Companheiros de viagem
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Maria e Jesus: Um mistério de proximidade e separação
Maria e Jesus: Um mistério de proximidade e separação
Quantas vezes vivi a proximidade de Tua separação, meu Filho:
Na fuga para o Egito, por pouco te tiraram tão cedo de mim.
Na apresentação, as palavras de Simeão fincaram raízes em meu coração – o que seria esta espada a trespassar meu coração?
Eu Te vi crescer sob minha ternura e olhar maternal, mas sabia que tinhas que partir, das coisas divinas cuidar, desde que Te perdemos e encontramos no templo quando tinhas doze anos.
Nas bodas, intervim, porque sabia que tão somente podias o Vinho Novo oferecer, prefigurando Teu Sangue dado em cada Eucaristia, e a sede do mundo, sede de amor, vida e paz sacia: Redenção de toda a humanidade.
Teus passos na agonia, abandono dos discípulos, insana e cruenta flagelação, crudelíssima morte. Tão próximo um dia no ventre, agora corpo dilacerado, na cruz crucificado. Ó imensa dor que me consome!
Proximidade e separação: espada cortante o coração me trespassando.
Abandonar-Te, como tua Mãe, jamais o faria. Não podia Te livrar da cruz, mas poderia amenizar Tua dor com minha presença.
Ouvir de Teus lábios que, no discípulo amado, da humanidade Mãe seria, e ele me acompanharia para refazer sonhos, retomar os passos, na espera da madrugada da Ressurreição.
Agora Ressuscitado, por Tuas Chagas Gloriosas, curaste minha indescritível dor.
Sinto-Te Vivo, presente, glorioso, e do Alto, nos envias o fogo do Espírito em permanente Pentecostes. Amém. Aleluia!
Pão da Vida e Cálice da Salvação
Pão da Vida e Cálice da Salvação
“São eles que alimentam e revigoram
a substância de nossa carne.”
Sejamos enriquecidos pelo “Tratado contra as Heresias”, escrito pelo Bispo Santo Irineu (séc. I), para aprofundamento sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida Cristã.
“Se não há salvação para a carne, também o Senhor não nos redimiu com o Seu Sangue. Sendo assim, nem o Cálice da Eucaristia é a comunhão do Seu Sangue nem o Pão que partimos é a comunhão do Seu Corpo.
O sangue, efetivamente, procede das veias, da carne, e do que pertence à substância humana. Essa substância, o Verbo de Deus assumiu-a em toda a sua realidade e por ela nos resgatou com o Seu Sangue, como afirma o Apóstolo: Pelo Seu Sangue, nós fomos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas (Ef 1,7).
Nós somos Seus membros e nos alimentamos das coisas criadas que Ele próprio nos dá, fazendo nascer o sol e cair a chuva segundo Sua vontade.
Por isso, o Senhor declara que o Cálice, fruto da criação, é o Seu Sangue, que fortalece o nosso sangue; e o Pão, fruto também da criação, é o Seu Corpo, que fortalece o nosso corpo.
Portanto, quando o cálice de vinho misturado com água e o pão natural recebem a Palavra de Deus, transformam-se na Eucaristia do Sangue e do Corpo de Cristo. São eles que alimentam e revigoram a substância de nossa carne.
Como é possível negar que a carne é capaz de receber o dom de Deus, que é a vida eterna, essa carne que se alimenta com o Sangue e o Corpo de Cristo e se torna membro do Seu Corpo?
O Santo Apóstolo diz na Carta aos Efésios: Nós somos membros do Seu Corpo (Ef 5,30), da Sua Carne e de Seus ossos (cf. Gn 2,23); não é de um homem espiritual e invisível que ele fala – o espírito não tem carne nem ossos (cf. Lc 24,39) – mas sim do organismo verdadeiramente humano, que consta de carne, nervos e ossos, que se nutre com o Cálice do Seu Sangue e se robustece com o Pão que é Seu Corpo.
