segunda-feira, 1 de junho de 2026

A Vinha do Senhor e os frutos esperados por Deus (XXVIIDTCA)

                                                       

A Vinha do Senhor e os frutos esperados por Deus

Com a Liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum (ano A), refletimos sobre os frutos abundantes que  o Senhor espera encontrar em nossa vida.

Verdadeiramente abundantes porque muito nos foi dado, à luz de uma imagem tão bela e inspiradora, a imagem da Vinha que é a imagem do Povo de Deus, e dos frutos que, como Povo de Deus, devemos produzir: amor, paz, justiça, bondade e misericórdia...

Se não produzirmos os frutos por Deus esperados, Ele tirará de nós a Vinha e confiará a outros; grande é, portanto, a nossa responsabilidade.

Na passagem da primeira Leitura, o Profeta Isaías falando do Povo como Vinha (Is 5,1-7),  a compara como uma esposa que deixou de ser fiel e se converteu numa prostituta (Is 1,21-26). É preciso superar a infidelidade à Aliança voltando-se para Deus.  

O Profeta Isaías exerceu o seu ministério em Jerusalém por um longo período. Após uma fase mais tranquila, deparou-se com uma realidade marcada pela exploração dos empobrecidos, contrastando com o fausto cultural, incoerente e mentiroso, porque não era resultado de verdadeira adesão a Javé e Seu projeto de vida plena para todos.

Ele se apropria da imagem da Vinha como que de uma “cantiga de amor”, como recurso para a transmissão da mensagem que Deus lhe confiou, a fim de que resgate o povo a que pertence, em total e incondicional fidelidade ao Pai que não se cansa de amar, perdoar e libertar Seu povo. É próprio do Amor de Deus não se cansar e não desistir da nossa salvação.

O Profeta/Poeta brinca com as sonoridades e com o ritmo, em alternância de sons doces de canções de amor e a aspereza das canções de trabalho.  Mas num momento ápice o cântico se transforma em queixa e grito pela justiça, numa interpelação direta de seus interlocutores para que cessem os gritos de horror que procedem dos empobrecidos que são como os frutos selvagens de que fala o Profeta/Poeta. Estes frutos são as injustiças, arbitrariedades, violência e sangue dos inocentes e consequentemente a não defesa do direito dos pobres. 

Deste modo a imagem da vinha, com seus frutos amargos, é a mais perfeita expressão da imagem do povo infiel a Deus, que multiplica o número dos sofredores. De outro lado o Profeta é incansável em proclamar o Amor de Deus que nos ama para nos transformar, de modo que, transformados por Seu amor, amemos nosso próximo.

A história da Vinha da primeira Leitura é, numa palavra, a História do Amor de Deus por nós que não cessa.

Reflitamos:

- De que modo correspondemos a este Amor?
- Quais os frutos que estamos produzindo? São os frutos esperados por Deus?

- Produzimos frutos de tolerância, misericórdia, bondade e compreensão?
- Nossas Missas e Celebrações têm nos levado a inadiáveis compromissos com a vida dos mais necessitados?

- Quais são as implicações concretas de nossos cultos e louvores que a Deus sobem?

A passagem da segunda Leitura (Fl 4,6-9) é escrita por Paulo; preso provavelmente em Éfeso expressa mais uma vez o seu carinho pela comunidade. Fala um pouco de si e exorta a comunidade à fidelidade, recordando as obrigações inadiáveis de uma comunidade que professa a fé no Ressuscitado.

O Apóstolo lembra que em nossa fraqueza é preciso que nos apoiemos na oração. Devemos pedir a graça da fidelidade, para que possamos dar muitos frutos, guardando nossos corações e pensamentos em Cristo Jesus.
A comunidade deve viver na alegria, porque vive na comunhão com Cristo. Deve sentir-se segura nos braços de Deus, na presença constante da bondosa mão de Deus.

Enumera certas questões que a comunidade deve cultivar e apreciar: a verdade, a nobreza, a justiça, a pureza, amabilidade e a boa reputação, ou seja, tudo que for digno de louvor. Esta Carta de Paulo é a chamada “magna carta do humanismo cristão”.
A comunidade deve multiplicar os arautos e testemunhas dos valores humanos. Deve viver os valores humanos em confronto constante com a Palavra, e com fidelidade sem jamais trair e renegar a Boa Nova do Evangelho. Ser sal, fermento e luz de um Mundo Novo(cf. Mt 5,13-16).

A comunidade enxertada em Cristo pode produzir muito mais, na serenidade e tranquilidade em total confiança em Deus, o que a caracterizará não como comunidade de fracassados, alienados e falhos, mas uma comunidade constituída pelos mais do que vencedores n’Aquele que nos amou, Jesus.

