domingo, 30 de novembro de 2025

Vigiar e esperar com alegria a chegada de Deus (IDTAB)

 Vigiar e esperar com alegria a chegada de Deus

Anos passados, como Pároco da Paróquia Santo Antônio de Gopoúva - Diocese de Guarulhos-SP, tive a graça de celebrar a Renovação Batismal das crianças para o primeiro Encontro com Jesus na Eucaristia,  com ritual próprio, muito bem participado. Velas entregues pelos catequistas foram acesas, respostas cantadas para renovação do Batismo. Cantando, prometia-se fidelidade a Deus e à Sua Palavra, renovando-se as verdades que fundamentam a fé católica.

Tínhamos uma Igreja repleta: pais, mães, a Assembleia de costume e as crianças, como num cenário que vislumbrava o céu! 

Creio que o céu é o pulsar mais forte do coração de uma criança, energia transbordante, amor puro reinante, pureza exuberante…

Tudo isto diante da Trindade Santa, ao lado da Mãe querida e de todos os Santos e Santas de Deus - todos aqueles que nos antecederam e lavaram suas vestes no Sangue do Cordeiro!

Estávamos iniciando o Tempo do Advento que consiste no tempo da alegre espera d'Aquele que veio, vem e virá.

À luz do Profeta Isaías (Is 63-16-17.19 - 64,2-7), vimos que sem Deus nada somos, nada podemos. Sem Ele mergulhamos em nossa imundície, somos como um pano sujo, folhas murchas. Tão fragilizados ficamos que as maldades se multiplicam e somos levados pelos “ventos”. O segredo está em nos deixarmos modelar por Deus, como barro nas mãos do oleiro. Deixar Deus moldar nossos pensamentos, atitudes, sentimentos… Deus está sempre disposto e pronto a nos recriar. Um dia Ele nos criou, o pecado desfez o Seu projeto, mas incansavelmente Ele nos recria, nos refaz…

À luz da Carta de Paulo (1Cor 1,3-9), vimos em que  consiste a vida de uma pessoa com Deus. Quando uma comunidade se torna sinal da Trindade nada lhe falta; torna-se rica da Palavra e do conhecimento e também não lhe falta nenhum dom. Quem tem Deus tem tudo: graça e paz, ou seja, amor, ternura, bondade, força, todos os bens, alegria, vida…

Na passagem do Evangelho (ano B), Jesus nos convidava à vigilância (Mc 13,33-37); e esta consiste em viver uma vida com Deus.

No momento da Homilia, chamei uma das crianças, a Bianca, que carregava a vela na mão. Coincidentemente estava com uma blusa de leve tom róseo combinando com a cor litúrgica do Tempo do Advento. Rosto angelical como deve ter toda criança. Pedi que levantasse um bracinho apontando para o infinito, simbolizando a primeira vinda de Jesus; o outro bracinho, mãozinhas abertas, dedinhos estendidos apontavam para o outro extremo do infinito: a vinda gloriosa do Senhor.

Aquela criança representava todos nós, que contemplamos a vinda intermediária e a fazemos acontecer, quando acolhemos o Senhor na criança, no enfermo, no aflito, no faminto, no sedento, no encarcerado; quando multiplicamos gestos de amor e carinho em favor do outro; quando partilhamos tudo o que temos e o que somos, tão apenas por Amor e pelo Amor…

Reflitamos sobre o que fazer para prepararmos o verdadeiro Natal do Senhor:

- A minha vida tem sido marcada por atitudes de vigilância na espera do Senhor que vem?
- Tenho deixado Deus modelar minha vida, meus pensamentos, meus sentimentos?

- Coloco-me como barro na mão do oleiro, procurando o sopro do Espírito, o sopro de vida?
-  Há atitudes que devo rever, reorientar, redimensionar em minha vida?

-  Sinto a presença de Deus em minha vida? Quando O sinto ausente (na verdade por que me fiz ausente de Sua presença, uma vez que Ele nunca de nós Se faz ausente e distante) como, onde O busco?
-  Sinto-me como pano sujo, folha murcha levada ao vento pelas maldades que eventualmente possa estar fazendo? O que me fragiliza?

-  Como acolho a graça e a paz de Deus em minha vida?
-  Sinto-me pleno, enriquecido de todos os dons, ou ainda reclamo de Deus?

-  Enriqueço minha vida pela escuta, acolhida, meditação e vivência da Palavra, empenhando-me para realizar a vontade de Deus?