O ramo da videira plantado na terra frutifica no devido tempo, e o grão de trigo, caído na terra e dissolvido, multiplica-se pelo Espírito de Deus que sustenta todas as coisas.
Em seguida, pela arte da fabricação, são transformados para uso do homem. Recebendo a Palavra de Deus, tornam-se a Eucaristia, isto é, o Corpo e o Sangue de Cristo.
Assim também os nossos corpos, alimentados pela Eucaristia, depositados na terra e nela desintegrados, ressuscitarão a seu tempo, quando o Verbo de Deus lhes conceder a Ressurreição para a glória do Pai.
É Ele que reveste com Sua imortalidade o corpo mortal e dá gratuitamente a incorruptibilidade à carne corruptível. Porque é na fraqueza que se manifesta o poder de Deus.” (1)
Verdadeiramente a Eucaristia é penhor da Ressurreição, e sem ela não temos o vigor necessário para testemunhar a vida de fé. Ela sendo verdadeiramente Pão, verdadeiramente Bebida, além de nos nutrir, nos coloca em relação filial para com Deus e de irmãos para com nosso próximo.
Ela nos robustece, tornando-nos vigorosos e intrépidos servidores do Reino, zelosas sentinelas do rebanho que nos foi confiado e é indispensável nesta travessia, como Banquete em que nos saciamos do próprio Corpo e Sangue do Senhor, até que possamos participar um dia do Banquete Eterno, preparado para quem perseverar até o fim, no bom combate da fé. Amém. Aleluia!
(1) Liturgia das Horas - Volume Quaresma/Páscoa - p. 656-657
São Jorge, mais um vencedor do bom combate da fé!
São Jorge, mais um vencedor do bom combate da fé!
No dia 23 de abril a Igreja celebra a memória de São Jorge. Mais uma grande testemunha do Senhor dos primeiros séculos da Igreja (sua morte foi no ano de 303).
São Jorge foi invencivelmente protegido pelo estandarte da cruz, como poderemos ver no Sermão do Bispo São Pedro Damião (séc. XI:
“A Festa de hoje, caríssimos irmãos, renova a alegria pascal e, como pedra preciosa, faz brilhar com a beleza do próprio esplendor o ouro em que se engasta.
Jorge foi transferido de uma milícia para outra, porque deixou o cargo de oficial de um exército terreno para se dedicar à milícia cristã. Nesta, como valente soldado, começou por libertar-se dos bens terrenos, distribuindo-os aos pobres; assim, livre e desembaraçado, revestido com a couraça da fé, lançou-se na linha de frente do combate como valoroso guerreiro de Cristo.
Isto nos ensina claramente que não podem lutar com força e eficácia, em defesa da fé, aqueles que ainda têm medo de se despojar dos bens da terra.
Inflamado pelo fogo do Espírito Santo e invencivelmente protegido pelo estandarte da cruz, São Jorge combateu de tal modo contra o rei iníquo que, vencendo este enviado de Satanás, derrotou o chefe de toda iniquidade e estimulou os soldados de Cristo a lutarem com valentia.
Assistia ao combate o supremo e invisível Árbitro que, segundo os planos da Sua providência, permitiu que os ímpios o atormentassem. De fato, entregou o corpo de Seu mártir às mãos dos carrascos, mas guardou a sua alma com proteção constante no baluarte inexpugnável da fé.
Caríssimos irmãos, não nos limitemos a admirar este combatente do exército celeste, mas imitemo-lo também. Eleve-se o nosso espírito para o prêmio da glória celeste, contemplemo-lo com os olhos do coração. Assim não nos abalaremos nem pelo sorriso enganador do mundo nem pelas ameaças do seu ódio perseguidor.
Purifiquemo-nos de toda mancha na carne e no espírito, como nos manda São Paulo, para merecermos um dia entrar naquele templo da bem-aventurança, que por ora apenas entrevemos com o olhar do espírito.