Reflitamos:

- - Como comunidade, como vivemos aacolhida, a simpatia que deve interligar todos entre si, a amabilidade, a verdade, a coerência?
- - Como estando no mundo não comungar aquilo que venha afetar e esvaziar a nossa fé?
- - Como viver a fé sem cair em contradições que empobreceria a nossa missão?

Com a passagem do Evangelho (Mt 21,33-43) mais uma vez voltamos à temática da Vinha. 

O cenário é a cidade de Jerusalém, com a presença dos opositores de Jesus que o levarão à prisão, julgamento, condenação e morte. Jesus está plenamente consciente do destino que lhe está reservado. 


Jesus enfrenta os dirigentes de Seu tempo (aqueles que detêm os poderes políticos, religiosos, econômicos e ideológicos); sabe que será condenado implacavelmente, porque não acolherão a Boa Nova do Reino que veio inaugurar.

A Parábola contada por Jesus é riquíssima em simbolismo:

A Vinha é Israel, o Povo de Deus;
O Dono da Vinha é o próprio Deus;
Os vinhateiros homicidas são os líderes religiosos;
Os servos assassinados são os Profetas que Deus havia enviado; o Filho assassinado é o próprio Jesus.

Com a Parábola, Jesus insiste na necessidade de se produzir os frutos do Reino, vivendo na radicalidade à Sua proposta.

Os frutos são: amor, serviço, doação, justiça, paz, tolerância, partilha... É preciso dizer não ao comodismo, à instalação, a procura de facilidades.

Reflitamos:

- Qual é o nosso compromisso com o Reino?
- Quais os frutos que estamos produzindo na nossa vida, com o nosso agir?

- Como temos assumido a missão de trabalhar na Vinha do Senhor?
- Quais os frutos que produzimos dentro e fora da Igreja?

- É muito simples condenar os vinhateiros homicidas, mas o que fazemos com o Mandamento da Lei de Deus, que se resume no amor a Deus e ao próximo, como Ele nos ordenou?

 - Escutamos os mensageiros que nos foram enviados por Deus?     
 - O que precisa ser transformado em nossa vida, para que, na Vinha trabalhando, frutos mais saborosos e abundantes possamos multiplicar?

Deus nos ama e espera pacientemente que nos convertamos. Trabalhando na Vinha que Ele nos confia, jamais faltarão frutos saborosos em nossas mesas. Deus nunca desiste de Sua obra de amor e salvação.   
                   
Se nada produzimos ou se frutos amargos produzimos, não é culpa de Deus, mas porque não soubemos corresponder ao amor e confiança que Ele em nós depositou.

É tempo de nos convertemos, para que Deus fique satisfeito com os frutos que venhamos a produzir, que na verdade não serão para Ele, mas para nós mesmos.

Deus não quer outra coisa senão a nossa felicidade! Frutos doces e saborosos sempre, amargos jamais!

Esterilidade da Vinha impensável, frutos abundantes e permanentes jamais faltarão se a Ele nos abrirmos e n’Ele  confiarmos, correspondendo cada vez mais ao Seu Amor!

Somos todos membros do Povo de Deus, a Igreja, que tem a missão de produzir frutos, para não frustrar as esperanças do Senhor na hora da colheita.

Ao chamar os Seus para que O seguisse, Jesus lhes dá uma missão precisa: anunciar o Evangelho do Reino a todas as nações (cf. Mt 28, 19 ; Lc 24, 46-48). Por isso, o discípulo é missionário, pois Jesus o faz partícipe de Sua missão, ao mesmo tempo em que o vincula como amigo e irmão:

“Cumprir essa missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã, porque é a extensão testemunhal da Vocação mesma” (Aparecida, 144).

Nesta perspectiva, consideremos e meditemos as palavras de S. Paulo: “Irmãos ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor; é o que deveis ter no pensamento” (Fl 4,8).

Eis a nossa Missão: como batizados, trabalhar, com
alegria, amor e fidelidade, na Vinha do Senhor.
Não desapontemos o querer de Deus!

Oremos:

“Pai justo e misericordioso, que velas incessantemente
sobre a Vossa Igreja, não abandoneis a Vinha que à
 Vossa direita plantou: continuai a cultivá-la e a
enriquecê-la de servos missionários escolhidos,
para que, enxertada em Cristo, verdadeira Videira,
 produza frutos abundantes de Vida Eterna.
 Amém”!

