domingo, 10 de maio de 2026

Amar e ser amado, nosso desejo mais profundo (VIDTPB)

                                            

Amar e ser amado, nosso desejo mais profundo

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de João (Jo 15,9-17).

Assim começa a passagem do Evangelho – “Naquele tempo, disse Jesus aos Seus discípulos: ‘Assim como o Pai me amou, também Eu vos amei’” (Jo 15,9); que é concluída com as palavras de Jesus – “Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros” (Jo 15,17).

Mais uma vez, voltamos ao essencial na vida dos discípulos missionário do Senhor: O Novo mandamento do Amor que Ele nos deu.

Sejamos enriquecidos pelo Comentário do Missal Quotidiano e Dominical:

“Amar e ser amado: é o desejo mais profundo, a necessidade mais vital do homem e da mulher, desde a sua mais tenra idade e em todas as épocas da sua vida.

Mas o que é o amor? Já se deram muitas respostas – ou, mais exatamente, muitas tentativas de resposta – sem, no entanto, se ter chegado a nenhuma que satisfizesse por completo.

O amor, como a vida escapa a todo o esforço de definição que pretenda exprimir plenamente a sua natureza própria, irredutível a qualquer outra. Por outro lado, a palavra ‘amor’ é uma das mais conspurcadas; a busca de amor pode, inclusivamente, levar por caminhos que conduzem à depravação e, até, ao crime”. (1)

De fato, amar e ser amado consiste no desejo mais profundo de todos nós, e por isto o Mandamento do Senhor haveremos de cumprir, pois podemos amar, pois Ele nos amou primeiro.

Fomos por Deus amados para amar, como nos falou João em sua Carta – “Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e nos enviou o Seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados” (1 Jo 4,10), e ainda: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4,19).

Esta é a lógica do amor cristão, que tem em sua origem a gratuidade de Deus, que nos ama sem limites, livre e obstinadamente, e esta expressão maior se deu na Cruz.

O amor que o Senhor viveu e nos deu como Mandamento, é um amor chamado a se tornar comunhão, solidariedade, partilha:

“Trata-se de um amor recíproco na linha da fidelidade obstinada e sem arrependimentos, um amor que faz com que a pessoa exista enquanto participante do mesmo amor de Deus. Então o amor fraterno é já lugar de salvação, é já experiência de Deus, é o caminho que subtrai o homem à solidão e à morte. O amor basta-se a si mesmo” (2).

Viver esta lógica é viver o amor até à Cruz, como o Senhor viveu, a lógica do dom de Si sem medida, dom incondicional: um amor que não fala, simplesmente ama.

Uma frase atribuída a Santo Agostinho que sintetiza bem o que se disse: “A medida do amor é amar sem medida”

Concluindo, voltemos mais uma vez ao diálogo do mestre com seu discípulo, escrito pelos padres do deserto, sobre o amor:

“Perguntaram-lhe a um grande mestre:
Quando o amor é verdadeiro? 
Quando é fiel – foi a resposta.

E quando é profundo? 
Quando é sofredor – foi a resposta.

E como fala o amor? 
A resposta foi:
O amor não fala.
O amor ama”. (3)
     

(1)              Missal Quotidiano e Dominical – Editora Paulus – Lisboa – 2012 – p.771
(2)              Lecionário Comentado – volume Quaresma / Páscoa – Ed. Paulus – 2011 – p. 560.
(3)              (1) Teologia da Ternura – “Um Evangelho a descobrir” – Ed. Paulus – 2002 – p.72

Novo Céu e Nova Terra (VIDTPC)

Novo Céu e Nova Terra

A passagem do Livro do Apocalipse (Ap 21, 1-5a) nos apresenta a missão de construirmos um novo céu e uma nova terra, que é a meta última de nossa história.

A visão do autor – “Jerusalém que desce do céu” – retrata a realidade de que o novo céu e a nova terra têm origem divina e possibilita nossa resposta, nossa participação.

Discípulos do Ressuscitado, esperamos e nos comprometemos com a Jerusalém Celeste tornando o mundo mais fraterno, mais justo e solidário, a meta da harmonia e da felicidade sem fim. Não haverá mais dor, luto, morte e sofrimento.