A vinda intermediária do Senhor está nos convocando. Preparemos a Sua chegada gloriosa. Não percamos tempo nem mergulhemos em sonolências espirituais, que nos impediriam de estar despertos para a Sua chegada. Não durmamos na fé, não esfriemos na caridade e tão pouco esmoreçamos na esperança de tempos novos que o Advento anuncia.

“A voz do anjo sussurrou no meu ouvido. Eu não duvido, já escuto os teus sinais Que tu virias numa manhã de domingo. Eu te anuncio nos sinos das catedrais…” (Alceu Valença).

Advento: Tempo de fecundação (IDTAC)

                                                                    

Advento: Tempo de fecundação

Tempo de vigiar e orar, tempo de a fé viver,
para solidificar a esperança na vivência de uma
autêntica caridade para com o próximo.

A Liturgia do 1º Domingo do Advento (Ano C) é um convite à preparação da vinda do Senhor, para mais uma luminosa e alegre Festa do Seu Natal.

Na passagem da primeira Leitura (Jr 33,14-16) contemplamos a promessa do Messias. É um período muito difícil da história do Povo de Deus (séc. VI A.C.), parece o princípio do fim, a derrocada de todas as esperanças e seguranças do Povo. 

Neste contexto, o Profeta Jeremias, em nome do Senhor, proclama a chegada de um novo tempo, em que Deus vai “pensar as feridas” do seu povo oferecendo a cura e favorecendo a abundância da paz e da segurança. 

O Profeta anuncia a fidelidade ao Senhor e as promessas que foram feitas, há alguns séculos, a Davi (cf. 2Sm 7). A mensagem é uma recordação das promessas divinas, de modo que é preciso ser eliminada toda nostalgia de um passado nem tão distante; é preciso eliminar toda sombra de medo no presente, para que possa num futuro bem próximo acontecer a instauração de um novo tempo de alegria, esperança, vida e paz, que será a realização da promessa messiânica cultivada na mente e no coração, realizada pelo Messias, que será o próprio Jesus.

A mensagem é atual: é preciso superar o medo, a frustração, o negativismo, a insegurança, o pessimismo. Crer no Senhor, em Sua força, presença e ação, correspondendo sempre à Sua iniciativa, numa resposta autêntica de conversão, fidelidade e compromisso. 

A passagem da segunda Leitura (1Ts 3,12-4,2) é um convite a ficarmos atentos, não nos instalando na mediocridade e comodismo. A vigilância é uma atitude ativa na espera do Senhor, pois Ele é o centro de nosso testemunho pessoal, comunitário e eclesial. 

Trata-se do primeiro Livro escrito do Novo Testamento dirigido a uma comunidade que vive o contexto de perseguição e provação. Tendo recebido notícias animadoras da comunidade, o Apóstolo Paulo envia uma Carta para que não se acomodem na espera do Senhor que vem, mas vivam a espera do Senhor, aprofundando as relações de amor entre seus membros. 

Ser cristão não é possuir a perfeição consumada, pois é preciso recomeçar em cada dia um novo instante da vida; saber que há um caminho novo a ser feito e não se conformar ao que já foi feito. 

Nisto consiste esperar, saber amar, avançar em águas mais profundas da fidelidade e compromisso com o Reino do Senhor.

Deste modo, o cristão não se acomoda, mas vigilante, se incomoda e se compromete com alegria e coragem na participação da construção do Reino.

A passagem do Evangelho (Lc 21,25-28.34-36) é uma mensagem de alegria, confiança, esperança e compromisso na acolhida do Filho do Homem, Jesus, que faz acontecer o Projeto de um mundo novo.

Retrata os últimos dias da vida terrena de Jesus e a iminente destruição de Jerusalém (anos 70 D.C.), como de fato aconteceu.

Jesus anuncia uma Palavra de ânimo, “é preciso levantar a cabeça porque a libertação está próxima” (Lc 21,28). A comunidade não pode se amedrontar, mas deve abrir o coração à esperança, em atitude de vigilância e confiança.

A salvação, dom de Deus,  não pode ser esperada de braços cruzados: Jesus vem, mas é preciso reconhecê-Lo nos sinais da história, no rosto dos irmãos, nos apelos dos que sofrem e buscam a libertação.

É preciso deixar que Ele nos transforme a mente e o coração para que Ele apareça em nossos gestos e palavras, em toda a nossa vida.

Celebrar o Tempo do Advento é celebrar a preparação para o Natal do Senhor. Celebrar a esperança de um mundo novo que há de vir e que depende de nosso testemunho. 

O Reino vem e acontece como realidade escatológica, ou seja, não será uma realidade plena neste tempo em que vivemos, será plenitude somente depois que Cristo destruir definitivamente o mal que nos rouba a liberdade e ainda nos faz escravos.

Trabalhamos e nos empenhamos pelo Reino que é já e ainda não, pois ainda que muitas coisas tenhamos feito e o mundo tornado melhor, ainda não será o “tudo melhor” que Deus tem reservado para nós. O Reino de Deus é uma realidade inesgotável, imensurável e indescritível, e o vemos em sinais.

Por ora, é preciso vigiar e orar, numa esperança que nos leve a viver uma caridade ativa tornando fecunda a nossa fé. 

Advento é tempo propício para ajudar o outro a se erguer de novo, é tempo de voltar a dar gosto à vida que germina silenciosamente.

Comecemos bem este Tempo maravilhoso e frutuoso que a Igreja nos oferece, preparando nosso coração para que nele Cristo possa nascer e renascer sempre. 

Que em nós, em nossas famílias e no mundo, o Deus Menino encontre uma digna moradia.

“Segui-me”

                                                          

“Segui-me”

Celebramos dia 30 de novembro, a Festa de Santo André, e, na Liturgia, ouvimos a proclamação a passagem do Evangelho em que André estava com seu irmão Simão, quando foi visto por Jesus, que caminhava à beira do mar da Galileia, quando os chamou para O seguirem: “Segui-me, e Eu farei de vós pescadores de homens”.  Imediatamente deixaram suas redes e O seguiram (Mt 4, 18-22).

André, como o próprio Pedro, nos ensina a estarmos sempre atentos à presença de Jesus, que Se aproxima de nós e nos chama para o serviço do Reino.

Ontem, a André Jesus falou - “Segui-me...”; hoje também o Senhor nos chama para segui-Lo, como alegres e convictos discípulos missionários Seus.

Seu chamado se dá em meio aos apelos que alcançam nossos ouvidos, ou são captados pelo nosso olhar, pela nossa sensibilidade aos sofrimentos e dores que constituem a tecida rede da vida, que, com ousadia e coragem, reluta contra os sinais de morte (corrupção, violência, degradação da vida, destruição incomum do meio ambiente...).

O mesmo chamado, ouvimos ao compartilhar na superação das necessidades básicas do existir não satisfeitas, na realidade da miséria, fome, abandono, refugiados em busca de vida e liberdade.

Jesus nos chama em meio à realidade da frieza e relativização do pecado e banalização da morte, na falta de fé, no desconhecimento de Deus ou mesmo na negação ou indiferença a Ele.

Chama-nos para segui-Lo e sermos sinal de Sua presença, comunicando a Sua Palavra, irradiando Sua Divina Luz aos que mergulharam no vale da falta de sentido de vida, na violência, enfim, em tudo o que exige de nós uma resposta de amor.

Para que tudo isto se torne possível, é preciso que deixemos tudo o que estamos fazendo, para sermos uma resposta viva de Deus a todos esses apelos, sinal também de Sua infinita misericórdia, em favor de todos, sem exceção.

Aprendamos com André, Pedro e todos aqueles que não tiveram medo de dizer sim ao chamado do Divino Mestre da Misericórdia.

Aprendendo com André e Pedro... (I)

                                

Aprendendo com André e Pedro...

A Igreja celebra, no dia 30 de novembro, a Festa do Apóstolo Santo André, nascido em Betsaida, sendo primeiramente discípulo de João Batista, depois seguiu a Cristo, e O conhecendo O levou à presença de Pedro.

Sejamos enriquecidos com esta Homilia do Bispo São João Crisóstomo (séc. IV):

“André, tendo permanecido com Jesus e aprendido com ele muitas coisas, não escondeu o tesouro só para si, mas correu depressa à procura de seu irmão, para fazê-lo participar da sua descoberta.

Repara o que lhe disse: Encontramos o Messias (que quer dizer Cristo) (Jo 1,41). Vede como logo revela o que aprendera em pouco tempo! Demonstra assim o valor do Mestre que o persuadira, bem como a aplicação e o zelo daqueles que, desde o princípio, já estavam atentos. 

Esta expressão, com efeito, é de quem deseja intensamente a Sua vinda, espera Aquele que deveria vir do céu, exulta de alegria quando Ele Se manifestou, e se apressa em comunicar aos outros a grande notícia.

