segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Advento: oremos por todas as famílias

                                                 

Advento: oremos por todas as famílias

“Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!”
(Mc 10,9)

Uma reflexão sobre o Matrimônio, à luz da passagem do Evangelho de São Marcos (Mc 10,1-12), em que Jesus ratifica a  indissolubilidade matrimonial (a saber, as outras são: unidade e abertura à fecundidade).

Contamos que ontem (no tempo de Jesus), como hoje, há uma “espécie de ar de Inverno” soprando contra o Matrimônio (1).

Iluminador o comentário do Lecionário Comentado sobre o Matrimônio, à luz da fé:

“O Matrimônio do crente não exclui, portanto, ‘a priori’, incompatibilidades de caráter, erros na escolha do cônjuge, dificuldades com os filhos, nervosismos, doenças, aborrecimentos... mas experimenta em tudo isto a presença e a ajuda de Cristo.

Ele dá forças, conforto e esperança. Quem se reveste deste espírito nos dias felizes, poderá continuar a viver desta mesma esperança nas horas difíceis da prova.

E isto como a ‘criança’ que nos braços da mãe se sente segura, porque sabe acolher na transparência e na proximidade tudo o que lhe reserva a vida, certa do amor materno que a envolve.”

Seja o Tempo do Advento, tempo de vigilância e oração, sobretudo oração pela santificação matrimonial, a fim de que nossas famílias sejam santificadas e resplandeçam a luz divina, em relações de amor, ternura e bondade, em preparação à grande Festa do Natal do Senhor.

Oremos:

Ó Deus, velai por todos os que se empenham em viver a graça da santidade no Matrimônio, não obstante as dificuldades, para que possam enfrentar o “ar de Inverno”, que teima em soprar para apagar a chama do primeiro amor.

Sejam por Vós fortalecidos, confortados  e renovados na esperança, para superar as adversidades, vivendo as propriedades essenciais do Matrimônio.

Acompanhai e assisti aqueles casais que não puderam viver até o fim as promessas feitas diante do altar, mas que sejam acolhidos, acompanhados, sem resquícios de exclusão ou marginalização, tendo sempre como discernimento, na prática pastoral, os ensinamentos da Igreja e seu Magistério.

Conduzi, iluminai e santificai aqueles que se propõem a celebrar o Sacramento do Matrimônio, para que tenham em mente os desígnios Vossos, preparando-se com empenho e profundidade, em permanente vigilância e oração.



(1) (2) – Lecionário Comentado – Editora Paulus – 2011 – Lisboa – p. 492-493

Em poucas palavras...

                                                                   


Somos “iluminados” pelo Batismo

“Os primeiros cristãos chamavam ‘iluminados’ aos que tinham recebido o Batismo; consideravam-nos recém-nascidos, ‘que viram a luz’ na noite da Páscoa.

A partir desse momento já não caminhavam como quem ‘caminha nas trevas e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegam os olhos’ (1Jo 2,11)” (1)

 

(1) Lecionário Comentado – Editora Paulus – Volume Advento/Natal – Editora Paulus – pág. 76. – comentário da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 9,27-31).

Oração e Penitência: Natal verdadeiro

                                                        


Oração e Penitência: Natal verdadeiro

O Tempo do Advento nos convida a preparar o caminho para o Senhor que veio, vem e virá ao nosso encontro.

O Tempo do Advento é marcado pela vigilância, revisão de vida, preparação do coração para que seja a verdadeira manjedoura a acolher O Menino Jesus, e celebrado piedosa e festivamente no Banquete da Eucaristia na noite de Natal.

A Oração mais intensa, e a procura do Sacramento da Penitência são meios indispensáveis para que tudo isto aconteça, e neste sentido, oportuna é a reflexão que nos oferece o Missal Dominical, para o  nosso aprofundamento, e redescoberta, se preciso for, do valor e da beleza deste Sacramento que nos reconcilia com Deus e com nosso próximo, para que a Luz resplandeça mais fortemente na noite do Natal do Senhor.

“Na linguagem comum o Sacramento da penitência se identifica com ‘confissão’, e é conhecido com esse nome. Na realidade, a confissão é apenas um elemento do Sacramento e não é certamente o primeiro nem na ordem nem na importância.

Há uma mentalidade formalista e exteriorizante a respeito desse Sacramento, dos mais centrais da vida cristã, ameaçada de resvalar lentamente para uma crise perigosa. As motivações variam muito: vão da recusa do confessor distribuidor automático de absolvições à recusa do confessor psicanalista.

A acusação individual dos pecados, seguida a absolvição e de uma leve penitência, é uma solução em geral demasiado fácil e mecânica; só pode ter sentido cristão se for um sinal eclesial de conversão e reconciliação do cristão pecador. Justifica-se, pois repensar da justa forma da penitência e da confissão; tanto deve tornar-se mais autêntico, profundo, vivo e eficaz.

