacrifício. Mas uma vez que o pecado foi apagado e eles, enviados aos perigos,
se disporiam para a luta, era necessário o envio do Consolador. E por que o Espírito
não veio imediatamente depois da Ressurreição? Justamente para que, avivados
por um desejo mais ardente, O recebessem com maior fruto.
De fato, enquanto
Cristo estava com eles, não conheciam a aflição; mas quando Ele Se foi, ao
ficarem sozinhos e tomados de temor, haveriam de recebê-Lo com um maior anelo. Que permaneça sempre
convosco, isto é, não vos abandonará nem mesmo
depois da morte. E para que, ao ouvir falar do Defensor, não pensassem em uma
nova encarnação e acolhessem a esperança de vê-Lo com seus próprios olhos, a
fim de afastar semelhante suspeita, diz: O mundo não pode recebê-Lo porque não O vê.
Porque não viverá
convosco como Eu, mas sim habitará em vossas almas, pois é isso que quer dizer permaneça convosco.
O chama Espírito da verdade, ligando assim as figuras da antiga Lei. Para que permaneça
convosco. Que significa permaneça convosco?
O mesmo que disse de si mesmo: Eu
estou convosco. Mas ainda insinua outra coisa: Não
vai padecer o que Eu padeci, nem se ausentará.
O mundo não pode recebê-Lo porque não O vê.
Mas como? É porque o Espírito se contava entre as coisas visíveis? Em absoluto.
O que acontece é que Cristo Se refere aqui ao conhecimento, pois acrescenta: nem O conhece,
já que habitualmente se chama visão ao conhecimento penetrante. Realmente,
sendo a vista o mais destacado dos sentidos, mediante ela sempre designa o
conhecimento penetrante. Ele chama aqui ‘mundo’ aos perversos, e desta forma
consola aos Seus discípulos, oferecendo-lhes este precioso dom. Vede como
exalta a grandeza deste dom. Diz que é distinto d’Ele; acrescenta: ‘não vos
deixará’; insiste: virá unicamente a eles, como também Eu vim. Disse: Permaneça
em vós; mas nem mesmo assim dissipou sua tristeza. Ainda O buscavam, queriam Sua
companhia. Para tranquilizá-los diz: Tampouco Eu vos deixarei desamparados, voltarei.
Ele diz: Não temais; não disse que vos enviarei outro Defensor, porque Eu vou
deixar-vos para sempre; nem disse: vive em vós, como se não tenha de voltar a
vê-los. Na realidade, também Eu virei a vós. Não vos deixarei desamparados.”
Alegremo-nos, não
caminhamos sozinhos e desamparados, o Senhor prometeu e cumpriu e nos enviou,
junto do Pai, o Espírito Santo, o Paráclito, o Advogado, o Defensor.
Inúmeros são os
desafios na ação evangelizadora, e como somos fortalecidos e animados, em saber
que podemos contar com a presença e a ação do Espírito Santo que nos ilumina.
Concluímos com as palavras do Bispo São Cirilo (séc. V):
“A Sua chegada é
precedida por esplêndidos raios de luz e ciência. Ele vem com o amor entranhado
de um irmão mais velho: Vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar,
fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e, depois por meio
desse, a alma dos outros.”
Alegremo-nos, de fato, pois não estamos órfãos. O Espírito por Jesus prometido nos foi enviado. Aleluia!
(1): Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 - pp.
105-106.
Somente o Senhor renova nossas forças (VIDTPA)
Somente o Senhor renova nossas forças
No 6º Domingo da
Páscoa, quando ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 14,15-21) sejamos
enriquecidos pelo Sermão de São João Máximo de Turim (séc. V), que nos ajuda a viver intensamente a graça do
Batismo.
“Irmãos: recordará
vossa santidade que recentemente disse em minha pregação que o homem recupera
sua juventude e que, mesmo debilitado pela idade, converte-se novamente em
criança pela inocência de seus costumes; de maneira que, mediante o sacramento,
vemos os anciãos transformarem-se em crianças.
Realmente,
abandonar o que alguém era para assumir o que antes tinha sido não deixa de ser
uma espécie de inovação. É, repito, uma inovação.
Por isso são
chamados ‘neófitos’, pois graças a uma concreta novidade têm abandonado as
marcas da velhice e assumido a graça da simplicidade, como diz o Apóstolo: Despojai-vos da velha condição humana, com
suas obras, e vesti-vos da nova condição criada à imagem de Deus.
E o santo Davi
também afirma: E como uma águia se renova
tua juventude, dando a entender que, pela graça do Batismo, é possível
fazer reviver o que de envelhecido há em nossa vida, e renovar-se com uma nova
juventude o que em nós estava arruinado pela caducidade do pecado.
E para que
compreendas que o profeta fala da graça do Batismo, compara a inovação batismal
com a renovação da águia, da qual se diz que prolonga sua vida mediante a
contínua troca de plumagem e que, ao irem-se caindo as plumas velhas, se
rejuvenesce com a nova plumagem da qual vai se revestindo, de maneira que,
depostos os sinais da velhice, veste-se o ornato da renovada novidade. De onde
podemos deduzir que a velhice da águia se faz sentir não em seus membros, mas
na plumagem. De fato, veste-se novamente, e, ao bater das asas, outra vez a
velha mãe se converte em aguioto (filhote de águia).
Pois temos de
compará-la aos franguinhos quando, com a plumagem aveludada recém-estreada, têm
que treinar-se novamente em seus lentos voos e reduzir, como ave novata, a
estreiteza do ninho e a algumas inseguras tentativas, os majestosos voos de
outros tempos. Porque ainda que o costume lhe tenha dotado da arte de voar, a
escassez da plumagem lhe diminui a confiança em si mesma.