 

PS: Oportuno para reflexão sobre a passagem do Evangelho de Marcos (Mc 12,1-12), proclamada na segunda-feira da 9ª Semana do Tempo Comum.


As travessias e turbulências pelas quais passamos... (Corpus Christi)

                                                              

As travessias e turbulências pelas quais passamos...
 

Águas agitadas e a força da Eucaristia
Em permanente travessia.
Ah! se não fosse a Eucaristia!
Eucaristia, sempre Eucaristia!

Com Ela o outro lado é o horizonte próximo
Adorar assiduamente a Eucaristia,
Com ela passaremos  a pé enxuto
As águas tumultuosas das lutas espirituais,
Levando-nos à paz!
 
Acreditar piamente,
Celebrar apaixonadamente,
Adorar piedosamente,
Viver intensamente a Eucaristia! 


Eucaristia, Sempre a Eucaristia!
Pão, força, vida, alegria  e luz 
em toda e qualquer travessia!
Amém. Aleluia! 

Envolvidos pelo Mistério da Fé (Corpus Christi)

                                                      

Envolvidos pelo Mistério da Fé

Silenciamo-nos diante da Palavra na Missa proclamada, 
ouvindo as palavras de Pedro na conclusão do Evangelho:
"Tu tens palavras de vida eterna; 
nós acreditamos e conhecemos que és o Santo de Deus" (Jo 6, 69).

Com Pedro, aprendemos que a opção que salva é a adesão a Cristo,
Uma opção que, antes de tudo, é dom de Deus, prerrogativa divina,
Mas que, também, é uma livre resposta de cada  um de nós.

Como os discípulos, também dizemos que é duro o discurso de Jesus,
Porque exige de nós conversão, tanto individual como de todas as estruturas,
E isto não se dá de forma indolor, porque pede de nós renúncias, sacrifícios...

A Palavra do Senhor é cortante como espada, penetra nas entranhas da alma,
Assim como há que ser a palavra de todos que a anuncia:
Ela cria impacto, faz brechas nos que ouvem, gera uma nova criatura.

Depois, na Liturgia Eucarística, após a consagração do Pão e do Vinho,
Contemplamos o "Mistério da fé", e, prontamente, proclamamos exultantes:
“Anunciamos Senhor a Vossa Morte e proclamamos Vossa Ressurreição. Vinde Senhor Jesus”

Mistério que, realizado no Altar, somente compreensível por uma opção de fé.
De que valem os raciocínios "da carne", uma vez que aqui perdem seu significado,
Porque somos envolvidos pelo Mistério indizível do amor de Deus?

Ontem e hoje, diante das Palavras e das ações de Jesus,
Não é fácil superar as aparências e olhar com os olhos da fé;
Não é fácil aceitar que a vida vem unicamente d’Ele e por meio d’Ele.

Ali, presente na aparência do pão e do vinho, frágeis sinais,
Verdadeira Comida e Verdadeira Bebida, Alimentos divinais,
Dos quais quem comer e beber viverá eternamente.

Partícipes das duas Mesas inseparáveis: Mesa da Palavra e da Eucaristia,
Renovamos a graça de sermos cristãos, discípulos missionários do Senhor,
E, como Igreja em saída, missionária, vamos ao mundo testemunhar a fé.

Com ardor viver a vocação de cristãos, chamados e escolhidos por Jesus Cristo,
Para segui-Lo, com renúncias necessárias no carregar da cruz,
Até que mereçamos alcançar a glória da eternidade, plenitude de luz.

Para tanto, ao Senhor, suplicamos humildemente:
Que nossos pensamentos e sentimentos sejam os Vossos.
Que amemos como Vós nos amais, e vivamos como Vós viveis,
E na plena comunhão com o Pai e o Espírito Santo estejamos. Amém.

Livre adaptação: Missal Dominical, Paulus, 1997 – p. 999

Oração para a Comunhão Espiritual (1) (Corpus Christi)

                                                      

Oração para a Comunhão Espiritual

Neste tempo de recolhimento, de isolamento social, para que juntos possamos vencer a pandemia que coloca em risco a nossa vida, as Missas não têm sido com participação presencial, e muitos não podem receber a Comunhão. 

No entanto, podem fazer a Comunhão Espiritual, revigorando a fé, para fazermos a travessia do mar, enfrentando os ventos e tempestades.

De outro lado, estamos redescobrindo o valor e a importância da Igreja Doméstica, a Família, reunida em oração, convivência, diálogo, mútua ajuda.

Entretanto, a muitos faz falta receber a Santa Comunhão, e uma forma é a Comunhão Espiritual, muito preciosa para nós, sobretudo neste momento que vivemos.  