A conversão cristã é uma maturação contínua, um crescimento contínuo sobre si mesmo, em geral um ato difícil, abrir o caminho para Deus na própria carne; sofrimento e desapego do cômodo e do habitual; é mudança de vida levada a sério. Ele expiou na Cruz todos os nossos pecados e depois de Sua Ressurreição confiou à Igreja a faculdade de perdoar os pecados.

A celebração do Sacramento da penitência não pode ser ‘privatizada; é sempre um gesto ao mesmo tempo comunitário e pessoal, como comunitário e pessoal é o pecado. Por isto, em muitas comunidades eclesiais celebra-se, juntos, este Sacramento:

‘É como se a Igreja inteira tomasse sobre si o peso do pecador, cujas lágrimas ele deve partilhar em Oração e na dor’ (Santo Ambrósio).”

No santo propósito de fazer com que nossas paróquias sejam comunidades de comunidades, e uma Igreja em saída, autenticamente missionária, o Tempo do Advento bem vivido, sobretudo com momentos fortes de Oração pessoal, familiar e comunitária, e vivendo a riqueza imensurável do Sacramento da Penitência, envolvidos e renovados pela misericórdia divina, construiremos a civilização do amor, promovendo a cultura da vida e da paz, contrapondo e superando a cultura da morte, do descarte, do individualismo, indiferença e egoísmo que maculam a fraternidade.

Oração e Sacramento da Penitência, vivenciados com autenticidade e genuína espiritualidade, são caminhos para a sólida comunhão, fraternidade e solidariedade, e assim concretizamos o essencial da fé cristã: a vivência do Mandamento do Amor a Deus que é inseparável do amor ao próximo, como nos falou o Senhor.

Oração e Penitência bem vividas, o Verbo de Deus no coração acolhido, então será, de fato, o Natal do Senhor: paz, luz, vida, alegria, amor...

PS: Missal Dominical - Editora Paulus - p.36.

Tempo do Advento: Deus nos fala pelo Seu Filho

                                                   

Tempo do Advento: Deus nos fala pelo Seu Filho

Vivendo o Tempo do Advento, a Igreja nos convida a refletir o Tratado “A subida do Monte Carmelo”, escrito pelo Presbítero São João da Cruz (Séc. XVI).

“O motivo principal por que na antiga Lei eram lícitas as perguntas feitas a Deus, e convinha aos profetas e sacerdotes desejarem visões e revelações divinas, era não estar ainda bem fundada a fé nem estabelecida a Lei evangélica.

Era assim necessário que se interrogasse a Deus e Ele respondesse, ora por palavras, ora por visões e revelações, ora por meio de figuras e símbolos ou finalmente por muitas outras maneiras de expressão. Porque tudo o que respondia, falava e revelava, eram mistérios da nossa fé ou verdades que a ela se referiam ou a ela conduziam.

Agora, já estando firmada a fé em Cristo e promulgada a Lei evangélica nesta era de graça, não há mais razão para perguntar a Deus, daquele modo, nem para que Ele responda como antigamente. Ao dar-nos, como nos deu, o Seu Filho, que é a Sua única Palavra (e não há outra), disse-nos tudo de uma vez nessa Palavra e nada mais tem a dizer.

É este o sentido do texto em que São Paulo busca persuadir os hebreus a se afastarem daqueles primitivos modos de tratar com Deus, previstos na lei de Moisés, e a fixarem os olhos unicamente em Cristo, dizendo: ‘Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; nestes dias, que são os últimos, Ele nos falou por meio de Seu Filho’ (Hb 1,1-2). Por estas palavras o Apóstolo dá a entender que Deus emudeceu, por assim dizer, e nada mais tem a falar, pois o que antes dizia em parte aos profetas, agora nos revelou no todo, dando-nos o Tudo, que é o Seu Filho.

Se agora, portanto, alguém quisesse interrogar a Deus, ou pedir-lhe alguma visão ou revelação, faria injúria a Deus não pondo os olhos totalmente em Cristo, sem querer outra coisa ou novidade alguma. Deus poderia responder-lhe deste modo: ‘Este é o meu Filho amado, no qual Eu pus todo o meu agrado. Escutai-O!’ (Mt 17,5). Já te disse todas as coisas em minha Palavra. Põe os olhos unicamente n’Ele, pois n’Ele tudo disse e revelei, e encontrarás ainda mais do que pedes e desejas.