A partir desta fé inaugura-se um relacionamento que transforma a si mesmo e todos os que estão em sua volta, culminando até na renovação de todas as estruturas geradoras de lágrimas, dor, sofrimento e luto.

O amor e a alegria de sermos partícipes na construção do Reino devem estar presentes em nossas comunidades. Isto ocorre quando os ministérios diversos são postos a serviço da comunidade, e não nos servimos dela para qualquer outro objetivo. A grandiosidade está no servir à comunidade e não o contrário.

Somente no amor vivido é que reconhecerão que somos discípulos do Ressuscitado, e esta passa a ser para sempre a nossa identidade (cf. Jo 13,35).

De modo que nossa identidade não é uma filosofia, tão pouco a prática de ritos em si mesmo, mas a intensidade e profundidade do como e do quanto amamos.

A Ressurreição de Jesus Cristo nos convoca a nossa própria renovação, bem como de todas as estruturas do mundo, para que seja a expressão de uma Aliança que deu certo. Ter nos amado e nos amado até o fim, não foi em vão.

Urge intensificar e renovar sagrados compromissos com a construção do novo céu e da nova terra, movidos pela fé no Cristo Vivo e Ressuscitado. Amém. Aleluia.

A ação do Espírito na vida da Igreja (VIDTPC)

                                                                    

A ação do Espírito na vida da Igreja

Na passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 15,1-19), Lucas nos fala do primeiro concílio realizado em Jerusalém, sobre a necessidade ou não da circuncisão dos cristãos não judeus, com a ajuda e iluminação do Espírito Santo.

São Cirilo, Bispo de Jerusalém, no séc. IV, nos oferece uma bela passagem sobre a ação deste na vida da Igreja:

“Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho:
vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e,
depois por meio desse, a alma dos outros.

Quem se encontra nas trevas, ao nascer do sol recebe
nos olhos a sua luz, começando a enxergar
claramente coisas que até então não via.

Assim também, aquele que se tornou digno do Espírito Santo, recebe na alma a Sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava”.


O Espírito Santo ilumina a Igreja, para que ela se abra e acolha o essencial, o fundamental, que é a prática do Mandamento do Amor, oferecendo ao mundo a proposta universal de Salvação.

A Igreja conduzida pelo Espírito é ajudada a perceber o que deve ser mantido e o que deve ser superado, abrindo-nos ao diálogo, à comunhão e ao compromisso com a paz.

Já não há mais lugar para monólogos estéreisfraturas que dividem a humanidade (pela cor, raça, ideologia, religião...), tão pouco para obstáculos indestrutíveis da alegria e da vida... Com Ele tudo é novo, as coisas antigas passaram...

A Igreja deve colocar-se em constante atitude de acolhida e escuta do Espírito para responder aos apelos e desafios de seu tempo, iluminando a realidade com a luz do Espírito Santo que afasta todo e qualquer sentimento de orfandade para que venhamos a dar os passos necessários na construção de um novo céu e uma nova terra, a Jerusalém Celeste, a Cidade dos céus, que tanto desejamos, sonhamos e nos empenhamos em construir, apesar de todos os desafios do tempo presente.

O Espírito Santo assegura à Igreja a vitalidade, a audácia, a imaginação, a liberdade, o desprendimento, dinamismo e ardor...

Garante a revitalização e o retorno ao primeiro amor que o Senhor despertou em nosso coração... Afinal, Deus quis fazer em nós Sua morada.

O Encontro Eucarístico é por excelência a manifestação do Espírito, de modo que Celebrar a Eucaristia é vislumbrar um pedaço do céu que se abre sobre a terra, em que os raios da glória da Jerusalém celeste atravessam as nuvens da história e vem iluminar nossos caminhos, como nos falou o Papa São João Paulo II em uma de suas Encíclicas.

É vislumbrar e comprometer-se com a Jerusalém Messiânica! Em cada Eucaristia a Palavra do Senhor ganha vitalidade e esplendor para revigorar-nos na edificação da Igreja, como sinal do Reino, em relações de amor, perdão, doação, serviço, solidariedade...