Àqueles que não podem participar presencialmente da Santa Missa, ofereço esta Oração de Comunhão Espiritual, do Bispo Santo Afonso de Maria Ligório (séc. XVIII):

“Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-Vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração.

Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me convosco inteiramente. Ah! Não permitais que torne a separar-me de Vós! Ó, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai o meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Amém”.

Continuemos juntos na oração, renovando no Senhor nossa confiança:

“Provai e vede como o Senhor é bom, feliz de quem n’Ele encontra o seu refugio” (Sl 34,8).


PS: Postado em abril de 2020

Oração para a Comunhão Espiritual (2) (Corpus Christi)

                                   

                     Oração para a Comunhão Espiritual

“Aos Vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e Vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no Vosso e na Vossa santa presença. Eu Vos adoro no Sacramento do Vosso amor, desejo receber-Vos na pobre morada que meu coração Vos oferece.

À espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-Vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a Vós. Que o Vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em Vós, espero em Vós. Eu vos amo. Assim seja”. (1)


(1) Cardeal Rafael Merry del Val

A lua e a avenida (Corpus Christi)

A lua e a avenida

Pela vidraça da janela, eu via a lua
como que pousando suavemente sobre a avenida.

Os carros vinham e iam,
como que não permitindo que ela fizesse tal coisa,
mesmo porque obviamente não o faria.

Por poucos minutos aquele quadro ali estava estampado,
como que pintado pelas mais habilidosas mãos de um pintor.

Por pouco tempo pôde ser contemplado,
para sempre inesquecido.

Assim costumam ser algumas coisas maravilhosas
que acontecem em nossa vida.
Muitas coisas valem não pelo tempo que se prolongou enquanto fato,
mas quanto no coração e na memória tenham ficado.

De outro lado, há coisas que se prolongam
e que gostaríamos que fossem como uma nuvem que passa,
com formas e informes para outras tantas possíveis,
despertando nossa imaginação.

Aquele quadro que não sai de minha mente.

A avenida parecia terminar num horizonte
Aparentemente próximo e tangível,
mas bem sabemos que não.

A lua da mesma forma, como que convidando ao abraço,
ao recolhimento ainda que por um instante.
Mas tão distante também o sabemos.

A lua e a avenida são como as mais belas utopias
que nos movem,
os sonhos que nos impulsionam nos passos firmes a serem dados
conferindo à vida um belo sentido.

Intangíveis e por tão pouco tempo vistas:
o que buscamos não morre em nossa alma,
e de vez em quando,
vem à mente e nas palavras.

De vez em quando temos que ver
pelas vidraças do quarto escuro de nossa existência
uma luz brilhando no aparente ponto final de uma história,
de um acontecimento,
de um momento.

De vez em quando precisamos ver
o aparentemente intangível à nossa frente
para não fixarmos âncoras num passado
que às vezes não mais tem sentido.

Quem crê terá sempre à sua frente uma luz;
a luz do Espírito do Ressuscitado
que vem sempre ao nosso encontro,
atravessando as nuvens da história,
iluminando nossos obscuros caminhos.

Isto acontece em cada Eucaristia que celebramos
como bem disse o Papa São João Paulo II:

– “A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu
que se abre sobre a terra; 
é um raio de glória da Jerusalém celeste, 
que atravessa as nuvens da nossa história
e vem iluminar o nosso caminho.”

Não preciso mais da lua, muito menos da avenida.
Não preciso mais daquele quadro,
mas do que ele me despertou:
fome e sede de Deus, que abundantemente nos sacia,
em cada Mesa da Palavra e da Eucaristia. 

Ó inexaurível Mistério da Eucaristia! (Corpus Christi)

Ó inexaurível Mistério da Eucaristia!

Ó quão belas e imprescindíveis Eucaristias
Nelas ouvimos algo que nos irmana:
A Sabedoria Divina não engana!
Sem ela a humanidade é enferma e insana...

Em cada Eucaristia, ó quantas coisas abundam.
Abunda a Sabedoria e Esplendor da Luz Divina!
Palavra que a caminhada orienta, ilumina.
Ó Eucaristia, que tantas maravilhas superabundam!

No coração, sementes são lançadas;
De cultivo e carinho tão necessitadas;
Regadas com a vigilância e oração,
Para ser no mundo sinal de salvação!

Ó Pão Maior absolutamente necessário,
Recebido no Banquete tão belo e provisório,
Que nos prepara para um Maior na Glória da Eternidade...
És Alimento para não morrer, Alimento de imortalidade!
Amém!

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG