A
Transfiguração do Senhor nos fortalece no caminho da fé
“Este é o meu
Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-O” (Mt 17,5)
O caminho da fé é um
abrir-se à vontade divina, tendo que sair da zona de conforto, como vemos na
Liturgia do segundo Domingo da Quaresma:
- Abrão: “deixa a tua
terra…” (primeira Leitura);
- Apóstolo Paulo: “sofre
comigo pelo Evangelho…” (segunda Leitura);
- João, Pedro e Tiago:
Jesus “levou-os, em particular, a um alto monte…” (Evangelho).
Também nós, no
testemunho de nossa fé, somos chamados a viver estes santos apelos da Liturgia.
Peregrinos de esperança
não conhecem facilidades, e as necessárias renúncias nos acompanham dia a dia,
para que tomemos nossa cruz, e sigamos o Senhor, em total disponibilidade e
confiança.
Ao celebrar o segundo
domingo da quaresma, seja para nós a experiência do Monte da Transfiguração,
verdadeira experiência teofânica.
Precisamos ouvir a voz
do Filho Amado, acompanhado de um convite para nós sintonizarmos nossa voz à
escuta do Filho Amado –“Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu
agrado. Escutai-O.” (Mt 17,5).
Seja para nós a
Transfiguração um antegozo da glória da eternidade, que passa inevitavelmente
pela Cruz, de tal modo que, não se pode separar o Monte da Transfiguração do
Monte do Calvário e sua consumação no escuro de uma sepultura, onde sepultaram
o Seu Corpo.
No entanto, o Amor de
Deus falou mais forte e Ressuscitou Seu Filho, e Ele, glorioso, caminha
conosco, para que renovemos sagrados compromissos para transfigurar nossa
realidade, marcada por tantos sinais de dor, sofrimento e morte.
Transfiguração do
Senhor: há um mundo a ser transfigurado. Eis a nossa missão na abertura da
vontade divina.
Sejam para nós
exemplares: Abraão, Paulo, Timóteo, Pedro, João, Tiago... Não podemos recuar
jamais, apesar dos desafios e provações a serem enfrentados. Amém.
PS: Passagens bíblicas da Liturgia – Gn 12,1-4ª; Sl 32; Mt 17,1-9


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