Quando somos bons ouvintes, necessariamente somos bons praticantes e Ele em nós faz a Sua morada e nos torna hospedeiros do mais belo Hóspede e prisioneiros do mais belo Amor, construtores do novo céu e da nova terra.

Esperamos a Jerusalém Celeste, a Cidade da Paz em que o Senhor reina glorioso, vitorioso. Nós somos, com o Espírito Santo, participantes desta Divina Vitória, até que um dia possamos entrar na Sua indescritível glória!  

PS: Oportuno para refletirmos sobre a passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 15,1-2;22-29)

A Promessa do Senhor se realizou: O Espírito nos enviou! (VIDTPC)

A Promessa do Senhor se realizou:
O Espírito nos enviou!

No 6º Domingo da Páscoa (ano C), celebramos o Domingo da promessa que se cumprirá e se cumpre sempre: não estamos sozinhos na caminhada cristã.

Estamos num contexto de despedida do Senhor aos Seus discípulos: Sua ausência não será definitiva, nos enviará o Paráclito. Eis a promessa que pouco tempo depois, e para sempre, se cumpriu (cf. Jo 14,23-29).

Ele nos acompanha com Sua presença, ação e apelos do Espírito Santo em cada tempo e em cada realidade.

Seremos e somos assistidos pelo Espírito Santo, o Paráclito, que podemos traduzir por advogado, defensor, o conselheiro, o intercessor, consolador, auxiliador...

O Bispo de Jerusalém, São Cirilo (séc. V), assim nos fala do Espírito Santo:

“Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho:
vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e,
depois por meio desse, a alma dos outros.

Quem se encontra nas trevas, ao nascer do sol recebe
nos olhos a sua luz, começando a enxergar
claramente coisas que até então não via.

Assim também, aquele que se tornou digno do Espírito Santo, recebe na alma a Sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava”.


O Espírito Santo ilumina a Igreja, para que ela se abra e acolha o essencial, o fundamental, que é a prática do Mandamento do Amor, oferecendo ao mundo a proposta universal de Salvação como nos leva a refletir a passagem da primeira Leitura (At 15,1-19).

A Igreja conduzida pelo Espírito é ajudada a perceber o que deve ser mantido e o que deve ser superado.

O Espírito Santo nos abre ao diálogo, à comunhão e ao compromisso com a paz.

Já não há mais lugar para monólogos estéreis, fraturas que dividem a humanidade (pela cor, raça, ideologia, religião...), tão pouco para obstáculos indestrutíveis da alegria e da vida... Com Ele tudo é novo, as coisas antigas passaram...

A Igreja deve colocar-se em constante atitude de acolhida e escuta do Espírito para responder aos apelos e desafios de seu tempo, iluminando a realidade com a luz do Espírito Santo que afasta todo e qualquer sentimento de orfandade para que venhamos a dar os passos necessários na construção de um novo céu e uma nova terra, a Jerusalém Celeste, a Cidade dos céus, que tanto desejamos, sonhamos e nos empenhamos em construir, apesar de todos os desafios do tempo presente (cf. At 21,10-14.22-23).

O Espírito Santo assegura à Igreja a vitalidade, a audácia, a imaginação, a liberdade, o desprendimento, dinamismo e ardor...

Garante a revitalização e o retorno ao primeiro amor que o Senhor despertou em nosso coração... Afinal, Deus quis fazer em nós Sua morada.

O Encontro Eucarístico é por excelência a manifestação do Espírito, de modo que Celebrar a Eucaristia é vislumbrar um pedaço do céu que se abre sobre a terra, em que os raios da glória da Jerusalém celeste atravessam as nuvens da história e vem iluminar nossos caminhos, como nos falou o querido Papa João Paulo II em uma de suas Encíclicas.

É vislumbrar e comprometer-se com a Jerusalém Messiânica! Em cada Eucaristia a Palavra do Senhor ganha vitalidade e esplendor para revigorar-nos na edificação da Igreja, como sinal do Reino, em relações de amor, perdão, doação, serviço, solidariedade...

Quando somos bons ouvintes, necessariamente somos bons praticantes e Ele em nós faz a Sua morada e nos torna hospedeiros do mais belo Hóspede e prisioneiros do mais belo Amor, construtores do novo céu e da nova terra.