Repara também a docilidade e a prontidão de espírito de Pedro. Acorre imediatamente. E conduziu-o a Jesus (Jo 1,42), afirma o Evangelho. Mas ninguém condene a facilidade com que, não sem muita reflexão, aceitou a notícia. É provável que o irmão lhe tenha falado pormenorizadamente mais coisas.

Na verdade, os evangelistas sempre narram muitas coisas resumidamente, por razões de brevidade. Aliás, não afirma que acreditou logo, mas: E conduziu-o a Jesus (Jo 1,42), e a Ele o confiou para que aprendesse com Jesus todas as coisas. Estava ali, também, outro discípulo que viera com os mesmos sentimentos.

Se João Batista, quando afirma: Eis o Cordeiro e batiza no Espírito Santo (cf. Jo 1,29-33), deixou mais clara, sobre esta questão, a doutrina que seria dada pelo Cristo, muito mais fez André.

Pois, não se julgando capaz de explicar tudo, conduziu o irmão à própria fonte da luz, tão contente e pressuroso, que não duvidou sequer um momento.”

André também apresentou Cristo aos pagãos, e na multiplicação dos pães apresentou o rapaz que tinha consigo alguns pães e peixes.

Logo após Pentecostes, pregou o Evangelho em muitas regiões tendo sido crucificado na Acaia.

Celebrando a Festa de Santo André, o Apóstolo, como Igreja Sinodal que somos, sejamos revigorados na missão que o Senhor nos confiou, para que como peregrinos da esperança, correspondamos ao mandato do Senhor: ir pelo mundo e anunciar o Seu Evangelho com renovado zelo, amor e ardor.

Tempo do Advento bem vivido, Alegria do Natal verdadeira (IDTAB)

 


Tempo do Advento bem vivido, Alegria do Natal verdadeira 

Vivendo o Tempo do Advento (ano B – São Marcos) com beleza própria, marcado pela preparação para a Celebração da Encarnação do Verbo na história para Sua Redenção, o Emanuel, Jesus Cristo, o “Deus conosco”, resgatando o verdadeiro sentido do Natal, com matizes Pascais. O mesmo Menino que nasce é Aquele que por amor, dá a vida e morre na Cruz pela nossa redenção.

Deste modo, não esperamos mais a vinda do Messias – que já nasceu na Cidade de Belém, há mais de dois mil anos, do ventre de Maria, por obra do Espírito Santo, mas a Sua manifestação ao mundo, gloriosamente, como Juiz e Senhor da História.

A Mensagem da Liturgia da Palavra das Missas dos quatro domingos do Advento tem caráter salvífico e misericordioso do Messias, na Pessoa do próprio Jesus, realizando a presença e a salvação da humanidade.

Contemplamos a maravilhosa intervenção de Deus e somos convidados a viver intensamente este tempo, em recolhimento necessário, de modo especial participando da Santa Missa, oração, confissão, novena e terço em família, fortalecendo os vínculos de comunhão fraterna, vivendo a compaixão, proximidade e solidariedade, com gestos concretos multiplicados.

Seja o Tempo do Advento, tempo favorável para o fortalecimento de nossa fé cristã, e o revigoramento da esperança com gestos expressivos de caridade.

 

Que a Luz do Natal do Menino Deus brilhe para todos nós, e que nossos caminhos obscuros sejam iluminados e os corações aquecidos com a Sua divina ternura. Firmemos nossos passos edificando uma Igreja verdadeiramente sinodal, caminhando sempre juntos. 

 

A beleza do Tempo do Advento (IDTAB)

                                                        

A beleza do Tempo do Advento 

O Tempo do Advento (ano B), com beleza própria, é  marcado pela preparação para a celebração da Encarnação do Verbo na história da humanidade para sua redenção, o Emanuel, Jesus Cristo, o “Deus conosco”, e  para que nos preparemos para sua segunda vinda gloriosa, no final dos tempos, na grande Parusia.

Assim vemos expresso no Prefácio do Advento I:

“...Revestido da nossa fragilidade, Ele veio a primeira vez para realizar Seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da Salvação. Revestido de Sua glória, Ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes, esperamos”.

De fato, nós não esperamos mais a vinda do Messias – que já nasceu na Cidade de Belém, há mais de dois mil anos, do ventre de Maria, por obra do Espírito Santo, mas a Sua manifestação ao mundo, gloriosamente, como Juiz e Senhor da História.