Desde o dia em que, no Tabor, desci com meu Espírito sobre Ele, dizendo: ‘Este é o meu Filho amado, no qual Eu pus todo o meu agrado. Escutai-O!’, aboli todas as antigas maneiras de ensinamento e resposta. Se falava antes, era para prometer o Cristo; se me interrogavam, eram perguntas relacionadas com o pedido e a esperança da vinda do Cristo, no qual haviam de encontrar todo o bem – como agora o demonstra toda a doutrina dos Evangelhos e dos apóstolos”.

De fato, Deus nos falou pelo Cristo na plenitude dos tempos, e agora cabe-nos ouvir o Filho amado, “...pois quem diz em parte aos profetas, agora nos revelou no todo, dando-nos o Tudo, que é o Seu Filho”.

Façamos do Tempo do Advento, momento favorável para maior e melhor escuta do que Deus tem a nos dizer por meio do Seu Filho, abertos ao sopro do Espírito, que nos revela o amor e os Mistérios insondáveis de Deus.

Seja para nós, portanto, o tempo da escuta e prática da Palavra de Deus, que ricamente é proclamada nas Celebrações Litúrgicas, e em tantos outros momentos que a Igreja nos oferece, dentre eles, as Celebrações Penitenciais, Novenas em preparação ao Natal, grupos de reflexão, ou momentos pessoal de espiritualidade e oração.

Somos Eternos aprendizes do perdão!

                                                       

Somos Eternos aprendizes do perdão!

Advento, muito mais do que um tempo com começo e fim, prolonga-se em todo tempo, como tempo favorável de conversão, com forte apelo à oração, jejum e esmola (partilha).

O Advento é apresentado como tempo de reconciliações, principalmente celebradas e revigoradas na graça do Sacramento da Penitência, que tem seus fundamentos bíblicos nas próprias Palavras do Senhor (Mt 16,19; João 20,21; 2Cor 5,18).

Deste modo o Sacerdote é chamado, neste tempo, a exercer de modo mais intenso um dos mais belos ministérios a ele confiado, em virtude do Sacramento da Ordem: O Ministério da Reconciliação.

Assim lemos no Catecismo da Igreja (1464-1465):

“Os Sacerdotes devem incentivar os fiéis a receber o Sacramento da Penitência e devem mostrar-se disponíveis a celebrar este Sacramento cada vez que os cristãos o pedirem de modo conveniente.

Ao celebrar o sacramento da Penitência, o Sacerdote cumpre O ministério do bom pastor, que busca a ovelha perdida;

- O bom samaritano, que cura as feridas;
- Do Pai, que espera o filho pródigo e o acolhe ao voltar;
- Do justo juiz, que não faz acepção de pessoa e cujo julgamento é justo e misericordioso ao mesmo tempo.

Em suma, o sacerdote é sinal e instrumento do amor misericordioso de Deus para com o pecador”.

É antes de tudo servo do perdão de Deus e não senhor do mesmo.
Como servo deve ser também um eterno aprendiz do perdão, participante da escola do amor do Bom Pastor, que testemunhou um amor mais forte que o pecado.

O Sacerdote, como todo cristão, deve ter no lar (seu berço histórico), a primeira escola de vida cristã, uma escola de enriquecimento humano.

No berço do lar (pequena igreja doméstica), aprendem a resistência à fadiga, a alegria do trabalho, o amor fraterno, o perdão generoso, a oração e a oferenda de sua vida (CIC 1657).

No sigilo sacramental, orienta aquele que pecou para uma nova caminhada, um novo horizonte, que só pode ser vislumbrado por alguém que se sentiu amado e perdoado.

O Sacramento deve ser por excelência uma expressão do amor de Deus, o experimentar de Seu mar de misericórdia.

É o olhar de Deus que nos olha para além de nossa pequenez e envia-nos para testemunhar este encontro restaurador, vivenciando-o nos relacionamentos cotidianos.

Testemunhar um Amor que ama até o extremo do amor, na prática da caridade que cobre uma multidão de pecados (1 Pd 4,8), tomando com alegria e coragem sua cruz de cada dia, caminho mais seguro de penitência.

O Padre é o homem do perdão, aquele que, diante do pecador, vivencia os limites impostos pelo pecado, ruptura com Deus e Seu projeto de vida.

É sempre tempo de não desperdiçarmos as oportunidades, que nos são concedidas para a acolhida da graça e perdão.

É necessário que procuremos o Sacramento da Penitência, a fim de que mergulhemos neste mar de misericórdia, e descortinemos um horizonte ilimitado e iluminado pela luz e amor de Deus.

Assim a paz e a alegria verdadeira germinada no Advento, florescida no Natal, frutificada também em tempo Pascal, reinarão em nosso coração, não de forma aparente e superficial, porque brota do Coração de Jesus, que é a expressão máxima de amor que nos reconciliou.

Jamais nos esqueçamos que Aquele que na manjedoura nasceu, que cresceu e por nós padeceu e na Cruz morreu, é o mesmo que Ressuscitou!