A Jerusalém Celeste, a Cidade da Paz em que o
Senhor reina glorioso, vitorioso, e nós participantes
desta Divina Vitória, para que um dia possamos
entrar na Sua indescritível glória! 

A promessa do Paráclito (VIDTPC)

                                                         

A promessa do Paráclito

A Liturgia do 6º Domingo da Páscoa (Ano C) tem como mensagem a promessa de Deus que se cumpre sempre.

Não estamos sozinhos na caminhada cristã. O Senhor nos acompanha, com a presença e a ação do Espírito Santo, nos possibilitando a atenção aos apelos da realidade na qual nos inserimos.

A passagem da primeira Leitura (At 15,1-2.22-29), retrata o “Concílio de Jerusalém” e nos fala a ação do Espírito Santo, presente para o discernimento do que é, de fato, essencial ou acessório na caminhada da Igreja. Foi o primeiro grande conflito enfrentado pela Igreja.

A entrada dos pagãos ao cristianismo fez surgir uma polêmica questão: impor ou não aos pagãos a Lei de Moisés. A Salvação vem da circuncisão e pela observância da Lei judaica ou unicamente por meio de Cristo. Conclui-se que, é pela Graça do Senhor que se chega à Salvação.

Aprende-se com a assistência do Espírito o que deve ser mantido ou superado na Igreja. É o Espírito que age, ilumina e fortalece. Deste modo, a Igreja não pode perder a audácia, a imaginação, a liberdade, o desprendimento necessário e a vigilante escuta do Espírito, no enfrentamento dos desafios que o mundo apresenta.

A passagem da segunda Leitura (Ap 21,10-14.22-23) nos apresenta a meta final da Igreja: a Jerusalém Celeste, a cidade nova da plena comunhão com Deus, onde se possui vida plena e felicidade sem fim.

Trata-se de uma cidade sem mediações, pois viveremos sempre na presença de Deus e O encontraremos face a face. Deus e o Cordeiro serão a luz que iluminará esta comunidade de vida plena.

Esta Cidade será construída sobre o testemunho dos Apóstolos. Suas portas estarão abertas para a acolhida de todos que aderirem ao Cordeiro e O testemunharem. A construção desta Cidade começa aqui nesta terra, quando se renovam compromissos de amor, justiça e paz.

O autor do Apocalipse comunica uma mensagem de esperança, em meio aos sofrimentos, perseguições, martírios. A Igreja deve permanecer fiel em sua missão, pois a humanidade precisa deste testemunho.

Na passagem do Evangelho (Jo 14,23-29), Jesus nos fala da Sua ida para o Pai e a vinda do Paráclito, o Espírito Santo que assistirá a caminhada da Igreja.

Jesus é o Caminho que nos leva ao Pai. Ele está ao nosso lado e nos promete a presença do Paráclito, o Defensor.

O Paráclito assegura a fidelidade e a dinâmica no caminhar de fé, superando todo temor, garantindo a serenidade necessária; acompanha-nos no testemunho de uma vida marcada pela doação, entrega e amor.

Não somente o Pai e o Filho querem habitar nos discípulos, mas também o Espírito Santo habitará neles para ensinar, recordar e iluminar. A ação do Espírito se manifesta de muitos modos.

Quando somos bons ouvintes, consequentemente somos bons praticantes, e Ele, em nós, faz a Sua morada e nos tornamos hospedeiros do mais belo Hóspede, o Espírito Santo, e prisioneiros do mais belo Amor, Cristo Ressuscitado, em incondicional fidelidade a Deus Pai.

A morte de Jesus na Cruz, por Amor ao Pai e Amor à humanidade, leva a uma ausência que não é definitiva. A Ressurreição e o envio do Espírito são garantias de que Sua vida e missão não se constituíram em fracasso, mas na nossa vitória, na nossa redenção, trazendo-nos a paz que nasce da Cruz.

Concluo afirmando que a Igreja deve colocar-se em constante atitude de acolhida ao Espírito para responder aos apelos e desafios deste mundo, iluminando a realidade com a Luz do Espírito Santo, que afasta todo e qualquer sentimento de orfandade, para que venhamos a dar os passos necessários na construção de um novo céu e uma nova terra, a Jerusalém Celeste.

Entretanto, somente nutridos pela Eucaristia, edificaremos a Igreja, como sinal e instrumento do Reino, procurando estabelecer e fortalecer relações de amor, perdão, doação, serviço e solidariedade.

Celebrar a Eucaristia é vislumbrar um pedaço do céu que se abre sobre a terra, em que os raios da glória da Jerusalém Celeste atravessam as nuvens da história e vêm iluminar nossos caminhos, como bem falou o Papa São João Paulo II:


A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar o nosso caminho.” (Ecclesia de Eucaristia – 2003 – parágrafo n. 19).

 

Em cada Eucaristia, a Palavra de Deus ganha vitalidade e esplendor para nos revigorar.

Como discípulos missionários do Senhor, assistidos pelo Paráclito, renovemos no coração a chama do primeiro amor, ouvindo e guardando Sua Palavra, amando e sempre aprendendo amar.

Que abertos ao Espírito Santo, atentos à Sua voz,
Acolhendo o Seu Sopro de vida, luz e força,
Renovemos nossa fidelidade ao Senhor Ressuscitado,
Para que multipliquemos e renovemos compromissos,
Já aqui na terra, de justiça, de fraternidade, de amor e de paz.

Esperando a vinda da Cidade Santa,
A Jerusalém Celeste, o novo céu e a nova terra,
A Face de Deus contemplemos, com os irmãos,
Em comunhão de amor e vida plena para sempre vivamos.

Não estamos sós.
A promessa do Paráclito O Senhor nos fez:
O Espírito Santo nos foi enviado!
Amém. Aleluia! 

Os amigos de Jesus guardam o Seu Mandamento (VIDTPB)


Os amigos de Jesus guardam o Seu Mandamento

A Liturgia do 6º Domingo da Páscoa (ano B) nos convida a contemplar o Amor de Deus, manifestado na Pessoa, Palavras e gestos de Jesus, e o Novo Mandamento que Ele nos deu.

A passagem da primeira Leitura (At 10,25-26.34.44-48) traz exatamente esta mensagem: a salvação é dom de Deus, e é para todos, sem exceção, também para os pagãos. O amor é o que conta! A acolhida do coração ao Amor de Deus, a prática da justiça e o temor vivido.

Acolher a salvação implica em superação de atitudes de exclusão, marginalização, intolerância, fechamento ao diálogo, preconceitos. 

Há que se ter a permanente disponibilidade para a acolhida das propostas de Deus e Seus Dons.

A postura do Apóstolo Pedro diante de Cornélio revela atitudes que todo seguidor e servidor do Mestre deve ter: não se curvar no falso sentimento de superioridade, não se valer de privilégios, honras e poder.

Reflitamos à luz da a humildade de Pedro (At 10,25-26):

- Pomo-nos a caminho em busca de privilégios ou no compromisso do testemunho d’Aquele que nos chamou, com amor e humildade?

Na passagem da segunda Leitura (1Jo 4,7-10), contemplamos a face de Deus, o ser de Deus – “Deus é Amor”. 

A comunidade precisa deixar-se envolver pelo amor, que é a essência de Deus. Um amor incondicional, gratuito, desinteressado, radical e total; portanto, comunhão com Deus.

O amor a ser vivido não é algo secundário, é o absolutamente essencial na vida cristã e deve transparecer em gestos, no dia a dia. 

Sentir-se por Deus amado para amar. Somente comunicaremos o Amor de Deus se nos sentirmos por Ele amados.

Reflitamos:
- Vivenciamos o amor incondicional, gratuito, desinteressado, comprometido e solidário para com o próximo?

A passagem do Evangelho (Jo 15,9-17), está num contexto de despedida, em que Jesus dá as coordenadas finais aos Seus discípulos: o Mandamento do Amor. Quer assegurar Sua eterna presença, encorajando e enchendo o coração dos discípulos de esperança.