No primeiro e segundo domingos do Advento, ouvimos passagens do Evangelho de Marcos; no terceiro e quarto domingos, João e Lucas, respectivamente, visto que no Evangelho de Marcos não temos a narração da infância de Jesus.

Na primeira Leitura dos três primeiros domingos, ouvimos passagens do  Livro de Isaías, e no quarto, do Segundo Livro de Samuel.

À luz das primeiras leituras, contemplamos a intervenção de Deus e do Messias trazendo a Salvação, promovendo a justiça e a paz. De modo que é notável o reconhecimento do Messias como o próprio Jesus, consagrado com a unção do Espírito Santo e descendente da casa de Davi.

As leituras insistem no caráter salvífico e misericordioso do Messias, na Pessoa do próprio Jesus, pois em Sua pessoa e obra realiza-se a presença e a salvação da humanidade.

Quanto à segunda leitura, refletimos sobre os aspectos característicos do Tempo Litúrgico, em sintonia com a temática das outras leituras do Domingo, com acentuação na referência cristológica, acentuando a dimensão escatológica nos três primeiros domingos, e a vinda à História, no quarto domingo.

Deste modo, no Ano B, temos um caminho a percorrer:

“se passa do convite à vigilância (primeiro domingo), ao da conversão (segundo domingo), ao reconhecimento de uma Salvação já presente ‘no meio de nós’ (terceiro domingo), precisamente realizada na pessoa e na obra do ‘Filho do Altíssimo’ (quarto domingo)” (1).

Vivamos intensamente este tempo, em recolhimento necessário, de modo especial participando da Santa Missa, oração, confissão, novena e terço em família.

Seja para todos nós este tempo marcado por tantas dificuldades e provações, tempo favorável para o fortalecimento dos vínculos de comunhão e solidariedade concreta em favor dos que mais precisam, e assim, a luz do Natal do Menino Deus há de brilhar para todos nós, e nossos caminhos obscuros serão iluminados.

 

(1)        Lecionário Comentado – Editora  Paulus – 2011 – p.35


Aprendendo com André e Pedro... (II)

                                                                                               

Aprendendo com André e Pedro... 

Aprendamos com André que, tendo encontrado o Senhor, conduzir muitos até Ele, não apenas pelo falar sobre Ele, mas revelando ao outro, pela vida, o quanto o nosso encontro com Ele nos transformou.

Encontrando-se verdadeiramente com o Senhor é impossível retê-Lo, ocultá-Lo, esquecê-Lo. Nunca mais a vida de quem O encontrou será a mesma. 

Feliz quem O encontrou e sabe levar o outro à mesma experiência e encontro transformador.

Haveremos de aprender com André a ouvir o que o Senhor tem a nos dizer, para poder falar “pormenorizadamente” tudo que Ele comunicou ao mais profundo de nosso íntimo, de nossas entranhas, de nosso coração, e não apenas aos nossos ouvidos. 

Aprender com André a fazer o encontro da intimidade, amizade e configuração com Jesus, como aconteceu naquele dia.

Com ele, aprendemos a anunciar, a testemunhar, a doar a vida com coragem e fidelidade até o fim.

Aprendemos amar a Igreja (Corpo) por amor a Cristo (cabeça), completando na carne o que falta à Paixão de Cristo por amor à Sua Igreja, como afirmou o Apóstolo Paulo (Cl 1,24).

Também nos ensina a docilidade e a prontidão, para anunciar a Palavra do Senhor, sem superficialidade, mas na abertura e entrega, ainda que lenta, mas para sempre, porque profunda, porque lhe permitiu a entrada e morada em si para sempre.

Haveremos de aprender com André o consumir-se de amor por Jesus, pois somente assim nossa vida se tornará refulgente da mais bela luz, que tem sua origem na Divina Fonte de luz. Haveremos de aprender, haveremos de viver como viveu. 

Também nós, a exemplo de André, Pedro e os Apóstolos, o mesmo testemunho ao mundo podemos dar.

Que nossa fé seja a mais perfeita configuração a Cristo Rei e Senhor do Universo, para que Seu Reino, de fato, seja Eterno e Universal, o Reino da verdade, da santidade, da graça, do amor, da paz... E, quanto mais digamos acerca do Reino do Senhor, ainda nada o dissemos.

Haveremos de aprender com eles a não economizarmos esforços, numa vigilância de caridade ativa até que Ele venha. Esta é a nossa esperança, acompanhada da mais frutuosa e germinadora fé. Amém.

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