Esta profecia do
salmista se refere, pois, à graça do Batismo. De fato, também nós neófitos,
batizados recentemente, depondo como a águia os sinais da velhice,
revestiram-se das novas vestes da santidade; e enquanto as antigas marcas vão
desprendendo-se quais leves plumas, ornam-se com a renascida graça da
imortalidade. De tal maneira que neles somente envelhecem os caducos pecados da
senilidade, não a vida. E assim como a águia se transforma em aguioto, assim
eles voltam à infância. Estão inteirados da vida no mundo, porém lhes assiste a
segurança da reencontrada justiça.
Mas examinemos
ainda com maior atenção o que diz o santo Davi. Não diz: se renova como as
águias, mas: como uma águia se renova tua
juventude. Afirma, pois, que nossa juventude se há de renovar como a de uma
só águia. E eu diria que esta só e única águia é em realidade Cristo o Senhor,
cuja juventude se renovou quando ressuscitou dentre os mortos.
Pois, depostos os
mortais despojos da corrupção, voltou a florescer mediante a assunção da carne
rediviva, como Ele mesmo diz pela boca do profeta: Minha carne floresceu novamente, lhe dou graças de todo o coração. Minha carne, diz, floresceu novamente.
Observai que
verbo utilizou. Não disse: ‘floresceu’, mas ‘refloresceu’, pois não refloresce
a não ser o que já floresceu. Floresceu verdadeiramente a carne do Senhor
quando, pela primeira vez, saiu do incontaminado seio da Virgem Maria, como diz
Isaías: Brotará um renovo do tronco de
Jessé, e de sua raiz florescerá um rebento.
Refloresceu, ao
invés, quando cortada pelos judeus a flor do corpo, germinou rediviva no
sepulcro pela glória da ressurreição; e como uma flor, exalou sobre todos os
homens o aroma e o esplendor da imortalidade, espargindo por toda parte com
suavidade o odor das boas obras e manifestando com majestade a
incorruptibilidade da eterna divindade.”
(1)
Vivamos a graça
do Batismo, como discípulos missionários do Senhor, renovando n’Ele e com Ele
nossas forças, participando ativa, consciente e piedosamente do Banquete da
Eucaristia.
Discípulos
missionários do Senhor precisam sempre a coragem de buscar novos caminhos, para
que vivam maior fidelidade a Ele, e sempre abertos à ação Espírito Santo, na
procura de respostas necessárias aos inúmeros desafios presentes na ação
evangelizadora.
Concluo com as
palavras do Apóstolo Paulo aos Colossenses (Cl 3,1-2):
“Se ressuscitastes com
Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado
à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres.” (cf. Cl 3,1-2)
(1)
Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes - 2012 - pp. 107-108.
O transbordamento da Alegria Pascal (VIDTPA)
No segundo domingo, a presença do Ressuscitado no centro da comunidade, como manifestação da paz, comunicação do sopro do Espírito para a missão continuar; a profissão de fé de Tomé – “meu Senhor e meu Deus”. As chagas da dor tornaram-se marcas eternas do amor que venceu, Ressuscitou...
No terceiro domingo, caminhando com e como os Discípulos de Emaús, ouvindo a Palavra nosso coração ardeu e nossos olhos, ao partir o Pão da Eucaristia se abriram. A alegria transbordou quando acolhemos no mais profundo do coração a Palavra Divina e quando partilhamos no amor todo o existir. No amor e na partilha o Ressuscitado Se manifesta e a alegria transborda.
No quarto domingo, a alegria transbordou porque celebramos a certeza de que, como ovelhas que somos, temos um pastor, ou melhor, o Bom Pastor que dá a vida por nós. Conhece-nos e nos chama pelo nome. Ele como Fonte das fontes da Vida assegura-nos vida em abundância.
No quinto domingo, a alegria transborda, pois vimos o nosso último destino – a eternidade. E para nele chegarmos há apenas um Caminho, uma única Verdade, por isto Ele é certeza de Vida presente e de nossa Vida na eternidade. Não há porque desviar do Caminho. Não porque sucumbir diante de pretensas verdades, nem como pensar o existir sem A Fonte da Vida – Jesus.
Se há orfandade impensável e impossível é a orfandade divina: não estamos sós!
Amar e ser amado, nosso desejo mais profundo (VIDTPB)
Os amigos de Jesus guardam o Seu Mandamento (VIDTPB)
Há que se ter a permanente disponibilidade para a acolhida das propostas de Deus e Seus Dons.
- Pomo-nos a caminho em busca de privilégios ou no compromisso do testemunho d’Aquele que nos chamou, com amor e humildade?
A comunidade precisa deixar-se envolver pelo amor, que é a essência de Deus. Um amor incondicional, gratuito, desinteressado, radical e total; portanto, comunhão com Deus.
Sentir-se por Deus amado para amar. Somente comunicaremos o Amor de Deus se nos sentirmos por Ele amados.
São, por natureza, alegres e entusiasmados. É preciso que nos sintamos amados por Deus, que é a fonte inesgotável de Amor, como discípulos missionários, amigos de Jesus.
Não é a humanidade que procura e ama a Deus, mas é, antes, e desde sempre, Deus quem procura apaixonadamente a humanidade, vai ao seu encontro, descendo ao abismo da mansão dos mortos para nos resgatar. O Amor de Deus tudo suporta.
Fonte: www.Dehonianos.org/portal