Vivamos a estreita e inseparável relação do Advento, Natal, Quaresma, Paixão e Morte, Páscoa da Ressurreição! 

A Palavra faz arder o coração...

                                                                

A Palavra faz arder o coração...

“O Profeta Elias surgiu como um fogo, e sua Palavra
queimava como uma tocha... Felizes os que te viram,
e os que adormeceram na tua amizade!”
(Eclo 48, 1.11)

Vivendo o Tempo do Advento, para uma melhor preparação para o Natal, nos é oferecido na Liturgia do Sábado da segunda Semana do Advento a passagem do Livro do Eclesiástico (Eclo 48,1-4.9-11).

Vemos na Sagrada Escritura como o fogo devorador do Amor de Deus que tomou conta da vida dos Profetas, e não diferente com o Profeta Elias.

Aa Palavra de Deus “é como o fogo” (Jr 23,29), um fogo imparável que desce do céu, inflama o coração dos Profetas que a anuncia ao povo, como que provocando um incêndio sobre a terra.

O fogo de Deus longe de destruir a humanidade pecadora, não é devastador, porque a purifica e a transforma para que corresponda melhor aos desígnios e ao Amor divinos:

“Elias é considerado pela tradição de Israel o primeiro dos Profetas; com a Palavra que Deus lhe tinha colocado nos lábios não aniquilou o povo, mas purificou-o da corrupção social, da idolatria, do culto a Baal.

Ardia de zelo pela causa do Senhor, por isso foi levado para o Céu naquele fogo que o tinha envolvido durante toda a vida. O seu desaparecimento misterioso deu origem à convicção de que ele não morrera e que um dia haveria de regressar para preparar a vinda do Messias” (1)

Assim como Elias e João Batista, que foram grandes Profetas antes do Senhor, outros tantos Santos, Profetas e mártires também o foram.

Inflamaram ao fogo de Sua mensagem de salvação, porque encontraram no Evangelho a força para enfrentar toda forma de sofrimento, até em sua expressão máxima: a morte.

Na Palavra do Senhor encontraram coragem para viver em plenitude a vida própria dos cristãos, e sentiram o coração arder como fogo, assim como sentiram os discípulos de Emaús quando ouviram a Palavra do Ressuscitado.

Estes levaram adiante o desejo de Jesus –“Vim trazer fogo à terra e quero que se inflame” (cf. Lc 12,49-53). 

Assim como Jesus, o Filho do Homem, Se inseriu na linha dos Profetas sofredores, os Seus discípulos missionários o mesmo o fazem. Ele é uma testemunha convicta da glória que passa pelo sofrimento, pela Cruz, mas que transpõe a soleira da morte.

Deste modo, todo cristão é testemunha viva de Cristo, é aquele que O torna vivo e presente no mundo de hoje.

Hoje também o Papa Francisco, os bispos, os sacerdotes e tantos Agentes de Pastoral são como esta “tocha de fogo”, como assim o foi Elias.

Tantos pais e mães, educadores e educadoras, ainda que já na glória estejam, são como tochas acesas a aquecer, iluminar e fazer arder nosso coração.

Em cada Eucaristia que participamos, celebramos a Paixão e morte e Ressurreição do Senhor, e por isto nos tornamos um com Ele, no Seu Mistério profundo, intenso, imensurável de Amor e Salvação.

Em cada Eucaristia renovamos a certeza de que “O Senhor não cria nenhuma prisão onde possa fechar os Seus filhos rebeldes e não conhece outro fogo senão o do Seu amor ‘cujas chamas são chamas de fogo, uma faísca de Javé. As águas da torrente jamais poderão apagar o amor nem os rios afogá-lo” (Ct 8, 6-7). (2)

Concluindo, somente em plena comunhão com o Senhor é que a chama ardente da caridade jamais se apagará, e nossas palavras não serão tão apenas palavras, mas o ressoar da Palavra que antes encontrou espaço, vez e voz no mais profundo de nós: Jesus, a Palavra do Pai na comunhão com o Santo Espírito.

(1) Lecionário Comentado - Tempo Advento/Natal - Editora Paulus - Lisboa - 2011 - pp. 122-123
(2) idem

Em poucas palavras...

                                                      



Nada pode apagar o fogo do amor divino

“O Senhor não cria nenhuma prisão onde possa fechar os seus filhos rebeldes e não conhece outro fogo senão o do Seu amor ‘cujas chamas são chamas de fogo, uma faísca de Jhwh. As águas da torrente jamais poderão apagar o amor nem os rios afogá-los’ (Ct 8,6-7).” (1)

 

(1)        Lecionário Comentado – Volume Advento/Natal – Editora Paulus – pág. 124

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