Todo aquele que quer se oferecer a Deus em sacrifício no templo de Cristo, que é a Igreja, depois de lavar-se no banho sagrado do Batismo, tem ainda que se revestir com as vestes das várias virtudes, conforme está escrito:
Que os vossos sacerdotes se vistam de justiça (Sl 131,9). Quem pelo Batismo renasce como homem novo em Cristo, não se vestirá com a mortalha do homem velho, e sim com a veste do homem novo, vivendo sempre renovado numa vida pura.
Só assim, purificados da imundície da nossa antiga condição pecadora e brilhando pelo fulgor de uma vida nova, seremos dignos de celebrar o Mistério Pascal e imitarmos verdadeiramente o exemplo dos santos mártires”.
Contemplando tão belo testemunho de fidelidade ao Senhor, também sejamos, como São Jorge, fiéis testemunhas no bom combate da fé, confiando no poder e presença da força do Ressuscitado que vem em socorro de nossas fraquezas, até que um dia possamos ser merecedores da Coroa da Glória.
Oremos:
Ó Deus onipotente, que a exemplo de São Jorge, grande Mártir,
sejamos revestidos com a sua couraça, a sua espada, e seu escudo;
que representam a fé, a esperança e a caridade.
Iluminai nossos caminhos e fortalecei
o nosso ânimo nas lutas da vida.
Dai-nos firmeza contra as tramas do maligno e de todo mal,
para que, vencendo na terra, como São Jorge venceu,
possamos triunfar no céu convosco,
e participar das eternas alegrias.
Amém!
Amém!
A fraqueza do rebanho e a fortaleza do Pastor (IVDTPA)
A fraqueza do rebanho e a fortaleza do Pastor
Reflexão à luz da passagem dos Atos dos Apóstolos (At 2, 14a.36-41), um discurso catequético sobre a atitude correta para que se acolha a proposta de Salvação que Deus nos faz, por meio de Jesus Cristo.
Professar a fé em Cristo, o Bom Pastor, requer conversão, para que se viva o Batismo como vida nova: adesão, seguimento, acolhida do Espírito Santo para deixar recriar, vivificar e se transformar por esta presença divina em nós.
A conversão (metanoia) é consequência de ter sentido “pontadas no coração”, a aflição e o remorso por ter feito algo contrário à justiça, e implica na atitude que conduz ao arrependimento. É o primeiro passo para a mudança de vida:
“É a atitude de quem reconhece a verdade das acusações que lhe são imputadas, de quem admite os seus erros e limitações e de quem está verdadeiramente disposto a reequacionar a vida, a corrigir os esquemas errados que têm orientado, até aí, a sua existência [...]
Significa a mudança radical da mente, dos comportamentos, dos valores, de forma a que o coração do crente se volte de novo para Deus [...]
É a renúncia ao egoísmo e a autossuficiência, e o aceitar a proposta de Salvação que Deus faz através de Jesus. Implica o acolher Jesus como o Salvador e segui-Lo, no caminho do amor, da entrega, do dom da vida.” (1)
Por isto, dirigem a pergunta a Pedro e aos outros Apóstolos: “O que havemos de fazer, irmãos?” (At 2,37).
Ao que Pedro responde – “Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38).
Receber o Batismo implica no desejo de conversão e receber o Espírito Santo, optando por Cristo, acolhendo-O no coração, de modo que a vida daquele que crê ganha um dinamismo divino, e a cada instante é recriado, vivificado e transformado.
Deus, que deseja nossa mudança, acredita no bom propósito de nossa conversão. É preciso tomar consciência dos caminhos errados que possam ter sido trilhados, da ausência de sentido em certas opções que se tenha feito.
A “metanoia” nos pede atitude corajosa, porque é mais fácil viver comodamente instalados, na autossuficiência, do que com humildade reconhecer os erros, “dar o braço a torcer”.
Ela exige a eliminação dos preconceitos mais diversos, de esquemas mentais; admissão das falhas, limites e incoerências que marcam a condição humana. E trata-se de um processo ininterrupto.
Na passagem da segunda Leitura (1 Pd 2, 20b-25), Pedro nos diz como deve agir aquele que segue o Bom Pastor, respondendo à injustiça com o amor, ao mal com o bem.
O contexto vivido pela comunidade na década de 80 era de perseguição, dificuldades, hostilidade por parte daqueles que defendiam a ordem romana:
“O autor da carta conhece perfeitamente a situação de debilidade em que estas comunidades estão e prevê que, num futuro próximo, o ambiente se vá tornar menos favorável ainda.
Recorda, pois, aos destinatários da carta, o exemplo de Cristo, que sofreu e morreu, antes de chegar à Ressurreição. É um convite à esperança: apesar dos sofrimentos que têm de suportar, os crentes estão destinados a triunfar com Cristo; por isso, devem viver com alegria e coragem o seu compromisso batismal.” (2)
Jesus é o modelo para os que creem, conduz e guarda a todos que n’Ele confiam. O cristão segue e testemunha a fidelidade a este Jesus que sofreu sem culpa e que suportou os sofrimentos com Amor, rejeitando absolutamente o recurso da violência, com total mansidão, porque tão somente o amor gera a vida nova e transforma o mundo:
'Ele sofreu (v. 21) sem ter feito mal nenhum (v. 22); maltratado pelos inimigos, não respondeu com agressão e vingança (v. 23); pelo dom da Sua vida, eliminou o pecado que afastava os homens de Deus e uns dos outros (vs. 24); por isso, Ele é o Pastor que conduz e guarda os crentes (v. 25)’" (3)
A passagem do Evangelho (Jo 10,1-10): Jesus é o Bom Pastor que conduz a humanidade às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas de onde brota vida em plenitude.
A imagem do Bom Pastor, que nos remete ao Livro do Profeta Ezequiel (Ez 34), é a mensagem catequética de que a promessa de Deus se cumpriu em Jesus Cristo: o Bom Pastor, esperado e prometido por Deus, agora presente no meio da humanidade.
No entanto, esta presença é recusada pelas autoridades de Seu tempo, quando Jesus cura o cego de nascença (cf. Jo 9).
As autoridades religiosas não somente preferiram continuar nas trevas da autossuficiência, como também impediram o Povo que lhes foi confiado de descobrir a luz libertadora que Jesus tinha para oferecer:
“Jesus não usa meias Palavras: os dirigentes judeus são ladrões e bandidos (cf. Jo 10,1), que se servem das suas prerrogativas para explorar o povo (ladrões) e usam a violência para o manter sob a sua escravidão (bandidos).
Aproximam-se do Povo de Deus de forma abusiva e ilegítima, porque Deus não lhes confiou essa missão (“não entram pela porta”): foram eles que a usurparam. O seu objetivo não é o bem das “ovelhas”, mas o seu próprio interesse”. (4)
Diferentemente, Jesus estabelece com as pessoas uma relação pessoal de Amor e proximidade: Suas ovelhas reconhecem a Sua voz e O seguem, porque encontram segurança, liberdade e vida plena e definitiva (Jo 10,10).
Jesus não somente caminha diante das ovelhas, mas Se fez o próprio Caminho (Jo 14, 6).
Estabelece uma relação de respeito à dignidade de cada um, à sua individualidade. Relaciona-Se de forma humana, tolerante, amorosa e que também deve ser vivida pelo Seu rebanho, no cumprimento do Mandamento do Amor a Deus e ao próximo, de tal modo que se possa dizer: “tal Cristo, tal Pastor...”, numa coerência entre o crer, pregar e viver.
O rebanho reconhece a Sua voz e não se deixa seduzir pelo “canto da sereia”.
Jesus também diz que Ele é a “Porta”, e quem por ela entrar será salvo. Passar por esta "Porta" é encontrar a liberdade desejada e a vida em plenitude, numa total e incondicional adesão a Ele e seguimento até o fim, acolhendo e vivendo a Sua proposta, numa vida marcada pela doação, entrega e serviço por amor.
Ao celebrarmos o Dia do Bom Pastor, como Igreja Sinodal, Povo de Deus caminhando juntos, renovemos a alegria de pertencermos ao rebanho do Senhor, com maior solicitude e fidelidade à Sua Voz para que nos empenhemos no caminho da santidade a serviço no mundo, cada vez mais comprometidos com a ação evangelizadora.
Oremos:
“Deus eterno e Todo-Poderoso, conduzi-nos à comunhão das alegrias celestes, para que o rebanho possa atingir, apesar de sua fraqueza, a fortaleza do Pastor. Por N. S. J. C. Amém”.
(1) (2) (3) (4) www.Dehonianos.org/portal
PS: Apropriado para o Domingo do Pastor (IVDTPA) e terça-feira da oitava da Páscoa, quando se proclama a passagem dos Atos dos Apóstolos (At 2,36-41)
O rosto do Deus Pastor (IVDTPA)
O rosto do Deus Pastor
Contemplemos o rosto do Deus Pastor:
“O caminho da vida é longo e repleto de insídias, assemelha-se, por vezes a um 'vale escuro'. Eis então que aparece um outro rosto de Deus, mais frequente e familiar aos homens do Antigo Testamento e da Bíblia, profundamente abrangente também para nós hoje: é o rosto do Deus Pastor.
O Senhor guia-nos, assiste-nos no fatigante caminho da vida, conduz-nos para verdes prados, para águas refrescantes, reza o salmista/orante (Sl 23), exprimindo a sua firme confiança na atuação de Javé em seu favor”. (1)
Insídias, armadilhas, ciladas, ou dito de outra forma, nós a serem desatados, caminhos obscuros a serem percorridos, em meio às incertezas e inquietações próprias do existir, fazem parte do enredo da vida de cada um.
É no viver este enredo, no desfazer dos nós, enfrentando situações adversas e aparentemente intransponíveis que, com a graça de Deus e com o Amor do Deus Pastor, não sucumbimos nem entregamos os pontos.
Deus Bom Pastor nos ilumina com Sua Palavra, a Sagrada Escritura, e nos sacia e nos revigora com o Corpo e Sangue presentes na Eucaristia, real presença de Deus que Se faz Verdadeira Comida e Verdadeira Bebida.
Como é bom saber que Deus nos conduz para águas tranquilas, verdes pastagens, como tão bem expressou o Salmista, e com ele rezamos.
Da mesma fora, que a luz de Deus irradia mais forte, quanto mais escuro for o vale por que passamos.
Bem se diz que, no auge da noite, começa a brilhar a luz de um novo dia.
Que a Luz de Deus continue iluminando nossos caminhos, e continuemos experimentando a força da Palavra divina, que nos liberta de todas as amarras, ciladas e insídias.
Rezemos o Salmo 91, que nos coloca em total confiança em Deus, que jamais nos desampara, jamais deixa de voltar Seu Rosto de Amor para nós, porque estamos para sempre em Seu Coração.
É próprio do Amor de Deus carregar-nos em Seu Coração, Fornalha ardente de Amor.
Que seja próprio também a cada um de nós sentir e corresponder a este amor, testemunhando ao mundo a força inovadora deste amor, revelando a verdadeira face de Deus Pastor, um Deus de Amor.
Que seja próprio também a cada um de nós sentir e corresponder a este amor, testemunhando ao mundo a força inovadora deste amor, revelando a verdadeira face de Deus Pastor, um Deus de Amor.
(1) Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa - Pág. 772.
Seremos Sinais do Bom Pastor! (IVDTPA)
Seremos Sinais do Bom Pastor!
Conflitos, abuso de autoridade, exercício arbitrário do poder...
Existências espezinhadas, vidas sacrificadas, cruelmente devoradas...
Existências espezinhadas, vidas sacrificadas, cruelmente devoradas...
Contemplemos a figura do Bom Pastor – Cristo Jesus:
Vida pela vida doada, para que a dignidade humana fosse elevada.
Bom Pastor - Jesus: imagem por tantos, tão conhecida.
Contemplada em Sua profundidade inexaurível,
Levar-nos-á a questionamentos inevitáveis,
Imitando-O, a esperança de algo novo é possível.
Bom Pastor - Jesus: imagem por tantos, tão conhecida.
Contemplada em Sua profundidade inexaurível,
Levar-nos-á a questionamentos inevitáveis,
Imitando-O, a esperança de algo novo é possível.
Bispos e Padres serão sinais do Cristo Bom Pastor:
Quando colocarem suas mãos na Mão de Quem os consagrou.
Quando colocarem seus olhos em Quem os iluminou.
Quando colocarem seu coração no Coração que largamente os amou.
Quando tiverem pés cansados porque no caminho Deus os enviou.
Quando colocarem suas mãos na Mão de Quem os consagrou.
Quando colocarem seus olhos em Quem os iluminou.
Quando colocarem seu coração no Coração que largamente os amou.
Quando tiverem pés cansados porque no caminho Deus os enviou.
Enamorados por Cristo: Homens da Palavra e do Pão.
Arautos da Páscoa: Morte – Ressurreição.
Ao clamor dos pequeninos procuram dar uma resposta,
Pois sabem que solidariedade vivida é caminho de salvação.
Quando carregarem no coração a Paixão pelo Reino,
Para carregarem a cruz com fidelidade e alegria.
Serão sinal para toda a comunidade, que jamais se decepciona.
Quem se nutre do Pão da Eucaristia e em Deus confia.
Agentes de Pastoral serão sinais do Cristo Bom Pastor:
Quando não deixarem o medo do coração tomar conta,
Se a chama do primeiro amor for renovada.
Coragem, confiança, alegria, esperança, fidelidade...
No mais profundo da alma, entranhadas...
Quando da Pastoral não se apropriarem.
Fizerem dela serviço humilde e silencioso,
A exemplo de Maria: serva alegre e disponível.
Fragilidade humana na mão do Todo Poderoso.
Pais e Mães serão sinais do Cristo Bom Pastor:
Quando na alegre acolhida, no diálogo e educação,
Ao lado de seus filhos com ternura se colocarem,
Assegurando crescimento em tamanho, graça e sabedoria,
Para além de todo resultado, sem jamais se cansarem...
Quando não adiarem a oração com seus filhos,
Palavra de Deus na mão, lida, meditada, partilhada...
Família na fé solidificada, espaço do aprendizado do amor;
Intimidade divina por todos vivenciada.
Quando na alegre acolhida, no diálogo e educação,
Ao lado de seus filhos com ternura se colocarem,
Assegurando crescimento em tamanho, graça e sabedoria,
Para além de todo resultado, sem jamais se cansarem...
Quando não adiarem a oração com seus filhos,
Palavra de Deus na mão, lida, meditada, partilhada...
Família na fé solidificada, espaço do aprendizado do amor;
Intimidade divina por todos vivenciada.
Autoridades e políticos serão sinais do Cristo Bom Pastor:
Quando fizerem da política melhor um gesto sublime de amor:
Promoção do bem comum será princípio de ação.
Vocacionados para a política à corrupção não se curvarão,
Pois não haverá espaço para mazelas, privilégios e corrupção.
Promoção do bem comum será princípio de ação.
Vocacionados para a política à corrupção não se curvarão,
Pois não haverá espaço para mazelas, privilégios e corrupção.
Quando para além de credos religiosos e ideológicos,
Reconhecerem a dignidade humana em cada existência.
Quando ao elaborarem Leis e projetos, decretos e medidas,
Não sejam olvidadas a ética, justiça e coerência.
Reconhecerem a dignidade humana em cada existência.
Quando ao elaborarem Leis e projetos, decretos e medidas,
Não sejam olvidadas a ética, justiça e coerência.
O “canto da sereia não nos seduzirá”
Seremos ovelhas do rebanho do Senhor.
Pois uma só voz em nossos ouvidos ressoará...
Para que sejamos sinais do Cristo Bom Pastor!
Seremos ovelhas do rebanho do Senhor.
Pois uma só voz em nossos ouvidos ressoará...
Para que sejamos sinais do Cristo Bom Pastor!
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