O caminho do discípulo é a união com Jesus e o Pai, com a Seiva do Amor que nos vem pelo Espírito. Ser discípulo de Jesus é estabelecer com Ele uma relação sincera, profunda de amor-amizade, que tem semente de eternidade.

Os discípulos, portanto, vivem no amor que os faz homens novos; empenham-se pela libertação própria e do outro. 

São, por natureza, alegres e entusiasmados. É preciso que nos sintamos amados por Deus, que é a fonte inesgotável de Amor, como discípulos missionários, amigos de Jesus.

Quando amamos e guardamos o Mandamento de Deus, Ele permanece em nós e nós n’Ele.

Nossa comunidade é convidada a viver o essencial: o Mandamento do Amor; constituindo-se como a comunidade do amor e que vive do amor, anunciando, dialogando, servindo e testemunhando a Salvação de Deus que se destina a todos os povos.

O testemunho de amor vivido pela comunidade tornará convincente e plausível o anúncio do Evangelho. A caridade vivida, dia após dia, aceitando e enfrentando as contradições da vida, com a determinação de superação, conscientes de que somente o amor está em condições de dar sentido e significado, a cada fato, a cada momento.
Reflitamos:
- Sentimos a presença de Deus em nosso meio?
- Levamos a sério o Mandamento do Amor?

- Sentimo-nos amigos de Jesus?
- Qual é a verdade de nossa alegria, entusiasmo e paixão pelo Senhor e o Reino por Ele inaugurado?

- Estamos comprometidos com a busca e a construção de um mundo novo?
- Somos uma comunidade que testemunha e faz transparecer o Amor de Deus?

Concluindo, a comunidade deve ter um rosto, deve ser como um "cartaz vivo" do Amor de Deus, um amor em sua expressão máxima: o amor de Cruz, da Cruz, pela Cruz, na Cruz.

Muito mais que uma humanidade que anseia por Deus, é Deus que anseia pela humanidade, em compaixão Se encontrando naquela Cruz. 

Não é a humanidade que procura e ama a Deus, mas é, antes, e desde sempre, Deus quem procura apaixonadamente a humanidade, vai ao seu encontro, descendo ao abismo da mansão dos mortos para nos resgatar. O Amor de Deus tudo suporta.

Amor pela Fonte de Amor, Jesus, que em Amor incondicional, incrível, extremo, não fugiu da Cruz (doação, entrega, fidelidade, redenção...), a mais bela de todas as lições que devemos aprender, permanentemente. 


Fonte: www.Dehonianos.org/portal

sábado, 9 de maio de 2026

Que os sonhos não morram jamais

                                                               

Que os sonhos não morram jamais

“Nunca deixe seus sonhos morrerem,
porque a vida sem sonhos
é como um pássaro com a asa quebrada
que não pode voar”. (Martin Luther King)

Sonhos adormecidos, outros esquecidos, alguns motivadores.
Sonhos que com paciência, empenho renovado, realizados serão.

Sonhos que nos movem ao encontro do Absoluto: Deus,
Na mais bela dedicação, a serviço do Reino de Deus, sem omissão.

Sonhos que nos permitem voos mais altos,
Ao encontro das coisas sagradas onde Deus habita.

Sonhos que nos permitem voos que possibilitam
Ultrapassar as montanhas das dificuldades, terríveis empecilhos.

Sonhos que nos levam ao reencontro conosco mesmo,
E que nos orientam para que a vida siga suavemente seu curso.

Sonhos que, silenciosamente vividos, nos humanizam:
Um mundo sem violência, guerras, dominação, mais irmão.

Sonhos que se somam a sonhos de outros,
Passo indispensável para que realidade se tornem.

Sonhar sozinho é preciso, mas não para sempre.
Sonhar com o outro no milagre da multiplicação.

Sonhos que a outros se somam, maravilhosamente multiplicam.
Sonhos que outros subtraem, indesejável fragilização.

Sonhemos, busquemos, avancemos,
Curemos as asas se for preciso.

Quando alimentados pela Santa Palavra e pela Eucaristia,
Nada faz morrer nossos sonhos, nada impedirá nossos voos.

Sonhemos! Avancemos! Jamais recuemos...
Com a presença do Santo Espírito que nos conduz em todos os momentos.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG